Este é um espaço para as discussões da disciplina de Sociologia Geral e Jurídica do curso de Direito da UNESP/Franca. É um espaço dedicado à iniciação à "ciência da sociedade". Os textos e visões de mundo aqui presentes não representam a opinião do professor da disciplina e coordenador do blog. Refletem, com efeito, a diversidade de opiniões que devem caracterizar o "fazer científico" e a Universidade. (Coordenação: Prof. Dr. Agnaldo de Sousa Barbosa)
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domingo, 8 de abril de 2012
Bacon e o desenvolvimento da ciencia
Bacon e suas contribuições acerca da natureza
Francis Bacon foi um grande filósofo inglês que viveu durante a segunda metade do século XVI e a primeira metade do século XVII, sendo considerado o precursor da filosofia moderna com sua grande obra Novum Organum. Há quem diga que René Descartes tenha sido o precursor da mesma, porém Francis Bacon com uma retórica pautada em preceitos muito mais modernos, inovadores e concretos que o tornam merecedor desse título.
Em seu livro Novum Organum, Bacon tem o intuito de mostrar que a natureza e a principal fonte de conhecimento e que através dela podemos melhorar a condição de existência humana. Além disso, esta talvez seja uma de suas principais contribuições criou o conceito de método cujo objetivo é formar uma nova maneira de se analisar os fenômenos naturais. Para Bacon existem dois métodos, o primeiro é o cultivo da ciência e o segundo é a descoberta científica. Outro ponto importante da filosofia Baconiana é que a obtenção de novas verdades não depende do raciocínio clássico, mas sim da experimentação e da observação pautadas no raciocínio indutivo.
O método Baconiano da descoberta científica tem grande relação com o desenvolvimento; em varias áreas da ciência seja biológica, física, química etc; que foi alcançado ou ainda será atingido, pois através dele o homem tentou cada vez mais buscar novas formas de compreender a realidade, e segundo bacon para essa compreensão o ser humano necessita acima de tudo usar a natureza em seu favor, pois somente assim conseguirá inovações que possam contribuir para a melhoria da condição humana.
Afonso Marinho Catisti de Andrade
"Penso logo existo"
“Penso logo existo”
René Descartes foi um grande físico, matemático e filósofo francês que viveu durante a idade moderna, e devido a suas notórias contribuições para a filosofia moderna é ainda considerado o criador da mesma. Descartes também deixou várias contribuições no ramo da matemática, pois fundiu a álgebra com a geometria fato que deu origem a geometria analítica,enfim foi um dos principais pensadores da humanidade.
Sua obra filosófica de maior prestígio e motivo dessa análise se chama Discurso do método em que Descartes cria um método científico orientado pela razão como forma de se vencer a superstição, o mágico e a alquimia na construção do conhecimento. Esse método tenta buscar através da razão uma forma de se encontrar a verdade universal. Tal método científico tinha como princípio fundamental a dúvida.
Para Descartes a existência de Deus é comprovada porque como existe razão e pensamento e necessário que exista um fiador dessa razão e desse pensamento e segundo ele esse fiador é Deus.
A frase “Penso logo existo” tem papel fundamental na composição da obra, trata-se de uma conclusão alcançada após dúvidas de sua própria existência, mas comprovada ao ver que podia pensar e enquanto ser pensante ele existia.
René Descartes foi fundamental para o campo da engenharia, pois legou-nos, por exemplo, o plano cartesiano que é de fundamental importância no ramo da construção civil, ou seja suas contribuições são ímpares para o regimento da sociedade contemporânea.
Afonso Marinho Catisti de Andrade
Fragilidade do Conhecimento
O método
O que dizia Francis Bacon.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Sobre Descartes, o mecanicismo, o dualismo e o mundo real
Exatidão baconiana
Essa corrente afirma que dados fornecidos pelo próprio sentido humano são importantes, principalmente, se o homem utilizar um método adequado e submetê-los a experiências para obter o conhecimento.
Fazer uso da mente sem mecanismos que a regulem é um erro, isso pois, a mente quando guiada por si mesma não é exata, desencadeando o chamado senso comum.
Bacon, fundador do Empirismo, também critica Aristóteles e sua Lógica Formal. O método do filósofo grego assenta-se no caráter dedutivo, ou seja, conclui-se algo a partir de uma ideia universal. Para Bacon, a lógica aristotélica nada acrescenta ao indivíduo, logo a ciência não pode guiar-se por esse caminho.
Bacon, defende, portanto, a utilização da mente junto com experiências. Conhecido como "Método Indutivo de Bacon" , consiste em submeter os fenômenos a testes para conferir exatidão a eles. Tal método mantém-se vivo até hoje, pois os experimentos científicos são testados inúmeras vezes antes de tornarem-se leis.
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Infográfico: O Caminho do Saber de F. Bacon
terça-feira, 3 de abril de 2012
Origem da ciência pós-moderna
Francis Bacon e o mundo atual
sexta-feira, 30 de março de 2012
O que Bacon não previu.
quarta-feira, 28 de março de 2012
Descartes e seu legado histórico
A despeito de tantas inovações, não podemos deixar de citar alguns possíveis pontos falhos da obra. René busca provar a existência de Deus afirmando que nada pode surgir do nada, mas então como que Deus teria surgido? Além do que, ele profere que um ser imperfeito não poderia originar um ser perfeito, no entanto a Teoria Endossimbiótica afirma que seres mais simples se agruparam para formar seres mais complexos. Em outras palavras, a Endossimbiose postula que algumas organelas das células eucariontes, cloroplastos e mitocôndrias, foram formadas a partir de um procarionte autótrofo que viveu em um organismo unicelular. Baseado nisso, então, o "menos" poderia ser a causa do "mais".
Em síntese, o Discurso sobre o Método é uma obra fabulosa em decorrência do aspecto inovador em uma sociedade que ainda vivia embaixo da sombra da ignorância e desinformação, não que a atual seja totalmente informatizada e tecnológica, porém a propagação de ciência e conhecimento é muito maior que na época de Descartes. Por outro lado, René, homem como outro qualquer, era passível de erros. Sua obra não foi capaz de revelar todas as verdades, e nem deveria ser, mas foi um grande impulso para que o mundo moderno buscasse conhecimentos mais sólidos.
