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segunda-feira, 22 de abril de 2019

O Positivismo em concordância com o preconceito


A presença do positivismo nos textos de Olavo de Carvalho, pensador e ensaísta brasileiro, é clara e vista através da sua objetividade e ideologia de progresso, onde, pelo conservadorismo, tende a preferenciar o bem-estar da sociedade. Porém, em seus versos, fatores como falta de empatia e respeito deste pelas minorias, em especial a comunidade LGBTQ, também são observados.
O positivismo, corrente ideológica francesa do século XIX, fundada por Auguste Comte, tem por base, um método único, que conta com a observação e, posteriormente, a criação de leis gerais e imutáveis para o estudo das ciências, além disso, leva como finalidade, a ordem e o progresso da sociedade.
O conceito de lógica, fundamental no positivismo, por esta ser necessária ao pensamento, é debatida por Olavo acerca das relações homossexuais, já que estas não tem a reprodução da espécie como fim, ou seja, não são úteis frente à sociedade e nem visam o progresso dessa, consequentemente, não são relações lógicas. Já as relações heterossexuais, para tal autor, são condições de sobrevivência da espécie, já que apenas através dela, direta ou indiretamente (nos casos de inseminação artificial, por exemplo), é possível que a sociedade continue.
Além disso, Olavo muito critica as problemáticas da comunidade LGBTQ, que levam como tema sua sobrevivência e sua representatividade, como a questão da marginalização, da perseguição ou da suposta “superioridade intelectual gay” e as taxa apenas como mitos, uma vez que a hegemonia dos héteros é justa em sua opinião e portanto, direitos específicos para essa parcela da população não deviam existir.
Em nome da ordem da sociedade, debates sobre ideologia de gênero são criticados pelo pensador, para ele, não são adequados para crianças e apenas estimulariam as experiências homossexuais nestas, uma vez que as experiências heterossexuais necessitam de uma idade mínima para serem executadas. Além disso, segundo o autor, tais debates estimulariam até mesmo a prática de pedofilia, por causa da inexistência de possibilidade de gravidez e assim, a tênue responsabilidade civil. Por isso, a prática da heterossexualidade deveria ser estimulada nas crianças, garantindo assim, a harmonia na sociedade.
O preconceito está enraizado em seus conceitos e através de elementos positivistas, Olavo fundamenta a falta de empatia já citada anteriormente. Por isso, uma verdadeira evolução dos pensamentos e da sociedade é necessária, visando a igualdade material, além da formal, para que então, todos, independente de suas opções sexuais, raça, gênero ou condição econômica, possam gozar dos mesmos direitos e deveres, não havendo superiores e inferiores, mas apenas, indivíduos iguais.


Eduarda Queiroz Fonte, matutino.
   Carvalho e seu livro preconceituoso 

   O filósofo e pensador francês , Augusto Comte, foi um dos principais fundadores do pensamento positivista do século XIX. Este afirma que a principal forma de obter conhecimento é através dos experimentos científicos, ou seja, por lei da observação e experiência científica. Para Comte, o empirismo está acima de qualquer conhecimento metafísico ou teológico, assim como deve ser estudado os fenônemos sociais, que para o filósofo seria a física social. 
   O professor e pensador brasileiro , Olavo de Carvalho  afirma, através de seu livro "O imbecil coletivo", especificamente no capítulo "Mentiras gays", o autor defende,de maneira extremamente preconceituosa, que a homossexualidade não deve ser respeitada,pois não segue em rigor com a ciência. Para Carvalho, a heterossexualidade é válida, pois tem como o objetivo a procriação de espécies, ou seja, a manutenção da humanidade, diferente do homossexualismo, que é uma opção sexual preferencial do indivíduo,por isso, não deve ser respeitada.
  Essas afirmações são impregnadas de preconceito e sentimentos de ódio,pois ignoram as particularidades de cada indivíduo e o respeito a minoria . Brasil, um dos principais países com maior índices de homicídio, como dados indicam em 2019: 420 mortes registradas por homicídio ou suicídio decorrente da discriminação. Esse pensamento positivista e científica de Olavo de Carvalho usada para analisar os fatos sociais não devem ser defendidas,principalmente em um país onde o respeito e o amor ao próximo está em falta.


