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segunda-feira, 27 de julho de 2020

O Cupim e a Aranha


“A gravidade já existia muito antes de Newton, mas a sua descoberta serviu para comprovar o quão inútil é a ideia de a desafiar”


  

Era uma vez uma clareira, onde havia uma Grande Árvore, alta e com copas fartas, habitadas por pássaros que tinham à sua disposição todas as frutas oferecidas por aquele local. Dentro dessa árvore, diversos insetos tiram proveito dos pequenos espaços e galhos para começar seus ninhos e pegar as sobras que os alimentos que caem das copas mais altas.

        Na base da Grande Árvore, havia uma colônia de cupins, viviam da madeira dela e precisavam lidar com as ameaças vindas de outras partes da clareira, como pássaros que se alimentavam de cupins e por consequência acabavam destruindo parte das estruturas da colônia. Perceptível que a vida de cupim não era muito fácil, mas é a ordem natural das coisas como peças importantes na cadeia alimentar de todo aquele espaço.

            No entanto, havia um Cupim específico, que se destacava como o mais inteligente entre todos. Mesmo que para os padrões de um cupim isso queira dizer que este usa muito bem o espaço de um crânio que tem o tamanho da cabeça de um alfinete, o Cupim era um grande construtor, o melhor entre seus pares.

            Certa vez, enquanto reparava os danos de mais um ataque de pássaros contra a, o Cupim refletia sobre como evitar que essas fatalidades acontecessem de novo, então o Cupim pensou em um plano: Construir sozinho uma estrutura que possibilitasse a sua colônia de alcançar o topo da Árvore. Lá não teria como a colônia ser incomodada, pois estariam dividindo espaço com os pássaros e teriam toda a madeira da árvore para se alimentar, um plano teoricamente dotado de astúcia e ambição, mas nada muito difícil para o construtor mais habilidoso e inteligente da colônia.

O Cupim apresentou sua ideia para a Rainha dos Cupins, que viu nas vantagens uma oportunidade e tampouco se viu na posição de duvidar das capacidades do seu mais árduo construtor, que conduziria a ideia sozinho. Sendo assim, foi dado o sinal verde para que se iniciasse o que seria uma inovação para todos os cupins, conduzida justamente pelo mais esforçado da colônia.

Depois de dias à fio furando madeira e abrindo buracos na Grande Árvore, o Cupim, apesar de cansado, era movido pelo desejo de em algum momento conseguir ocupar as copas mais altas, onde teria a melhor madeira, menos predadores e a segurança que este tanto almejava, e esperava no mínimo ficar com a parte mais alta da colônia caso cumprisse seu objetivo.

Porém, quando terminava uma estrutura na parte intermediária da árvore, uma forte rajada de vento afligiu o Cupim, que pequeno como é, acabou por ser arremessado em direção a teia de uma Aranha. Tenso e desesperado pelo infortúnio, já imagina ali seu destino selado: Virar a refeição de um predador qualquer.

Ao fim da ventania, ainda preso nas teias, o Cupim passou do desespero para o conformismo, mas sem antes usar da astúcia de ser o mais inteligente dos cupins para tentar se livrar do que poderia ser o fim da sua vida. Após refletir um pouco, a Aranha, que antes ocupada protegendo seu ninho do vendaval, agora se encaminhava rumo ao Cupim, uma deliciosa recompensa pelo esforço que precisou fazer para proteger as suas crias.

 - Espere, não me coma! – Disse o Cupim

- Me dê um bom motivo para que eu não o coma – Disse a Aranha, com as suas presas úmidas em veneno, preparada para abater o petisco que caíra em sua teia.

- Eu posso construir uma casa para você! Você sabe como nós cupins somos grandes construtores, eu sou o melhor da minha colônia. – Justificou o Cupim

- Ora, já tenho uma casa, eu mesma sou capaz de construí-la com minhas grandes teias, além de serem muito mais confortáveis que uma casa de cupim.

- Sou a melhor e mais inteligente entre os cupins! Por favor, me deixe ir! Acharei um meio de te recompensar de alguma forma se eu conseguir chegar na copa dos pássaros lá em cima com a colônia. – Suplicou o Cupim.

- Como o quê por exemplo? – Indagou a Aranha.

- Tudo! A melhor madeira, as melhores copas para montar uma teia confortável para sua ninhada, proteção contra outros predadores. Apenas me deixe sair e quando terminar meu projeto, lhe darei tudo o que você precisar. – Implorou o Cupim, pedindo misericórdia.

- Bom, pois agora tudo o que preciso, é de comida para a minha ninhada. – Afirmou a Aranha.

            Antes sequer do Cupim ter a oportunidade de pedir misericórdia pela sua vida uma última vez, ele foi rapidamente envenenado, abatido e servido como janta para a ninhada da Aranha, que naquela noite dormiria feliz e satisfeita por conseguir manter em ordem sua prole durante mais um dia na altura intermediária da Grande Árvore. Dando seguimento a mais uma geração naquele ecossistema único e milenar. Sorte essa que mesmo o mais inteligente dos Cupins nunca mais iria aproveitar, pois ao contestar a lógica da Grande Árvore, pagou com a vida o preço de tentar alterar a ordem pela soberba exagerada que por vezes o fez esquecer que mesmo entre os insetos, ele era apenas um cupim, entre outros tantos que cumprem muito bem a sua função: Ser a base alimentar para o progresso de tantas outras proles e ninhadas de outros animais.   



