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domingo, 21 de abril de 2019

O Imbecil Egoísta - Mentiras de Olavo



Aceite, Olavo, a diversidade
Utilize a ciência, descubra a verdade
Não confunda opção sexual com “mera vontade”

Não rotule os gays com um falso aforismo
Não corrobore o preconceito com o seu extremismo
Não os acuse de mentir, sendo que diz “homossexualismo”

Conheça, Carvalho, para que o certo enfim possa ver
Já dizia Comte: “saber para prever, a fim de poder”
Não existe preconceito? Então o que os faz morrer?

Homossexualidade é um desejo? Heterossexualidade é um [fato?
“Se os fatos não se encaixam na teoria, modifique os fatos”, [Einstein disse, exato!
Sim, é melhor não o questionar, pois você não chega ao nível [dele, de fato...

Violência física, deturpação psicológica e marginalização: isso, [para eles, é a vida real
Observe, pseudo-pensador, que essa é a verdadeira [preocupação, não uma falsa moral
O positivismo preza o “negar de si” para a manutenção da [ordem: talvez isso, para você, seja o ideal.



Turma XXXVI - Matutino


CARTA MENTIROSA A OLAVO DE CARVALHO

CARTA MENTIROSA A OLAVO DE CARVALHO

Franca, 19 de abril de 2019.
Caro professor Olavo de Carvalho,

              Venho por meio dessa discorrer sobre o capitulo “Mentiras Gays” de sua obra “O Imbecil Coletivo”, sobre o desafio de defender sua tese exposta nesse. Minha missão aqui não somente se resume a analisar suas propostas, mas também estabelecer conexões dessas com a linha de filosofia positivista de Comte. Certo é que seus embasamentos fundados na lógica da “Ordem e Progresso“, a preocupação com a primazia da sociedade sobre o individuo e o uso de exemplificações históricas e comparações, na tentativa de fundamentar suas imposições, te fazem, a grosso modo é verdade, um positivista.
              Sabemos que a caracterização do que seria “Ordem” para Augusto Comte seria o encerramento da crise revolucionaria que terroriza os povos civilizados, promovendo a manutenção de tudo que é bom e positivo, enquanto o “Progresso” é a marcha efetiva do desenvolvimento humano, buscando aperfeiçoar a ordem eliminando aquilo que seria visto como avesso. Com isso, dado a sua postura conservadora, a utilização de termos como “anomalia” ao se referir à homossexualidade, legitimar o preconceito e a discriminação, além de estabelecer como correto a supremacia heterossexual, te condena a um defensor da “ordem” heteronormativa. Em sua defesa, aponto que tentar estruturar e problematizar essa temática é, de certa forma, uma tarefa difícil e louvável, porem, a você professor, a esquerda delirante irá propor (não só a ti mas a todos que a te seguem) que tente promover uma auto-analise de suas orientações e, ao contrario do que o positivismo propõe, enalteça a importância da discussão dos direitos humanos e civis, visto que atualmente os homossexuais tem muitos desses encurtados devido ao estado de submissão defendido pelo senhor.
              Trago a discussão agora o ponto em que o senhor afirma que a submissão da homossexualidade frente a heterossexualidade é legitima, devido ao fato dessa promover a procriação humana enquanto a primeira é apenas um desejo irracional e arbitrário. Nesse argumento é fato que se trata de uma constatação verídica, é fato que o relacionamento homoafetivo não propõe a disseminação da espécie, embora defenda o senhor, peço que se atenha aqueles que tentarem discordar de você, esses os aconselhariam para refletir que isso não é o suficiente para condenar um caso de submissão, e pedirão para que pense também que se trata de pessoas, que como quaisquer outras, exigem direitos iguais.
Destaco também a exemplificação feita pelo senhor de homossexuais autoritários, como Calígula e Mao Tsé-Tung, utilizada para fundamentar que a constatação popular de que gays são marginalizados e perseguidos não passa de um mito. Outra comparação validada pelo professor é de que enquanto um protesto lésbico contra a igreja é judicialmente legitimo, o inverso seria considerado odiosa descriminação. Ambas têm em comum o fato de serem tentativas, fruto do positivismo, de trazer raciocínio e lógica a casos da física social, contudo, embora defenda a legitimação dessas constatações (visto que esse é o desafio a mim proposto), novamente indico ao senhor que não escute aos delírios para que exerça uma reflexão sobre essas, propondo que talvez o autoritarismo de alguns não seja o suficiente para impor que “com poder, homossexuais são opressores”, e que talvez julgar que um possível protesto da igreja, que possui regulamentações conservadoras e contrarias ao relacionamento homoafetivo, contra a comunidade LGBTQ+ seja passível de discussão.
Portanto professor a minha tentativa de defesa ao senhor fica assim exposta, procure não seguir com os delírios que “os comunistas” tentarão lhe impor.

Saudações,

Matheus de Vilhena Moraes / direito (noturno)

Um gosto


Olavo de Carvalho
Com seu cabelo grisalho
Defendia o positivismo
Com todo seu arcaísmo

Acredita na heterossexualidade
E abomina a homossexualidade
Família apenas de sexos opostos
Apesar de todos pagarem impostos

É apenas um gosto
Que gera seu desgosto
Gays devem se calar

E seu único direito
É o de trabalhar!
                      
                                                                                                      - Amanda Zandonaide de Araújo
                                                                                                        Turma: XXXVI matutino 


Evolução racional

O Positivismo é uma corrente fundada pelo filósofo francês Augusto Comte, o qual acreditava que a ciência era a única forma de evolução da humanidade. As sociedades mais evoluídas não baseavam-se na teologia ou na metafísica. É notável a presença de pensadores com uma mínima tendência positivista na contemporaneidade, podendo ser citado, dentro dessa perspectiva, o ensaísta e pensador brasileiro Olavo de Carvalho. 
Em seu livro “O Imbecil Coletivo”, um dos assuntos tratados é a homossexualidade, polêmica que se estende por anos na sociedade. De acordo com Olavo de Carvalho, não se pode valorizar a homossexualidade e a heterossexualidade da mesma forma, sendo que aquela existe para a satisfação de um desejo, e esta para a continuidade da espécie humana. A partir de uma observação cientifica, é possível perceber que a heterossexualidade tem valor na sociedade e um objetivo concreto compartilhado por muitos, já que a reprodução é natural em todas as espécies, enquanto a homossexualidade é um desejo individual que cientificamente não colabora para o desenvolvimento positivo de qualquer sociedade, visto que só é possível a reprodução humana, natural ou artificial, quando desse processo pessoas de sexos opostos participam. 
Além disso, é comum ser observado o constante papel de vitima realizado pelas pessoas LGBTQ’s. O principal objetivo desse movimento é a equidade; no entanto, não basta que os heterossexuais aceitem e respeitem o movimento, é preciso que a homossexualidade seja valorizada e julgada como processo natural. Ademais, segundo Olavo de Carvalho, uma manifestação de lésbicas contra a Igreja durante a visita de João Paulo II aos EUA é considerada uma expressão normal de um direito democrático; uma manifestação de católicos contra o lesbianismo seria condenada como odiosa discriminação, e poderia mesmo ser proibida por mandado judicial. Pode-se perceber, portanto, que o desejo pela equidade ultrapassa os limites, considerando que os indivíduos que se determinam parte do movimento gay sentem-se vitimas de preconceitos freqüentemente, quando na verdade, algumas criticas ao movimento tem bases cientificas comprovadas, tornando-se assim, conceitos. 
Desse modo, não há como comparar a importância da heterossexualidade com a homossexualidade. Se, para que haja evolução na humanidade, deva existir ciência, a homossexualidade é, com certeza, um retrocesso para a sociedade contemporânea. No entanto, mesmo não dando o mesmo valor ao movimento gay, é imprescindível que se tenha respeito por esses indivíduos, e que eles sejam tratados da mesma forma que qualquer outra pessoa. 


