O Positivismo é uma corrente filosófica que defende fortemente a ciência e a tecnologia. A maior figura representativa dessa linha de pensamento foi o filósofo August Comte, que defendia a Lei dos Três Estados, a qual explica que no 3° Estado, o Estado Positivo ou Científico, todos os problemas se resolveriam com a ciência experimental, evidenciando a sua radicalidade.
A palestra do CADIR expressou o quanto a introdução das
máquinas nas mais diversas áreas de trabalho resultou na diminuição de emprego
para a sociedade. Um positivista entenderia que isso não é um problema pois
mesmo que tenha ocorrido essa perda de um lado, surgirão outras oportunidades
de serviço, uma que exija mais especialização ou qualificação, por exemplo. Além
disso, também pontuaria que a tecnologia não é o problema principal dessa
situação, mas sim a forma que a população a utiliza.
Outro ponto discutido durante a palestra foi sobre as altas jornadas de trabalho. O positivismo enxerga a sociedade como um coletivo, assim, um positivista não rejeitaria muitas horas de trabalho desde que isso não atrapalhasse o desenvolvimento técnico do processo, ou seja, não seria um problema se não afetassem a produtividade. Há uma evidência clara de que questões humanitárias não influenciariam a tomada de decisão para analisar um cenário como esse.
Portanto, essa corrente apoia a estabilidade social para o seu funcionamento pleno e que mudanças, como o avanço da tecnologia, devem sim acontecer, mas de forma controlada. Desse modo, evitam julgamento baseados em questões morais e priorizam aqueles que possuem uma base de dados e argumentos concretos, sem deixar o emocional interferir na análise de situações.
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