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sexta-feira, 13 de abril de 2012

O poder da ciência


A ciência busca respostas. Hoje, principalmente, o preço das respostas e das soluções está alto, a especialização é comprada pelos interesses capitalistas, e a ciência está cada vez mais comercial.

Praticamente tudo o que se descobre através da ciência tem um fim prático, mas será que o paradigma científico consegue solucionar os problemas modernos? Diria que não, afinal, os conflitos, a fome, as desigualdades existem em larga escala. Há investimentos milionários em pesquisas, mas na maioria das vezes estas não estão direcionadas a uma causa social, e sim a um retorno financeiro maior que o investimento inicial. Além disso, há a questão da dimensão mais ampla que deveria ser abordada nos problemas modernos, uma análise mais complexa.

A abordagem científica assegura as decisões mundiais em muitos aspectos, gera lucros, promove conhecimento e invenções, acelera processos. Dentre as vantagens da ciência, há aquela capaz de melhorar a condição social e a condição do planeta Terra. Como exemplos, a fome mundial, as desigualdades, um modo de vida sustentável, seriam assuntos importantes a serem investidos. A ciência, como quase tudo que existe, pode ser usada para fins benéficos ou maléficos, seu ponto ético é a responsabilidade e os fins de suas descobertas.
Tudo no mundo está interligado; por isso, o estudo das partes não permite conhecer o funcionamento dos organismos. Esse assunto é tratado durante todo o filme "Ponto de Mutação", escrito por Fritjot Capra. O autor procura explicar essa interdependência através de uma reflexão feita por 3 personagens: umas cientista, um político e um poeta, cada qual com suas próprias dúvidas e crises.
Um dos temas discutidos é a ideia de que o pensamento científico é feito com a finalidade de ter uma utilidade, ou seja, aquilo sem um fim prático não tem sentido para existir. Um dos personagens culpa a ciência por ter tornado a vida tão descartável, com a criação da bomba, que destrói tudo o que está ao seu redor em questão de segundos.
Qual será então o valor da vida humana no contexto descartável em que estamos vivendo? Os homens têm essa terrível mania de tratar as pessoas de acordo com suas utilidades, o que nada mais é do que "coisificá-las". Não só descartamos roupas, sacolas plásticas, alimentos, móveis mas também amigos, vizinhos e parentes. Se alguma pessoa não é útil para alguém, não faz sentido serem amigos ou terem qualquer outra relação. Pessoas não são coisas, por isso não devem ser tratadas como tal.

Maria Cláudia Cardin

Um veículo diferente

    No filme Ponto de Mutação há um debate a respeito dos métodos científicos empregados em determinados intervalos de tempos distintos, fazendo sempre uma comparação entre eles e apresentando as consequencias dos métodos que nos trouxeram até esse momento histórico científico. Diferente seria esse momento se anteriormente houvessem empregado um método distinto do que foi adotado. O filme mostra a diferença clara entre os pensamentos de René Descartes e Francis Bacon.
   Esclarecido isso, é possível refletir a cerca daquilo que nos trouxe até aqui. É algo que em geral não é questionado pelo senso comum. Podemos pensar sobre nosso momento histórico e nosso ambiente. Podemos pensar sobre onde estamos e qual é o contexto. Mas muitos se esquecem de analisar COMO chegamos até aqui e qual foi o veículo utilizado. Graças a quais forças o pensamento hoje se apresente dessa maneira ? Esse tipo de questionamento é apresentado no filme, e diferentes debates nos levam a variadas respostas.
   Se nosso pensamento hoje é dividido em diferentes áreas (exatas, humanas e biológicas) isso se deve a uma maneira de buscar conhecimento que nos fez separar o conhecimento dentro dessas grandes áreas. E mais, se dentro dessas grandes áreas existem áreas menores, como matemática, engenharia, direito, história, medicina, bioquímica, isso também se deve àquela maneira que foi empregada. Se, ao invés disso, tivesse sido empregado um método de abordagem científica diferente, as áreas seriam diferentes, as divisões de pensamento seriam outras. Os agrupamentos de conhecimento seriam outros e consequentemente os agentes empregadores desse conhecimento seriam outros. Em outras palavras, as profissões seriam diferentes. Os profissionais não seriam os mesmo de hoje.
    A cerca desse assunto, pode-se perceber que o método que nos trouxe até aqui é de certa forma afunilador. Estuda-se um grande organismo separando-o em diferentes sistemas, que são separados em diferentes órgãos, que são separados em tecidos e células diferentes. Pode-se ainda estudar cada elemento que compõe esse organismo separadamente, e a partir daí entender como ele funciona no geral. É diferente de analisar esse mesmo organismo numa visão mais contextualista, em que ele faz parte do ambiente e com ele interage, e partir dessas relações estudar o seu funcionamento. Pode parecer estranho, mas hoje o método de abordagem científica poderia ser assim. Não sei se seria melhor ou pior, mas com certeza teria sido necessário um veículo diferente daquele que nos trouxe até aqui.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

