Rompendo com algumas das mais consolidadas visões sociológicas à época, de forte inspirações funcionalistas, Max Weber prioriza em sua análise das relações sociais, de modo geral, o fator indivíduo, em outras palavras, a relevância tida por questões internas e subjetivas de cada um na determinação de uma ou outra decisão, na definição de uma ação social.
Nesse sentido, compreender a importância desse individual torna-se fundamental para o amplo entendimento de algumas decisões e eventos históricos, até porque uma análise fria, meramente objetiva e pautada por fatores puramente externos apresenta-se um tanto deficitária e lacunosa em tal explicação.
Assim sendo, quando, em 1989, um grupo de pessoas se mobilizam e, em especial, um jovem se coloca em frente de um comboio de tanques de guerra a fim de dar voz a sua desconformidade com à ordem estabelecida, de dar voz à sua revolta, nota-se a grande importância de um certo altruísmo pessoal, a sobreposição do subjetivo ao externo como forma de compreender, também, algumas das razões do ocorrido.