Seung Kyung Kim - direito(Matutino) 

Direitos específicos para os homossexuais: proteção ou supremacia?


            Sob a perspectiva de Auguste Comte, o Positivismo pode ser compreendido como uma análise social que visa eliminar todos os componentes que possam corromper o processo, a fim de se obter um resultado límpido e puro. Nessa perspectiva, tem-se o autor Olavo de Carvalho que investiga os seres e questiona a demanda que é feita pelos homossexuais no âmbito público, no seu livro “O imbecil coletivo”, mais especificamente no capítulo “Mentiras gays”, o qual considera ultrajante existir direitos específicos para os homossexuais. Dessa forma, acha lícito que a opção sexual seja vista apenas como um fato – sem atribuição de valor – e que seja resguardado a liberdade de expressão em achar imoral os atos dos gays.
            A princípio, é preciso compreender que assim como as religiões, a sexualidade é apenas uma característica do ser, não deve ser vista como uma forma de hierarquizar os indivíduos. O simples ato de valoração renega todo o complexo hegemônico social, que contém mais héteros do que gays, os mesmos héteros que não são parabenizados por determinada conduta, então qual a necessidade de se valorar um gay? Torna o princípio de Isonomia, presente na Constituição, uma falácia, pois seres iguais estariam recebendo tratamentos diferentes.
            Não obstante, o estranhamento com o diferente é natural, uma mudança de conduta que, até então, não era normatizada. No entanto, julgar imoral os atos dos gays passou a ser considerado um ato ilícito pela comunidade LGBT+ que exige uma repressão a esse posicionamento, porém essa condição não evolui a um ato privativo de liberdade, para nenhum dos polos. Tanto os gays não devem ser impedidos de empregos, por exemplo, por sua opção sexual, nem os héteros pelo seu julgamento, uma vez que é apenas um uso da liberdade de expressão.
            Portanto, conclui-se que fomentar legislações específicas para gays e afins seria um ultraje aos demais indivíduos, pois, sendo a sociedade plural, cada característica particular também poderia requerer ser legislada. As escolhas dos indivíduos são decisões privativas, logo, não deve-se judicializá-las, somente proteger para que estes não sejam excluídos de direitos garantidos a todos os seres, tornando efetivo a isonomia e o artigo 5 da Constituição que versa sobre os direitos e deveres dos indivíduos.
            
(Obs.: O presente texto é fruto de uma proposta pedagógica desenvolvida na disciplina, refletindo sobre o Positivismo à luz da visão Olavista. A tese desenvolvida no texto não expressa uma opinião minha, pelo contrário, condeno toda e qualquer forma de preconceito e, principalmente a desonestidade intelectual do livro de Olavo de Carvalho, que usa da ciência para justificar seu preconceito).


Bianca de Faria Cintra - Direito Noturno, 1º Ano.