A NECESSIDADE DOS LIMITES LÓGICOS.

No filme Ponto de mutação, vê-se a defesa de uma série de pontos de vista. Dentre tais pontos de vista, há uma crítica de certas teses centrais que, na história do pensamento ocidental, surgiram, principalmente, com o advento da teoria do conhecimento cartesiana. Considerando essa perspectiva, o objetivo desse texto é a construção de uma possível refutação àquela crítica (ao cartesianismo). Dentro desse objetivo, dividiremos nosso texto em três partes: em um primeiro momento faremos, com breve no trabalho de Leopoldo e Silva, uma exposição que, aqui, adotaremos para o cartesianismo; em um segundo momento, retomaremos as nhás gerais da concepção epistemológica apresentada em Ponto de mutação; em um terceiro momento, procuraremos oferecer uma refutação dessa concepção epistemológica.

Dentro desse objetivo, podemos começar considerando a nossa concepção de cartesianismo. Tal concepção entende que o pensamento de Descartes, na verdade, inaugura uma tradição cujos principais representantes seriam: o próprio Descartes, Leibniz e Espinosa. Leopoldo e Silva explica que esses autores seriam caracterizados por concederem extremo valor aos tipos de método empregado pelas ciências axiomáticas como a matemática e lógica. Essas ciências seria caracterizadas, principalmente, pelo fato de que, nelas, se parte de algumas verdades claras e irrefutáveis (claras e distintas, no linguajar de Descartes) e, a partir delas, se procura deduzir todas as outras verdades.

Esse tipo de concepção fica bastante clara quando vemos que Descartes preconiza uma divisão dos problemas em problemas menores. Esses problemas menores, por sua vez, podem encontrar soluções passíveis de permitir a solução dos problemas maiores. Se seguirmos esse tipo de ideal de construção do conhecimento, seríamos capazes de organizar nossas ideias em perfeitas cadeias dedutivas.

Feito tais comentários, cremos, de uma maneira geral, ter conseguido expor o tipo de interpretação do cartesianismo que nos interessava. Apesar disso, antes de passarmos ao próximo dentre os tópicos que enunciamos no início, acreditamos ser razoável expor nossa concepção a respeito da importância do cartesianismo para um ideal de ciência que sobrevive até os nossos dias: no nosso ponto de vista, a ciência moderna é mais cartesiana do que uma decorrência do empirismo clássico. Essa nossa opinião decorre da própria atitude dos principais filósofos que, na contemporaneidade, se colocaram como defensores da ciência: os positivistas lógicos; esses autores foram muito influenciados pelo Tractatus lógico-philosophicus de Wittgenstein. O autor dessa obra defende o ponto de vista de que, embora a ciência parta da observação empírica, tal ciência, pelo menos em ideal, procura construir sistemas lógicos que podem ser pensados por analogia com sistemas axiomáticos onde se parte de elementos empíricos básicos (quase axiomas) e procura-se organizá-los logicamente; assim a ciência, tal como queria Descartes (que nunca negligenciou a experiência), é, tão lógico-sistemática, quanto empírica.