                                                                                   Julia Pontelli Capaldi

Positivismo: sempre na via da ordem e do progresso?

A Filosofia Positiva de Auguste Comte se baseia nos preceitos de Bacon e no discurso de Descartes ao pregar o uso combinado do raciocínio e da observação nas investigações científicas. O diferencial do Positivismo é o abandono da investigação das causas geradoras dos fenômenos, pretendendo somente a pesquisa das leis naturais invariáveis que regem e interligam todos os fenômenos observáveis. À luz do Positivismo, Comte conceitua o estudo dos fenômenos sociais como Física Social. Aplicando os mesmos métodos científicos das ciências naturais no estudo das leis que regem a organização social, podendo assim intervir na sociedade.
Olavo de Carvalho, em seu ensaio “Mentiras Gays”, versa sobre direitos dos homossexuais reunindo dissertações menores em que discorre desde se opção homossexual pode ser considerada “normal” a pedofilia. Em seu texto, há grande influência positivista. Os fenômenos sociais elencados por Carvalho são considerados interligados e invariáveis ao longo da História da Humanidade. Para o autor, atribuir à comunidade gay direitos como minoria feriria essa ordem social e, consequentemente, o progresso e sobrevivência da Humanidade.
Entretanto, à luz da Ciência Moderna, integrando conceitos biológicos, psicológicos e antropológicos a cerda da sexualidade humana, percebemos o quão rasos são os argumentos de Olavo de Carvalho. O autor produz uma ilusão da verdade através de seu raciocínio, apenas utilizando de seu ponto de vista. Demonstrando os perigos de se utilizar a Filosofia Positivista, na busca da ordem e do progresso, sem nenhum rigor científico.

Raquel Rinaldi Russo – 1º ano Direito Matutino

O guru do positivismo moderno


            Por mais que Olavo de Carvalho tente desvincular suas ideias do pensamento positivista, por meio desta pequena análise de seu texto “Mentiras gays” é possível o enquadramento do autor no pensamento positivista. O autor determina a instituição de ordem necessária para a humanidade se prorrogar nos anos, essa instituição é a família, que possui os sexos opostos necessários para a reprodução da espécie, e no caso o homossexualismo por ser contrário a esta instituição deve ser calado socialmente, para enfim correr o “progresso”.
             Em outra ordem, a análise do positivista deve ser: gerar a manutenção dessa ordem, mas não radicalizar totalmente o sistema, desse modo o pensamento de Olavo de Carvalho de não radicalização e violência para com os homossexuais é totalmente compreensível, dado que apenas calar o grupo que busca direitos em comum já bastava para garantir a instituição em vigor.
            Além disso, reforçando os “lugares sociais” e amplificando o trabalho como honrado e necessário ao homem, o autor reafirma que o grupo social possui diferenças e sofre ataques da sociedade, porém infere que o único direito necessário seria o direito ao trabalho sem discriminação, esquecendo totalmente as séries de ataques que o grupo sofre diuturnamente.
            De outro ponto, além da linguagem cientificista, Olavo de Carvalho utiliza o método científico para análise social (“física social”), onde cria teses e antíteses, além de hipóteses, e por fim tece sua conclusão final proveniente de análises das sínteses já feitas anteriormente a escrita do texto.
            Deste modo, o pensamento do autor é verificado como positivista por excelência, não adianta negligenciar o fato. De certa forma seu pensamento constitui atualmente o governo atual, que defende a reorganização nacional, para gerar o progresso que o país necessita, se isto não for o positivismo, Comte definiria como sendo.

O positivismo e o conservadorismo


Auguste Comte, filósofo francês com grande influência no pensamento do século XIX, foi responsável por fundar o Positivismo, que defende a ideia de que a única forma de conhecimento verdadeiro é o conhecimento científico. Nesse sentido, para Comte, a observação dos fenômenos é fundamental para adquirir a comprovação científica de um fato e, assim, afirma, em sua obra "Curso de Filosofia Positiva", que "somente são reais os conhecimentos que repousam sobre fatos observados" (p. 5). Desse modo, o positivismo se baseia na valorização do pensamento lógico e do método empírico, onde a descrição científica dos fatos leva à criação de leis invariáveis, como as das ciências exatas, e de regras gerais aplicáveis aos mesmos fatos, permitindo a sua previsão.
Nesse sentido, o pensador brasileiro Olavo de Carvalho, no trecho "Mentiras Gays" de seu livro "O Imbecil Coletivo" se utiliza do pensamento lógico para sustentar uma visão preconceituosa para com as relações homossexuais, utilizando o termo "homossexualismo", que é pejorativo pois aproxima a homossexualidade de uma doença. Segundo ele, há uma hierarquia entre a homossexualidade e a heterossexualidade, já que aquela seria apenas um desejo que, caso fosse impedido causaria uma insatisfação em determinado grupo de pessoas, e esta seria algo necessário para garantir a continuidade da espécie e, portanto, não podem ser colocados num mesmo nível.
Assim, Olavo de Carvalho se utiliza do ideal positivista de que o útil é priorizado em relação ao inútil e, dessa forma, como ele parte da manutenção da espécie como critério para determinar a utilidade, a homossexualidade seria "inútil". Porém, a fala do pensador é apenas uma maneira de tentar justificar suas opiniões preconceituosas baseando-as em princípios científicos, quando, na realidade, não há fenômenos para serem observados que comprovem sua visão.


Giovanna Marques Guimarães - 1º ano - Direito (matutino)

A Distorção de Comte por Olavo de Carvalho


           No século XIX na Europa, mais especificamente em Paris, Auguste Comte elaborou a teoria positivista, que tinha como principal objetivo compreender a sociedade que está sempre em mutação, ele desejava criar uma ciência que fosse tão exata quanto a que Bacon empregava. Esse pensamento foi arquitetado durante a revolução industrial, que levou a uma intensa transformação, mudando a estrutura do corpo social. Dessa maneira, o positivismo surge como um embrião da ciência social, que tenta a partir das leis imutáveis guiar o coletivo para o desenvolvimento. 
            A partir dessas reflexões, diversos outros princípios foram estipulados. Muitos autores contemporâneos buscam basear seus fundamentos e pensamentos na teoria de Comte, entretanto, por causa do contraste entre as épocas, os ideias positivistas originários podem ser deturpados. Olavo de Carvalho, por exemplo, recorreu-se a doutrina de Auguste Comte para formular suas teses, todavia, há certos anacronismos e temáticas que não foram estipuladas pelo filósofo do século XIX.
            De acordo com Olavo de Carvalho, no seu texto “Mentiras Gays” que está incorporado no livro “O Imbecil Coletivo”, o autor pretende a partir dos preceitos positivistas compor uma proposição na qual ele inferioriza os homossexuais, afirmando que trata-se apenas de desejo e não de necessidade, além de situar os heterossexuais como as reais vítimas desse movimento gay, já que são eles que sustentam as comunidades. Ademais, através de fatos históricos, o professor aponta alguns tiranos homossexuais e com isso ele tenta comprovar que as pessoas gays nunca sofreram com preconceitos, já que elas já ocuparam cargos de grande prestígio. Essa falácia, contudo, apenas generaliza o que é minoritário e não refuta a marginalização dos homossexuais que é nítida e comprovada na atualidade.
            Por fim, percebe-se que na composição de Carvalho há princípios da física social, como o de procurar analisar os comportamentos humanos de forma crítica para apaziguar a anarquia social. No entanto, Olavo de Carvalho se utiliza dessas noções e as aplica em casos raros e isolados, isso faz com que pareça que não há discriminação contra a população homossexual, mas que há uma grande democracia, em que todos são respeitados igualmente e que os gays almejam privilégios e não equidade. Portanto, fica explícito que o trabalho proposto pelo jornalista é uma forma corrompida do positivismo apresentado por Comte, já que a realidade social de violência contra a comunidade LGBT não é relatada.

