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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Evolução social

Karl Marx e Friedrich Engels usam do materialismo dialético como método científico, partindo de uma análise crítica da sociedade e do capitalismo em si, contendo sua opressão e dominação, para entender a forma com que deve-se realizar a então ditadura do proletariado e a consequente ascensão do socialismo. Como ilustrado: "Ao conhecer a essência e a natureza destas forças, socialismo pode convertê-las de 'tiranos demoníacos' em servos submissos".
A parte materialista corresponde à análise do real, do corriqueiro e da parte histórica, não somente ligado a racionalização, afirmando que as coisas concretas estão constantemente em conflito (cabe-se aqui: tese e antítese). A realidade não deve partir de uma ideia abstrata e obscurecida, devendo ser interpretada e entendida segundo ela mesma, deve-se ir além do instantâneo, visualizando as diversas faces das coisas. "O concreto é concreto, porque é a síntese de muitas determinações".
Com base nisto, os autores veem na sociedade a chamada luta de classes, que movimenta a evolução social até o comunismo, através da permutação da classe dominante até esta extinguir-se, como tratado por Engels, o socialismo é um percurso incontestável da história e não como obra do gênio humano.
Engels e Marx reforçam o estudo a fundo sobre a sociedade burguesa (surgida após a Revolução Francesa, com a quebra do chamado feudalismo e ascensão de uma nova classe, que domina o proletariado -fonte de mão de obra-), incluindo nesse a percepção de mais-valia que é o segredo da produção capitalista e principal meio de exploração da classe trabalhadora, para então poder mudá-la. Essa mudança ocorreria com a chamada ditadura do proletariado, na qual, a partir da máxima "trabalhadores do mundo, uni-vos!", este último assumiria a dominação e com isto, a planificação de direitos, sem subordinação de classes, culminando, posteriormente, no socialismo.

Aline Bárbara de Paula Coleto. 1º ano, diurno. 

Marx como um direito para todos

Marx observa a sociedade não como forma ideológica, mas de forma materialista. Estuda o trabalho como fonte de riqueza e a exploração das camadas baixas, ou seja, dos operários pela burguesia. A qual se enriquece sobre a mais valia tirada do trabalhador, que seria então o lucro sobre a mão de obra.
Depois que se tem um conhecimento da teoria marxista, paramos para notar o quão cruel é o funcionamento da sociedade capitalista, e ao mesmo tempo, o quão disfarçado é tudo isso, justamente para que não haja uma rebelião. Para que a ordem se mantenha, e juntamente a ela, quem permanece no poder.
Vemos nos noticiários e principalmente na política uma abominação ao comunismo defendido por Marx, havendo uma coerção sobre a população, que muitas vezes nem tem conhecimento sobre o assunto.
Não que eu ache que o comunismo seja a solução dos problemas, até porque o capitalismo já está tão intrínseco em todos nós e a globalização na proporção que está, que até mesmo para quem defende a teoria de Marx seria um enorme choque, e por isso vejo a implementação do comunismo como algo totalmente utópico.
Mas, acredito que toda a população deveria ter acesso a Marx, para entender a realidade na qual está inserida, o quanto o capitalismo consome a vida de muitos para dar privilégios para uma minoria. Todos deveriam ser conhecedores da mais-valia, e depois então formar um pensamento crítico, talvez até tomar atitudes rumo a um diferente modelo econômico.

Mas enquanto a burguesia controlar a educação e os meios de produção defendendo uma falsa liberdade  não haverá mudança, nem conhecimento, só mais um dia normal, coercitivo do capitalismo.
Isabella Martins Montoia - 1º ano - Direito Noturno

Empreendedorismo da Marginalidade


Do Socialismo Utópico ao Socialismo Científico é um texto que se trata da esfera capitalista e seu contexto, sendo marcado por antíteses. Assim como no filme Straight Outta Compton, o qual retrata a realidade de jovens negros norte americanos, protagonizado por Dr, Dre, na cidade de Los Angeles. No filme mostra os paradigmas e as barreiras a serem quebradas por eles e a luta deles contra a desigualdade racial e a imagem suposta de que os negros são marginais e bandidos.

Assim, associado à ideia de Marx e Engels, eles são um abstrato da sociedade, e apenas conseguirão conquistar seus objetivos na luta, o que os proletariados também tem que fazer para conseguirem ter o controle do Estado para que este seja dissolvido. Nisso, eles criam o grupo de rap: NWA (niggas with attitude / negros com atitude), para que toda essa camada negra se juntasse e se mobilizasse contra essa discriminação.

            Nessa época, década de 1980, e até hoje, os EUA é marcado por grande discriminação racial, porém, não apenas isso, a comunidade negra é dividida entre duas grandes gangues, os Crips (azul) e os Bloods (vermelho), os quais são rivais até hoje. E com esse movimento, Dr. Dre e seu grupo consegue unir toda a comunidade negra de Los Angeles, inclusive as gangues, para que acabasse com esse tabu.

            E assim é desconstruído a imagem do negro norte americano, mudam a realidade desses e é conquistado a fama dos integrantes do grupo, que eram: Easy E, Dr. Dre, Ice Cube, DJ Yella, MC Ren e Arabian Prince. Porém, a antítese permanece, a classe dominante continuou prevalecendo, com a diferença que essa classe passou a ver o rap como fábrica de dinheiro e talento desses marginalizados. E a maioria da população negra norte americana ainda é associada às gangues, mas não são mais julgados e abordados com tanto fervor como naquela época.


