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quarta-feira, 6 de maio de 2026

A Divisão Internacional do Trabalho sob uma análise Marxista

     A Divisão Internacional do Trabalho diz respeito - simploriamente - ao meio principal de trabalho em cada país, de maneira que exprime o nível de especialização de cada um, fazendo-os ocupar uma posição na economia do globo. É ela que explica quem importa e quem exporta, bem como sobre quais produtos são feitas essas trocas.

    Porém essa é uma análise objetiva que demonstra apenas a face mais óbvia e direta da DIT; para entendê-la profundamente é preciso analisar a concepção de Marx sobre a produção: "A maneira como os indivíduos manifestam sua vida reflete exatamente o que eles são. O que eles são coincide pois, com sua produção, isto é, tanto com o que eles produzem quanto com a maneira como produzem. O que os indivíduos são depende, portanto, das condições materiais da sua produção" (MARX; ENGELS, 1998, p. 11).

    Essa maneira pode exprimir como e o quanto a DIT explica o indivíduo e seu comportamento pessoal, pois ela nada mais é que um estabelecimento de parâmetros específicos acerca do trabalho.

    Para além da economia e da individualidade, ela representa o Materialismo Histórico Dialético por sua relação com o Estado, com a política e com a ideologia. 

  • Estado: pensando em um território (país), a DIT indiretamente determina o parâmetro de avanço tecnológico, o nível de soberania e de dependência, a situação das instituições e sua importância para a regulação do Estado. 
  • Política: em relação ao domínio de classes, às posses de posições de poder, etc., a DIT também as influencia indiretamente, pois àqueles que dominam os meios de produção é que terão condições de ascender e de influenciar nas decisões políticas, bem como explicita Marx na explicação da lógica capitalista e na urgência da revolução daqueles que produzem ativamente. 
  • Ideologia: O estado de um país frente ações revolucionárias ou conservadoras é, bem como nos outros tópicos, uma demarcação indireta da DIT, pois é o esgotamento com relação ao tipo de produção dominante de um país que leva à mobilização social, mas também é a capacidade dos dominadores de realmente dominarem às massas que permite com que determinada DIT não se altere.
    Todas essas características se relacionam com a história, pois é por meio dela que cada país "evolui" e rompe com certos paradigmas, é a partir dela que há trocas comerciais entre diferentes países de acordo com a Divisão Internacional do Trabalho. É por meio da história que se produz, assim como afirmava Marx.

Ana Clara Cestari Diniz
Direito matutino - 1º semestre

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