Lucas Costa Mignoli Ferreira da Silva - 1ºDireito / Noturno
             

O vitimismo que abala a ordem social

O pensador Augusto Comte foi responsável pela criação da corrente positivista, que prega a necessidade de ordem e progresso para o progresso moral e científico da sociedade. Embora o idealizador tenha começado seus projetos há cerca de dois séculos, essa corrente é presente na sociedade até os dias atuais, no Brasil, por exemplo, o lema da bandeira é ‘’Ordem e Progresso’’, esperando que a sociedade contribua para o seu próprio desenvolvimento e, para isso, é necessário que os indivíduos apresentem uma conduta adequada.  
No cenário atual brasileiro, muitos cidadãos não estão contribuindo para o progresso social, pois não possuem a conduta necessária para que isso aconteça. Esses indivíduos constituem grupos denominados ‘’minorias’’, e se apoiam em discursos de desigualdade social e marginalização, apesar de possuírem os mesmos direitos que toda a população, garantidos pela Constituição, que promovem a igualdade entre todos. Um grande exemplo de postura inadequada é a do movimento contra o racismo.  
A escravidão no Brasil foi abolida em 1888 e mesmo assim, na atualidade, os descendentes de negros pedem uma reparação histórica e maior integração na sociedade, alegando que sofrem constantemente ataques por possuírem o tom da pele mais escuro do que é aceito. Essa necessidade de reparação que os indivíduos possuem abalam a ordem e o progresso social, pois geram constantes protestos violentos, obrigando as instituições de segurança a usarem a violência para restabelecer a ordem. Além disso, os negros alegam que são marginalizados, uma vez que estão ocupando menos postos de trabalhos importantes e moram em locais com condições desagradáveis, entretanto, esses indivíduos possuem os mesmos direitos que os brancos na Constituição, possuem o mesmo acesso à educação e saúde pública que toda a população, tratando-se portanto, de um vitimismo, que abala a estrutura social.  
 Outro movimento que não condiz com uma conduta adequada para a sociedade é o movimento feminista. As mulheres alegam que são vítimas de uma sociedade machista e patriarcal, e por isso, não conseguem espaço em determinados setores da sociedade, quando, na verdade, tudo o que fazem é protestar sem roupas e fazer cenas obscenas para aqueles que são contra o movimento. O movimento alega possuir uma essência de igualdade entre os homens e mulheres, entretanto, após inúmeras notícias de movimento conhecido como ‘’Marcha das Vadias’’, é possível notar que as mulheres abalam a ordem e o progresso social com sua promiscuidade disfarçada de direitos.  
Desse modo, nota-se que o positivismo continua muito importante na sociedade, sendo um instrumento necessário para a manutenção da ordem e progresso. Ademais, filósofos contemporâneos, como Olavo de Carvalho, contribuem também para o progresso social, pois, desmascaram o vitimismo social e são defensores da pátria, garantindo o bem estar social. 

Nota: o texto é destinado apenas para fins acadêmicos, uma vez que não compactuo com os ideais apresentados.

Marília Guidi Ganzella - direito noturno 

A visão positivista em relação aos homossexuais


O positivismo é uma corrente filosófica, criada por Auguste Comte, que surgiu na França no início do século XIX. Tal filosofia se baseia na busca pela ideia de uma ciência da sociedade que recupere os propósitos de uma nova ciência preconizada por Bacon e Descarte, na visão de Comte esse pensamento traria o ultimo estagio da evolução do pensamento humano e com isso o progresso da civilização.
A ideia de progresso de Comte não contempla aquilo que nos classificamos de identidades grupais ou felicidades individuais, pois para os positivistas a ideia de felicidade está associada ao bem público. Ela contempla só o progresso tecnológico. E para alcançar o progresso desejado a ordem é o componente básico na visão positivista.
Para Olavo de Carvalho, seguidor dos ideais positivistas idealizados por Comte, a ordem social reside na reprodução humana (manutenção da vida). Por isso para ele os homo afetivos fogem a sua visão de ordem e levaram a extinção da humanidade, por não conseguir dar manutenção a vida. Portanto, para a felicidade da sociedade, um bem público, os desejos homossexuais devem ser reprimidos, com a justificativa de evitar o fim da humanidade.


Gustavo Leal Andre – 1° Direito - Diurno


Observação: O autor desse texto não compactua com as ideias nele apresentadas.



Com a crise do século XVIII na Europa, a quebra com o antigo regime e as mudanças nas relações devido a revolução francesa, ocorreu o surgimento do positivismo. Essa teoria elaborada por Auguste Comte teve como finalidade a explicação dos fenômenos sociais, esses que antes eram vistos apenas de forma teológica, passaram a ser analisados a partir de um novo ponto de vista. Sendo assim, a sociedade passa a ser vista por Comte com um panorama positivo, agora pensando nas relações sociais de modo metodológico, sendo explicado como a física social.
O surgimento desse novo método de análise visava explicar os fatos com um cunho sociológico e não apenas filosófico, tendo como base de estudos os problemas enfrentados na sociedade, buscando uma explicação para alguns problemas, como por exemplo, a fome, a desigualdade, entre outros. Esses fatos já não eram mais aceitos por Comte como um castigo de Deus, mas sim como uma problemática a ser explicada, visando o desenvolvimento e progresso.
Assim o desenvolvimento da teoria positiva ganhou proporções não apenas na Europa, mas em todo o mundo ocidental, sendo um exemplo desse movimento a República brasileira com o lema “’ordem e progresso”. O surgimento do método gerou um grande desenvolvimento na época, visto que se pautava em provas concretas e valorização do conhecimento científico, o que gerou um grande desenvolvimento para a época. Entretanto o positivismo não engendrou apenas a evolução, mas também dificuldades, com o desenvolvimento de regimes autoritários que se pautavam no positivismo.
Nesse âmbito, mesmo com pontos negativos a ideia da física social tem como base a valorização da cientificidade das coisas, uma vez que busca solucionar problemas sócias com fatos, o que foi de grande valor para o desenvolvimento intelectual ocidental. Apesar da teoria positiva de Comte ter sido desenvolvida há três séculos, o que vemos no Brasil hoje é de forma explicita o atraso, visto que mesmo depois de tanto tempo, em situações como atual (pandemia) encontramos uma liderança nada cientifica, e tomada de ideias Olavistas e esdrúxulas, não embasadas e refutadas

João Henrique Parreira – Matutino


     A homossexualidade é historicamente vista como algo que a humanidade deveria erradicar, e as maneiras para de justificar essa erradicação variam desde motivos bíblicos interpretados de diversas maneiras, cientificas mostrando que não é algo natural e que as pessoas não podem nascer com atração sexual por pessoas de mesmo sexo, e social onde os não possibilitariam a proliferação da raça humana, ou mesmo como defendido por Olavo de Carvalho, onde o gay é nada mais que um egoísta que se deixa levar por seus desejos carnais e perde total seu compromisso com a raça humana e sociedade.