Paulo César de Oliveira Borges - 1º ano Direito Noturno

Sobre o Materialismo Dialético

O materialismo dialético de Marx entende que a base material – capital, matérias-primas, meios de produção – do homem condiciona sua existência na sociedade. Posto isso, foram estabelecidas as classes sociais: os que detêm essa riqueza constituem a burguesia – classe dominante – e os que não, a classe proletária – classe dominada –, seguindo a logica de que todos que não são proprietários devem vender sua força de trabalho. Essa oposição fomentaria uma luta entre as classes que resultaria no surgimento de uma nova sociedade, dessa vez livre de propriedade privada, meios de produção e, consequentemente, das próprias classes sociais.
 Ao propor a ideia de que a localidade no processo produtivo definiria a classe social de um individuo, Marx acrescenta que a consciência de pertencimento a essa classe é imprescindível para a introdução de mudanças sociais vindas da classe trabalhadora. Segundo o teórico, apenas a classe explorada consciente e unida poderia fazer frente aos ‘’aparelhos ideológicos’’ da burguesia (mecanismos que a classe dominante usa para fazer a manutenção da ordem e controlar o resto da sociedade).
Sendo assim, ao teorizar os pensamentos socialistas, que passaram a se proliferar entre os intelectuais e trabalhadores, Marx fomentou discussões e questionamentos a respeito do sistema das estruturas sociais e do modo de produção capitalista. O teórico foi fundamental para a busca de formas alternativas de organização do trabalho social, dando base para a criação de sindicatos e do Direito do Trabalho.

Kléber Sato Rodrigues de Castro
Direito Noturno  ano

O Materialismo Dialético e o Direito

Começo o texto com uma citação: "é na vida real que começa, portanto, a ciência real, positiva, a análise da atividade prática, do processo, do desenvolvimento prático dos homens". Pois bem, ao analisar a importância da racionalidade e do cientificismo para o desenvolvimento dos homens, explícito nesta afirmação, é possível confundir sua autoria. Afinal, feita uma rápida leitura afirmar-se-á autoria positivista, muito provavelmente apontar-se-á Comte como autor. No entanto, um olhar mais apurado e crítico, revela uma concepção marxista de desenvolvimento humano, racional e científico.
Asseguro-lhes que a confusão é plausível, pois ambas correntes de pensamento bebem do cientificismo. Vou explicar e exemplificar algumas diferenças marcantes, usando essa citação como apoio, além de demonstrar a contribuição das duas correntes para consolidação do Direito como forma de organização social. E através disso, demonstrar a grande contribuição do materialismo dialético para formação dos direitos sociais.
Pois bem, a primeira diferença gritante é a forma como Marx e Comte enxergam a razão e qual sua derivação. Para o alemão (Marx), a razão seria derivada da experiencia e da observação, livre de pressupostos. Já para o francês, a razão deriva da experiencia e da observação que deve filtrar a experiencia vivida, através de pressupostos. Dessa forma, Marx vai criticar a ideia de "dever ser", e vai afirmar que essa concepção é ilusória, cheia de ideologias e influencias (para ele, a ideologia capitalista).
O sociólogo alemão vai expor para o mundo a ideia do Materialismo Dialético, através dela, mostrar a ideologia capitalista como forma de dominação do indivíduo e que a forma de combate a essa ideologia, escravocrata por consequência, é ciência real, a negação a tudo que provém do ideal capitalista. Essa luta entre a antítese, a negação, e a ideologia, a afirmação, vai compor a "dialética" do materialismo dialético, logo vai ser conhecida como a luta de classes. 
E porque ele afirma essa luta como materialista? Ele vai dizer que a ciência real, é provida de experiencias que se firmam pelo momento histórico e não pela ideologia conservadora (que aprisiona a mente dos indivíduos). E é através da utilização da ciência real que se combate a ciência ilusória. Portante, através de experiencias materiais, físicas, e não idealizadas.
Pode se observar, assim, que Marx utilizava-se da ciência, mas diferente de Comte, que enxergava uma sociedade baseada na idealização da ciência, da afirmação da mesma para manter a ordem e a ideologia vigente.
Assim, é muito mais evidente a formação do Direito por um viés positivista, graças a formulação das normas para coagir as atitudes dos indivíduos que fazem parte daquela jurisdição. No entanto, é possível observar a contribuição do materialismo dialético para a concepção social do Direito, tendo em vista o axioma ideológico da nossa Constituição, que se baseia na manutenção dos Direitos Fundamentais. 
Mas de que forma isso ocorre? É simples, é através da luta de classes que se forma o sujeito de Direito, que vai estar em luta constante contra a dominação ideológica que produz o direito positivado, para que assim, posa se formar um Direito capaz de atender as necessidades do progresso histórico e que também seja amplo e igualitário.

Estevan Carlos Magno - Direito Diurno

De onde vem?

