Sob essa perspectiva, à luz da concepção de racionalidade baseada na análise crítica e metodológica defendida por Francis Bacon, decisões judiciais controversas, como a proferida no caso do trote universitário ocorrido na Universidade de Franca , evidenciam um problema no âmbito da racionalidade jurídica, na medida em que suscitam debates acerca da suficiência da análise realizada pelo julgador. Isso porque, de acordo com a perspectiva baconiana, a produção do conhecimento exige um exame cuidadoso dos fatos e a superação de preconceitos e percepções superficiais, de modo que as conclusões alcançadas sejam fruto de um processo racional e metodicamente fundamentado. No campo jurídico, tal exigência se traduz na necessidade de decisões judiciais devidamente fundamentadas, capazes de demonstrar, por meio de argumentos consistentes, a adequação entre os fatos analisados e os princípios jurídicos aplicáveis.
Em suma, a racionalidade jurídica deve se basear em argumentos concretos e se adequar aos princípios da razoabilidade e proporcionalidade do direito, não obstante , ainda percebe-se que algumas decisões judiciais não respeitam esses princípios e acabam por ferir direitos fundamentais do ser humano, como por exemplo, o ferimento da dignidade humana no caso do trote executado pelos alunos da universidade na cidade de Franca, evidenciando, assim, um problema à sociedade.
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