Portões da Fábrica
Martelos e pregos se chocam na fábrica,
Chefes e patrões lançando olhares do escritório,
"Mais rápido!" diziam eles,
Totalmente protegidos pelas cortinas de seu santuário.
José trabalha lá de operário,
Levanta às cinco e vai embora ás oito,
E pensar que todo aquele calvário
Não era o suficiente nem para um miserável gosto.
Um dia lhe perguntaram:
"José meu amigo, você precisa revidar!"
Sem jeito, o simplório respondia:
"Que isso compadre, preciso trabalhar".
Maltratado e vulnerável,
José sempre escondia suas vistas,
Ao ser convidado para o sindicato, indagava:
"Eu não, isso é coisa de comunista!".
Quatro filhos esperavam em casa,
Simplesmente não havia tempo para se informar,
Mesmo quando o cansaço e a exaustão chegavam,
Não adiantava, existiam parafusos para apertar.
Numa tarde quente, José caiu,
Fria como um túmulo, na fábrica a morte bateu no portão:
"Venha José, chegou sua hora" disse o anjo.
"Agora não, espere o expediente acabar, ou eu perco as graças do patrão!".
MATHEUS DE SOUZA LUSKO
TURMA XXXVIII - DIREITO
PERÍODO MATUTINO
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