Muitas vezes as pessoas consomem ou utilizam produtos e nem mesmo se questionam de onde estes produtos se originam. O desinteresse pela procedência de tais produtos é um dos motivos por situações como trabalho infantil e escravidão, por tantas vezes, passarem ainda desapercebidas. Devido a isto, são diversos os casos de notícias sobre multinacionais que foram acusadas de exploração como atividade de obtenção de máximo lucro, como foram os casos: da Coca Cola, da Victoria's Secret, entre outras. 
Nas obras: "Do Socialismo Utópico ao Socialismo Científico" de 1887 do revolucionário alemão Friedrich Engels e "O Manifesto Comunista" de 1848 do filósofo, sociólogo, jornalista e revolucionário socialista, Karl Marx em conjunto com Friedrich Engels, é abordado o materialismo dialético e a luta de classes.  
O materialismo dialético consiste na concepção de que o ambiente, os organismos e os fenômenos físicos são responsáveis por moldar o ser humano, os animais, a sociedade e a cultura, assim como estes seriam responsáveis por moldar aqueles. Para Engels e Marx, diferentemente de Hegel, dever-se-ia partir do racional para o real, da verdade das determinações para o pensamento, assim Marx afirma:" “O concreto é concreto porque é a síntese de muitas determinações (...). Por isso, o concreto aparece no pensamento como processo de síntese, como resultado, não como ponto de partida (...)”. 
Em "O Manifesto Comunista", Marx e Engels buscaram abordar sobre a constante luta de classes, onde sempre haveria o opressor e o oprimido, e tudo isso se dava em busca da mais-valia, isto é, da busca máxima de lucro através da exploração do trabalho. A respeito disto, eles afirmam: "A necessidade de um mercado em expansão constante para seus produtos persegue a burguesia por toda a superfície do globo. Precisa instalar-se em todos os lugares, acomodar-se em todos os lugares, estabelecer conexões em todos os lugares."  
Com base nestas duas obras podemos observar os principais aspectos da exploração do trabalho que ocorre ainda atualmente. A questão de haver opressores (multinacionais) e oprimidos (crianças e pessoas em trabalho escravo), se dá devido a síntese de muitas determinações, principalmente do modo de produção. A necessidade de se obter o máximo proveito sobre o trabalho é o que mantém o nexo dessas relações. 
Por fim se concebe que os produtos consumidos, muitas vezes se mantém apenas na visão, no que pode ser captado, desconsiderando o processo de produção. A primordialidade neste caso seria a produção barata de mercadorias rentáveis, por isto são ainda tão frequentes e negligenciados os casos de exploração infantil e escravidão.
(Isabela Rafael Soares - 1º Ano Direito Noturno)

O senso comum sobre o comunismo

O Manifesto Comunista foi criado por Marx e Engels com a finalidade de esclarecer quais as verdadeiras finalidades e do comunismo, que na época, assim como nos dias atuais, era muito rejeitado pela sociedade da época.  Ainda na atualidade, para muitas pessoas não existe uma elucidação real a respeito desse modelo político, já que o mesmo enfrenta grande reprovação e temor popular.
A explicação presente no manifesto passa por toda a trajetória da burguesia, desde a sua origem, que se fez por meio de uma série de transformações sociais e econômicas, como a passagem da manufatura para a maquinofatura, além de explanar como o proletariado sustenta toda a burguesia por meio da sua força de trabalho. Assim, não é possível negar que a burguesia apresenta caráter revolucionário, ao conseguir instalar sua ideologia de produção e mercado na sociedade, no entanto, ela conduziu todos os benefícios de seu progresso em razão de si mesma, deixando o proletariado a mercê de suas vontades.
Outro erro de interpretação é a ideia de que o comunismo planeja acabar com o poder do homem de se apropriar dos produtos da sociedade, ele apenas busca privar o burguês de subjugar outras classes por meio dessa apropriação. No entanto, é interesse do comunismo acabar com a propriedade privada na sua forma burguesa, pois a sua existência para a burguesia, depende, impreterivelmente, da sua inexistência para a classe proletária.

Nos tempos atuais, a massa tomou a reponsabilidade de manutenção do capitalismo, pois a ideologia burguesa já se encontra tão presente na sociedade que a classe proletária já tomou essa concepção para si, reproduzindo discursos enaltecendo a meritocracia e outros conceitos provenientes dessa ideologia, minando assim, todo o seu poder revolucionário.

Camilla Bento Lopes Silva 
Direito Noturno 

Um poema de Marx ft. Engels

Para Marx, a igualdade não era real
Pois uma pequena parcela dominava o total
Isto ocorria ao longo de toda história
Tal fato não seria diferente agora

Era a luta de classes que existia ali
E a burguesia com seus meios de produção
Continuava o proletariado oprimir
Eis que, junto com Engels, ele lançou a solução

Em 1848, em forma de livro, para mudar a situação
É a obra chamada manifesto comunista
Que propõe aos operários do mundo, a ditadura socialista
Através de uma luta de classes baseada na opressão sofrida
Toda a estrutura burguesa seria suprimida

Seria necessário, por um tempo
Que do Estado, se estivesse por dentro
Para a socialização dos meios de produção ocorrer
E então a propriedade privada morrer

Aí sim, chegar-se-ia a etapa final
Instaurando o comunismo

E pondo fim à desigualdade social.

