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terça-feira, 24 de março de 2026

Um positivista, assistindo à palestra do CADIR, diria que...

 O Positivismo é uma corrente filosófica fundada por Auguste Comte no século XIX que tinha como principais vertentes a crença na ciência experimental e na ordem social , não abrindo espaço para opiniões subjetivas, como pontos de vista pessoais sobre certo assunto, e sim acreditando na experimentação e objetividade. Essa teoria se faz muito presente no contexto brasileiro atual como, por exemplo, na ideia da igualdade jurídica da Constituição brasileira que não considera o contexto social real da sociedade, na qual a igualdade é, na verdade, uma utopia.

Desse modo, uma pessoa que se diz positivista, seria alguém que seguiria essas crenças, isto é, acreditaria na ciência experimental como única forma de resolver questões humanas, na ordem e disciplina como único método para o alcance do progresso e veria a sociedade a partir de uma visão objetiva e rigorosa que desconsideraria os diferentes pontos de vista e subjetividades pessoais, por serem interpretados como erudição e/ou desordem.

Assim, alguém que que siga essa corrente filosófica, ao assistir à palestra do CADIR do dia 19/03, com certeza diria que se tratava de algo erudito, sem valor científico e que iria contra a ordem, visto que foi uma palestra que se tratou majoritariamente de experiências pessoais dos palestrantes Matheus Rigonatti e Débora de Araújo, Coordenador Estadual do movimento VAT e mestranda da USP, respectivamente, sobre as questões da precarização do trabalho, exploração capitalista e formas de reagir a esses abusos, sendo muito subjetivo para os positivistas.

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