Durkheim no terceiro capítulo do seu livro “A divisão
do trabalho social” mostra como vivem e se arranjam as sociedades modernas.
Depois de explicar como eram as sociedades pré-modernas, o autor mostra como as
sociedades modernas se diferenciam destas, de forma acentuada, principalmente
por meio de uma ciência do Direito mais ampla do que aquela baseada no Direito
Penal.
O Poder Judiciário dispõe do Direito
em favor da comunidade como um transformador social, que atende as demandas
relegadas ao segundo plano pelos outros poderes, na medida em que cria
jurisprudências para casos não regulados pela legislação, como vem acontecendo
cada vez mais frequentemente no mundo de hoje, um exemplo claro disso foi à
aprovação do aborto quando a criança for diagnosticada com anencefalia.
Durkheim mostra essa possibilidade antes dessas mudanças acontecerem, como uma
previsão baseada no modo como a sociedade vinha se configurando e no que isso
iria resultar.
Quando Durkheim escreve seu livro
ele relata sobre mudanças que podem ser percebidas na mentalidade da sociedade,
mas que apesar de não serem amplamente ressaltadas fazem parte da transição da
solidariedade mecânica para a solidariedade orgânica, e ele relata isso como um
visionário, que conseguiu enxergar no seu presente características que se
tornariam muito claras no futuro.
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