José Eugênio da Silva Mendes - 1º ano direito - diurno

A contemporaneidade do pensamento marxista



    Karl Marx, filósofo e cientista social prussiano nascido em 1818, acreditava na possibilidade de uma sociedade com justa distribuição de renda, portanto, era defensor das ideias comunistas. A teoria de Marx se atentou, entre outras definições, em explicar dois conceitos essenciais, o de infraestrutura e superestrutura. A infraestrutura é a parte econômica de um regime, ou seja, a organização do trabalho em uma sociedade, e o conjunto que garante a funcionalidade de tal área, o que não está separado do conceito de superestrutura, que diz respeito aos conhecimentos científicos de uma civilização. Sendo portanto dois conceitos intrínsecos na prática, que possuem certa separação apenas na análise teórica. Marx demonstrou em seus estudos a existência de uma contradição entre o direito de propriedade privada de um indivíduo e o desenvolvimento das forças de produção. No capitalismo moderno, o crescente número de sociedades mantidas por ações anulou o direito de propriedade, de modo com que este perdeu relevância. Concomitantemente ao  desenvolvimento das forças de produção, se dá o surgimento de novas relações de produção, mas isso não anula as já existentes, como o direito a propriedade privada, apenas dividindo espaço com novas relações de produção, como as sociedade acionistas.
    O pensamento marxista, conta com alguns elementos formadores do regime da época, como o estados das forças produtivas, as relações entre classes, e as formas de propriedade. Na visão de Marx, a luta de classes é extremamente justificável, assim como inevitável pois a partir do momento em que se dá o desenvolvimento das forças produtivas tem-se o natural esgotamento e insustentabilidade do modo de produção capitalista, e a forma como se aplica esse regime. A análise do comportamento social, e sua classificação a partir de uma série de fatos é interessante para que se compreenda uma sociedade e suas relações, sendo portanto, a análise marxista uma visão legítima, desde que não usada de forma crítica, apenas analítica, pois Marx elaborou sua teoria em um contexto histórico que não corresponde mais a atualidade, portanto, outros fatores devem ser levados em conta para uma análise contemporânea da sociedade. 

Tawana Alexandre do Prado - 1º ano - direito noturno

Vida vendida

Karl Marx e Friedrich Engels foram dois filósofos que muito criticavam o idealismo hegeliano, pois o consideravam abstrato, negando o pensamento puramente metafísico, e trazendo uma abordagem mais real, que ficou muito conhecida como Materialismo Dialético, que considera que as respostas para os problemas de uma época não estão simplesmente nas ideias, mas sim em toda a história, buscando uma resposta na experiência histórica. E, para os filósofos, esse novo modo científico, seria formado por uma tese, afirmação, uma antítese, negação, que resultariam em uma síntese. 

E devido a esse novo modo de pensar, Marx e Engels criticavam os primeiros socialistas, que queriam colocar o socialismo como ciência, pois assim se teria uma fragmentação dos objetos para se obter clareza, ou seja, um isolamento causando uma tese sem espaço para a antítese, que seria no mais, a própria negação da dialética. Dessa forma, eles assemelham a dialética como o espelho da natureza, pois, devemos olhar para o todo, para que assim compreendamos melhor os fenômenos, não basta que olhemos árvores, temos que nos ater ao bosque, para podermos entender o que ali está sendo construído.

Os pensadores ainda trazem uma reflexão a cerca de que o modo a maneira como enxergamos algo é determinada pela forma como vivemos, pela forma como trabalhamos. E se trouxermos essa assertiva para o século XXI poderemos compreender que se faz real, pois a forma como quem nasce no Ocidente, que em geral são formados por capitalistas individualistas com um estado laico, enxerga as populações Orientais, que em parte apresentam um estado com influencias religiosas, ou ainda que apresentam países comunistas, que vivem estados totalitaristas, é uma forma preconceituosa, pois para os ocidentais uma vida pautada nesse tipo de estado e nessa forma de produção não faz sentido, e o inverso também é verdadeiro, ou seja Marx e Engels estavam certos ao afirmarem que o nosso meio de produção influencia o nosso meio de enxergar a vida. Ou seja, a vida real nada mais é do que a expressão da vida material.

E isso se faz real a cada dia mais, pois os indivíduos influenciados pelo capitalismo, dão muito mais valor as horas de trabalho, ao valor numérico que aparece em suas contas todos os meses, ao que podem oferecer para seus sucessores para que possam estar melhor preparados para enfrentar o mundo capitalista, ou seja, toda a vida humana foi forjada para que o capitalismo sobreviva, o dia a dia de cada pessoa nada mais é do que a expressão do nosso sistema, a vida deixou de ser vivida para ser vendida. 

Aluna: Pietra Bavaresco Barros - 1° ano Direito diurno 

Ditadura do proletariado: um fim necessário


A obra de Marx e Engels se inicia no materialismo dialético, método científico de análise da sociedade oposto ao idealismo dialético de Hegel. Este último defendia o pressuposto de que a explicação do mundo está nas ideias, na razão, e apenas o que é racional é verdadeiro. A partir dessa teoria, Hegel e os demais idealistas alcançavam falsas percepções da realidade, porque não investigavam o cerne do problema – a causa e as condições históricas, como faziam Marx e Engels.

