Este é um espaço para as discussões da disciplina de Sociologia Geral e Jurídica do curso de Direito da UNESP/Franca. É um espaço dedicado à iniciação à "ciência da sociedade". Os textos e visões de mundo aqui presentes não representam a opinião do professor da disciplina e coordenador do blog. Refletem, com efeito, a diversidade de opiniões que devem caracterizar o "fazer científico" e a Universidade. (Coordenação: Prof. Dr. Agnaldo de Sousa Barbosa)
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sexta-feira, 13 de abril de 2012
O poder da ciência
Um dos temas discutidos é a ideia de que o pensamento científico é feito com a finalidade de ter uma utilidade, ou seja, aquilo sem um fim prático não tem sentido para existir. Um dos personagens culpa a ciência por ter tornado a vida tão descartável, com a criação da bomba, que destrói tudo o que está ao seu redor em questão de segundos.
Qual será então o valor da vida humana no contexto descartável em que estamos vivendo? Os homens têm essa terrível mania de tratar as pessoas de acordo com suas utilidades, o que nada mais é do que "coisificá-las". Não só descartamos roupas, sacolas plásticas, alimentos, móveis mas também amigos, vizinhos e parentes. Se alguma pessoa não é útil para alguém, não faz sentido serem amigos ou terem qualquer outra relação. Pessoas não são coisas, por isso não devem ser tratadas como tal.
Maria Cláudia Cardin
Um veículo diferente
Esclarecido isso, é possível refletir a cerca daquilo que nos trouxe até aqui. É algo que em geral não é questionado pelo senso comum. Podemos pensar sobre nosso momento histórico e nosso ambiente. Podemos pensar sobre onde estamos e qual é o contexto. Mas muitos se esquecem de analisar COMO chegamos até aqui e qual foi o veículo utilizado. Graças a quais forças o pensamento hoje se apresente dessa maneira ? Esse tipo de questionamento é apresentado no filme, e diferentes debates nos levam a variadas respostas.
Se nosso pensamento hoje é dividido em diferentes áreas (exatas, humanas e biológicas) isso se deve a uma maneira de buscar conhecimento que nos fez separar o conhecimento dentro dessas grandes áreas. E mais, se dentro dessas grandes áreas existem áreas menores, como matemática, engenharia, direito, história, medicina, bioquímica, isso também se deve àquela maneira que foi empregada. Se, ao invés disso, tivesse sido empregado um método de abordagem científica diferente, as áreas seriam diferentes, as divisões de pensamento seriam outras. Os agrupamentos de conhecimento seriam outros e consequentemente os agentes empregadores desse conhecimento seriam outros. Em outras palavras, as profissões seriam diferentes. Os profissionais não seriam os mesmo de hoje.
A cerca desse assunto, pode-se perceber que o método que nos trouxe até aqui é de certa forma afunilador. Estuda-se um grande organismo separando-o em diferentes sistemas, que são separados em diferentes órgãos, que são separados em tecidos e células diferentes. Pode-se ainda estudar cada elemento que compõe esse organismo separadamente, e a partir daí entender como ele funciona no geral. É diferente de analisar esse mesmo organismo numa visão mais contextualista, em que ele faz parte do ambiente e com ele interage, e partir dessas relações estudar o seu funcionamento. Pode parecer estranho, mas hoje o método de abordagem científica poderia ser assim. Não sei se seria melhor ou pior, mas com certeza teria sido necessário um veículo diferente daquele que nos trouxe até aqui.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
A NECESSIDADE DOS LIMITES LÓGICOS.
No filme Ponto de mutação, vê-se a defesa de uma série de pontos de vista. Dentre tais pontos de vista, há uma crítica de certas teses centrais que, na história do pensamento ocidental, surgiram, principalmente, com o advento da teoria do conhecimento cartesiana. Considerando essa perspectiva, o objetivo desse texto é a construção de uma possível refutação àquela crítica (ao cartesianismo). Dentro desse objetivo, dividiremos nosso texto em três partes: em um primeiro momento faremos, com breve no trabalho de Leopoldo e Silva, uma exposição que, aqui, adotaremos para o cartesianismo; em um segundo momento, retomaremos as nhás gerais da concepção epistemológica apresentada em Ponto de mutação; em um terceiro momento, procuraremos oferecer uma refutação dessa concepção epistemológica.
Dentro desse objetivo, podemos começar considerando a nossa concepção de cartesianismo. Tal concepção entende que o pensamento de Descartes, na verdade, inaugura uma tradição cujos principais representantes seriam: o próprio Descartes, Leibniz e Espinosa. Leopoldo e Silva explica que esses autores seriam caracterizados por concederem extremo valor aos tipos de método empregado pelas ciências axiomáticas como a matemática e lógica. Essas ciências seria caracterizadas, principalmente, pelo fato de que, nelas, se parte de algumas verdades claras e irrefutáveis (claras e distintas, no linguajar de Descartes) e, a partir delas, se procura deduzir todas as outras verdades.
