Max Weber, sociólogo alemão, preocupa-se com ensinar
às pessoas a pensarem porque estão fazendo aquilo, e não a fazerem algo, pois
as disseram que seria o certo a se fazer. Além disso, ele coloca o foco da
análise no individuo, porque a partir dessa primeira perspectiva,
individualista, ele é capaz de entender o todo. Dessa forma, pode-se afirmar
que sua interpretação é da parte ao todo.
Weber utiliza como método de interpretação do
indivíduo a ação social. Ele afirma que o ser humano é diferente de todos os
outros seres por causa da irredutibilidade do sujeito, ou seja, só o humano age
a partir de uma perspectiva subjetiva, que da sentido à ação humana. Essa
irredutibilidade do sujeito explica que o ser humano pode agir de múltiplas
maneiras, que podem ter valores diferentes, ou seja, diferentes elementos que
guiem a conduta humana, influenciando nas diversas relações sociais que um
mesmo individuo possa ter.
A sociologia compreensiva busca entender porque os
indivíduos agem de uma maneira especifica, diferentemente da sociologia que
pregava Karl Marx, a qual criava ações a serem seguidas, como se sua sociologia
fosse a da obrigatoriedade. Weber tenta entender o valor do outro sem
contaminá-lo com seu próprio valor, o que pode ser uma das mais impressionantes
características de seu trabalho, já que muitas teorias são criadas para provar
que certos valores são mais corretos que outros.
Para analisar o individuo, Weber utiliza o tipo
ideal, que é a utilização de um método especifico para entender uma ação. Um
exemplo seria a utilização do fascismo (tipo ideal) para entendermos porque
Adolf Hitler agiu daquela maneira, ou porque os soldados alemães agiram daquela
forma. Desse modo, nenhum tipo de valor é imposto pelo sociólogo e uma análise
é feita conforme uma metodologia. É necessário deixar claro que o tipo ideal
não corresponde a algo que “deve ser”, mas ao objetivamente possível.
No campo do direito, Weber interpreta que há uma
dominação e, para que ela realmente exista, deve haver a legitimidade, que é a persuasão.
A dominação é quando a ação de um individuo domina a ação do outro, e para que
isso aconteça, o individuo dominador deve ser persuasivo, como os ditadores
foram nos anos 60 e 70 no Brasil.
O que influencia na ação social é, para o sociólogo
alemão, a cultura, e ela é quem influencia no capitalismo. E o direito, é uma
forma de dominação imposta pelos governantes. Direito é aquilo que cria
condutas expectáveis, ou seja, condutas que serão seguidas porque está na lei
que elas devem ser seguidas, e não se espera que o contrario seja feito.
Portanto, cria-se uma forma, que é, grosseiramente
dizendo, a lei. Criada por um grupo social dominante, ela é imposta como
universal, ou seja, aquilo que é correto e ponto. No entanto essa forma não
cria a partir dela mesma, e sim a partir de um material, que são as condutas
diárias dos indivíduos de uma sociedade. Um exemplo de material é o
relacionamento homossexual, e a partir dele se cria a lei de criminalização da
homofobia, ou seja, criou-se uma forma.
Podemos concluir dizendo que as formas, mesmo sendo
um enquadramento das ações socais, são necessárias para que o convívio em
sociedade seja harmonioso, no entanto, a classe dominada deve impor, mesmo que
minimamente, suas idéias nessa forma, para que não deixe de ser uma democracia,
ou seja, o governo de todos.
Julia Pontelli Capaldi, turma XXXVI Direito Noturno.
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