O século XXI é marcado pelo uso intenso das redes sociais e pela globalização das informações. Esse cenário trouxe uma grande democratização do conhecimento, mas também gerou uma onda de fake news, notícias falsas ou distorcidas disseminadas para manipular opiniões, gerar engajamento e produzir verdades instantâneas.
O ponto de partida de Descartes é a constatação de que “os
nossos sentidos às vezes nos enganam” e de que, se nossa razão não interferir,
jamais poderemos garantir a veracidade do que percebemos. Relacionando essa
ideia com a teoria dos ídolos de Bacon, para alcançar o conhecimento verdadeiro
é necessário libertar-se de falsos preconceitos. Esses preconceitos também
estão presentes em conteúdos de desinformação que, ao explorarem essas
“antecipações da mente”, despertam hábitos mentais já enraizados e fazem com
que as fake news pareçam verdadeiras.
Assim como precisamos de ferramentas para construir pontes,
a mente também necessita de mecanismos para não seguir seu “movimento
espontâneo” de acreditar naquilo que é mais conveniente. Nesse sentido,
práticas como a checagem de fatos e a busca por diferentes fontes de informação
tornam-se fundamentais para compreender as notícias de forma crítica.
Vivemos em uma sociedade do espetáculo, na qual algoritmos e
bolhas de informação geram doutrinas viciosas, transformando a desinformação em
um problema público que afeta a democracia, a confiança nas instituições e a
coesão social. A partir da imaginação sociológica, é possível compreender a
informação de maneira mais racional, permitindo perceber com maior lucidez o
que está acontecendo no mundo.
Amanda Akemy Henrique Takii
Direito matutino
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