Feito esse último comentário, podemos, finamente, passar ao segundo dentre os tópicos que enumeramos. Tal tópico consiste na tese central do filme que mencionamos: o cartesianismo possui um erro latente, uma vez que adota a forma típica das ciências axiomáticas, ao procurar dividir o saber em partículas cada vez menores, ele gerou, ao longo história uma especialização, cada vez maior, dos saberes; isso fica bastante claro no pensamento do já citado Wittgenstein que, tendo sido bastante influenciado por Espinosa, teve seu pensamento, muitas vezes, cognominado de “filosofia do atomismo lógico”.

Essa concepção atomista do conhecimento é extremamente criticada em Ponto de mutação. Essa obra propõe uma concepção mais complexa do conhecimento e defende que as diversas áreas do saber estão a tal ponto conectadas que é impossível e também é um erro pensá-las separadamente.

Após esse comentário, cremos poder passar à parte final de nosso texto. Em tal parte procuraremos oferecer uma refutação das teses do filme que mencionamos. Para isso, iremos retomar uma tese de Wittgenstein. Esse filósofo mostrou que é da própria natureza da linguagem tender representar as coisas; não é difícil perceber isso, se pensarmos que, quando falamos, queremos sempre estabelecer limites claros naquilo que dizemos. Ora, nos irritamos quando não somos bem compreendidos, e para obtermos tal compreensão precisamos de algo essencial à lógica: o princípio identidade; tal princípio é base das ideias claras e distintas dos cartesianos, e é a única forma de se falar com clareza.

Sendo assim, o atomismo lógico (ou cartesiano) não é errôneo, uma vez que, como mostra Wittgenstein, ele é a principal condição de possibilidade de um ideal de clareza e comunicação: se posso reduzir conjuntos de proposições (ou áreas da ciência) em conjuntos cada vez mais simples e claros (ciências, empiricamente, mais elementares, ou axiomas), estou, cada vez mais, conseguindo ser mais claro.

Isso, obviamente, não significa que não se possa encontrar conexões ocultas ou complexidades por traz das ciências. Tais “conexões ocultas”, no entanto, estão para além dos limites da lógica e, consequentemente, não podem ser representadas ou ditas com clareza; tais conexões, embora pareçam obvias a alguns, somente podem, para usar uma linguagem típica a Wittgenstein, ser vivenciadas na experiência místico-silenciosa de cada indivíduo. Com isso, pode-encerrar esse texto com uma frase que resume nossas opiniões a respeito das teses apresentadas em Ponto de mutação: “Daquilo que não se pode falar, deve-se manter o silêncio” (Wittgenstein)

Bacon: A construção da ciência Moderna

A maestria da obra e do pensamento de Francis Bacon está no fato de que este assenta e joga luz ao advento da ciência moderna, sobretudo a partir de furiosa crítica tanto à escolástica quanto à filosofia clássica grega, e consequentemente ao seu método contemplativo. Para Bacon os antigos filósofos gregos não faziam mais do que abstrações e por tanto, em suas próprias palavras, não traziam nada de relevante para o bem estar do Homem.

Para ele a verdadeira ciência, que ainda aqui é aquela que atua como "representação das reais intenções divinas" (ou seja, o advento da ciência moderna não deu a partir de uma ruptura brusca com a religião e com a metafísica), deve se pautar pela experiência, ou seja, pelo empirismo.

É dessa forma que a ciência pode evitar o acaso e servir aos homens para controlarem a natureza, sempre buscando a verdade de maneira mais clara e concisa. Para Bacon não limites para o conhecimento, de tal modo que a ciência só pode avançar se busca ir além dos sentidos.

Rafael Borges Barbosa Santos

O Antigo que é Atual

O Ponto de Mutação é um filme publicado em 1990, baseado no livro o Ponto de Mutação de Fritjof Capra. O Filme discorre sobre diversos assuntos dentre eles Ecologia, Biologia, Sistêmica, Filosofia, Física etc. Vários pensadores e estudiosos da história da humanidade são retomados no filme como, por exemplo, Descartes, Francis Bacon Copérnico entre outros, o que evidência seu caráter reflexivo.

Quando lançado o filme gerou algumas polêmicas, dentre elas a mais importante foi comentar a respeito das crises sociais pela qual passava e continua passando a sociedade.

Apesar de relativamente antigo não poderia ser mais atual, pois trata dos estigmas sociais que vivemos atualmente, como por exemplo, os moradores da crockolândia que são parias sociais que a sociedade por mais que tente não consegue ajudar.