Laura Santos Pereira de Castro
Período: Matutino 

Inimigos do progresso

      Durante toda a história da humanidade grupos específicos querem espaço e privilégio acima da sociedade. A ideologia gay, que assombra os tecidos sociais com a finalidade de tornar a prática homossexual legítima, tem-se tornado danoso á vida em comunidade e corroborando para a falsa ideia de perseguição e marginalização da homoafetividade. Nisso, autores como Olavo de Carvalho se propuseram a revelar a verdade e o objetivo dessa comunidade vitimista. 
    Para o pensador, a heterossexualidade fala em nome da espécie humana sendo necessária para a existência dos seres e a permanência da vida no planeta, mas anormalidades que insistem em perpertuar e arruinar a vida em sociedade existem, a homossexualidade. Desse modo, de um ponto de vista do positivismo, essa expressão humana fomenta a desordem e a ausência de progresso pois, sendo ela socialmente irrelevante para a reprodução de elementos vivos, não é útil e produtiva para o meio social. Adicionalmente, no pensamento positivista de Comte, existem forças que favorecem para a manutenção de uma organização social e coesa, como a cultura, o Estado e em evidência a família. Esta última sendo ameaçada por práticas e ascensão de direitos da comunidade gay. 
    Ademais, Olavo crítica o direito de escolha dos homossexuais e a criminalização de opiniões contrárias a esse ato. Nessa perspectiva do autor, defende que a liberdade de expressão religiosa deve estar acima de uma escolha particular de um determinado grupo, pois crenças e valores morais serviram como fundamento para as civilizações. Já o ato de se relacionar com o mesmo sexo são apenas desejos que nada acrescentam ao coletivo e nem devem ser geradores de direito. 
      Em suma, a obra de Olavo de Carvalho relata sua visão sobre a ideologia homossexual de uma forma positivista, baseada em suas opiniões e conceitos construídos e enraizados socialmente. Diante desse contexto, a ideia de ordem e progresso para o mesmo seria a exclusão de direitos de um determinado grupo e a valorização de outro para a “manutenção da vida”. 


Obs: O texto está baseado na visão de Olavo de Carvalho e não está em concordância com as ideias e valores da autora. 

Ana Laura Albano - Direito (noturno) 

A imprescindibilidade da perpetuação da espécie.

No capitulo Mentiras Gays do livro Imbecis coletivos, Olavo de Carvalho aborda as falácias da comunidade gay em torno do preconceito e reinvindicações de diretos LGBTs. De acordo com autor, é errônea a concepção de que os membros dessa comunidade sejam de fato marginalizados, pois historicamente os mesmos ocuparam posições de poder, ao exemplo de líder tiranos que eram abertamente homossexuais. Ademais ao buscar figuras homossexuais que sustentam a noção de superioridade intelectual caímos no equivoco, pois há um critério pouco flexível em relação a classificar figuras famosas como gays ou não, já que somente pelo simples fato de um homem ter relações sexuais com outros homens, sendo este um caso isolado, o classificam como homossexual. Todavia, a máxima não vale em situações contrarias, pois é somente heterossexual aquele que exclusivamente nunca tiveram relações isoladas com o mesmo sexo.

Como também há a discussão sobre as opções sexuais, pois a heterossexualidade e a homossexualidade não possuem a mesma carga necessária na humanidade, pois as relações heterossexuais são imprescindíveis para a perpetuação da espécie e a homossexualidade é somente uma opção embasada no desejo individual, como afirma Olavo de Carvalho “A supressão total da homossexualidade produziria muita insatisfação em certas pessoas; a da heterossexualidade traria a extinção”. Analogamente com o positivismo de Comte “o positivismo abrange o que é real frente ao quimérico, o útil frente ao inútil, o certo frente ao incerto” sendo assim necessários somente comportamentos que possuem expressão de valor para a humanidade, como a perpetuação da espécie e seu progresso, ou seja, de qualquer forma é necessária à relação heterossexual, seja ela direta ou não, para a conservação do ser humano.

Portanto, a necessidade da sobrevivência da espécie em detrimento a escolha movidas por desejos individuais bastam para argumentar contra as reinvindicações dos direitos LGBTs, pois a homossexualidade como uma opção é mera conduta, sem maior significação médica, o que torna inóxia a alegação de normalidade ou sendo vista como uma privação da capacidade heterossexual é, portanto uma deficiência, sendo assim é absurda defender um direito à deficiência como tal.

Júlia Rocha Luciano

Direito noturno

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A divagação sem cientificismo de Olavo de Carvalho

O Positivismo, corrente ideológica fundamentada por Augusto Comte no século XIX, se propõe a ordenar as ciências, tanto naturais quanto humanas, colocando o empirismo acima dos conhecimentos metafísicos e teológicos. Ou seja, para Comte, os conhecimentos que provém de divagações filosóficas não possuem validade científica, diferentemente dos resultados gerados experimentalmente.
Tendo isso em vista, ao analisar o artigo extraído de “O Imbecil Coletivo” do professor Olavo de Carvalho, é possível concluir que, sob o viés positivista, esse texto não tem validade alguma. Justamente por apresentar características metafísicas, ele pode ser enquadrado como uma opnião preconceituosa gerada pelo meio social, no qual o autor expõe seus pontos se baseando em sua divagação, sem se preocupar em prová-los a partir de fatos já comprovados ou experimentos, como o cientificismo positivista prega.
Vale ressaltar que o a metodologia metafisicista não é o único ponto que vai contra o princípio defendido pelo positivismo, além disso, argumentos teológicos foram usados, como o de que a religião é mais importante que a orientação sexual, por exemplo. 

Paula Fávero Perrone; Direito-Matutino



O Imbecil é o Indivíduo


Positivismo é uma ciência que busca dominar a natureza, trata-se de uma física social exata, e que portanto não busca entender os indivíduos que formam a sociedade, porém somente a vinculação dos fenômenos em si. Segundo o filosofo Francis Bacon, trata-se de uma ciência exata e precisa, não cabendo o entendimento de “peculiaridades” humanas como a homossexualidade – que foge da norma imposta.
O entendimento positivista que a realidade é o imediato, os fatos observados, é preambulo para preconceitos como a homofobia. Isto porque a homossexualidade seria - a partir da interpretação de Olavo Carvalho - anormal dentro uma lógica utilitária, não possuindo razão de ser em uma primeira análise. A partir disto seria a heterossexualidade o mais valoroso para a humanidade, pois remete a uma necessidade natural, além de contribuir para a reprodução da espécie humana. Ao seguir esta linha de raciocínio, interpreta-se que a homossexualidade seria um desejo desnecessário por um prazer inútil, que nada contribui para a sociedade humana – somente um empecilho para o mantimento da ordem.
O pensamento positivista pode ser compreendido como uma ciência que versa sobre o útil frente ao inútil, em detrimento ao entendimento da essência das coisas. Ou seja, ao se analisar os fenômenos a partir de uma metodologia de análise precisa e de rigorosa exatidão, perde-se aspectos importante sobre a condição humana. Sendo que esta criação de leis lógicas - embasadas no vislumbre dos fenômenos sociais - buscam a ordem para assim alcançar o progresso. A razão disto é a crença positivista de que somente uma sociedade coesa, ordenada, pode alcançar a felicidade de seu coletivo. No entanto, trata-se de um coletivo que não engloba todos os indivíduos, mas somente aqueles com papel social útil para garantir os “bons costumes”.
Porém como é possível transcrever a condição humana de amar na letra tão fria que é a lei? A positivação das normas, que versam sobre ideais de ordem e progresso, significa submeter a realidade a uma condição mecanicista, no qual a individualidade é engessada em um modelo de produção. Portanto, a loucura dos corações que batem pelo mesmo sexo é acreditar que eles teriam lugar em um coletivo de preconceito.
O imbecil não é o sujeito que busca a realização e o desenvolvimento de sua alma humana, mas é aquele que busca ordenar emoções que não estão no campo da desordem. Assim, Olavo Carvalho se confunde, pois o Imbecil não é o coletivo dos homossexuais, é o individual, ele próprio.