     Parte deste preconceito vem por não se entender de onde vem e porque existe a homossexualidade, mesmo com estudos provando que ela é uma condição natural e não uma doença, mesma que foi retirada da parte de doenças da OMS em 1990, muitos fazem questão de enxerga-la como um ato individualista onde a pessoa faz as escolhas pensando no próprio bem. Um fato de deixa explícita toda esta situação é que, de acordo divulgado no site G1, o governo da Malásia divulgou uma lista dos “sintomas” de homossexualidade para os pais identificarem em seus filhos, o que mostra a maneira discriminatória que ainda é tratada a problemática LGBTQI+ não só no brasil mas como no mundo.    

     No Brasil, temos o caso temos o famoso caso quando reacenderam a discussão sobre a autorização de um tratamento para reversão sexual, novamente tratando a homossexualidade como doença, e fazendo velhas discussões retornarem. Como a normalidade e a necessidade de sempre ocorrer adequação para o adequado, para o positivo, onde o ser humano cumpre sua função que é reproduzir, e não apenas sanar seus desejos que é como tem-se a visão dos gays onde seu bem-estar está em negar sua naturalidade.

      Pode-se então concluir que o pensamento conversador permanece muito vivo mesmo em dias de informação e maior entendimento da realidade de outras pessoas, entretanto aceitar o outro ainda é uma grande barreira pra sociedade, ainda mais quando tenta-se esmiuçar todo tipo de argumento para dizer que determinadas pessoas estão erradas, e que serem quem elas são é um ato amplamente egoísta e que nega sua espécie, mesmo que essa ideia continue sendo defendida mesmo que pelo presidente da república, também é duramente criticada por aqueles que colocam-se no lugar do próximo, quer por ser alvejado de todos os lados necessita de empatia social e aceitação.

Vítor de Souza Coelho
1º Direito - Noturno

Desarmonia positivista

Durante um contexto político social de muita agitação, entre 1830 e 1848, em que diversas revoluções eclodiram em função de regimes governamentais autocráticos, de crises econômicas e da falta de representação política das classes, Augusto Comte pensou não apenas em um estudo da sociedade, mas uma organização desta. O Positivismo não procura buscar a essência dos acontecimentos, mas apenas a vinculação dos fenômenos, de forma a observar a sociedade por fatos concretos e de forma racional, reivindicando padrões de conduta que torne os indivíduos aptos a manter a ordem social e buscar progresso.

E por ordem social, entende-se que o progresso da sociedade não está ligado a contemplação de uma sociedade necessariamente igualitária para todos, uma vez que as baixas condições de vida aplicadas a vivência de determinadas minorias são justificadas como algo natural e inerente a humanidade, com governos proporcionando paras essas o mínimo para que se mantenham sem organizar movimentações por seus reais direitos e exercendo suas funções sociais de modo satisfatório, a fim de a engrenagem social continuar funcionando.

Entretanto, engana-se quem pensa que tal corrente filosófica ficou contida no passado. Esta doutrina perpassou a história e esteve presente em diversos acontecimentos marcantes, como inúmeros momentos de independência de nações, o estabelecimento de uma República no Brasil, chegando até a contemporaneidade. Nesse último momento, autores, como Olavo de Carvalho em seu livro O Imbecil Coletivo, tentam afirmar a existência de “ditaduras gayzistas” e inferiorizar a homossexualidade (no livro, chamada de “homossexualismo”, utilizando, propositalmente, o sufixo “ismo” para referir-se a essa orientação sexual como uma doença) ao assegurar que essa nada mais seria do que a manutenção de um desejo, mas que o correto frente à humanidade está na heterossexualidade, uma vez que esta é responsável pela reprodução humana e, consequentemente, pela funcionalidade social.

Além disso, atualmente, em 2020, em meio a uma pandemia, não é incomum escutarmos que “a vida tem que continuar” ou que a “economia não pode parar”, frases utilizadas em defesa à reabertura de comércios e a continuidade da chamada “vida normal” em um contexto de consciência que isto resultará na possível morte de milhares de pessoas. Essa aceitação é a manutenção da ideia de que existem pessoas que são “morríveis” e que estas devem se sacrificar pela harmonia e um bem estar social, que na verdade será restrito a aqueles que detêm posições de privilégio dentro da sociedade.

Por fim, é necessário dizer que esta doutrina, apesar do uso do natural para justificar toda essa face de desigualdade, apenas serve para perpetuar a ideia de inferioridade de uma parcela da comunidade, as reprimir e instaurar uma violência contra minorias a partir de discursos de ódio, muitas vezes, mascarados.