Após assistir a este filme, algumas perguntas ficam em nossas mentes; Porque não conseguimos solucionar tais problemas sociais? Em que ponto crucial está errando? ; daí vem um problema que sempre esteve presente na sociedade que é a falta de percepção, o que faz com que os problemas da sociedade que não nos afetam fiquem esquecidos e banalizados por nós.

Portanto o filme nos traz um alerta, que é que devemos olhar mais para outros setores da sociedade e tentar melhorar nossas interpretações sobre os fatos que ocorrem na sociedade, pois assim a sociedade se tornará mais justa e igualitária segundo os preceitos ético sociais.

Afonso Marinho Catisti de Andrade

terça-feira, 10 de abril de 2012

Racionalismo

René Descartes foi um filósofo, físico e matemático francês que obteve destaque não só no estudo da ciência moderna, mas também na matemática. O filósofo faz uma critica em sua obra à filosofia e ao ensino tradicional baseados em conhecimentos "sobrenaturais" que eram transmitidos pelo hábito.


Dessa forma, foi um grande elaborador da ciência moderna relatava que era necessário mudar os conceitos, raciocinar e utillizar a razão como base do conhecimento, do caminho para a verdade. Sendo assim foi um dos defensores da corrente filosófica conhecida como racionalismo.


A base de seu método era a "Dúvida", a partir da qual o pensador, o cientista deveria utilizar a razão para soluciona-la.


Descartes faz parte do grupo de cientistas que nao era ateu, pois em sua própria obra faz alusão à existência de Deus, um ser superior, perfeito, que conhecia com clareza todas as coisas e por isso conhece a verdade sobre todas elas.





José Eduardo Garcia Tavares

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Observando...


Francis Bacon, na obra Novum Organum, propõe um método de indução para examinar os fatos e, assim, analisar as leis que os regem. Ademais, verifica que o entendimento dos fatos, e da ordem da natureza se dá pela observação, constatação e experiência em relação a natureza. Sendo, a partir dessa compilação de atos, possível alcançar o conhecimento verdadeiro. No entanto,Bacon acaba por negar, com esse método, a ideia aristotélica ao pregar a indução ao invés da dedução, subjulgando o silogismo. Contudo, o método contem falhas, entre elas a principal é: Desvalorizar as hipóteses, que poderia levar a um conhecimento mais puro e verdadeiro.
Acredita, Bacon, que há noções que facilmente nos enganam responsáveis pelos erros ocorridos no campo do conhecimento, são essas os ídolos, divididas em três: da Tribo,da caverna, da vida publica e da autoridade.E que acabam por nos enganar afirmar fazer ciência e fazer afirmações sem muito analisar. Ademais, Francis crê que seu método não o engana, no entanto todos que montam um método acreditam que este é o correto, dessa forma, não podemos leva-lo muito em conta.
Logo, podemos constatar que a grande contribuição de Bacon, foi, no fato, de creditar valor a observação dos fatos e ambitos da natureza, e crer que a partir de experiências provenientes dessas podemos obter um conhecimento verdadeiro. Pois, a ordem da natureza ajuda a entender  nossa constituição, o que fomos, o que somos, e o que seremos.







O METODO, SEU VALOR E SUA CONTRADIÇÃO


           A partir de um método basicamente cartesiano, Descartes, através três ou quatro máximas, busca a verdade. No entanto essa verdade está puramente ligada, em sua construção, as transformações que aconteciam no seu tempo. De modo, que buscasse a verdade de um modo visto como banal, por nos agora, e visto como moderno na época. Ademais, estava diretamente ligado a um modelo religioso contestado com força, principalmente pelo modelo heliocêntrico de Copérnico, o da ideia de um Deus supranatural, perfeito e distinto. Como também a mudança de paradigmas científicos e visão de mundo anterior ao modelo de Copérnico.