Érika Nery Duarte
Direito Matutino, primeiro ano

O mongolóide positivado

Olavo de Carvalho, em seu livro "O Imbecil Coletivo" (mais especificamente na parte "Mentiras Gays"), faz suas considerações sobre o contexto atual das relações sociais que compreendem os indivíduos homossexuais. Assim como em uma versão chula de Rousseau ao descrever a origem da desigualdade, Olavo se afasta dos fatos e faz suas considerações acerca do assunto baseadas completamente em sua própria opinião, o que se mostra bem contraditório por si só, já que o mesmo condena a "argumentação enviesada" dos homossexuais. 
Olavo faz afirmações sobre a sexualidade de personalidades famosas, tais como Calígola, Lord Byron e Mao Tsé-Tung e, através disso, percebe-se seu caráter positivista, já que faz alegações fortes para positivar seu pensamento. Porém, afirmações essas com base histórica quase que nula e validade duvidosa, o que nos conduz a relativizar sua posição dentro da escola positivista.
É o mais temível atentado contra a dignidade da inteligência humana que já se cometeu desde o advento das teorias racistas. - Olavo de Carvalho
Essa sentença mostra, talvez, a ingenuidade do autor em pensar estar muito longe do desrespeito das teorias racistas, já que, de forma hipócrita, está teorizando a homofobia. Surge o questionamento: no futuro, as teorias olavianas serão equiparadas às racistas?
O autor também se vale de termos completamente descabidos, tais como: "Homossexualismo", palavra essa que denota enfermidade (devido ao seu sufixo "ismo"), e "Opção Sexual", expressão que já caiu no desuso devido ao entendimento de que sexualidade não é algo que se pode escolher, sendo o termo "orientação sexual" mais adequado. Olavo deveria, ao menos, utilizar-se dos termos corretos e, para isso, aprofundar-se no assunto que tem a pretensão de tratar sobre.
Além disso, Olavo revela suas estratégias argumentativas com relativa facilidade: ao valer-se de xingamentos, como "mongolóide", o autor mostra sua incapacidade em manter a civilidade da argumentação para desestabilizar os ofendidos.
Por fim, os próprios positivistas ficariam abismados em classificar Olavo de Carvalho como um pensador de sua escola. Os positivistas faziam afirmações, mas para isso se valiam de experimentações e formas de comprovação, considerando seu desejo de afastar o dogmatismo e o pensamento metafísico. Olavo faz sim várias afirmações, porém quase todas são arbitrárias e inverossímeis, além de recheadas de dogmatismo e de seu próprio viés preconceituoso e antiquado.

Leonardo de Paula Barbieri
1º ano - matutino

   A HIPOCRISIA DESMASCARADA PELO POSITIVISMO
   Olavo de Carvalho, grande representante do pensamento conservador no Brasil, discorreu sobre as questões homossexuais e suas respectivas falácias no subtítulo de sua obra “O Imbecil Coletivo”, “Mentiras Gays”.
  O avanço do homossexualismo na conjuntura social contemporânea configurou um retrocesso cultural e um ataque aos bons costumes pregados ao longo de séculos pelo pensamento conservador. A conduta hedônica da sociedade atual propiciou os desejos mundanos retratados principalmente pelos comportamentos sexuais das gerações ascendentes, a conduta homossexual é entendida por Olavo de Carvalho como um pífio desejo, contrapondo-se ao dever social das relações heterossexuais de manutenir a população por meio da reprodução.
   Carvalho expõe de forma pertinente a hipocrisia da doutrina homossexualista, entre as mais alarmantes estão a repulsa ao ideológico religioso que de fato é uma forma de pensamento defendida pela Constituição através do direito inerente de liberdade de expressão e crença, mas que é oprimida pelas políticas e discursos agressivos de inclusão do pensamento homoafetivo na sociedade, concernente à isso, vê-se a frenesi implacável na busca por direitos controversos e que pregam a hipocrisia e preconceito contra outros grupos sociais, em especial os religiosos e aqueles que simplesmente não aderem às causas gays. Carvalho explicita um fato recoberto pelo vitimismo, a crença religiosa é rotulada como atrasada e conservadora num cenário onde exige-se reconhecimento e o direito de ato por parte desta para com os gays, mas exclui-se a reciprocidade, renegando-se estes mesmos direitos aos crédulos, em que a crença é destituída por valores vazios de liberdade pela opção sexual, objeto de desejo hedônico, longe da importância cultural que representa religião.
   Outra hipocrisia pregada pelo pensamento homossexualista é a aversão às ideologias que contrariam os ideais deste grupo social. Todo aquele que não coaduna com a homossexualidade é taxado de preconceituoso, de homofóbico e de opressor das minorias e das  liberdades individuais, dessa forma, subentende-se que estes consideram inaceitável a liberdade de expressão, a menos que ela esteja nos conformes preteridos por tal comunidade.
   O favoritismo do homossexualismo ante os costumes anteriores revela um forte golpe à filosofia positiva, responsável por pregar o progresso e reorganização social em favor das instituições estabelecidas para garantir a vigência dos valores éticos e morais. Este retrocesso contesta os objetivos conquistados pela filosofia positiva, ao destituir os valores familiares e comportamentos sexuais característicos de outras épocas. O homossexualismo passou a representar um modo de vida, um fruto de desejo humano, freando o movimento de progresso construído através de leis de convivência das quais não cabia à sociedade atual mudar. A mutabilidade dos valores sociais, fator analisado pelo positivismo, ganhou proporções avassaladoras, de forma errônea, passou a permitir que a hipocrisia e a demagogia de grupos assolassem a liberdade de pensamento e expressão daqueles que contradizem seus valores.  

- Jonathan Toshio Maciel da Silva (Direito - Noturno)

Uma lógica pro ilogismo de Olavo de Carvalho

   Olavo de Carvalho, em seu brilhante texto "Mentiras Gays", aplica uma visão positivista analisando a história e a realidade para desmistificar a ideia de que homossexuais sempre foram marginalizados e vítimas de opressão. Como o respeitado astrólogo disse, os gays, assim como todos os outros, são iguais no mal. A ideia de que pessoas destoantes do padrão heteronormativo predominante são mais empáticas e intelectualmente superiores não se sustenta quando se analisa historicamente a presença desse grupo no desenvolvimento da humanidade.
   Em primeira análise, encontram-se diversos exemplos de figuras históricas que marcaram o mundo com sua tirania e predisposição à maldade em sua prestigiada obra, como por exemplo Calígula, Mao Tsé-tung e muitos outros que, apesar de serem homossexuais, não faziam jus à ideia ilusória de que tal sexualidade os tornaria vítimas de uma realidade opressora. Nesses casos, os opressores eram eles.
    Assim como o ilustre pensador contemporâneo afirma, a hegemonia heterossexual tão contestada por homossexuais não é infundada, essa heterossexualidade é fundamentada na preservação da espécie enquanto a outra é sedimentada em cima de desejos de um grupo específico. Além disso, tal contestação é, acima de tudo, prejudicial para o desenvolvimento da ordem e do progresso da sociedade. Ela leva a uma vã discussão por direitos que vê esse grupo de uma forma atomizada, privilegiando-os, deixando o coletivo de lado e prejudicando a harmonia social.
   Dessa forma, entende-se que ele fundamentou em sua obra argumentos que, pela lente de sua filosofia extremamente renomada, são sólidos e condizentes com a realidade. Como o ideal positivista prega, a ordem e o progresso devem ser sempre prezados no desenvolvimento das sociedades. Assim, essa luta de minorias que pregam ser marginalizadas desestabiliza a ordem e vai contra todo o projeto de sociedade positivista que levará o mundo ao progresso.