Esse tipo de concepção fica bastante clara quando vemos que Descartes preconiza uma divisão dos problemas em problemas menores. Esses problemas menores, por sua vez, podem encontrar soluções passíveis de permitir a solução dos problemas maiores. Se seguirmos esse tipo de ideal de construção do conhecimento, seríamos capazes de organizar nossas ideias em perfeitas cadeias dedutivas.
Feito tais comentários, cremos, de uma maneira geral, ter conseguido expor o tipo de interpretação do cartesianismo que nos interessava. Apesar disso, antes de passarmos ao próximo dentre os tópicos que enunciamos no início, acreditamos ser razoável expor nossa concepção a respeito da importância do cartesianismo para um ideal de ciência que sobrevive até os nossos dias: no nosso ponto de vista, a ciência moderna é mais cartesiana do que uma decorrência do empirismo clássico. Essa nossa opinião decorre da própria atitude dos principais filósofos que, na contemporaneidade, se colocaram como defensores da ciência: os positivistas lógicos; esses autores foram muito influenciados pelo Tractatus lógico-philosophicus de Wittgenstein. O autor dessa obra defende o ponto de vista de que, embora a ciência parta da observação empírica, tal ciência, pelo menos em ideal, procura construir sistemas lógicos que podem ser pensados por analogia com sistemas axiomáticos onde se parte de elementos empíricos básicos (quase axiomas) e procura-se organizá-los logicamente; assim a ciência, tal como queria Descartes (que nunca negligenciou a experiência), é, tão lógico-sistemática, quanto empírica.
Feito esse último comentário, podemos, finamente, passar ao segundo dentre os tópicos que enumeramos. Tal tópico consiste na tese central do filme que mencionamos: o cartesianismo possui um erro latente, uma vez que adota a forma típica das ciências axiomáticas, ao procurar dividir o saber em partículas cada vez menores, ele gerou, ao longo história uma especialização, cada vez maior, dos saberes; isso fica bastante claro no pensamento do já citado Wittgenstein que, tendo sido bastante influenciado por Espinosa, teve seu pensamento, muitas vezes, cognominado de “filosofia do atomismo lógico”.
Essa concepção atomista do conhecimento é extremamente criticada em Ponto de mutação. Essa obra propõe uma concepção mais complexa do conhecimento e defende que as diversas áreas do saber estão a tal ponto conectadas que é impossível e também é um erro pensá-las separadamente.
Após esse comentário, cremos poder passar à parte final de nosso texto. Em tal parte procuraremos oferecer uma refutação das teses do filme que mencionamos. Para isso, iremos retomar uma tese de Wittgenstein. Esse filósofo mostrou que é da própria natureza da linguagem tender representar as coisas; não é difícil perceber isso, se pensarmos que, quando falamos, queremos sempre estabelecer limites claros naquilo que dizemos. Ora, nos irritamos quando não somos bem compreendidos, e para obtermos tal compreensão precisamos de algo essencial à lógica: o princípio identidade; tal princípio é base das ideias claras e distintas dos cartesianos, e é a única forma de se falar com clareza.
Sendo assim, o atomismo lógico (ou cartesiano) não é errôneo, uma vez que, como mostra Wittgenstein, ele é a principal condição de possibilidade de um ideal de clareza e comunicação: se posso reduzir conjuntos de proposições (ou áreas da ciência) em conjuntos cada vez mais simples e claros (ciências, empiricamente, mais elementares, ou axiomas), estou, cada vez mais, conseguindo ser mais claro.
Isso, obviamente, não significa que não se possa encontrar conexões ocultas ou complexidades por traz das ciências. Tais “conexões ocultas”, no entanto, estão para além dos limites da lógica e, consequentemente, não podem ser representadas ou ditas com clareza; tais conexões, embora pareçam obvias a alguns, somente podem, para usar uma linguagem típica a Wittgenstein, ser vivenciadas na experiência místico-silenciosa de cada indivíduo. Com isso, pode-encerrar esse texto com uma frase que resume nossas opiniões a respeito das teses apresentadas em Ponto de mutação: “Daquilo que não se pode falar, deve-se manter o silêncio” (Wittgenstein)
Bacon: A construção da ciência Moderna
O Antigo que é Atual
O Ponto de Mutação é um filme publicado em 1990, baseado no livro o Ponto de Mutação de Fritjof Capra. O Filme discorre sobre diversos assuntos dentre eles Ecologia, Biologia, Sistêmica, Filosofia, Física etc. Vários pensadores e estudiosos da história da humanidade são retomados no filme como, por exemplo, Descartes, Francis Bacon Copérnico entre outros, o que evidência seu caráter reflexivo.
Quando lançado o filme gerou algumas polêmicas, dentre elas a mais importante foi comentar a respeito das crises sociais pela qual passava e continua passando a sociedade.
