Total de visualizações de página (desde out/2009)

domingo, 10 de maio de 2026

Marxismo enquanto ferramenta crítica do direito.

 

A filosofia marxista define o desenvolvimento da história como uma luta entre classes. Diante dessa luta, a legislação torna-se ferramenta de coerção das classes dominantes sobre as classes dominadas. Porém, não só o aparato jurídico pode servir de objeto para a análise marxista, como o inverso também é possível. O marxismo serve ao direito como bússola que o norteia ao raciocínio crítico. Dessa forma, essa filosofia altera a visão que os juristas têm de seu objeto de estudo e permite que eles cheguem a conclusões mais assertivas socialmente.

A influência da obra marxiana alterou a visão que os juristas têm do direito e, consequentemente, da função deste na sociedade. A princípio, como já exposto, o direito figurava como manutento da desigualdade de classes. Entretanto, após o impacto das análises de Marx, o sistema jurídico compreendeu que sua função é garantir a igualdade, atuando como centelha de luta e garantidor de direitos. Assim como fez Clifford Durr, advogado e ativista que defendeu Rosa Parks após ela ser acusada de não seguir as leis de segregação racial. Cada vez mais os juristas ficam lúcidos quanto ao seu real papel social graças ao marxismo.

Portanto, ao criar a discussão sobre o desenvolvimento da história a partir da luta entre classe dominante e classe dominada — no caso contemporâneo, entre burguesia e proletariado — Marx criou não só uma sociedade mais lúcida, mas também um sistema jurídico capaz de notar as desigualdades existentes e combatê-las por meio de legislações justas e equitativas.


João Pedro Hernandes |1°  semestre direito noturno 

Nenhum comentário:

Postar um comentário