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quarta-feira, 12 de agosto de 2026

A incerteza capitalista sob a ótica de Marx


Na pós modernidade, com a consolidação do sistema de produção capitalista, a dialética social passou a se basear no conflito entre a burguesia e a classe trabalhadora. Nesse viés, a formação de uma estrutura em que a massa vende sua força de trabalho para os empresários implementou uma cultura de extrema incerteza ao redor do corpo civil. Escravo de seus empregos, o proletariado é socialmente dominado e não tem tempo para descansar ou analisar sua situação, quanto menos estudar uma perspectiva de futuro.


Diante do exposto, à luz do materialismo histórico, é possível inferir que os indivíduos vivem uma realidade sujeita à determinação burguesa, que ameaça, por vezes, atentar contra o meio ambiente e causar guerras, subjugando as massas a uma vivência mecânica sem linha de chegada definida. Assim, o estado geral é de incerteza coletiva e medo constante de um risco ainda desconhecido.


Nesse sentido, para Marx, a única solução possível para a subordinação dos trabalhadores é a superação da luta de classes, em busca de uma sociedade materialmente igualitária. Portanto, há oposição a óptica de Hegel — teórico que defende que a mobilidade social capitalista permite o empreendedorismo e a consequente superação da miséria —, uma vez que o marxismo enxerga o problema estruturalmente e para além de um ideal individual de superação. 


Assim, só se pode almejar a conquista de uma população consciente e construtora de seu próprio futuro, sem o risco iminente produzido pela livre decisão burguesa, através do chamado socialismo científico. A ideia é que se estude o funcionamento da sociedade, para então transformá-la estruturalmente, contrariando também o socialismo utópico — que prega a revolução isolada. Dessa maneira, a extinção do controle social alheio às necessidades populares findaria o estado de constante incerteza que assola a sociedade do capital.


Laura Sophia Coelho de Oliveira 

1° ano de Direito Matutino 

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