            Mais tarde, Marx e Engels partem para a análise do Capitalismo, e, embora a obra esteja carregada de ideologias particulares, trata-se de uma análise científica de todo um processo histórico que culminou na ascensão e dominação burguesa. Uma classe inicialmente revolucionária, responsável por romper as amarras do feudalismo e impor a liberdade acaba tornando-se, mais tarde, a própria figura da exploração. A burguesia, em escala muito maior do que o feudalismo europeu, conseguiu instaurar a dominação de classe em perspectiva global. Em todos os cantos do mundo passou a existir a polarização burguês-proletário, o que justifica a máxima marxista “Trabalhadores do mundo, uni-vos!”, pois, de acordo com a obra “O manifesto comunista”, somente o operariado seria capaz de superar o capitalismo, pois constitui a base dele: sem a força de trabalho, a base burguesa quebra. O social-comunismo é, então, um fim necessário, fruto da luta de classes e não mera criação da razão humana


Maria Eduarda T. S. Léo - diurno

Racionais, Rap e Marx

             Racionais MC’S em sua musica Capítulo 4 Versículo 3 apresentam  “Juiz ou réu, um bandido do céu/Malandro ou otário, quase sanguinário/Franco atirador se for necessário/Revolucionário, insano ou marginal/Antigo e moderno, imortal”, que tinham como objetivo expressar a realidade da comunidade das periferias de São Paulo, usavam como demonstrado no trecho presente o materialismo dialético pata interpretar o concreto por meio  de teses e antíteses. Mesmo que com interpretações por vezes abstratas, se referiam a casos concretos presentes em sua classe, logo se apropriavam do método de Marx e Engels.
            O rap inicialmente nasceu para que a periferia pudesse se expressar, mas vê-se no caso dos Racionais uma forma de união da classe dominada para a busca de direitos negados pela classe dominadora, mostrando também o desenvolvimento histórico elucidado no materialismo dialético e apresentando a luta de classes. E talvez, os Racionais, por trazerem em suas letras todas essas questões como a de o capitalismo ser um sistema da classe dominadora, o mercado reger a sociedade e as teses e antíteses que formam a síntese da nossa sociedade, conseguiram concretizar que a modernidade fica a favor do proletariado para centralizar as lutas sociais existentes.

            Porém ,como antítese desse texto, apresenta-se a apropriação da classe dominadora do rap, hoje encontra-se artistas no meio desse ramo da musica que seguem o caminho contrário dos Racionais, pregando musicas burguesas que apenas consolidam a dominação. Entretanto o rap, em muitos casos ainda é usado para a expressão da periferia e apoio as lutas sócias. Formando como síntese desse texto que o Rap ainda expressa a realidade das comunidades e se utilizam do materialismo dialético para consolidar seus direitos, todavia quando não o fazem consolidam a dominação burguesa no modo de produção  capitalista , assim como outros tipos de arte eram usadas nos modos asiático e feudal .

                                                     Lucas André Silva- 1º ano de Direito(Noturno)
A revolução frente ao atual cenário político brasileiro

Karl Marx explica as mudanças na história através do materialismo dialético e da luta de classes. O feudalismo passava por uma grave crise entre os séculos XIII e XVI, causada pelos defeitos do próprio sistema, e nesse momento ocorre o renascimento urbano e comercial, dando origem a uma nova classe: a burguesia. Assim, tese e antítese se confrontam, dando origem a uma nova organização política e econômica. A mesma linha de raciocínio guia a ideia marxista sobre a revolução do proletariado, que causaria o fim do capitalismo e surgimento do comunismo.
A conjuntura política do Brasil apresenta uma nítida bipolarização: a esquerda representada pelo Partido dos Trabalhadores e a direita representada pelo Partido da Social Democracia Brasileira. Nos últimos tempos, porém, percebemos que não há tanto distanciamento entre ambas as partes. A esquerda tem se aproximado de partidos de ideais contrários aos seus na tentativa de manter-se no poder e de garantir a governabilidade. Além disso, após cerca de 13 anos de governos de esquerda, a então presidente Dilma Rousseff é afastada do cargo.
O enfraquecimento da esquerda na política brasileira poderia significar a diminuição dos ânimos de uma possível revolução e, consequentemente, afastar a realidade das ideias marxistas. Entretanto, segundo Marx, enquanto a sociedade de classes existir, enquanto a relação opressor e oprimido não for interrompida, haverá certa atualidade na revolução. Mesmo aqueles que não defendem o comunismo como alternativa ao capitalismo passam necessariamente pelos estudos de Marx para propôr um novo sistema.


Gabriela Fontão de Almeida Prado (diurno)

O marxismo e o materialismo dialético

 Marx e Engels foram os primeiros a se usar do materialismo dialético como método científico. Utilizaram esse método para analisar criticamente a sociedade e sua evolução, e chegaram a conclusão de que o estágio final da sociedade é o comunismo.

 O método é chamado de materialismo pois parte do real, tentando fugir do ideal utilizando-se de exemplos cotidianos e históricos. Segundo este método, a realidade não parte de uma ideia abstrata, ela deve ser interpretada segundo ela mesma.