Apesar de relativamente antigo não poderia ser mais atual, pois trata dos estigmas sociais que vivemos atualmente, como por exemplo, os moradores da crockolândia que são parias sociais que a sociedade por mais que tente não consegue ajudar.
Após assistir a este filme, algumas perguntas ficam em nossas mentes; Porque não conseguimos solucionar tais problemas sociais? Em que ponto crucial está errando? ; daí vem um problema que sempre esteve presente na sociedade que é a falta de percepção, o que faz com que os problemas da sociedade que não nos afetam fiquem esquecidos e banalizados por nós.
Portanto o filme nos traz um alerta, que é que devemos olhar mais para outros setores da sociedade e tentar melhorar nossas interpretações sobre os fatos que ocorrem na sociedade, pois assim a sociedade se tornará mais justa e igualitária segundo os preceitos ético sociais.
Afonso Marinho Catisti de Andrade
terça-feira, 10 de abril de 2012
Racionalismo
René Descartes foi um filósofo, físico e matemático francês que obteve destaque não só no estudo da ciência moderna, mas também na matemática. O filósofo faz uma critica em sua obra à filosofia e ao ensino tradicional baseados em conhecimentos "sobrenaturais" que eram transmitidos pelo hábito.
Dessa forma, foi um grande elaborador da ciência moderna relatava que era necessário mudar os conceitos, raciocinar e utillizar a razão como base do conhecimento, do caminho para a verdade. Sendo assim foi um dos defensores da corrente filosófica conhecida como racionalismo.
A base de seu método era a "Dúvida", a partir da qual o pensador, o cientista deveria utilizar a razão para soluciona-la.
Descartes faz parte do grupo de cientistas que nao era ateu, pois em sua própria obra faz alusão à existência de Deus, um ser superior, perfeito, que conhecia com clareza todas as coisas e por isso conhece a verdade sobre todas elas.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Observando...
O METODO, SEU VALOR E SUA CONTRADIÇÃO
domingo, 8 de abril de 2012
Bacon e o desenvolvimento da ciencia
Bacon e suas contribuições acerca da natureza
Francis Bacon foi um grande filósofo inglês que viveu durante a segunda metade do século XVI e a primeira metade do século XVII, sendo considerado o precursor da filosofia moderna com sua grande obra Novum Organum. Há quem diga que René Descartes tenha sido o precursor da mesma, porém Francis Bacon com uma retórica pautada em preceitos muito mais modernos, inovadores e concretos que o tornam merecedor desse título.
Em seu livro Novum Organum, Bacon tem o intuito de mostrar que a natureza e a principal fonte de conhecimento e que através dela podemos melhorar a condição de existência humana. Além disso, esta talvez seja uma de suas principais contribuições criou o conceito de método cujo objetivo é formar uma nova maneira de se analisar os fenômenos naturais. Para Bacon existem dois métodos, o primeiro é o cultivo da ciência e o segundo é a descoberta científica. Outro ponto importante da filosofia Baconiana é que a obtenção de novas verdades não depende do raciocínio clássico, mas sim da experimentação e da observação pautadas no raciocínio indutivo.
O método Baconiano da descoberta científica tem grande relação com o desenvolvimento; em varias áreas da ciência seja biológica, física, química etc; que foi alcançado ou ainda será atingido, pois através dele o homem tentou cada vez mais buscar novas formas de compreender a realidade, e segundo bacon para essa compreensão o ser humano necessita acima de tudo usar a natureza em seu favor, pois somente assim conseguirá inovações que possam contribuir para a melhoria da condição humana.
Afonso Marinho Catisti de Andrade
"Penso logo existo"
“Penso logo existo”
René Descartes foi um grande físico, matemático e filósofo francês que viveu durante a idade moderna, e devido a suas notórias contribuições para a filosofia moderna é ainda considerado o criador da mesma. Descartes também deixou várias contribuições no ramo da matemática, pois fundiu a álgebra com a geometria fato que deu origem a geometria analítica,enfim foi um dos principais pensadores da humanidade.
Sua obra filosófica de maior prestígio e motivo dessa análise se chama Discurso do método em que Descartes cria um método científico orientado pela razão como forma de se vencer a superstição, o mágico e a alquimia na construção do conhecimento. Esse método tenta buscar através da razão uma forma de se encontrar a verdade universal. Tal método científico tinha como princípio fundamental a dúvida.
Para Descartes a existência de Deus é comprovada porque como existe razão e pensamento e necessário que exista um fiador dessa razão e desse pensamento e segundo ele esse fiador é Deus.
A frase “Penso logo existo” tem papel fundamental na composição da obra, trata-se de uma conclusão alcançada após dúvidas de sua própria existência, mas comprovada ao ver que podia pensar e enquanto ser pensante ele existia.
René Descartes foi fundamental para o campo da engenharia, pois legou-nos, por exemplo, o plano cartesiano que é de fundamental importância no ramo da construção civil, ou seja suas contribuições são ímpares para o regimento da sociedade contemporânea.
Afonso Marinho Catisti de Andrade