A prova logica do guru


    Olavo de Carvalho em seu livro ‘’o imbecil coletivo’’ expõe sobre a homossexualidade, essa que no mundo contemporâneo, cria um discurso vitimizador, que por pior que pareça está em alta, entretanto a partir do uso da lógica e da historia LGBT pode-se analisar a discrepância de informação entre o que eles demonstram e o que de fato acontece, visto que a moda gay se espalha cada vez mais rápido e o discurso deles passou a ser o contrario do que eles pregam, desse modo atacam nossa sociedade e a família tradicional com seus feitos públicos, imposição de sua opção sexual e manifestações desrespeitosas contra as religiões.
     A vitimização gay é algo assombroso na sociedade, uma vez que pessoas com essa opção sexual passam a levar sua vida baseada em uma falsa exclusão social, onde qualquer tipo de fala é levada como homofobia podendo até render processos contra quem expôs um  argumento diferente do pensado por esses. Esse discurso formulado  baseado em teorias mal fundamentadas, exigem direitos alem dos já possuído por pessoas normais e a partir do argumento de que são a minoria oprimida. Embora ocorra a vitimização de sua classe para se passarem por coitados, a opressão causada por gays e seus egos inflados criticam todo o resto que não abstiveram de sua heterossexualidade.
     O entendimento gay sobre as relações de aceitação na sociedade vem em um mesmo emaranhado de desejo de ser aceito não apenas na sociedade de forma natural, mas sim de uma forma superior, como se o homossexualismo fosse ativo apenas em pessoas evoluídas e não como é na realidade, um grupo odioso de seres com desejos sexuais nada próprios para os padrões tradicionais. A naturalidade entra enquanto forma biológica de procriação, diferentemente da formação de um pensamento social voltado para praticas homossexuais, onde em grande parte dos casos não passa de uma impotência psicológica que causa dificuldade de exercer o heterossexualismo, assim eles tratam a causa gay como irrevogável e não como uma doença psicológica que pode ser tratada.
     Alem de suas reivindicações, o homossexualismo fere a base da sociedade e coloca em risco o futuro da humanidade, uma vez que crianças não possuem maturidade mental para distinguir o certo do errado, dessa forma podem ser incitadas a realizar sexo desde sua infância, simplesmente como curiosidade primordialmente, mas depois será algo que ficará em sua memória como sendo algo natural e não como uma doença.      
(não compactuo com as ideias de Olavo de Carvalho)

Desordem e Retrocesso

O lema positivista: ordem e progresso, tão aclamado no século XIX e início do século XX, firmou sua importância principalmente na América Latina, demonstrando seu vigor na bandeira da república federativa do Brasil e no modelo de desenvolvimento econômico-científico do Brasil no século XX. Essa escola de pensamento, no entanto, vive um período de suspeições e reinterpretações que tem influenciado o cenário político nacional e a legitimidade de estruturas internacionais de proteção a direitos humanos, principalmente, baseado em um sentido consuetudinário conservador.
O positivismo,muitas vezes interpretado como pragmático, não abre, realmente, espaço para o contraditório em alguns temas. Para essa escola tudo deve ter uma função bem estabelecida e útil para o vigor e “sucesso” da sociedade.
   Destarte, observando textos de Olavo de Carvalho, astrólogo e filósofo auto-intitulado, em seu livro “O imbecil coletivo” e observando seus seguidores compreende-se o poder de uma lógica embasada em aspectos positivistas na atualidade.
   Em um país, no qual, em suas eleições, muito se discutiu livros impróprios para crianças e mamadeiras exóticas e pouco se discutiu sobre planos de desenvolvimento nacional fica evidente como um discurso pragmático e funcionalista positivista pode enganar muitas pessoas e funcionar como uma cortina de fumaça.
   Olavo, em seu capítulo sobre a homossexualidade, distorce com seu preconceito e, constrói uma linha de pensamento que tem como maior base, mesmo que frágil, o positivismo de Comte. Olavo compara a “funcionalidade” e a “importância” entre heterossexuais e homossexuais e trata os últimos como anormalidade que, em sua leitura de história, oprimiam os/as héteros e não cumpriam a função e obrigação humana que seria a reprodução e perpetuação da espécie. Em palavras de Olavo “héteros falam em nome da espécie humana”.

    Portanto, usando de uma visão supostamente objetiva e científica somada a criação de espantalhos, Olavo legítima preconceitos e tratamentos desiguais e ofensivos entre seres humanos.E leva o mundo influenciado por ele à desordem e ao retrocesso.

Guilherme Cunha Soares 1° ano Direito Diurno

Perguntas e Perguntas

Olavo de Carvalho em:
exaltado
equivocado 
com ideias distorcidas.
Trabalha com:
fenômenos exclusivos 
“grande” abrangência de experimentos
relativização 
exemplos irreais.
Explana sobre:
opção sexual.