Positivismo Fanático


Olavo de Carvalho, conhecido como “Guru” do atual governo, faz uso do positivismo de August Comte em sua obra “Imbecil Coletivo”. No capitulo “mentiras gay” ele lembra sistematicamente fatos históricos para refutar ideias como a perseguição aos mesmo e a superioridade intelectual para isso ele cita vários casos em que os os homossexuais  em vez de oprimidos são opressores através da história provando cientificamente que eles são bem mais brutais e impiedosos que os héteros usando dos preceitos positivista que pregam a analise isoladas dos fatos sem a presença de ideologias ou crenças. Defendendo também como natural o preconceito ao gays afinal o homossexual é alguém que sente repulsa e indiferença ao sexo oposto então é natural que o hétero sinta o mesmo em relação a eles, além disso na visão de Olavo heterossexualidade é uma necessidade para perpetuação da espécie enquanto a homossexualidade é uma opção visando o prazer sexual apenas, sem nenhuma utilidade para a humanidade, logo se não é uma opção então deve ser considerado uma anormalidade, defendendo assim a premissa da ordem pregada no positivismo, se for algo anormal ou prejudicial para os humanos como espécie deve ser combatido. Ele também afirma que não deve haver diferenciação de direitos para o homossexual afinal ele escolheu ser diferente, logo e deveríamos dar direitos a todas pessoas que escolhem ser diferentes, a resposta é clara para Olavo. Portanto é evidenciado a instrumentação do positivismo para defender embasado em fatos históricos e empíricos  que a perseguição aos gays não existe e que eles não são mais intelectuais que as outras pessoas além de afirma que: o preconceito em relação a eles é algo normal, os mesmo não devem tem nenhum direito adicional e o homossexualismo não deve ser incentivado pois prejudica a manutenção da espécie.

PS: Texto produzido a partir da visão de Olavo de Carvalho

Danilo Braga Vicentini - Direito Noturno

Mentiras gays sobre um olhar positivista.

Olavo de Carvalho no capítulo “Mentiras gays”, de seu livro “O imbecil coletivo”, deslegitima a luta de homossexuais por direitos próprios, argumentando contra a ideia de que apenas esperam “direitos da pessoas humana”, tendo premissas que remetem ao positivismo de Comte.
Assim, o autor, ao usar da ideia de natureza, conceito positivista que acredita na existe de leis naturais da sociedade, explica que a homoafetividade seria algo anormal, apenas opção e/ou desejo, a medida em que se opõe a heteroafetividade, a qual seria uma necessidade natural do homem.
Do mesmo modo Carvalho afirma que existe uma luta por valorização acima dos valores morais e religiosos, o que seria uma “profunda distorção da consciência ética”, que vai contra a ordem. E dessa forma, erroneamente reclama-se de preconceitos, enquanto se existe direito a expressão deve haver direito a repugnância.
Portanto, considerando que a homossexualidade advém de uma opção ou desejo, os direitos do grupo devem ser iguais aos de heteros, a exceção, tendo apenas como legítimos os direitos de não sofrer discriminação por sua vida sexual em sua vida pessoal ou no trabalho, positivamente importando majoritariamente o cumprimento do papel social, recebendo garantia ao trabalho que é sinônimo de dignidade.

Monica C. dos Anjos Bueno 1º ano de direito noturno

O cientificismo e a crença

  Olavo de Carvalho, astrólogo e pensador político, exprime uma interessante visão do Positivismo, mas em uma versão contraditória e, algumas vezes, pouco lógica. O astrólogo é um católico assíduo mas, ao mesmo tempo, prega uma leitura cientificista da sociedade. Essa leitura, porém, esbarra nas próprias afirmações do autor. 
   No capítulo "Mentiras Gays", do livro "O Imbecil Coletivo", Olavo de Carvalho apresenta seu fascínio pela homossexualidade, que para ele é uma instituição perigosa à espécie humana. Essa comunidade, tão reprimida e com os direitos tão recém-conquistados, é colocada como uma ameaça. O autor afirma que não é possível haver comparação das demandas da comunidade heterossexual, que seria uma "necessidade biológica", com a comunidade homossexual, que representaria apenas uma vaidade, um desejo pueril. O positivismo é representado na vontade de afirmar sempre que sua visão, tida por alguns como delirante, é composta por verdades científicas. Essa vontade causa fenômenos como a ministra Damares Alves, do governo Bolsonaro, que afirma ter diplomas inexistentes. Esse cientificismo, porém, gera um descrédito à ciência em si. 
   Por outro lado, o pensamento de Olavo é um interessante exemplo da má influencia do pensamento conservador que é tão vigente em nosso país, principalmente graças ao grande alcance da igreja católica na comunidade. As idéias do autor representam uma visão de grande parte da população, parte tão grande que conseguiu levar um grupo que considera Olavo de Carvalho como um "guru". É importante, para tanto, tentar compreender o pensamento desse grupo para, por fim, mudar o pensamento dos mesmos.

Gustavo Carneiro Pinto
Direito - Noturno

Mentiras gays e verdades positivistas


Auguste Comte, um dos principais idealizadores da corrente filosófica positivista, afirmava que o único conhecimento verdadeiro seria o conhecimento científico, provado por métodos válidos, como a observação e a experimentação. O positivismo afasta a teologia e a metafísica tendo em vista uma ética humana e acredita que o progresso da humanidade é diretamente proporcional ao progresso científico.

Olavo de Carvalho, ao analisar os mitos construídos em volta da homossexualidade bebe da mesma fonte cientificista que o positivismo. Olavo busca refutar dois pontos: A perseguição sofrida pelos homossexuais e sua superioridade intelectual. Para isto, Olavo se vale de dados empíricos e constatações históricas. O escritor contradiz a perseguição sofrida por homossexuais afirmando que em diversos momentos históricos, onde estiveram mais próximos do poder a narrativa se esvaiu, concluindo que a ideia do opressor e do oprimido seria apenas uma tentativa de chegar ao poder, no momento que se encontram mais afastados. Olavo também afirma que os homossexuais, quando no poder são os verdadeiros opressores, dando como exemplo Calígula e Mao Tsé-Tung, além de expor o tráfico de meninos jovens em âmbito internacional, o que comprovaria o poder exercido pelos homossexuais, ora oprimidos, ora opressores.

Quanto ao segundo ponto, da superioridade intelectual dos homossexuais, Olavo afirma que não passa de uma análise enviesada de estatísticas, o que mais uma vez provaria a influência cultural e social dos homossexuais, segundo Olavo essas estatísticas só se dão pois desconsideram a prática heterossexual, ainda que comprovada e duradoura, sob o mais leve indício de experiências homossexuais. Assim, dando o exemplo de Lorde Byron, Olavo afirma que o homossexualismo episódico é considerado homossexualismo, enquanto o heterossexualíssimo só é definitivo se exclusivo, mostrando a falácia das listas de celebridades homossexuais.

