Exposto a perturbações do pesadelo distópico de contradições Charles Wright Mills refletiu...
Pensou nas angústias existentes na história do mundo, as quais não eram tão distintas de seus dilemas.
Percebeu que a análise dos fatos mostrava apenas uma fração da realidade devido às perspectivas restritas.
Compreendeu que a existência da alienação que impunha cegueira social trouxe sérios problemas:
O que era um problema? A incompatibilidade de perspectivas que invalidava as realidades não descritas?
Refere-se à situação ainda sem desfecho, a qual pode ser superada pelo entendimento que trará solução.
O problema envolve crença de valores ameaçados por conflitos ideológicos oriundos da inquietação,
Do condicionamento histórico, dos modismos fúteis, do abalo da estrutura arcaica e aterrorizante.
Surge, assim, um impasse: como o direito individual seria exercido se não é reconhecido e é distante?
Somente, dessa forma, pode ser justamente aplicado.
Almejando não promover injustiça, o direito necessita atuar no campo naturalizado para desaparecer:
Nas vidas das Marias da Penha, nas Vitórias Regina que para casa não puderam voltar,
Nos Vinicius Junior que sofrem racismo, nos Henrys Borel que morreram antes de crescer,
Nos Alex Pretti mortos pela arbitrariedade policial, nas Marielles que quiseram calar...
Essas realidades são vistas pela ênfase da mídia que espetaculariza a violência para a obtenção do lucro,
Mas, os cidadãos que vivem em situações semelhantes só são vistos como números no sepulcro.
A sociedade só poderá experienciar o gozo pleno de seus direitos quando obtiver a verdadeira lucidez.
Quando a índole desenvolver uma visão que ultrapasse os próprios horizontes, será finda a embriaguez.
Do sono se despertará e, por fim, alcançará,
Por intermédio da imaginação sociologicamente empática , a verdadeira compreensão
Da vivência enfrentada pela alteridade que busca, das adversidades, superação.
Assim, a justiça finalmente, de fato, triunfará!
Mariane Almeida Santos - Direito matutino
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