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domingo, 26 de junho de 2011

o ideal e o real

Max weber, em seu texto "a objetividade do conhecimento na ciência social e na ciência politica", defende o conceito de sociologia compreensiva. Já que a sociologia se trata de uma ciência empírica, na visão de weber, não é seu objetivo proporcionar "receitas" dadas por uma evolução determinada dos processos econômicos. Para ele a função essencial da sociologia é compreender o sentido das ações sociais, o porque dessas ações.

Como meio de análise e compreensão dos fatos sociais, o autor defende a comparação entre o tipo ideal e os fatos reais. O tipo ideal corresponde a uma construção abstrata de relações supostamente logicas e justificáveis, e assim, teoricamente possíveis, mas não existentes na realidade. Trata-se de uma Utopia, aquilo que o cristianismo deveria ser na visão do cientista, aquilo que a classe trabalhadora deveria representar. Assim, essas construções possuem alto valor para a investigação e análise se forem utilizados para comparar com a realidade. São ideias a partir das quais se julga a realidade.

A partir dessa óptica de comparação entre o ideal e a realidade é possível compreender muitas criticas feitas à teorias, como por exemplo ao socialismo. A teoria socialista parece muito correta e lógica quando pensada com o tipo ideal de proletariado, Trabalhadores unidos e conscientes que buscam acabar com a opressão social em prol do coletivo. Porém se comparada com a realidade, não há completa compatibilidade entre a classe trabalhadora ideal e real, e talvez por isso, não tenha se concretizado o socialismo cientifico.

domingo, 29 de maio de 2011

Proletariado capitalista

Engels em sua obra “Do socialismo Utópico ao socialismo cientifico” busca amadurecer as ideias socialistas primitivas utilizando a ciência. Na analise dele, os autores “Utópicos” teorizam que o socialismo aparece como a verdade a ser revelada pela visão de alguns homens especiais e, por isso, não situam suas teses na realidade. Engels defende o estudo dos fatos sociais e das condições históricas, a necessidade de estudar o fenômeno em seu nascimento e caducidade.

Nesse estudo, o autor alemão observa que as lutas sociais surgidas a partir da revolução industrial, refletem uma das principais leis históricas: a luta de classes. A historia natural é marcada pela dialética e, assim, passa por uma transformação permanente. Assim também é a historia humana que, com exceção do estado primitivo, foi toda marcada pela luta entre as classes sociais.

Então para Engels o socialismo é um percurso natural da historia e produto necessário da luta entre as duas classes. O comunismo seria a síntese da luta de classes entre a burguesia e o proletariado. Essas duas classes, à época, seriam opostas em seus interesses e ideologias.

Porém essa oposição entre as classes hoje em dia não é mais tão forte quanto naquela época. No contexto de suas publicações Engels não contava com a capacidade do capitalismo de atrair a classe trabalhadora e inteligentemente fazer concessões a fim de amenizar o conflito entre as partes. E está ai a grande dificuldade de se colocar as ideias socialistas em prática: o desejo do trabalhador é um dia ser burguês.