Olavo ainda debate questões como preconceito e discriminação, hegemonia cultural e ensino às crianças sobre a homossexualidade, todos os pontos sob a mesma visão cientificista dos dois apresentados anteriormente. Concluindo que: “Nenhum sofisma poderá jamais revogar essas evidências(...) ainda que obscurecidas por toneladas de controvérsias pseudo-eruditas e de artificialismo sufocante. ”. O autor termina seu texto dizendo que os homossexuais sacrificam sua consciência do altar do gosto. Essa dicotomia entre gosto e verdade, crença e evidência, relacionadas às posições do autor em cada uma confirmam que, por mais que negue, Olavo de Carvalho é um legítimo positivista.

Pedro Augusto Ferreira Bisinotto
Direito-Noturno

VERDADES INDIVIDUAIS DE IMBECIS COLETIVOS

O Positivismo, corrente filosófica baseada nos escritos de August Comte, baseia-se na observação dos acontecimentos cotidianos e busca explicar os fenômenos com base em estabelecimento de relações causa-efeito. No entanto, muitas associações podem ser meramente casuais, sem relação intrínseca entre os acontecimentos, levando a conclusões errôneas. O pensamento simplista pode, também, ignorar que muitos acontecimentos são multifatoriais e multicausais. O método científico, na medida em que tenta normatizar e reproduzir os eventos analisados, busca dar maior qualidade e precisão às conclusões, mas a própria normatização faz com que a observação seja sobre eventos controlados, afastados da realidade circunstancial.
Olavo de Carvalho, em seu texto "Mentiras Gays" emite conceitos baseados em filosofia positivista quase pura, usando argumentos simples baseados em observações empíricas de fatos isolados para justificar suas opiniões, sem qualquer rigor metodológico ou científico. Suas conclusões refletem, em última análise, sua própria visão preconceituosa sobre o tema homossexualismo.
Cabe analisar, no entanto, que a sua argumentação visa desqualificar idéias amplamente divulgadas - e aceitas como verdades quase absolutas - que são igualmente baseadas em idéias simplistas de mera causalidade.
O comportamento humano é influenciado por fatores múltiplos. A admissão sumária de qualquer argumento simplório como verdade está invariavelmente fadada ao erro.

Do cúmulo ao cúmplice

Instaurando a gama positivista encontra-se Comte, pensador que inaugura um dogmatismo preciso na busca da áurea ciência social, a que usaria de leis pétreas da física para enveredar um conceito. Espelhado ao século xx e xxi, Comte encontra-se na mente de Olavo de Carvalho, que em sua obra " O imbecil coletivo " - especificamente na porção " Mentiras Gays " do livro - endossa o discurso de comtista, investigando a sociedade sob um olhar pragmático que não se leva por conceitos grupais. 
Embora o texto do autor contemporâneo parta para a discussão de um viés específico como a homossexualidade, as ferramentas discursivas podem ser usadas em todo e qualquer parâmetro ideológico atual. Desejos seriam direitos? O diferente seria sempre sensato? E o padrão é obsoleto? Para tais questionamentos, Comte apresenta soluções e Olavo as engole.
Em se buscando a fundação de uma exigência social é necessária a formulação do caso, primeiramente, a exigência social é uma fuga à regra ou um imperativo? Em segundo lugar, a exigência representa sólida formação ou é fruto de uma rotatividade psíquica? Sobre estes e aqueles questionamentos instaura o ideal de "mentiras gays", as quais representam uam exigência de direitos sui generis que pode gerar conflito na esfera do direito, por ser embasada em uma particularidade psíquica.
Ademais, no tocante a necessidade de uma ciência social embasada em princípios terminantemente laboratoriais. O advento de uma militância homossexual conduz ao Estado Místico que, segundo Comte, a ciência já havia nos livrado, e por quê? Pois da mesma forma que na era medieval as regras e os imperativos católicos se faziam pétreos frente a espontaneidade civil, puramente por ser a opinião de um ser divino como o Papa, mesmo que a pluralidade pública não estivesse sendo beneficiada por tais dogmas; o levante homossexual mesmo que justificado e assegurado como liberdade individual, jamais teria assentamento jurídico para fazer frente a toda a natureza heterossexual que guiou a raça humano ao tempo presente.

O mínimo que você precisa saber para SER um IDIOTA!

Desde o início da humanidade, o homem tenta explicar a origem de tudo, inclusive a do ser humano. Para isso cada povo, sociedade, tribo, criou seus próprios mitos, mas há algo em comum entre todos eles: é necessário o surgimento de um homem e uma mulher para a perpetuação da espécie. Isso demonstra que a heterossexualidade é natural aos humanos e que, como afirma Olavo de Carvalho, a homossexualidade é apenas um gosto, um desejo.
Na história, a homossexualidade sempre foi associada à prostituição, sendo indivíduos com desejos por pessoas do mesmo sexo que escravizavam estas para saciar suas vontades. O que prova serem perversas, nesse viés, pode-se perceber que as divindades ou indivíduos que foram canonizados, não apresentavam tendências gays.
Atualmente, está em voga a tendência a ser gay, atestando-se que quem segue essa opção sexual é intelectualmente superior e merece ter sua sexualidade exaltada, para isso utiliza-se até mesmo a interferência na legislação, privando os heterossexuais de exercer sua liberdade de expressão proibindo-os de não aceitarem tal opção sexual e serem rechaçados caso manifestem-se contra ela. Além disso, a criação de leis para os homossexuais deixa lacunas abertas, como no caso de alguém que declara-se gay e depois de algum tempo percebe-se como heterossexual, usufruindo desses direitos quando lhe é conveniente.
A ideologia gay prega a defesa de suas próprias manifestações públicas, como a Parada Gay que ocorre em São Paulo, devendo todos os cidadãos aceitarem presenciar cenas, roupas, ideias que considerem depravadas, mas se alguma religião não aceita que seus seguidores-que tem a opção de desligarem-se delas- sejam homossexuais e enuncia que há uma "cura gay", há forte censura até mesmo por parte das mídias.
As mídias, as artes estão criando movimentos para naturalizar o homossexualismo, tratando-o como se fosse a regra, o natural biologicamente, e ainda influenciando as crianças a pensarem dessa forma, como ocorreu na exposição Queermuseu, em que ainda ridicularizaram o cristianismo, enalteceram a pedofilia e a zoofilia. Não bastasse exposições nesse modelo, ainda há um forte movimento para que seja implantada a ideologia de gênero nas grades curriculares escolares, mesmo sendo comprovado cientificamente que até determinada idade crianças e jovens são altamente influenciáveis, não têm o completo discernimento sobre o que é certo ou errado, e ainda não tem a personalidade totalmente formada para tomarem plenamente as próprias escolhas.
Outro fator preocupante é de que enquanto o heterossexualismo só é completamente exercitado após determinada faixa etária, decorrente da manifestação hormonal, já o homossexualismo, é apenas desejo e curiosidade de experimentação, o que levaria a adultos aproveitarem-se de crianças e jovens com essa sede de conhecimento, aumentando ainda mais casos de pedofilia.
Deixou-se de seguir o Positivismo, com toda a sua base científica para demonstrar a ordem que levaria ao progresso do país, portanto, é fácil perceber porque o Brasil encontra-se em tamanho caos, visto que a ordem natural da natureza deixou de ser seguida, substituída por ideologias devassas.
Em resumo, está havendo uma falsa naturalização do fato de ser gay, levando a uma sociedade que não mais se baseia nos valores morais, estigmatizando os heterossexuais, além de não mais respeitar os ensinamentos dados pelos pais, implantando nas escolas um ensino em que prevaleça a ideologia gay.

OBS: O texto não apresenta as reais opiniões da autora, sendo apenas um exercício de alteridade para com as ideias de Olavo de Carvalho, proposto pelo professor de Sociologia.