Conquanto, Descartes retoma em seu discurso a comparação entre matemática e o mundo feitas por Galileu, mostrando um enfoque moderno do ponto de vista da ciência da época e ao mesmo tempo mais no campo espiritual que no sensível, já que dá mais valor a alma, pensamento do que propriamente a matéria, quantidade entre outros como Galileu o faz. Mas influenciando a ciência atual com seu modelo de pensamento que valoriza a matemática, agregado ao pensamento racional baseando diversas ciências e modernizações, como: Medicina e Jurisprudencia, essas citadas em seu texto. Tendo concomitantemente um enfoque presente na época sobre o Deus que para ele era todo poderoso, “compactuando” com as ideias disseminadas pela igreja. Nesse discurso, Descartes adota ideias moderadas e firmeza em relação as ações provenientes dessas, como principio, para que possa trabalhar as suas desconstruindo-as até chegar em uma verdade de base solida e segura a qual denomina cogito. Contudo, esse sempre Descarta ideias duvidosas, colocando-as como falsas por parecerem duvidosas por isso não pode ser denominado cético, pois não duvida.
Descartes, através do método cartesiano, negligencia o sentidos valorizando o que é dado pelo razão, assim “propagando” o racionalismo, que hoje se vê presente como valorizado pela ciência que busca respostas através da razão. Mas ao mesmo tempo que se aproxima dela se afasta por visualizar a experiência sensível, como enganosa em algumas de suas muitas fases. No entanto, se contradiz ao mesmo tempo por afirmar a existência de um Deus, pois a existência desse fere algumas instituições racionais, pela consideração de ser algo supranatural, onipotente, onipresente e onisciente. Ademais, tenta usar seu método racional para justificar Deus. Assim, tentando direcionar, de modo subjetivo, os caminhos de outros indivíduos, que já diz ser individual e o que difere a razão ou bom senso, aos que ele próprio percorreu. De modo, a cair a fazer com que caiam na extravagância, pois como ele mesmo criticou “...aqueles que norteiam seus hábitos pelo exemplo que deles tiram estão sujeitos a cair na extravagância... “. Assim se contradizendo novamente. Conquanto, coloca Deus ‘acima’ do mundo por ser seu criador, confirmando a ideia do próprio em detrimento do mundo.
Logo, Descartes é valido no contexto cientifico atual. Mas seus erros decorrem da tentativa de explicar Deus por seus métodos, ou seja, unir ciência e religião, como iguais coisas distintas e a contradição por tentar direcionar sutilmente caminhos que devem ser escolhidos individualmente. No entanto, sua máxima do cogito “penso, logo existo”, não é refutável, porquanto se pensamos somos algo existente, mas isso não corrobora a ideia da existência de Deus, mas apenas a existência do homem. Até pela irracionalidade de supor existente algo constituído de tamanha perfeição, inexistente no mundo sensível.

domingo, 8 de abril de 2012

Bacon e o desenvolvimento da ciencia


Reconhecido pela história como o pai da ciência moderna por estabelecer os princípios para o desenvolvimento da mesma, através do empirismo e do experimentalismo, Francis Bacon questionou o pensamento vigente num mundo no qual este era embasado estritamente na filosofia e na lógica pura sem fins práticos que contribuíssem para o desenvolvimento da sociedade.
Membro da corte da rainha Elisabeth I da Inglaterra, Bacon explicitou, em sua obra “NOVUM ORGANUM” de 1620 a existência de vícios no raciocínio cientifico da época, aos quais atribuiu a alcunha de “ÍDOLOS”: Idola Tribus (ídolo da tribo), Idola Specus (ídolo da caverna), Idola fori (ídolo do mercado), Idola Theati (ídolo do teatro).
Para o filosofo, os ídolos são ideias errôneas que poluem o pensamento e atrapalham a busca pelo conhecimento, necessitando, assim, serem combatidos e expurgados do processo científico.
Sua obra descreve um método racional de busca por um conhecimento pratico, com um proposito claro de buscar a melhoria da condição humana e do domínio sobre a natureza por meio da ciência. Para ele, o empirismo era ferramenta mister para tal processo.
da vinci exhibit chamber of mirrors

Bacon e suas contribuições acerca da natureza

Francis Bacon foi um grande filósofo inglês que viveu durante a segunda metade do século XVI e a primeira metade do século XVII, sendo considerado o precursor da filosofia moderna com sua grande obra Novum Organum. Há quem diga que René Descartes tenha sido o precursor da mesma, porém Francis Bacon com uma retórica pautada em preceitos muito mais modernos, inovadores e concretos que o tornam merecedor desse título.