Amanda Pereira Ramos - 1º ano - Direito (matutino)
Tema: Positivismo e contemporaneidade

A polarização da ciênca

 Diz-se que estamos na Era do desenvolvimento, aprimoramento e valorização do científico e do racional. Mas será isso inteiramente uma verdade?
 Segundo Comte, idealizador do Positivismo, o conhecimento verdadeiro baseia-se nos ideais de "Ordem e Progresso", "[...]  renuncia a procurar a origem e o destino do universo, a conhecer a causa mais íntima dos fenômenos, para preocupar-se unicamente em descobrir, graças ao uso bem combinado do raciocínio e da observação, suas leis efetivas, a saber, suas relações invariáveis de sucessão e similitude".
 Mesmo que o filósofo tenha estabelecido tais conceitos no decorrer do século XIX, é possível relacioná-los com a pós- Modernidade, na medida em que, para muitos indivíduos, inclusive para detentores do Poder Político brasileiro, busca-se a verdade científica de forma superficial e não revolucionária, de modo a, além de confirmar teses anteriormente propostas, basear-se somente nos interesses e benefícios de seus respectivos grupos, em detrimento de uma visão ampla e diversificada da sociedade.
 Um exemplo que pode ser citado é o de Damares Alves, titular do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, envolvida em diversas polêmicas envolvendo sexualidade e gênero. Uma dessas polêmicas teve início ao afirmar que "menino veste azul e menina veste rosa". Com tal metáfora, a ministra  deixa clara sua aversão à ideologia de gênero, o que cria abertura à discriminação de diversos grupos e uma polarização nos conceitos relacionados à sexualidade.
 Da mesma forma, uma relação pode ser estabelecida entre tal afirmação e "Mentiras Gays", de Olavo de Carvalho. Ao afirmar que a homossexualidade é apenas um desejo e que as relações humanas devem ser pautadas somente no que concerne à reprodução e perpetuação da espécie, ele, como Damares, discrimina toda a diversidade sexual e de gênero, e dá credibilidade a uma visão científica e social ultrapassada.
 Assim, fica claro como é importante uma visão não polarizada e crítica dos fenômenos sociais e das várias esferas da vida humana (biológica, social, cultural, emocional, entre outras), que deva gerar alteridade, e que possa, verdadeiramente, proporcionar avanços na ciência e na racionalidade, de modo a abandonar ideais ultrapassados e que não sejam um retrato real do mundo hodierno, proporcionando, assim, maior liberdade, respeito, diversidade e engajamento na sociedade como um todo.

Maria Paula Castro Gonzaga
1 Ano- Matutino

As Nocividades das Militâncias

Diversos campos sociais, atualmente, pregam que há uma marginalização de seus grupos e uma perseguição para com os seus pertencentes, sendo assim, eles sempre com as sua militâncias desejam escancarar as suas reivindicações por direitos; reivindicações essas injustas, já que os grupos minoritários não são marginalizados para necessitarem de uma proteção maior ou de mais direitos que os demais cidadãos.
Um exemplo para isso é o da comunidade LGBT, que por bastantes vezes se coloca no campo do oprimido, quanto, na verdade, também é opressora para com os seus opositores, como no caso do boxeador americano que agrediu um homem apenas por ele ter publicado alguns comentários com críticas a ele e à sua opção sexual. As críticas feitas por esse homem podem não ser consideradas um preconceito, pois ele está utilizando de seu direito de expressão, nem que seja ele uma expressão da repugnância ao homossexualismo, contudo, não deixa de fazer parte de seu direito de manutenção da ordem e das bases primordiais para a sociedade.
O homossexualismo pode se tornar a causa de muitas rupturas na sociedade, e como consequência trazer prejuízos incalculáveis, como uma quebra e uma fragmentação no campo familiar, que é uma base racional primordial para o positivismo; este que foi seguido pelos militares do Brasil após a Revolução de 1964 e apesar de possuir os seus problemas, busca uma garantia do equilíbrio ao indivíduo humano e clama por uma remoralização nacional, em que consigamos garantir que haja uma organização de nossa sociedade e um entendimento de que certas situações são normais, contanto que não haja uma caracterização física dela.
Os homossexuais costumam sempre apontar que não houve avanços em questão de respeito às suas escolhas e que há uma necessidade de mudança, todavia, em todo mundo, os avanços tecnológicos e técnicos são claros, dessa forma, toda a sociedade teve grandes melhorias e progressos e eles pensarem apenas em um  progresso em questão de direitos apenas a um determinado grupo é totalmente egoísta e cobra direitos que não são necessários, já que essas são preferências pessoais mutáveis, ou seja, a pessoa pertencente ao grupo homossexual faz parte dele apenas por uma escolha privada, então os mesmos direitos deles devem ser os dos demais cidadãos.
Portanto, a busca desenfreada dos grupos minoritários de alcançarem direitos extras são graves para o devido funcionamento da sociedade que precisa da ordem para manter o progresso.

Caso do boxeador: https://extra.globo.com/esporte/lutas/boxeador-americano-gay-agride-homem-apos-insultos-homofobicos-20976463.html
Militares positivistas:
https://olavodecarvalho.org/positivismo-inconsciente/

P.S.: Esse texto é apenas um ensaio proposto para a continuidade da matéria com os mais variados pontos de vista e, em nenhuma hipótese, condiz com o real pensamento e ideologia do autor.
 

Caso sofra qualquer tipo de preconceito, denuncie! Termos ultrapassados, também usados neste texto, não devem ser tolerados.

