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domingo, 15 de março de 2026

Ilusão digital do século XXI e a capacidade de pensar

O século XXI é marcado pelo uso intenso das redes sociais e pela globalização das informações. Esse cenário trouxe uma grande democratização do conhecimento, mas também gerou uma onda de fake news, notícias falsas ou distorcidas disseminadas para manipular opiniões, gerar engajamento e produzir verdades instantâneas.

O ponto de partida de Descartes é a constatação de que “os nossos sentidos às vezes nos enganam” e de que, se nossa razão não interferir, jamais poderemos garantir a veracidade do que percebemos. Relacionando essa ideia com a teoria dos ídolos de Bacon, para alcançar o conhecimento verdadeiro é necessário libertar-se de falsos preconceitos. Esses preconceitos também estão presentes em conteúdos de desinformação que, ao explorarem essas “antecipações da mente”, despertam hábitos mentais já enraizados e fazem com que as fake news pareçam verdadeiras.

Assim como precisamos de ferramentas para construir pontes, a mente também necessita de mecanismos para não seguir seu “movimento espontâneo” de acreditar naquilo que é mais conveniente. Nesse sentido, práticas como a checagem de fatos e a busca por diferentes fontes de informação tornam-se fundamentais para compreender as notícias de forma crítica.

Vivemos em uma sociedade do espetáculo, na qual algoritmos e bolhas de informação geram doutrinas viciosas, transformando a desinformação em um problema público que afeta a democracia, a confiança nas instituições e a coesão social. A partir da imaginação sociológica, é possível compreender a informação de maneira mais racional, permitindo perceber com maior lucidez o que está acontecendo no mundo.

Amanda Akemy Henrique Takii

Direito matutino

 

 

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