Para Rosseuau, o homem nasce bom e a sociedade o corrompe; já
para Hobbes, o homem é mau por natureza. Contudo esse não é um texto sobre
esses dois filósofos, mas sim sobre Emile Durkheim. Para ele, pouco importa
como o homem nasce, o que importa é que será coagido e reprimido pela coerção
social, se moldará e oprimirá suas vontades pela pressão física ou psicológica.
Bem ou mal são apenas ideias voláteis que variam conforme a sociedade muda, mas
a persuasão do fato social é imutável.
Um fato social é tudo aquilo que fazemos ética, moral ou culturalmente; algo além do individual, existia antes do individuo e continuará existindo e moldando a mente da maioria. Nada é completamente imparcial, estamos todos mergulhados em um mar de preconceitos e preceitos desde pequenos. A grande questão é que para o sociólogo essa quase imperceptível falta de liberdade não é ruim, mas sim necessária e intrínseca a qualquer organização humana coesa. Não há sociedade sem regras, Durkheim eleva o conceito de contrato social de Locke para quase todos os âmbitos da vida, mesmo os que não estão regulados por leis, com o conceito de fato social que gera a coesão e impede a anomia.
A coesão gera
e protege a sociedade, é um acordo cíclico. O que nos faz pertencer a um grupo
são as pressões externas semelhantes que sofremos, a partir disso podemos nos
identificar e caracterizar como uma espécie, nação, grupo e outros.
A anomia,
temida pelo pensador, é impossível de ser sustentada enquanto humanos uma vez que
sempre estaremos sujeitos à vontade do mais forte, seja o estado, seja qualquer
outro poder que ressurgirá após um curtíssimo período de anomia(se houver)
Conclui-se
assim que Émile foi, mesmo que indiretamente, um defensor e impulsionador do direito para impedir a
anomia e proteger determinados fatos sociais através da constituição e poder de
coerção do estado.
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