Ao ter meu primeiro contato com o projeto da diminuição da escala de trabalho no Brasil, por intermédio de uma palestra realizada pelo CADir, devo admitir que fiquei desconcertado com tais ideias que ameaçam a estabilidade de nossa nação. Em um período em que o governo petista vigente almeja ao máximo deixar uma mácula em nossos valores de "Ordem e Progresso", fundados há quase dois séculos, a tentativa de imposição de um novo sistema de escala de trabalho me leva a considerar que, sem uma análise crítica e coletiva de seus possíveis impactos, corremos o risco de adotar medidas cujas consequências podem não ser plenamente antecipadas.
O fato de que a economia brasileira está em declínio não é novidade para qualquer pessoa que não se aliene aos princípios do marxismo cultural presentes nas comunidades das universidades públicas brasileiras. O Bolsa Família é um claro exemplo do porquê o país demonstra desempenhos tão negativos nos índices econômicos. Por trás do conceito de uma política social que gera assistência financeira para os necessitados e indiretamente fortalece o mercado de trabalho, percebemos que a realidade é outra. Hoje, as grandes empresas que movem a economia e fazem nosso país funcionar estão sofrendo para encontrar mão de obra, pois grande parte dos beneficiários do auxílio opta por se isentar do mercado de trabalho, passando a depender predominantemente do valor recebido.
Outro aspecto comentado na palestra que me incomodou foram as constantes críticas contra o processo de automatização do trabalho. A meu ver, é irracional nos colocarmos contra o avanço da tecnologia, tendo em vista que ela é inevitável e essencial para o progresso de nossa sociedade, seja por aumentar a organização da produção, seja pelo crescimento da eficiência no ambiente laboral. Assim, acredito que toda transformação tecnológica gera tensões em curto prazo, mas conduz a reorganizações sociais necessárias para o avanço da humanidade no longo prazo.
Diante dessas circunstâncias, é evidente que, na conjuntura atual brasileira, não há espaço para a flexibilização da escala de trabalho, pois uma mudança tão drástica como essa fragmentaria ainda mais a instável relação entre empregador e empregado, causando efeitos negativos imensuráveis à economia nacional e à ordem.
Joaquim Rodrigues Viana Neto, 1 ano Direito Matutino
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