Caroline Kovalski, 1º ano, 1º semestre, Direito noturno

Ordem e progresso


O positivismo, de August Comte, pregava, entre outros fatores, a necessidade de se manter a ordem e, dessa maneira, atingir o progresso. Embasado nessa percepção, Olavo de Carvalho, no capítulo “mentiras gays” de sua obra “O imbecil coletivo” aborda mitos ao redor da homossexualidade: Gays são perseguidos e marginalizados e apresentam superioridade intelectual.
Contra-argumentando as afirmações supracitadas, o pensador contemporâneo nomeia Tiranos homossexuais e práticas, como o comércio de meninos, que provam o caráter opressivo desses que se dizem reprimidos e confirmam que, apesar da imagem que tentam passar, são- e querem ser- muitas vezes, opressores. A superioridade intelectual, errônea e mascarada, baseia-se no caráter extremamente mutável da sexualidade e na maior dificuldade de se provar heterossexual, qualquer pequeno indício, ou até mesmo a falta dele, já leva à crença em uma possível tendência homossexual,“[...] todo mundo é gay até prova irrefutável em contrário.”
O debate em torno da homossexualidade se destoa quando termos como “opção sexual” são postos à discussão, a homossexualidade não é comparável à heterossexualidade, nesse aspecto, aquela é uma vontade, já essa, uma necessidade que, caso viesse ao fim, acarretaria na extinção da espécie humana. Dessa maneira, sob a própria perspectiva positivista, a ausência e incapacidade de uma conduta heterossexual configuram uma deficiência e, portanto, podem ser consideradas anormais. Sendo assim, os direitos assegurados aos gays devem, única e exclusivamente, ser os mesmos que cabem à todo o restante da população, pelas palavras de Olavo “Um gosto pode gerar obrigações, nunca direitos”


Gabriela Makiyama
1º ano
Direito Noturno

sábado, 20 de abril de 2019

Positivismo como aliado em defesa de Olavo de Carvalho?

  A teoria positivista formulada por Auguste Comte no século XIX revolucionou os estudos sobre o conhecimento e a sociedade. Ao propor a aplicação de regras gerais, análogas às presentes em estudos das ciências naturais, Comte propõe a análise investigativa social através da chamada "física social". E tal tratamento da sociedade e das ações humanas é dado com base na defesa de princípios naturais e absolutos reinantes sobre a manutenção da ordem e organização social. Nesse sentido, ainda hoje, visões positivistas são defendidas e aplicadas em interpretações sociais e humanas-tais como as utilizadas por Olavo de Carvalho em seu texto "Mentiras gays".
  É compreensível a defesa de Carvalho, sobre os moldes positivistas, acerca da sexualidade e de como ela é abordada atualmente. Tendo em vista os próprios argumentos do autor em defesa de uma lógica humana baseada e determinada pela natureza "em seu curso natural" constante e elencada por perspectivas pessoais de oposição à interpretação da homossexualidade como resultante de caracteres implícitos, subjetivos, Carvalho se posiciona precisamente como analítico crédulo na tese de que os gays são gays por opção. E em tal afirmação há a lógica positivista que sustenta o fato de a homossexualidade representar fuga à ordem ideal determinada pela natureza.
  Assim como na religião, que rege a humanidade há milênios e carrega dogmas, constatações que permitiram aos povos a sobrevivência e a procura pela harmonia de convívio social, nos argumentos de Carvalho mostra-se claramente que a homossexualidade, como qualquer deturpação à dinâmica ideal e positiva, é resultado de um processo racional que foge às normas naturais de estabelecimento de união de homens com mulheres e nenhum intercâmbio entre tais. A ideia de ideologia homossexual proposta por Carvalho é embasada pela comparação com quaisquer outras ideologias, já que é de vontade de homossexuais que a sua sexualidade, ou melhor, opção sexual seja apresentada a crianças para que elas tomem conhecimento sobre tal ideologia e possam futuramente fazer suas escolhas.
  Dessa forma, e como explicita Olavo de Carvalho, é evidente que a sociedade atual presencia uma crise de valores e de disseminação de ideologias que buscam apresentar a crianças opções que destoam totalmente da normalidade e da ordem. Sendo essas, portanto, características tão almejadas e essenciais para a manutenção de uma sociedade sólida a caminho do progresso e que supere quaisquer obstáculos, mesmo sendo estes resultantes de escolhas grupais que mais buscam por abalar a ordem social ideal. 

Lorena Yumi Pistori Ynomoto. Direito- noturno

A homo afetividade na mira da ciência


No final do século XIX, o Brasil declarou-se uma República através da deposição da monarquia ministrada por um golpe militar inspirado, em especial, por duas correntes ideológicas do mesmo século: o iluminismo e o positivismo -o Augusto Comte é o pioneiro no assunto, e  afirmava a ciência como forma de explicar o desenvolvimento de uma sociedade através de observações e experiências cientificas, aspirando o progresso. Atualmente, a visão positivista é usada por Olavo de Carvalho para defender sua tese sobre “Mentiras gays”, no livro “O Imbecil Coletivo”.
Na atual conjuntura de propagação de ideias, há uma nítida confusão entre o ferimento da dignidade humana e a liberdade de expressão. Dessa forma, é preciso salientar que todos têm a autonomia de manifestar opinião sobre diversos assuntos, aquisição garantida pela Constituição Federal. Portanto, precisa-se admitir ser válida a tese desenvolvida por cada pessoa, independendo da coisa tratada, afinal, relativizar quais direitos podem ser expressados não é uma forma democrática de um estado de direito agir/aplicar suas leis. Para entrar no assunto, é preciso concordar que os grupos das minorias na atualidade, como os deficientes físicos, gays, estão fazendo uso da relativização para se apropriar de proteções legais especialmente para eles, evitando com que convivam com todos de igual para igual juridicamente.
De acordo com Olavo de Carvalho, ser homossexual é uma questão de opção, já que é um fato o homem e a mulher serem atraídos como um objetivo maior a perpetuação da humanidade. Essa constatação é tão verdadeira que escolher uma pessoa do mesmo sexo como parceiro é uma escolha anormal e egoísta, visto que não irá trazer benefícios para a sociedade como um todo, pois ela é incapaz de se relacionar amorosamente com outras pessoas de sexo oposto. Da mesma forma, se eles já estão prejudicando uma maioria, é questionável exigirem uma legislação específica que os protejam de ataques a sua escolha de relacionamento, já que quem ataque a humanidade são eles, ameaçando a perpetuação da espécie, como a própria ciência biológica permite explicitar. Lembrando que o positivismo prega que através do ordenamento da sociedade é possível o seu progresso, e, portanto, se uma parte da população passa a ser mais protegida que outra, há o descontrole e impedimento desse progresso natural.  
Um outro problema é a demonstração pacífica de quem não concorda com essa atitude egoísta, pois se existe o direito dos homo afetivos declarar suas escolhas, também deve existir o direito de as pessoas manifestarem suas repugnâncias a essas ações, afinal, é uma liberdade de consciência de cada um. Assim, é preciso repensar que a lei deve ser usada principalmente para garantir direitos inalienáveis ao indivíduo, independendo se ele representa um grupo anormal a esse grande organismo que é a espécie humana, como explica o positivismo, e não privilegiar uma escolha minoritária como forma de se sobrepor a uma proteção comum a todos.