Cesar Henrique Santana de Oliveira - 1º ano de Direito - UNESP - Noturno

A engrenagem do bem comum


O positivismo, corrente ideológica pensada por Auguste Comte entre o final do século 18 e meados do século 19, organiza uma estrutura parametrizada para a compreensão do mundo como ele verdadeiramente é, desconsiderando vertentes teológicas e metafísicas e, pressupondo a construção leis sociais invariáveis, a fim de estabelecer uma moral coletiva a favor do progresso da humanidade. Assim, desprezando a busca por entendimentos aprofundados acerca da sociedade e da ciência e, consequentemente, convergindo para pensamentos superficiais das mesmas.
            Nesse sentido, a lógica positivista busca disseminar a compreensão do papel dos indivíduos de uma sociedade como partes de uma engrenagem social, na qual cada homem é responsável pela manutenção e bom funcionamento do conjunto, e não apenas de parte dele. Desse modo, a “física social”, denominação que traduz a implementação de uma ciência exata na configuração do corpo social, desestimula completamente a busca por satisfações individuais, uma vez que pretende que a comunidade viva e justifique suas atitudes em prol da ordem e do progresso geral.
            No tocante à ideologia positiva, Olavo de Carvalho, em sua obra “O imbecil coletivo”, busca questionar a luta por direitos específicos por parte do grupo LGBT, na medida em que apresenta argumentos contrários a essa, por partir da premissa de que posicionar-se como homossexual trata-se de uma opção, e não de uma condição congênita ou patológica. Assim, classifica a escolha sexual como sendo egoísta, visto que a homossexualidade seria fruto de um desejo individual, diferentemente da heterossexualidade, sem a qual tornar-se-ia impossível a manutenção da espécie e, portanto, enquadra-a como inferior hierarquicamente, levando em consideração a condição de reprodução, além de julgá-la como totalmente dispensável em um consenso de bem comum.
            Em um contexto atual, a criminalização do preconceito contra os homossexuais vai na contramão de uma ideia positivista de igualdade plena, em vista da exigência, por parte dos homossexuais, por direitos característicos, enquanto reclamam, simultaneamente, os direitos daqueles com pensamentos antagônicos. Olavo, no capítulo “mentiras gays” do livro citado previamente, dialoga que “Na maior parte dos casos, as opiniões dos anti-homossexuais não são preconceitos, mas conceitos, tão elaborados, tão lógico e respeitáveis quanto as opiniões dos homossexuais, para dizer o mínimo. [...] Se existe um direito à expressão do desejo, deve também existir direito à expressão da repugnância, que é o contrário do desejo” e, sendo assim, torna injusta a repreensão daquele que opta por desferir, desconsiderando um contexto de atos criminosos, sua repulsa por quem tem um gosto diferente.
            Por fim, após esse entendimento, considera-se valida a compreensão de os homossexuais como sendo um grupo de menor importância numa conjuntura humana de perpetuação da espécie, tendo em vista que dois indivíduos do mesmo sexo são incapazes de gerar descendentes, férteis ou não. Ademais, em consonância as ideias expressas por Olavo de Carvalho, é inconcebível que os homossexuais reivindiquem direitos inerentes ao grupo, considerando que não são, do ponto de vista biológico, diferentes de quaisquer outros homens, a não ser por seus desejos.

Autor: Lucca Benedetti de Morais         RA: 201225158

Observação: O autor desse texto não compactua com as ideias nele apresentadas, essa dissertação foi redigida a partir de uma proposta de atividade. O autor desautoriza a utilização desse trabalho para quaisquer outros fins que não os propostos pelo exercício.

A pedra no caminho do progresso e o positivismo como solução


     Escrito em 1844, o livro Discurso sobre o Espírito Positivo de Auguste Comte explica o Positivismo, linha de pensamento científica que visa estudar a sociedade pelo método científico. Comte em seus estudos desenvolveu leis lógicas usadas para entender a filosofia social, criadas a partir da observação daquilo que em toda sociedade é imutável, são elas a ordem e o progresso. Para mantê-las é necessário que os indivíduos sigam padrões de conduta e continuem a exercer seus papéis designados, pois só assim a sociedade consegue se manter em equilíbrio e avançar.
     Porém, nas últimas décadas vemos emergir uma grande parcela de pessoas que vão contra seu papel em sociedade, portanto, são como uma pedra no caminho para o progresso. São elas as denominadas “minorias” que reivindicam direitos baseados em ideologias deturpadas que caminham contra a ciência, os homossexuais por exemplo afirmam que o homossexualismo não é “anormal” ou “opção” porém de acordo com a biologia sabemos que a heterossexualidade é a necessária para sobrevivência, ou seja, aquele que é correta por natureza, como afirma Olavo de Carvalho: “As relações entre sexos diferentes não são uma opção livre, mas uma necessidade natural para todas as espécies animais” (CARVALHO, 1997, pág. 205), ele também complementa “É anormal porque é a privação de uma potência necessária à subsistência da espécie” (CARVALHO, 1997, pág. 206).
     Ao dar os direitos que essa parcela da população pede concordaremos com sua lógica paradoxal, pois quem necessita de direitos especiais são aqueles fora do normal ou doentes, mas se eles afirmam que não são nenhum dos dois, precisam dos direitos por quê? Porque se acham especiais, merecedores de estar acima do resto. Além disso, ao conceder tais direitos, deixaremos de lado a preocupação com a maioria e não podemos sacrificar a harmonia da sociedade para que alguns se sintam melhor, o que importa é o avanço da maioria, para que tudo siga em equilíbrio.
     Portanto, é preciso que façamos uma melhor vigilância na sociedade, para que grupos como os homossexuais não sejam vangloriados e normalizados e voltemos aos princípios positivistas, ensinando que é necessário que cada um siga seu papel para que a sociedade se mantenha em ordem e consiga atingir o progresso.



ATENÇÃO: o texto não reflete de forma alguma a visão da autora, sendo feito somente para cumprir a proposta da atividade. Termos ultrapassados e preconceituosos como “homossexualismo” foram usados somente para a verossimilhança do texto.


Mariana Marcelino - Noturno

"Mentiras Gays" de Olavo de Carvalho e o Positivismo como determinantes do Progresso



"Mentiras Gays" de Olavo de Carvalho e o Positivismo como determinantes do Progresso