Questionando “Mentiras gays”:
impotência perante o que?
preconceito?
opressão homossexual?
reino hétero?
propósito humano único?
desejo e repugnância.

decida-se, 
você é 
homo x hetero (x bi?)
não se encaixa?
então é gay até que se prove contrário 

Positivismo contra ataca:
empirismo
junção de ciências
análise de fatos 
coerência de ideias 
comprovação de teoria
formulação de tese
muitas experiências, muitas...

Isso basta? Quando basta?

Sofia Ferrari do Valle 
1º ano - Matutino







Positivismo e 'Mentiras Gays'



Auguste Comte ficou conhecido por fundar a teoria positivista em seu livro “Curso de Filosofia Positiva”. A partir deste conceito a sociologia surge efetivamente como ciência, ou ‘física social’ como é relatado em seu texto. Tem como base a ideia do progresso teleológico, queé alcançado através da passagem de uma sociedade teológica para uma sociedade positiva (único conhecimento verdadeiro), com intermédio da etapa metafísica.
Enquanto o estado teológico buscava responder as questões por fenômenos sobrenaturais, a filosofia positivista busca conhecer as causas dos fenômenos através do experimentalismo científico, e nesse momento a humanidade chega em seu estado mais desenvolvido. Para Comte as únicas ciências que ainda utilizam do método metafísico ou teológico são os fenômenos sociais, e assim ele cria a física social, que nada mais é do que o estudo dos fenômenos sociais através da observação científica.
A física social compreende da sociedade a partir de uma realidade de estática e dinâmica: a primeira são os pilares da natureza humana, e nunca devem ser alterados, como a família, religião, trabalho; já a dinâmica é o progresso que permite o mantimento das instituições base e garante a evolução científica.
A corrente filosófica em questão se espalha pela Europa durante a segunda metade do século XIX, e já no século XX as ideias de Comte são propagadas por inúmeros pensadores Brasileiros. Dentre eles Olavo de Carvalho, um pensador brasileiro em ascensão que apoia suas teorias em conceitos positivistas. Em seu livro O Imbecil Coletivo fica claro as questões conservadoras, os ideais de progresso e o experimentalismo.
No capítulo ‘Mentiras Gays’, Olavo, através de uma teoria experimentalista mostra sua visão acerca da comunidade LGBT. Ele defende que a conduta homossexual não é tão digna de respeito quanto a heterossexual, uma vez que a heterossexualidade está relacionada a propagação da espécie, já a homossexualidade é somente uma preferência. E través dessa linha de raciocínio afirma que o preconceito contra essa comunidade é somente um exercício de liberdade de consciência, e não deve ser repudiado.
Mesmo que um texto extremamente preconceituoso, Olavo de Carvalho usa da mesma ideia da física social criada por Comte, refutando todo discurso contrario através de argumentos científicos para provar sua tese. Também fica evidente no texto o conceito de estática. A família, por ser um dos pilares da natureza humana, em detrimento do progresso deve ser mantida, sendo assim, a homoafetividade, por fugir dos padrões da tradicionalidade, não é digna de direitos, pois estes seriam privilégios.
Infelizmente, a teoria apresentada por Olavo de Carvalho é repleta de preconceitos e não leva em consideração as violências sofridas por esse grupo social. Portanto é possível ver os perigos da filosofia comtiana. Se levada a letra pode rebaixar grupos sociais com maior vulnerabilidade, gerando ódio social ao diferente.

