No cenário político atual, um dos debates que está em discussão é à respeito do fim da escala 6x1. Entretanto um fenômeno bem curioso que se denota nesse debate é presença forte de uma corrente sociológica que data do século XIX, o Positivismo. Mas nesse aspecto que está o questionamento: Como isso impacta diretamente na aquisição de mudanças sociais em geral?
Em primeira análise, pode-se observar que essa visão sociológica se auto afirma pela própria estrutura da sociedade capitalista. A utilização da lei para legitimar uma das engrenagens do sistema, marcado pela produção ininterrupta, reforça essa visão. Aqueles empresários milionários que se opõem ao fim dessa escala, utiliza da literalidade da lei trabalhista, adotando uma postura que prioriza a a lei como ela é, sem querer buscar uma visão mais ampla de como a sociedade poderia funcionar de outro modo. Dessa forma, essa visão conservadora da legislação dificulta diversas mudanças sociais em geral.
Em segunda observação, verifica-se o uso argumentativo de desordem econômica para a continuidade dessa situação. O positivismo foca na premissa da manutenção da ordem acima de tudo e isso é utilizado por grandes empresários como meio de defesa. Eles argumentam, mesmo tendo condição financeira suficiente para manter essa condição, que o fim dela levaria a um grande impacto econômico por conta da diminuição da escala de trabalho e a necessidade de mais contratações.
Entretanto, se transformações sociais fossem sempre impedidas por esse discurso de desordem econômica adotadas por esses gigantes empresariais, grandes mudanças trabalhistas ou sociais importantes não teriam sido adotadas, como, por exemplo, o estabelecimento do salário mínimo. Assim, é perceptível que o apelo a ordem econômica e a literalidade legislativa podem funcionar como meio de resistência a certos avanços sociais.
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