Queria poder dizer: respeito.
Mas, diante da escravidão do passado,
E a bolha da branquitude que não desce do salto.
O racismo continua frequente na sociedade,
Nada mudou, ainda não há igualdade.
Mas hoje é mais fácil levantar as mãos e dizer que vidas negras importam.
Porque, segundo eles, hoje os negros “se comportam”.
Mas eles não sabem o que nós sente
Quando nos olham diferente.
Apontam pro nosso cabelo e comparam com utensílio,
Que, por acaso, é a nossa mãe que usa muito pra limpar a casa do vizinho,
Que sempre é maior que a nossa.
Porque a vida sempre será oposta.
Por isso, até pra achar trabalho,
Eles passam nas entrevistas, mas eu continuo desempregado.
É perceptível que tudo é estrutural.
Pedir nota fiscal só da minha bike, é puro racismo e violência institucional.
Minha mãe sempre me ensinou a ter “autopreservação”.
Mas, diante disso, sei que era para minha proteção.
Sempre ensinado a ter obediência.
Mas por que não ensinam eles a pensar com consciência?
Tô cansado de ser chamado de vagabundo.
Eu suplico por razão, por outra visão de mundo.

Nenhum comentário:
Postar um comentário