Pelo fim dos privilégios gays


Alguém come meu c* por segurança? Assim, Danilo Gentili desconstruiu um dos maiores mitos criados pelos homossexuais, o de que são perseguidos. No Brasil, um gay é morto a cada 26 horas, porém no mesmo período 152 heterossexuais são mortos.
No Brasil a renda média dos casais homossexuais é mais alta e o nível de escolaridade maior. No entanto continua imperando a falsa tese de que homossexuais são perseguidos e sofrem mais que outras camadas sociais. Analisando esse fenômeno é perceptível que os homossexuais estão utilizando a guerra de trincheiras propostas por Gramsci para dominar o Estado e impor sua ideologia a toda a população e sociedade.
Frequentemente, gays fazem atos em busca de uma suposta igualdade, onde paradoxalmente defendem uma desigualdade legal, onde os gays seriam tratados de maneira privilegiada pela lei. Acreditam que tem o direito de ofender crenças religiosas e impor seus desejos, mas ninguém pode manifestar o incomodo natural com nenhuma manifestação de homossexualidade. Até porque se a defesa da homossexualidade é estruturada na tese de que se nasce gay, nada mais correto de que a oposição natural e normal dos heterossexuais, uma vez que o futuro da espécie depende disso, possa ser externada e sirva de salvadora e mantenedora da sociedade.
Portanto, não é só legítimo manifestar-se contra a homossexualidade, como é necessário e primordial para a sobrevivência dos seres humanos. As estáticas demonstram, claramente, que os gays são privilegiados, cabe ao restante da sociedade lutar contra os seus privilégios, pela sobrevivência da espécie e pelo futuro da humanidade. E ao Estado cabe apenas assegurar o direito de existência dos gays e acabar com os privilégios e os excessos dos mesmos.

Obs: Não concordo com o texto. 

Nome:Ricardo da Silva Soares 1º ano direito Noturno. 

Transpositivismo

Olavo de Carvalho, em seu livro “O imbecil coletivo”, no capítulo denominado “mentiras gays” bebe do positivismo de Comte, à medida que tenta explicar, por meio do empirismo e da ciência, de dados concretos, as falácias ligadas ao grupo homossexual.
A primeira falácia desmistificada por Olavo é a de que os gays seriam menos cruéis que os heterossexuais, na qual argumenta que vários ditadores sanguinários, como Mao tsé tung eram homossexuais e que a discrepância entre a crueldade se dá apenas, segundo ele, usando-se de um método científico regrado, pois os gays ocupam de maneira minoritária cargos de poder, portabto, têm menos oportunidades de destilarem a crueldade, porém, seriam tão, ou até mesmo mais, cruéis que heterossexuais.
Olavo de Carvalho também se mostra positivista ao defender que a homossexualidade não é natural, vai contra a ordem necessária e estabelecida, portanto não deve ser vista como algo normal e tão menos deve ser “incentivada” à medida que cria-se leis de proteção à essa minoria, visto que a homossexualidade, por ser uma escolha antinatural, movida por um desejo sexual, segundo ele, não necessário, não é passível de proteção legal especial.
Através de método próprio, embasado em uma ciência, na qual afirma ter embasamento, Olavo rebate os argumentos utilizados pela comunidade LGBT para lutarem por seus direitos, mostrando ao leitor, de uma maneira coesa e bem alicerçada em preceitos não ideológicos e positivados pela ciência, guiando o leitor a um melhor entendimento do mundo que o rodeia e das falácias desonestas propagadas pelos homossexuais, que não são menos cruéis, mais inteligentes e muito menos dignos de uma proteção estatal ou comoção individual, estando, inclusive, o preconceito justificado, visto que a repulsa ao homossexualismo é um instinto natural humano, como bem mostrou o aitor Olavo de Carvalho em sua explicação Comteana acerca do assunto.

Obs: o texto não condiz com a minha opinião verdadeira. Segue os moldes do que foi proposto em sala.