Ordem e Progresso, termos conhecidos popularmente na sociedade brasileira, visa além do que nossos olhos podem ver. É o eixo positivista, ciência social que propõe, através da ordem e moral, alcançar todo o potencial que uma nação pode ter. Augusto Comte, pai da sociologia e da teoria positiva, escreveu a obra “Discurso sobre o Espírito Positivo” em 1844. Dois séculos depois, com a modernização e consequente naturalização dos movimentos sociais, é necessário reforçar tais ideais evitando as aberrações oriundas dessas lutas pobres em honestidade.  Já a razão pública “deve encontrar-se implicitamente disposta a acolher atualmente o espírito positivo como a única base possível para uma verdadeira resolução da profunda anarquia intelectual e moral” (Comte).
Uma dessas anomalias é o movimento LGBT, que busca validar os ideais mais absurdos. Se apoiam no discurso da liberdade de expressar sua sexualidade e na falta de Direitos (mesmo todos sendo iguais perante a lei, como expressa a Constituição). No mundo contemporâneo, como um bom exemplo positivista, temos Olavo de Carvalho e sua obra “O Imbecil Coletivo: Atualidades Inculturais Brasileiras” (1999), que traz um capítulo inteiro dedicado ao tema, chamado “Mentiras Gays”. Uma das citações mais precisas é o seguinte trecho: “desonestidade intelectual é o abuso do rótulo “preconceito”. Os homossexuais estigmatizam como preconceito qualquer opinião que condene como anormal ou imoral a sua conduta.”. Os LGBTs não entendem que as simples preferencias sexuais de alguém não deve ser provedora de Direitos sobretudo sobre os heterossexuais. “Os homossexuais protestam contra a hegemonia dos heteros, mas ela é justa: os heteros falam em nome da espécie humana (que inclui os homos), e os homossexuais falam em nome dos desejos de um grupo.”
Outra contradição é a transexualidade. Citando Comte, “A antipatia crescente que o espírito teológico inspirava justamente à razão moderna afetou gravemente muitas importantes noções morais, não somente relativas às maiores relações sociais, mas também concernentes à simples vida doméstica, e até mesmo à existência pessoal.”. Desde quando o “gênero” é algo a ser escolhido individualmente? Desde quando as feministas e LGBTs vêm pregando isso. Além de reforçar os estereótipos, temidos pelos mesmos grupos hipócritas, a Teoria de Gênero que querem ensinar em nossas escolas é abiológica. “A percepção de qualquer ser é instantaneamente a percepção de seu círculo de latência” (Olavo de Carvalho - Ideologia de gênero e dissonância cognitiva (2018)). Não adianta me dizer que a pedra é um animal se o que vejo é uma pedra. Se tem útero é mulher, se tem testículos é homem. Comte diz que “somente são reais os conhecimentos que repousam sobre fatos observados”, e, portanto, o gênero dos transexuais são imaginários. Só existem para eles, que renegam sua própria natureza. Se eu tenho que respeitar sua imaginação, significa então que o imaginário prevalece ao real? Não há nenhum resquício de lógica nesse pensamento.
Quanto mais reconhecimento essas aberrações conseguirem, quanto mais pessoas conseguirem alienar, logo todos esses conceitos errôneos estarão sendo reproduzidos desde o Ensino Infantil para “combater o preconceito”, formando indivíduos confusos que presam os desejos e imaginação acima da biologia e a realidade. Se for crime questionar essas convicções não teremos nenhuma garantia de sobrevivência da espécie ou de moralidade no futuro, ameaçando a ordem e inviabilizando o Progresso.


Nota: Esse texto foi produzido a partir de uma proposta de atividade e não está de acordo com a opinião da autora.


[i]  COMTE, Augusto. “O espírito positivo é mais apto que o espírito teológico-metafísico para organizar a sociedade e sistematizar a moral” In: Discurso sobre o Espírito Positivo (1844). São Paulo: Abril Cultural, 1978 (Os Pensadores).
[ii]  CARVALHO, Olavo. “Mentiras gays”. In: O Imbecil Coletivo: Atualidades Inculturais Brasileiras. Rio de Janeiro: Faculdade de Cidade Editora, 1999. 
[iii] "Olavo de Carvalho - Ideologia de gênero e dissonância cognitiva". Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=vrV60VK6aPQ (2018).



Lívia Pimenta Clemente Silva

Direito Noturno
1° Período - UNESP


Um protagonismo positivista

  A análise de um mundo tomado por ideais lentamente forjados na fúria intempestiva e dinamismo trágico revela-se em vários âmbitos incapaz de conciliar aspectos ambíguos e traços incoerentes com a essência humana. Essa, lentamente diluída em meio à confusão de avanços irracionais e coercitivos, perde-se do progresso e abandona a ordem, escamoteada pela frágil e rasa visão de um mundo destinado à consumação de um perfeito e coeso sistema. Tal visão se difunde em seu voo ágil, de fácil crença e lógica significação, dando às coisas classificações obtusas, ávida pelo avanço, indiferente à reflexão crítica e à aceitação de um cerne inalcançável. 
  O contemporâneo revela, ao descerrar de suas cortinas, um protagonismo de ideais positivistas, deixando-se conduzir pelas facilidades de uma interpretação frágil, facilmente deposta sob o aspecto mais humano e crítico. É assim que se observam problemáticas engendradas em um racionalismo que deturpa e desumaniza, mesmo em contextos que pedem pela ética e pela paciência, virtudes que não parecem contemplar as ideias difundidas atualmente. O desrespeito a medidas de segurança e a exaltação de estudos científicos rasos, bem como de ideais ainda mais perturbadores, demonstra total banalização da solidariedade e da profundidade que devem nortear quaisquer buscas empreendidas pelo homem. Esse, admitindo tais concepções, limita-se a falsos princípios que não bastam para observar e explicar o mundo, como se recusasse mergulhar no entendimento ao servir-se da facilidade dessa doutrina. Observar o aqui e o agora leva naturalmente a erros categóricos, sobretudo quando se abandona a história e só se pensa nas medidas mais imediatas que levarão ao progresso. 
Idealizado por Comte, o positivismo mostra diversas falhas na busca de um mundo mais justo e ético, ao pensar um ideal civilizatório e um contexto científico que se recusa a imergir para solucionar os problemas desde o seu cerne. No entanto, tais ideais se veem constantemente no meio atual, seja no alcance quase ilimitado da internet ou nas ações mais concretas realizadas socialmente, partindo das lideranças políticas, que em um contexto de pandemia se deixam levar pela trivialidade do método.         
  Tal contexto gera consequências graves, trazendo a segregação e desumanização a seres cada vez mais distantes, reduzidos a números que vão diminuindo em mortes insignificantes, sem comover ou gerar a empatia, sem promover quaisquer outras medidas éticas e humanas de pensar o mundo, senão reduzido a um ínfimo progresso que nos vai matando dia a dia, na constante desumanização por tanto tempo quanto durar o protagonismo de seus caminhos rasos e sua fulcral desordem.
Lucas Rodrigues Moreira – Primeiro Semestre – Matutino