Em seu livro Novum Organum, Bacon tem o intuito de mostrar que a natureza e a principal fonte de conhecimento e que através dela podemos melhorar a condição de existência humana. Além disso, esta talvez seja uma de suas principais contribuições criou o conceito de método cujo objetivo é formar uma nova maneira de se analisar os fenômenos naturais. Para Bacon existem dois métodos, o primeiro é o cultivo da ciência e o segundo é a descoberta científica. Outro ponto importante da filosofia Baconiana é que a obtenção de novas verdades não depende do raciocínio clássico, mas sim da experimentação e da observação pautadas no raciocínio indutivo.

O método Baconiano da descoberta científica tem grande relação com o desenvolvimento; em varias áreas da ciência seja biológica, física, química etc; que foi alcançado ou ainda será atingido, pois através dele o homem tentou cada vez mais buscar novas formas de compreender a realidade, e segundo bacon para essa compreensão o ser humano necessita acima de tudo usar a natureza em seu favor, pois somente assim conseguirá inovações que possam contribuir para a melhoria da condição humana.

Afonso Marinho Catisti de Andrade

"Penso logo existo"

“Penso logo existo”

René Descartes foi um grande físico, matemático e filósofo francês que viveu durante a idade moderna, e devido a suas notórias contribuições para a filosofia moderna é ainda considerado o criador da mesma. Descartes também deixou várias contribuições no ramo da matemática, pois fundiu a álgebra com a geometria fato que deu origem a geometria analítica,enfim foi um dos principais pensadores da humanidade.

Sua obra filosófica de maior prestígio e motivo dessa análise se chama Discurso do método em que Descartes cria um método científico orientado pela razão como forma de se vencer a superstição, o mágico e a alquimia na construção do conhecimento. Esse método tenta buscar através da razão uma forma de se encontrar a verdade universal. Tal método científico tinha como princípio fundamental a dúvida.

Para Descartes a existência de Deus é comprovada porque como existe razão e pensamento e necessário que exista um fiador dessa razão e desse pensamento e segundo ele esse fiador é Deus.

A frase “Penso logo existo” tem papel fundamental na composição da obra, trata-se de uma conclusão alcançada após dúvidas de sua própria existência, mas comprovada ao ver que podia pensar e enquanto ser pensante ele existia.

René Descartes foi fundamental para o campo da engenharia, pois legou-nos, por exemplo, o plano cartesiano que é de fundamental importância no ramo da construção civil, ou seja suas contribuições são ímpares para o regimento da sociedade contemporânea.

Afonso Marinho Catisti de Andrade

Fragilidade do Conhecimento

     Como podemos ter certeza de que o que pensamos é algo real? Numa era onde a busca por informações está a um clique, o nosso pensamento fica perdido entre tantas teorias e ilusões. No livro Novum Organum, publicado por Francis Bacon em 1620, o filósofo questiona a utilidade do conhecimento e a sua veracidade. 
     Dizia Bacon que a experiência é o caminho para nos mostrar a verdade, ou seja, para comprovar nossas teorias, temos que colocá-las em pratica. Fazemos isso nos mais variados assuntos, procuramos provas que evidenciem o que observamos da natureza. 
     Mas nos enganamos ao achar que o caminho é fácil. Existem pedras em nosso caminho, que nos iludem a imaginar coisas e elaborar pensamentos cada vez mais distantes da realidade. Os ídolos, de acordo com Francis Bacon, são essas pedras. Eles nos fazem interpretar o mundo de uma forma como não é o real.
     Para nos livrarmos dessas pedras, devemos treinar nossa mente, utilizar de métodos que coloquem nosso pensamento em ordem, guia-lo para o verdadeiro conhecimento. Ao experimentarmos, aplicar o que criamos no imaginário no plano real, podemos chegar a conhecimentos úteis ao ser humano, que o ajudam a encarar o mundo de uma forma mais convicta e a evitar tropeços, nas pedras do caminho.
                                                                      Murilo Martins