Octavio Deiroz Neto - 1º ano direito noturno

O fenômeno Olavo


Olavo de Carvalho, como um pensador contemporâneo tem sua especificação e suas características que compõe suas obras e suas ideias. Uma lente muito presente e contundente no seu pensamento é o positivismo. Visto que o traço objetivo com o intuito de atingir resultados concretos é muito relevante em todas as suas produções. No mundo atual, depois de inúmeros intelectuais com estudos acadêmicos importantes para a construção do conhecimento, porém com poucas efetivações de atos concretos em nossa sociedade acaba suscitando o ideário de um pensador que analisa e planeja a partir de fatos concretos e raciocínio lógico, compondo o fenômeno de Olavo de Carvalho. É por essa e outra que seus pensamentos casaram perfeitamente com o plano de governo de Jair Bolsonaro. Os ideais defendidos pelo presidente durante a campanha eleitoral, como o discurso de anti politicamente correto, contra o marxismo cultural nas escolas e faculdades, pela corrente positivista seguida pelo exército e pela ideologia de gênero empregada no Brasil, encontram respaldo teórico nos livros e abordagens do filósofo brasileiro.
            Abordando o quesito da ideologia de gênero, em seu livro “O imbecil coletivo”, Olavo detalha especificadamente no capitulo “Mentiras gays” como o discurso dos homossexuais não passa de uma demagogia para que esta “classe” consiga privilégios diante os demais grupos da sociedade, inclusive os heterossexuais, que são fundamentais para a preservação da espécie humana, visto que uma relação sexual entre pessoas do mesmo sexo é uma relação infértil. Utilizando-se do raciocínio lógico, Olavo demonstra que a homossexualidade é uma questão de escolha, que os mesmos são seres humanos como qualquer um, portanto adquirir “direitos” para os gays, é adquirir privilégios diante os demais, ainda mais com o fato de que cada um pode se tornar gay quando bem quiser e com isso, as pessoas podem se usufruir disso como um proteção a mais do estado por uma escolha subjetivamente pessoal. O uso de máximas em seu dialogo como “A supressão total da homossexualidade produziria muita insatisfação em certas pessoas; a da heterossexualidade traria a extinção da espécie” ele é capaz de fundamentar como a manutenção da heterossexualidade é fundamental para a sociedade, pois traz consigo resultados concretos (assim buscado pelo positivismo) como a efetivação da espécie, enquanto a homossexualidade traz consequências apenas no lado subjetivo pessoal (que pouco faz diferença na sociedade em âmbito geral).

(Este texto possui finalidades didáticas e não expressa a opinião do autor)
Marcelo de Meirelles  Filho – 1º Ano Direito Noturno

Esse tal Carvalho não “Comta

Augusto nos Comte, onde se positiva o arcaico?
Deste Carvalho que Olavo, o transforma em calvário;
os anseios de todo um povo, de toda uma sociedade,
será que ele sabe o significado de diversidade?

Augusto me Comte,
sobre toda essa luta, que as vítimas ainda carregam a culpa,
de apenas quererem ser iguais, terem seus direitos respeitados,
no entanto nos querem calados, aceitando goela abaixo,
seus vômitos de palavras desconexas, deixando nossaleitura perplexa.

Éh Augusto, eu vou lhe Comtar, esse senhor do poder,
que se acha inteligente, somente porque senta em seu colo, um tal presidente,
não sabe nada de sua teoria, apenas se utiliza da metafísica, e da teologia para suas palavras regurgitar;
um texto embasado em crendices, idiotices, tirados apenas de sua cabeça oca, que vai saindo de seu fantoche pela boca, que pela desilusão da população, acabou que por uma eleição, ganhar.

Weberson A. Dias Silva Turma XXXV Noturno

Entendendo Olavo de Carvalho


            Olavo de Carvalho, no capítulo “mentiras gays” do livro “O imbecil coletivo”, ataca os argumentos usados pelos defensores das causas LGBTQ+ para conseguir direitos especiais que os colocariam em vantagem sobre as demais pessoas. A análise do filósofo é feita a partir de uma observação de fatos da sociedade e de conhecimentos científicos buscando conexões entre eles sem aprofundar-se em suas causas. Dessa forma o pensamento é formulado de maneira que se aproxima muito do positivismo de Comte, onde o mais importante é estabelecer relações de sucessão e similitude entre fenômenos, sem preocupação com causas geradoras.
            Pode-se compreender melhor esse pensamento ao partir de uma visão conservadora, que é muito presente na sociedade brasileira, baseada na moral religiosa principalmente de origem católica ou protestante. A homossexualidade foi reprimida dentro dessa cultura durante séculos por ser taxada como pecado. Dessa maneira quando gays pedem por direitos essas pessoas sentem-se extremamente ofendidas, afinal por que um homossexual há de ter mais direitos do que o cidadão heterossexual seguidor da moral e dos bons costumes.
            Partindo dessa perspectiva, fundamenta-se o argumento de que a heterossexualidade deve ser considerada como padrão de normalidade por se tratar da única forma de sexualidade que pode levar a perpetuação da espécie. Portanto os homossexuais não tem legitimidade para reivindicar nada, pois são eles que escolheram uma opção fora da “normalidade” e devem enfrentar as consequências disso.    
            Analisando essa linha de pensamento, que tem por principal característica uma visão particular de mundo que não se preocupa em ir afundo no assunto, mas sim buscar soluções práticas para um assunto muito presente no cotidiano, conclui-se que a reivindicação por direitos LGBTQ+ é fundamentada em mentiras. É incompreensível que essas pessoas que não seguem a “regra” da sociedade queiram exigir um “tratamento especial” por esse motivo.

