Total de visualizações de página (desde out/2009)

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

A hostialização de Marx



A dialética ascendente de Marx
expurgou os idealismos hegelianos e religiosos do espectro que circundava a Alemanha e
proporcionou a dialética hodierna entre os marxistas e os marxizantes.
Os primeiros, alçando o autor num pedestal, evangelizaram seu nome e suas ideias,
petrificaram-nas
e sem qualquer manutenção foram dadas, às hóstias, por infindos redutos que
trancafiados em séculos de conhecimento
não os adequam à realidade.
Ignorando a própria expressão de Marx quando lhe coube a frase
“(...) a realidade deve igualmente compelir ao pensamento.”,
discípulos marxistas,
mesmo escutando horas à fio da rebelião de seu timoneiro contra as religiões,
ópio do povo, segundo ele,
agora dão a ela uma nova roupagem com sua ideologia.
Travestidos marxistas, fanáticos religiosos.
Mais uma vez, quando Marx expõe o êxito da reforma luterana:
“não se tratava (...) da luta do leigo com o padre fora dele, mas da luta contra o seu próprio padre interior”,
contemporiza-se em seus discípulos atuais.
A petrificação de uma ideia e
a germinação de uma ideologia,
possibilitam que a transposição do ideário para a realidade não se faça.
A luta, então, por hora, é o desenraizamento,
é a briga de cada marxista atuante contra seu próprio interior.
Por fim, aos marxizantes,
os quais souberam amalgamar Marx,
unam-se.
A revolução só se dá pra quem se deu!

Leonardo Henrique de Oliveira Castigioni
1º Ano Direito - Noturno

Nenhum comentário:

Postar um comentário