Francis Bacon propôs um novo método de se
buscar conhecimento que deu forma ao que conhecemos hoje por ciência moderna. Contrariando
e criticando a filosofia grega ao afirmar que se preocupavam demais com
dialética e pouco com experimentos (“Os gregos... são incapazes de gerar, pois
sua sabedoria é farta em palavras, mas estéril em obras”) ele demonstra a
essência do seu novo método: A experiência como forma de interpretar o mundo e
guiar a razão. Fugir do senso comum empírico é essencial para a utilização
desse novo método. A necessidade de buscar e investigar aquilo que é invisível
aos olhos, imperceptível aos sentidos e embaçados pela superstição, logo, “Não
deixar que a mente se guie por si mesma” é fundamental para essa nova ciência;
considerando que ciência útil é somente aquela que consegue “vencer a
natureza”, ou seja, transformar o mundo a sua volta. Portanto, um instrumento
para se conseguir descobertas científicas e não apenas o cultivo da ciência.
Tal método foi amplamente difundido
entre a burguesia que, no contexto histórico da obra, estava em sua ampla ascensão.
A ideia de “dominar” a natureza era um objetivo e alguns acreditavam na
possibilidade de alcance desse objetivo. Em plena revolução industrial, o meio
ambiente foi alvo da sede de lucro dessa burguesia que tinha convicção que os
recursos naturais pudessem ser controlados pelos seres humanos. Porém, pode ser
visto hoje como essa visão era equivocada, lutamos constantemente pela preservação
da fauna e flora do planeta. Não se pode vencer a natureza.
Em vista disso, considero os pensamentos em “Novum
Organum” pretenciosos e um pouco exagerados; Todavia, compreensíveis dado o
contexto histórico da obra. Correto em criticar o método dedutivo da filosofia
tradicional, se opondo a ídolos e ao senso comum e trazendo a sociedade um método
mais investigativo e rigoroso de se produzir conhecimento.
Eric Felipe
Sabadini Nakahara
1˚ ano - Direito (diurno)
Introdução
a Sociologia - aula 3
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