 Utilizando-se deste método de pensamento, Marx e Engels enxergaram na sociedade, ao longo da história, a luta de classes. O motor da sociedade segundo eles. Aquilo que movimentaria a evolução social trocando a classe dominante até essa deixar de existir no comunismo.

 Marx e Engels também pensaram a estrutura e superestrutura da sociedade. A superestrutura sendo a que define a estrutura. A ideologia da classe dominante que define como o mundo e a sociedade devem funcionar. Define quem tem os meios de produção e quem tem que vender força de trabalho.


 Marx e Engels foram revolucionários no pensamento social. Uns dos primeiros a contestar o liberalismo econômico pensando em uma nova alternativa, e a entender esta fase como apenas provisória na evolução social.

Péricles de Freitas Nogueira 1° ano Direito Diurno

O concreto como algo mutável

O materialismo dialético como método científico promovido por Karl Marx e Friedrich Engels tem como uma das características a perda da visão do todo. Isso quer dizer que nesse método de análise, o cientista vai além do instantâneo, além do que os olhos enxergam. Dessa maneira, infere-se que o cientista pensa da história do objeto em análise, pensa em todas as ações que levaram tal coisa a ser daquela maneira. 
À síntese das várias ações que levam algo ser de tal maneira, dá-se o nome de concreto. Nesse aspecto, por exemplo, Marx se contrapõe a Comte e Durkheim, os quais apenas consideram o fato, aquilo que se apresenta diante dele. Um exemplo: uma pessoa moradora de rua, usuária de drogas, mata outra. Para Comte e Durkheim, essa pessoa é vista apenas como uma assassina, uma drogada. Já Marx analisaria toda a história da pessoa que cometeu o homicídio, concluindo que ela é a síntese de múltiplas contradições, sendo uma delas a incapacidade do indivíduo se inserir no mercado e acabar morando nas ruas. 

No marxismo, o concreto não é algo imóvel, isto é, de um dia para o outro o concreto pode se desfazer. Exemplo disso na atualidade é o retrocesso da conquista de direitos, usando a PEC 241, aprovada no Congresso Nacional no dia 10/08/16, a qual estabelece um novo regime fiscal, proposto pelo presidente interno, Michel Temer, e pelo ministro da fazenda interino, Henrique Meirelles, que visando diminuir a interferência estatal na economia, determina que por 20 anos não será investido dinheiro algum na educação, saúde e assistência social.  Ou seja, passa-se por cima da lei sancionada por Dilma Rousseff em 2012 que fixa gastos mínimos em saúde, por exemplo, ficando claro a assim, o retrocesso e a mudança do concreto. 

Stella Cácia Bento Schiavom - 1º ano de Direito (noturno)

O sorriso do operário no mar

O poema “Operário no mar” de Drummond deixa claro um afastamento entre o narrador e o operário por ele descrito. Um homem misterioso, cansado pelo seu trabalho, com marcas sob o corpo, caminha em direção ao mar, deixa a fábrica para trás, e ao se molhar exprime um sorriso, o sorriso que chega a trazer esperança de compreensão ao narrador. As passagens do poema podem ser interpretadas de diferentes maneiras. Algumas delas demonstram a nítida separação de classes, a separação entre o operário e o burguês, como na passagem: “Para onde vai o operário? Teria vergonha de chamá-lo meu irmão. Ele sabe que não é, nunca foi meu irmão, que não nos entenderemos nunca. E me despreza.... Ou talvez seja eu próprio que me despreze a seus olhos. ” O poema vai além da descrição do narrador, se referindo a um movimento histórico no Brasil, a Era Vargas e a consolidação dos operários no Brasil. A literatura da época traz consigo uma função social de criticar a realidade e conduzir uma consciência da mudança.
Esse operário que sofre pela exploração capitalista, que é marginalizado pela sociedade, descrito no poema de Drummond, dialoga com as teorias marxistas do modo de produção, abordando um dos temas centrais de sua obra: a luta de classes. Marx e Engels acreditam no real para a análise científica, um olhar para o homem e sua história, trazendo assim o materialismo dialético que difere do idealismo hegeliano. Os autores trazem então a história humana como a história da luta de classes, sendo que o modo de produção capitalista nos leva a uma nova luta de classes , entre burgueses e operários. A marcha da história conduz a revolução que gerará então uma nova ordem social.
Assim, esse operário que caminha ao mar e que representa a figura de tantos outros operários possui a força para uma emancipação social, subvertendo a ordem e o distanciamento mostrado com o narrador. Drummond descreve: “Único e precário agente de ligação entre nós, seu sorriso cada vez mais frio atravessa as grandes massas líquidas, choca-se contra as formações salinas, as fortalezas da costa, as medusas, atravessa tudo e vem beijar-me o rosto, trazer-me uma esperança de compreensão.” Ao caminhar deixando a fábrica para trás e sorrir quando está no mar, o operário traz essa esperança da distância entre as classes se minimizar.