O Positivismo Segundo as Más Línguas


O Positivismo Segundo as Más Línguas

Em meados do século XIX, precisamente no ano de 1848, Auguste Comte publicou a obra: “Discurso Sobre o Espírito Positivo”. Nesta, o autor discorre sobre a Ideia de uma “Física Social”, uma linha filosófica que propunha descobrir e entender quais são as leis imutáveis que regem a sociedade. Para compreender essa ideia, é necessário que, primeiro, captemos quais são as bases de sua fundamentação, sendo estas, a “estática”, a “dinâmica” e a “solidariedade”, assim definidas pelo autor.
A “estática” consistia na “moral”, um conjunto de normas e condutas necessárias para estabelecer a “ordem”, o funcionamento adequado e coeso da sociedade. A “ordem”, por sua vez, seria o elemento fundamental para se alcançar a “dinâmica”, entendida pelo progresso material, tecnológico e cientifico desta sociedade. Por fim, temos a “solidariedade”, que também pode ser enquadrada como um aspecto dessa “moral”, pois, propunha uma ideia, intrínseca ao ser, de cumprimento de seus deveres sociais, laborais  e morais, em detrimento de suas ambições e aspirações pessoais; visando, assim, o desenvolvimento da humanidade.
Entendidos esses conceitos, posso, agora, contextualizar tal linha filosófica no nosso atual momento histórico e, por conseguinte, mostrar como essa se mantem forte no viés político de nosso país. Parto, deste modo, de um texto chamado “Mentiras Gays”, do Olavo de Carvalho”, um pseudointelectual que é visto como uma espécie de “guru” para o atual governo. Neste texto, Olavo discorre sobre o conceito da “solidariedade”, implícita no conteúdo da obra. O autor argumenta que os homossexuais estariam gerando uma subversão no aspecto moral da sociedade ao colocarem sua relação homoafetiva, não geradora de descendentes, à frente da instituição familiar clássica (um dos pilares fundamentais  da “moral” e necessário para a manutenção da “ordem”, expressas por Comte) e, desta forma, estariam agindo em prol de individualismos, em detrimento da estabilidade da ordem e do desenvolvimento da humanidade, ou seja, o progresso.
Desta maneira, esse posicionamento defende, direta e indiretamente, o fim dos direitos sociais das comunidades minoritárias (como a LGBT, por exemplo), embasado no fato de que se a constituição prevê a igualdade política entre os indivíduos, não há necessidade de leis e direitos exclusivos para grupos seletos. Assim, fica clara a presença do cientificismo positivista, que não busca entender a essência e fazer uma análise profunda das questões sociais, mas sim observa-las com um olhar superficial e meramente funcional, na “filosofia olaviana”.
E, por fim, como mencionei anteriormente, essa “filosofia olavina” serve de base epistemológica para o atual governo federal, presidido por Jair Bolsonaro e, portanto, pelo seu cientificismo raso, apresenta uma ameaça não só aos direitos sociais, bem como aos direitos humanos de modo geral. Por esse motivo, essa atual crescente adesão da extrema direita à tal filosofia não deve ser subestimada.

Thales Goulart                              1Ano                       Direito - Diurno

As diversas manifestações do ideal positivista na atual sociedade brasileira


              Auguste Comte, considerado por alguns como o fundador da sociologia, há cerca de dois séculos atrás promovia grandes mudanças dentro do campo do conhecimento científico, introduzindo-lhe um novo objeto de estudo: a humanidade. Foi a partir de seus estudos sobre a sociedade de seu período, os grandes problemas enfrentados pela mesma e a busca por uma solução, que Comte acabou elaborando o Positivismo, corrente filosófica cujos alicerces são os ideais de ordem e progresso. Em um curto período, essa corrente epistemológica acabou se espalhando pelo continente europeu, fenômeno que não se restringiu a este último,  de modo que podemos encontrar em nossa bandeira nacional o lema positivista de “ordem e progresso”.  
            Embora o Positivismo como ideal filosófico e solução social tenha se mostrado obsoleto, tanto pelas diversas transformações sociais durante os séculos XIX e XX como pelo surgimento de trabalhos posteriores no ramo da sociologia, muitas reminiscências do pensamento positivista podem ser encontradas na atual sociedade brasileira, as quais estão concentradas principalmente na imagem do presidente Jair Messias Bolsonaro e de seu guru, o “filósofo” Olavo de Carvalho.
            Dessa forma, em conjunturas problemáticas como a vivenciada atualmente pela pandemia da COVID-19, o pensamento positivista de Bolsonaro e seus apoiadores torna-se cada vez mais evidente: em busca por um progresso que não pode esperar, esses acabam por incentivar a reabertura do comércio e das atividades econômicas no país, mesmo que essa situação possa colocá-los em risco, além de outras milhares pessoas que podem ser contaminadas. Não obstante, aqueles que apoiam o presidente são capazes de criar uma falsa “ciência”, de modo a instrumentalizá-la, como um positivista do século XIX, de acordo com seus interesses políticos: incentivam o uso da cloroquina para a cura da COVID-19, embora a eficácia desse remédio não tenha sido comprovada, e não utilizam máscaras em áreas públicas, influenciados por veto de Bolsonaro à lei que obriga o uso das mesmas.
            No entanto, não são necessários momentos catastróficos para reconhecer um indivíduo tomado pelo ideal positivista. Olavo de Carvalho, em seu livro “O Imbecil Coletivo”, ao tratar da temática da homoafetividade, deixa claro que a união homossexual é inferior à união heterossexual, simplesmente pelo fato da primeira não permitir a procriação do homem, como se as relações humanas e as interações dos indivíduos devessem se direcionar simplesmente à perpetuação da espécie. O pensamento do “filósofo” mostra-se ainda mais grotesco quando este supõe que relações abusivas seriam atenuadas se realizadas entre indivíduos do mesmo sexo, uma vez que não haveria possibilidade de gravidez, ou seja, a imoralidade do ato não reside nele mesmo para Olavo, mas sim em suas possíveis repercussões sociais.
            O Positivismo, portanto, na conjuntura atual de nossa sociedade, mostra-se extremamente obsoleto como instrumento de interpretação da realidade, e embora sua criação remeta ao século XIX, podemos encontrá-lo facilmente no Brasil de hoje, presente no pensamento de Bolsonaro, Olavo de Carvalho e seus seguidores.