Gustavo Dias Polini - Direito Noturno

Quem será o Real Mentiroso ?

O cenário hodierno tem sido abalado com a insurgência de movimentos pseudo-científicos, percebe-se um aumento de iniciativas que deturpam os fatos concretos sob o véu de uma falsa verdade. Seja devido a facilidade com que informações se espalham atualmente ou a condensação do conhecimento que sofremos, independente da causa um cientificismo às avessas - dado que o comprometimento com a verdade inexiste- tem ganhado forças ao redor do mundo. Tendo isso em vista, pôde-se traçar um paralelo com a situação brasileira. O país passa por uma crise política e ,portanto, se verificam inúmeras discussões, principalmente a nível virtual. Nesse entremeio surge um “guru da verdade”, autointitulado filósofo: Olavo de Carvalho. O escritor sob a prerrogativa de usar da razão absoluta vem assassinando as bases do pensamento científico, o suficiente para fazer com que autores como Descartes, Bacon e Comte - esses verdadeiros filósofos - se revirem em seus túmulos. Assim como descrito anteriormente embora as iniciativas a exemplo do movimento olavista se proclamem defensoras da verdade, sua estrutura advém de falsas prerrogativas. É um absurdo comparar a linha de pensamento Positivista e estudos predecessores com as inverdades de obras como o “Imbecil Coletivo” de Olavo de Carvalho. Visto que embora o cientificismo não caiba em uma sociedade tão dinâmica e plural como a contemporânea, a física social era baseada em experimentações e comprometimento com a verdade acima de tudo, ao contrário da obra supracitada. Dito isso, a incoerência da obra olavista é evidente ao se analisar o texto “Mentiras Gays”, a primeira atrocidade é perceptível com a menção de uma série de fatos históricos que não aconteceram e o estabelecimento de supostos mitos sociais que não condizem com a real situação brasileira. Se o intuito do livro de Olavo de Carvalho era combater as ignorâncias do imaginário coletivo o mínimo que se requereria era o uso de fontes históricas factuais.Ademais, analisando somente a estrutura do texto ( sem nem entrar no âmbito valorativo desprezível ali defendido) são observadas vários outras problemáticas: conceitos psicológicos errôneos, sofismas e generalizações. Dessa maneira, é importante enfatizar que o Positivismo fora infeliz em tentar definir regras estáticas para o estudo social, mas a organização das matérias sociológicas bem como o compromisso com a verdade foram fundamentais para o advento da ciência social; da sociologia. Ao contrário do Olavismo que mancha o nome da ciência, usando-a para encobrir pensamentos fajutos que nada tem haver com a verdade. Por fim, Olavo de Carvalho frequentemente usa da frase “ contra fatos não há argumentos”, contudo Francis Bacon defendia que algo só poderia ser considerado ciência se passível de dúvida e argumentação. Conclui-se então que não há ciência ou se quer positivismo no pensamento olavista. O que se tem são mentiras e preconceitos, disfarçados em frases de efeito. Jaqueline Sayuri Marcola Abe - 1º ano Direito Matutino