Gabriela Guesso Pereira
1º ano Direito diurno
A eterna luta de classes

Karl Marx era considerado um materialista, ou seja, seu pensamento era baseado na realidade prática. Suas ideias se contrastavam com as de Hegel, já que este possuía uma visão idealista do mundo, partindo do principio de que a sociedade obedecer as regras do Estado seria uma coisa natural, inquestionável.
Marx se utiliza da dialética (tese + antítese = síntese) para explicar seu raciocínio, aplicando-a as relações de produção, que seriam as relações entre o proletariado e a burguesia (levando em conta o capitalismo).
O comunismo, para Marx, seria a etapa final dos sistemas econômicos, já que haveria a erradicação das classes sociais, chegando-se então a uma situação de “estabilidade”. Em uma frase muito relevante, Marx traduz tal pensamento: “Os homens contraem relações determinadas, necessárias e independentes de sua vontade, relações de produção que são correlativas a determinado estágio de desenvolvimento de suas forças produtivas”. Portanto, para ele, o que define a situação social do individuo não é a lei, mas sim a esfera econômica.
Marx também faz uma distinção entre Infraestrutura e Superestrutura. Infraestrutura é a base da sociedade, as relações econômicas entre os indivíduos, ou seja, a economia em si. Já a Superestrutura é reflexo da infraestrutura, são todas as demais relações que existem na sociedade (política, direito...). Portanto, com relação a desigualdade, por exemplo, se na infraestrutura, que é a economia, a base da sociedade, ela está presente, em seus reflexos (superestrutura – direito, política...), ela continuará existindo.
Com relação ao conceito de mais-valia, Marx diz que todo aquele que vende sua força de trabalho em troca de um salário para sua sobrevivência (proletário) se encaixa em tal definição, já que o salário nunca vai ser completamente coerente com o trabalho produzido. A mais valia seria a diferença entre o produzido pelo proletariado e o valor de seu salário, sendo que essa diferença vai para o burguês, gerando a dominação do “rico” sobre o “pobre” e consequente alienação do trabalhador.
O processo revolucionário nos ideais de Marx e Engels, precisaria inicialmente de uma conscientização coletiva de tal alienação do proletariado e de sua situação de “explorado”. Defendiam a ideia de que a classe operária deveria se unir e introduzir, com base no uso da força, revolução, uma nova forma de organização: a “Ditadura do Proletariado”, na qual essa classe mais baixa tomaria o poder durante um certo período de tempo, possibilitando futuramente a adoção do socialismo e comunismo.

Helena Lamante Scotton - 1° ano - Diurno

O método científico marxista

Karl Marx, um filósofo, sociólogo, jornalista prussiano e Friedrich Engels, teórico revolucionário alemão, foram os autores do materialismo dialético como método científico, usando para a análise crítica da sociedade e assim o entendimento da necessidade e forma como deveria ser realizada uma revolução do proletariado culminando no socialismo.
O materialismo dialético se dá pela oposição entre uma tese e antítese, sintezando uma síntese da problemática. Esta de materialista, pois parte da análise daquilo que é real, situações apresentadas no cotidiano, buscando a causa, podendo ser por exemplo a experiência histórica, contudo não a simples explicação racional. Portanto esta forma de materialismo supera a filosofia tradicional, possibilitando uma interpretação mais complexa da realidade, uma vez que não parte da ideia de que a realidade é uma projeção de uma abstração universal dela, assim entende-se ela como um todo, um processo que tem como resultado uma consequência concreta.
Como método científico, o materialismo é usado na criação de um raciocínio lógico baseado na realidade, fatos observados no cotidiano que se correlacionam. Tem-se como exemplo prático o racismo na atualidade brasileira. Analisado por uma perspectiva empírica, este é parte da realidade, simplesmente pelo fato de ser, como um episodio isolado do todo. Já pela perspectiva marxista o racismo é consequência da escravidão e degradação da condição do negro durante o processo histórico mundial, mas especificamente o brasileiro.

Toda a sociedade pode ser analisada através do método do materialismo dialético. Assim fez Marx e Engles determinado que o eixo principal dela é a produção e acumulo de capital. O papel da burguesia é maximizar este acumulo, através da compra da força de trabalho do proletariado, único bem que o último detêm. Como forma de sua manutenção no poder a burguesia, dona dos meios de produção, usa do aparato estatal, bem como dos meios de comunicação para disseminar sua ideologia e assim mais facilmente submeter a classe operaria, mantendo a coesão social do sistema capitalista. Para o rompimento desta coesão é necessária a conscientização da classe proletária para assim haver uma cooperação eficiente entre ela e a tomada dos meios de produção, e consequente rompimento do sistema.

Júlia Barbosa - 1°ano Diurno

A Roda de Marx

           A música Roda Viva, interpretada por Chico Buarque de Holanda na década de 1960, faz uma menção do ciclo social, comparando-o com rodamoinho, pião e roda-gigante. O movimento de rodar resulta em coisas novas, mas, ao final da volta, conduzem ao mesmo ponto (início da roda). Também é possível notar as súplicas de uma classe oprimida (censurada pela ditadura) por liberdade.

            Há uma clara utilização do pensamento marxista na letra de Chico Buarque. Segundo Marx, a luta de classes é o motor da história, que movimenta a “roda” da dominação social. Sempre que uma classe derruba outra classe dominante, essa assume o papel de dominante, guiando a sociedade conforme seus interesses. Atualmente, podemos dizer que o proletariado é a classe dominada. Seguindo o pensamento marxista, os operários devem realizar a revolução armada contra a burguesia para conseguir a soberania política, social e econômica. Mas a derrubada da burguesia será uma forma de dominação, o que confirma esse ciclo interminável de dominação. 

