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domingo, 26 de junho de 2011

Serviço de Utilidade Científica

O método baconiano é bastante parecido com o cartesiano. Há que se ter, na analise científica, clareza nas idéias e sempre buscar o alcance exato do sentido, rejeitando a ciência que se baseia apenas no exercício da mente.

Nesse sentido, Francis Bacon critica duramente a filosofia grega por ter pouca ação funcional. Para o autor, não houve contribuição efetiva para melhorar a condição humana. Neste mesmo caminho, a filosofia e a ciência até então podiam ser consideradas inúteis , já que as descobertas não tinham utilidade prática ao bem estar do homem.

Além disso, o método de Bacon tinha como base “reemprender-se a cura da mente”, ou seja, a cura da mente ajustando-a por mecanismos da experiência. As ciências até então não tinham um método, tampouco dispunham de artifícios para inovação, sendo que o objetivo da ciência moderna é criar NOVOS dispositivos para incrementar a vida humana.

Outra semelhança entre Bacon e Descartes é em relação a existência de um Deus. Para ambos existe um Deus perfeito e distante da mediocridade humana, sendo que a verdadeira ciência atua como representação das reais interpretações divinas.

Para Francis Bacon existem, ainda dois tipos de ciência. A que o autor propõe é a das descobertas científicas por meio de experimentações. O outro tipo se baseia na interpretação, igualmente à filosofia tradicional. Este método leva ao que Bacon chamou de antecipação da mente, cujo resultado é o senso comum.

Além disso, há também a necessidade de se ir além daquilo que se observa. O tal mecanismo de experimentação mencionado deve ir além daquilo que é visível ao homem ou perceptível aos sentidos, e a ciência deve estar a bem da humanidade e ter uma função, já que por meio dela o homem consegue dominar a natureza e melhorar a condição humana.

sábado, 30 de abril de 2011

Ídolos da tribo.

Sobre um dos aspectos da obra de Bacon em, BACON, F. Novum Organum, os ídolos da tribo,falsas percepções.

domingo, 3 de abril de 2011

Bacon e o método experimental

Foi graças ao trabalho de Francis Bacon que o empirismo, que defende a experiência como principal (ou única) criadora de ideias, começou a se delinear da maneira como conhecemos hoje. Para ele, era necessário, entretanto, sistematizar e corrigir o método utilizado pelos empiristas anteriores, determinando o alcance exato dos sentidos e rejeitando, na maioria das vezes, o trabalho da mente. Era preciso também, antes de tudo, realizar uma cura da mente, sendo esta regulada por instrumentos e recursos auxiliares, tornando o trabalho intelectual melhor e mais correto.

Outro ponto interessante é que Bacon critica certos tipos de ciências, argumentando que tudo o que possuímos de científico nada mais são que combinações de descobertas anteriores, não constituindo nada de novo em sua essência, o que pode ser uma afirmação controversa se analisada nos dias de hoje, pois certamente desde a sua época o mundo foi inundado por teorias e descobertas inovadoras que causaram impacto no modo de vida das pessoas. Ele propõe então dois caminhos: um destinado ao cultivo das ciências e outro destinado à descoberta científica. O primeiro corresponde à "Antecipação da Mente", a base para o senso comum, acatado pela maioria dos homens, que considera como verdade o que prefere e atenta apenas aos acontecimentos positivos, além de rapidamente conduzir à fantasia. O outro corresponde à "Interpretação da Natureza", para aqueles que desejam ir além do que já existe e que se traduz na inovação e na experimentação sem limites.

Na verdade, podemos facilmente constatar que os sentidos sozinhos e sem o auxílio de outro tipo de trabalho são enganadores e duvidosos, e Bacon, tendo consciência disso, defende a realização de experimentos adequados e sistemáticos. Generalidades poderiam ser determinadas somente quando os experimentos tivessem produzido dados suficientes e então se chegaria aos axiomas mais gerais de todos, através do raciocínio indutivo. É importante ressaltar, por fim, que Bacon deu sua maior contribuição para o avanço do conhecimento na obra "Novum Organum", através do método experimental e da criação de um novo naturalismo.

sábado, 2 de abril de 2011

Ciência e aplicabilidade

Uma das maiores críticas feitas à filosofia clássica é o fato de em quase sua totalidade buscar conhecimentos que em nada têm de utilidade prática. Crítica partilhada por Francis Bacon ao argumentar tal ato dos gregos, a “ciência como mero exercício da mente” ao invés da ciência aplicável à vida humana. Esse conhecer pelo simples fato de saber foi chamado de cultivo científico, aquele para o conforto da alma.

Em sua obra “Novum Organum”, um novo meio de busca do conhecimento é proposto. Aliado à razão introduzida por Descartes na obra estudada “O Discurso do Método”, encontra-se a experimentação. Assim, ocorre o que ele chama de regulação da mente: guiá-la fugindo do entusiasmo. Por meio da exploração e interpretação da natureza se chegaria às importantes questões e suas respostas. A chamada antecipação da mente é refutada por representar o senso comum, o que costuma barrar novas concepções.

A respeito disso ainda, dão-nos falsa percepção do nosso redor os ídolos, nossas paixões, formação pessoal, relações sociais e a própria via filosófica vigente. É preciso colocarmos de lado as próprias crenças; por mais que saibamos a dificuldade, necessita-se de neutralidade para o julgamento. Ainda de acordo com Bacon, compreender minimamente as coisas mais específicas é entender o objetivo e o pensamento divinos, e nisso consiste a verdadeira ciência.