No dia 19 de março de 2026, o Cadir organizou uma palestra com o tema: “Entre a precarização, automatização dos processos e escala 6x1: a quem serve o Direito do Trabalho?”. Nessa apresentação discutiu-se sobre como a produção científica tecnológica, que deveria reduzir a carga horária do trabalhador, na realidade, levou à demissão de muitos deles, ainda por cima, elevando-a para jornadas exaustivas.
Em consequência disso, há uma disseminação, no mundo contemporâneo, sobre a ideia do “empreendedorismo”, em que há a possibilidade do indivíduo ser o próprio chefe, fazer os próprios horários e, em paralelo a essa corrente ideológica, há a desvalorização dos jovens sobre as CLTs e sobre as organizações sindicais. Tudo isso contribui para a terceirização e a "uberização" da produção aliadas à precarização do trabalho.
Assim, a crítica dos palestrantes acerca da realidade econômica e a defesa deles sobre movimentos que tentam melhorias da condição de vida dos indivíduos como o VAT( Vida Além do Trabalho) e a PEC proposta pela deputada Erika Hilton em 2024 contra a escala 6x1 vão contra os ideais positivistas. Isso ocorre pois um positivista, segundo o livro “Sociologia”, de Augusto Comte, diria que a sociedade atualmente vive no Estado Positivo. Este, por sua vez, seria o último estágio do conhecimento humano, tendendo à manutenção da Ordem Social, ou seja, dos padrões de relacionamento como a norma, o direito, a cultura e as convenções sociais impostas por um grupo historicamente dominante.
Dessa forma, a exposição contrária sobre a “Ordem” pré-estabelecida, seria considerada por um positivista como uma ação de “Desordem” e como uma urgência a ser reordenada por meio de sua repressão.
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