Veto de bolsonaro ao uso obrigatório de máscaras em locais públicos: https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2020/07/03/bolsonaro-veta-uso-obrigatorio-de-mascara-no-comercio-em-escolas-e-em-igrejas

Estudo referente à ineficácia da cloroquina: https://www.bbc.com/portuguese/geral-53522399

Gustavo de Oliveira Battistini Pestana - 1 ano - Diurno

As minorias e o colapso do progresso
Nos últimos anos estamos acompanhando uma onda crescente de grupos que se denominam “minorias”, que dizem lutar por igualdade, mas que na realidade querem exigir direitos a mais daqueles que já são destinados à todas as pessoas, os quais já garantem a igualdade entre todos, sendo esses suficientes para o mantimento de uma ordem social.
Desta forma, movimentos como indígena, negro e LGBTQIA+ são movimentos que intensificam a quebra da ordem social, impossibilitando a ascensão do progresso e desenvolvimento do país. Com isso, a possibilidade do Brasil se tornar um país extremamente atrasado com relação aos outros se torna cada vez maior.
O movimento indígena é uma excelente demonstração de como as suas pautas atrasam o progresso brasileiro. Um dos maiores exemplos, é quando se fala a respeito de demarcações de terra, que impedem a utilização das mesmas para exploração de seus recursos. Isso faz com que um potencial explorativo gigantesco da terra seja perdido, e por consequência, o lucro que se obteria através da exportação desses recursos.
Além disso, muitos desses movimentos falam em uma reparação histórica por situações que ocorreram em tempos passados, como por exemplo a escravidão e por isso justificam políticas públicas como as cotas raciais. Contudo, medidas assim não são necessárias, tendo em vista o artigo 5º da Constituição Federal que já garante a igualdade de todos perante a lei. Desta forma, medidas como cotas raciais, provocam a desordem social, que mais uma vez prejudica o progresso da nação.
Falando ainda sobre os movimentos citados, o movimento LGBTQIA+ reproduz um discurso que trata a homossexualidade como algo normal e, de acordo com Olavo de Carvalho, o homossexualismo por si só não pode ser considerado normal ou anormal, contudo a inaptidão completa para a conduta heterossexual é intrinsecamente anormal. Isso se dá porque é a renúncia do potencial necessário para a subsistência da humanidade, que mais uma vez traz a desordem social e a dificuldade do progresso
Portanto, movimentos que lutam pelas “minorias” não são nada mais nada menos do que movimentos que trazem o retrocesso, impossibilitando a ordem e o progresso no Brasil. Desta forma, é necessário que cada vez mais as autoridades fiquem atentas para o este crescente movimento.

Obs: Este texto não reflete a opinião da autora. Ele é única e exclusivamente um exercício proposto pelo professor para o entendimento do Positivismo atualmente

Mariana Boteguim Petter- 1º ano de direito noturno

Ordem e moral restritas


Baseando-se em renomados sociólogos como Francis Bacon e René Descartes, que propunham a reforma epistemológica da Sociologia, Augusto Comte aspirava por uma vertente que cumprisse o papel de “física social” e alcançasse a hegemonia política. Entretanto, o Positivismo de Comte, não tem qualquer interesse em buscar a essência dos eventos, mas, apenas, a vinculação entre fenômenos, dessa forma, não abandonando a ordem vigente ao desenvolver o progresso.
Ademais, observa-se dessa conduta um processo guiado por um conhecimento simplista, que resiste a mudanças no pensamento social e na democratização do conhecimento, além de reprimir qualquer ação considerada anarquia intelectual e política.

Essa filosofia exerce considerável influência no Brasil até a contemporaneidade, e pode ser percebida em autores como Olavo de Carvalho. Dessa forma, observa-se em textos como “Mentiras Gays” que Carvalho tem como estratégia um discurso preconceituoso e conservador, que cumpre o papel de manutenção dos padrões de conduta moral, e consequentemente, nota-se uma deficiência na filosofia positivista. De forma paradoxal, ao ignorar a complexidade do mundo a sua volta, a ciência social positivista acaba por também se distanciar do compromisso com a verdade e cai no senso comum.

Para culminar, a luta por uma manutenção da ordem e da moral, que combate movimentos de caráter revolucionário, onde grupos minoritários são negligenciados para o benefício de poucos, não tem espaço no progresso. Os atuais protestos do movimento Black Lives Matter (vidas negras importam) nos Estados Unidos revivem a memória de diversos outros momentos de desobediência civil e protestos que se tornaram violentos devido a opressão, e a mudança criada graças a eles. Esses possuem exemplos extensos, que encobrem desde a Primavera dos Povos até a Revolta de Stonewall.

Portanto, como sociedade, é preciso atentar-se para não continuar propagando ideias e filosofias que são ferramentas de opressão e repressão. Que negligenciam e ferem grupos inteiros em prol a um progresso superficial, e apoiam de muitas formas a construções de discursos de ódio como os de Olavo de Carvalho.

Vitoria Talarico de Aguiar – Diurno