João Raul Penariol Fernandes Gomes - 1º ano Direito Noturno

Momento Reflexivo: Sobre o olhar da transformação

Agora não mais focado nos idealismos hegelianos, não mais preso em realidades mentais que surgem através de uma construção do inconsciente, finalmente focado na ação humana, do agir, do já e explorando como tudo ao redor do homem se relaciona com sua forma de pensar. Colocados os pés no chão, avista-se camponeses, proletários e burgueses, buscando a sua emancipação,  esta construída por tempos de transformações sociais e percorrendo uma longa trajetória, com a análise desde a  origem ao resultado, é nítido que as conquistas humanas fogem muito do ideal de merecimento para ser uma conquista necessária pela luta. Assim como atletas não esperam menos que o reconhecimento de suas habilidades em grandes competições, o homem espera que a história avance uma vez que ele trabalha para muda-la.

O real modela o futuro, não só o ideal da razão. Dessa forma o materialismo dialético busca o espaço de luta social para a mudança de uma dada ordem, apresentando-se através três aspectos: a tese, a antítese e a síntese, um exemplo clássico seria a ideia da meritocracia como tese, sua antítese seria a luta entre os que se beneficiam contra os prejudicados pelo conceito meritocrático resultando finalmente na sínteses que traria implantação de cotas que insere os vários estratos sociais em um mesmo espaço complementando e transformando ele. Assim é posto que o método dialético reforça a busca por determinações originais do ser para moldar a sociedade, tudo que circula no real humano influencia diretamente em suas ações e também constrói o seu modo de agir, com isso nada pode se resumir a uma primeira impressão, porque tudo é fruto de uma construção complexa. Tudo muda como através da ação humana e não só de ideias que fundamento o pensamento da sociedade.


Nathália Galvão
Direito Noturno 

O Mercado determina

Materialismo dialético de Marx e Engels
Dialética idealista de Hegel
Naquele, do material para o pensamento
Neste, do pensamento para o material

Tese, antítese, síntese
Burguesia, proletariado, sociedade sem classes
Do capitalismo
Para o socialismo, percurso natural da história
E por fim, o comunismo

E por que Marx é tão atual?
E a luta de classes?
Sociedade capitalista
Muitos com nada
Poucos com tudo
Mercado determinando o indivíduo
O que é aceito pelo Mercado e o que não é
O que é certo e o que é errado
O que vive e o que morre
E o tamanho do seu sonho?
O Mercado determina


Ana Paula Mittelmann Germer- Direito noturno

O materialismo dialético e a desvinculação entre a utopia e a ciência

As obras “Do socialismo utópico ao socialismo científico” cujo autor é Friedrich Engels e “O Manifesto Comunista” de coautoria deste e Karl Marx são essenciais para compreender como este regime funciona e quais são seus objetivos. Ao analisar a história econômica da humanidade pelo viés do materialismo dialético, eles desenvolveram o estudo mais minucioso do capitalismo em todos os tempos, pois apenas conhecendo-o fio a fio para destruí-lo por completo. O erro dos primeiros teóricos e pensadores da doutrina socialista foi deixá-la apenas no plano utópico, contestando sem importar-se na maneira como iriam por um fim ao sofrimento dos proletariados. Essa falha foi consertada por Engels e Marx quando passaram a investigar as minúcias desse sistema e adaptaram-na à realidade dos povos.
A descoberta da mais-valia foi de grande utilidade à luta proletária no sentido de encaminhá-los a consciência de sua situação dentro da dinâmica econômica capitalista. Os Estados burgueses temiam o comunismo, pois sabiam que não era uma ideia sem pé nem cabeça, seus fundamentos são tão reais quanto o ar que respiramos. A superestrutura relaciona-se à exploração de minorias e às infraestruturas, uma vez que a desvalorização entre trabalhadores de idades e gêneros distintos cria um ambiente propício ao capitalismo e à acumulação de capital; até mesmo as famílias deixaram de lado o sentimentalismo e renderam-se às relações monetárias, quando os filhos e a esposa emergem no mercado de trabalho a salários irrisórios por pressão do patriarca.
É contraditório imaginar que hoje somos capazes de produzir bem mais alimentos que há mil anos trás e, todavia, ainda não cessamos o problema da fome mundial. Crises como essas estão relacionadas à superprodução e sua má distribuição entre aqueles que trabalham para produzi tal quantia. Por essa e outras que o comunismo não deveria assustar quando preconiza a extinção da propriedade privada, pois um bem-estar social será alcançado quando a maioria vive bem, em contraste com a situação atual.
Em suma, dos ensinamentos apreendidos da leitura de seus textos, quando alcançarmos tal patamar, a qualidade de vida melhorará e as lutas de classe não mais haverão de existir por falta de conflitos econômicos relacionados à exploração de seus iguais. Aqui, todos trabalham em prol da otimização de suas vidas, não de seus lucros. Um aproveitamento melhor de nossa passagem na Terra pode ser bem mais prazeroso quando comparado a horas dentro de uma empresa à qual odiamos e nos prendemos apenas pela nossa subsistência. 

Letícia Felix Rafael, 1º ano - Direito (noturno)