No contexto do século XXI, a automação, juntamente com a IA (Inteligência Artificial), passou a ocupar espaços em empresas e em funções antes desempenhadas por pessoas. Inicialmente, tarefas realizadas por humanos foram substituídas por máquinas, o que gerou a expectativa de redução da jornada de trabalho e de melhoria na qualidade de vida dos trabalhadores. Contudo, a realidade revelou uma maior precarização do trabalho, prejudicando os trabalhadores em razão dessas automações falhas presentes nos processos produtivos, devido à ausência do fator social humano nessas máquinas, que não contabilizam riscos e outros fatores.
Diante desse cenário, vale ressaltar o positivismo, defendido por Auguste Comte, que estabelece a ciência como a forma de conhecimento para compreender e organizar a sociedade, propõe que, por meio da ordem social, seria possível alcançar o progresso, promovendo, assim, a evolução social e política. Na prática, observa-se que, em muitos casos, trabalhadores são submetidos a jornadas exaustivas, como na escala 6x1, com a necessidade de poucos empregados atuando por longas horas e dias. Além disso, há situações em que esses trabalhadores atuam fora do regime da CLT, sendo privados de direitos trabalhistas, como o registro formal, apesar de cumprirem todas as exigências de um vínculo empregatício.
Portanto, a ideia de que as máquinas facilitariam a vida dos trabalhadores mostra-se, em muitos casos, ilusória, funcionando como um pretexto para a fragilização dos direitos trabalhistas, sendo que diversos trabalhadores sequer conseguem acesso ao regime celetista, permanecendo à margem de garantias legais, mesmo ao exercerem funções típicas de emprego formal. Assim, sob a perspectiva do Auguste Comte, seria possível afirmar que a sociedade enfrenta um quadro de desordem, uma vez que há um desequilíbrio nas relações de trabalho, evidenciado pela precarização e pela ausência de direitos básicos.
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