Sarah Fernandes de Castro - Direito/noturno

Das negativas homossexuais

 No livro "O imbecil coletivo", mais especificamente no capítulo intitulado "mentiras gays", o pensador Olavo de Carvalho explica a respeito da atitude descabida dos homossexuais, os quais se fazem de vitimas e querem impor seus desejos pessoais a todos. 
 Vale ressaltar, que o posicionamento do autor se relaciona com o positivismo, tendo em vista que versa acerca da necessidade de se manter a ordem para que se possa atingir o progresso ao falar que é preciso que não se permita que as crianças tomem conhecimento sobre a possibilidade de se relacionarem com pessoas do mesmo sexo ao terem aulas de educação sexual, visando o futuro da espécie. 
 Nesse sentido, o autor buscou em sua obra expor o fato de que embora os gays gostem de se colocar na condição de coitados, muitos dos grandes tiranos eram homossexuais, como é o caso do Imperador Nero, o que comprova que na verdade atitudes preconceituosas contra esse grupo são exceções e não a regra como eles pregam. Portanto, é evidenciado que não é justo que eles tenham mais direitos como pretendem simplesmente por serem gays, a menos que assumam essa condição como uma deficiência.
 Porém, Olavo deixa claro que ser gay não é uma doença, embora também não seja natural, mas simplesmente um desejo particular, o qual só passa a ser doença quando a pessoa que o exerce negligencia totalmente sua natureza se relacionando apenas com pessoas do mesmo sexo. 
 Além disso, como explicado pelo autor o preconceito é natural e deve ser tratado como o direito a liberdade de expressão, logo, é uma atitude opressiva querer impedir as pessoas de demonstrarem seu desprezo e nojo dos gays. No entanto, os homossexuais usam esse conceito de forma equivocada, tratando  o como pejorativo e uma coisa a ser combatida, o que obviamente não faz sentido, tendo em vista que na realidade eles apenas usam dessa justificativa para tentarem inibir as pessoas e trazerem para o seu lado o máximo de indivíduos possível, visando criar um monopólio e impor suas vontades aos outro, fazendo assim com que as futuras gerações cresçam achando isso algo natural, o que na verdade não é, tendo em vista que se trata apenas de um desejo, o qual poderia ser controlado e não uma necessidade, enquanto as relações heteroafetivas são de crucial importância para a manutenção da espécie.
 Ademais, a título de exemplificação, é tratado sobre como Graciliano Ramos sofreu com essa imposição homossexual, pois apenas em seu livro "Memórias do cárcere", o qual foi publicado postumamente, o escritor pode revelar sua aversão aos gays e o nojo que sentia de comer a comida feita no presídio e até emagreceu durante sua estadia lá, não pelas condições de higiene ou porquê fosse realmente ruim, mas sim por ser preparada por um gay, fato que ele nunca pode revelar durante sua vida, pois sabia que seria muito julgado e condenado por isso, tendo em vista que convivia com pessoas que defendiam a causa desse grupo social.
 Sob esse viés, vale lembrar que  desde que não haja violência ou privação de exercer suas atividades civis, o repúdio as relações homossexuais deve ser um direito tão válido quanto o de ser gay e que é necessário que se detenham as atitudes desse grupo as quais visam exibir quem faz parte dele como pessoas superiores a quem não o faz e agem como se suas ações fossem mais dignas de respeito do que as crenças e morais religiosas.

Danieli Calore Lalau- Direito noturno 
 

Em defesa do indefensível

"Será o fim do mundo? Segundo a lei da Ciência Biológica, acasalamento se dá entre macho e fêmea. Homem com homem, mulher com mulher, será o fim da espécie humana!". O trecho exposto foi retirado de um comentário presente em uma noticia de 2011, de um jornal local de Franca sobre o primeiro casamento gay ocorrido na cidade, mas poderia, perfeitamente, ter sido lido em qualquer outra reportagem que aborde esse assunto atualmente. Os pressupostos e perspectivas que circundam as mentalidades por traz desse tipo de pensamento são, perceptivelmente, baseados numa lógica de racionalidade restrita e imediata de pensar, assim como aquela que permeia o positivismo. Torna-se  necessário compreender ( por mais difícil que seja) que  aqueles que possuem esses posicionamentos consideram suas bases  legítimas, cientificamente comprováveis.

Para que essa compreensão seja  direcionada a sua completude total é necessário adentrar no íntimo, no cerne desse "submundo", no qual se desenvolvem tais opiniões (lê-se atrocidades) . Uma porta de entrada possível para esse universo paralelo (paralelo para alguns e universo próprio para outros) é tentar entender o  que há por  trás do pensamento de Olavo de Carvalho, exaustivamente repetido em seu texto Mentiras gays, presente no livro O Imbecil Coletivo. O autor, buscando  desconstruir e desmentir o que ele concebe como mitos propagados pela comunidades gays , elabora sua tese de argumentos  a partir de uma análise sequencial dos pontos que ele considera mais relevantes para  serem discutidos. Inicia sua árdua tarefa com o propósito de dissolver as crenças em torno da falácia de que os homossexuais  são marginalizados , perseguidos e superiores intelectualmente, utiliza para isso fatos históricos, jogos de lógica.  Sua segunda empreitada é na defesa de que a heterossexualidade , diferentemente da homossexualidade, é uma necessidade para a preservação da espécie e não uma opção, um desejo de determinado grupo, ou a busca por um prazer inteiramente desnecessário, determinando, com isso, a indevida tentativa de se atribuir um mesmo valor para  uma necessidade  e um mero gosto.  Além disso, discorre  sobre a normalidade ou anormalidade das relações homoafetivas, e também sobre a infeliz e injusta tendência que os homossexuais possuem de taxar como preconceito qualquer opinião contrária a sua conduta ou que a considere como imoral. Refuta, indiscriminadamente, a pretensão de legislações específicas para defesa dessa comunidade e também a "exigência" desse grupo  de introduzir às crianças suas doutrinas e preferências. Mas apesar de tudo, defende que os gays também tem direitos, melhor dizendo, um único e suficiente direito:  sua conduta sexual privada não pode acarretar discriminações no emprego ou na vida social em geral. O que mais eles poderiam requerer? Um único direito é muito mais do que eles realmente precisam. Correto? Para Olavo de Carvalho, infelizmente, sim.

Amparado em um óptica positivista, que privilegia a rigorosidade do método, um conhecimento estritamente científico, a objetividade científica e  que julga conhecer a realidade na sua imediaticidade, o autor desenvolve suas teorizações. A concepção imediatista, em especial,  é notadamente relevante nas percepções de Olavo de Carvalho acerca dos homossexuais, não há uma tentativa de compreensão dos aspectos mais profundos que envolvem a realidade dessa comunidade, há apenas um enfoque  no presente do tempo. Sua tentativa de esclarecer e desmentir "mentiras gays" pode ser vista como uma defesa da família "tradicional", da qual ele faz parte , formada por um homem e uma mulher, e que , dentro de uma perspectiva positiva, representa uma das principais instituições mantedoras da ordem em uma sociedade,  sendo uma fonte da cultura, da moral predominantemente aceita, favorecendo, com isso, a perpetuação dessa ordem. Todas as críticas à homossexualidade e defesas à heterossexualidade  como superior, são , dentro da mentalidade  desse autor, cientificamente legítimas,  concebíveis  a partir de seu ponto de vista, que enxerga a realidade de maneira a justificar os seus direcionamentos.

A máxima defesa que, portanto, se pode oferecer aos detentores de posicionamentos voltados à recusa da ampla liberdade de expressão de todas as formas de sexualidade é que, por mais contraditórios que possam ser, estão justificados dentro da sua própria maneira de pensar, de compreensão.  A exemplo de Olavo de Carvalho, que constrói seus fundamentos  apoiado dentro da visão positivista, na qual as ideias se reduzem à automatização, à instrumentalização do imediato e a racionalidade se reduz à técnica , tornando-se predeterminada e perdendo, com isso, seu valor crítico e revelador da verdadeira realidade.