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segunda-feira, 22 de abril de 2019

Pelo fim dos privilégios gays


Alguém come meu c* por segurança? Assim, Danilo Gentili desconstruiu um dos maiores mitos criados pelos homossexuais, o de que são perseguidos. No Brasil, um gay é morto a cada 26 horas, porém no mesmo período 152 heterossexuais são mortos.
No Brasil a renda média dos casais homossexuais é mais alta e o nível de escolaridade maior. No entanto continua imperando a falsa tese de que homossexuais são perseguidos e sofrem mais que outras camadas sociais. Analisando esse fenômeno é perceptível que os homossexuais estão utilizando a guerra de trincheiras propostas por Gramsci para dominar o Estado e impor sua ideologia a toda a população e sociedade.
Frequentemente, gays fazem atos em busca de uma suposta igualdade, onde paradoxalmente defendem uma desigualdade legal, onde os gays seriam tratados de maneira privilegiada pela lei. Acreditam que tem o direito de ofender crenças religiosas e impor seus desejos, mas ninguém pode manifestar o incomodo natural com nenhuma manifestação de homossexualidade. Até porque se a defesa da homossexualidade é estruturada na tese de que se nasce gay, nada mais correto de que a oposição natural e normal dos heterossexuais, uma vez que o futuro da espécie depende disso, possa ser externada e sirva de salvadora e mantenedora da sociedade.
Portanto, não é só legítimo manifestar-se contra a homossexualidade, como é necessário e primordial para a sobrevivência dos seres humanos. As estáticas demonstram, claramente, que os gays são privilegiados, cabe ao restante da sociedade lutar contra os seus privilégios, pela sobrevivência da espécie e pelo futuro da humanidade. E ao Estado cabe apenas assegurar o direito de existência dos gays e acabar com os privilégios e os excessos dos mesmos.

Obs: Não concordo com o texto. 

Nome:Ricardo da Silva Soares 1º ano direito Noturno. 

Transpositivismo

Olavo de Carvalho, em seu livro “O imbecil coletivo”, no capítulo denominado “mentiras gays” bebe do positivismo de Comte, à medida que tenta explicar, por meio do empirismo e da ciência, de dados concretos, as falácias ligadas ao grupo homossexual.
A primeira falácia desmistificada por Olavo é a de que os gays seriam menos cruéis que os heterossexuais, na qual argumenta que vários ditadores sanguinários, como Mao tsé tung eram homossexuais e que a discrepância entre a crueldade se dá apenas, segundo ele, usando-se de um método científico regrado, pois os gays ocupam de maneira minoritária cargos de poder, portabto, têm menos oportunidades de destilarem a crueldade, porém, seriam tão, ou até mesmo mais, cruéis que heterossexuais.
Olavo de Carvalho também se mostra positivista ao defender que a homossexualidade não é natural, vai contra a ordem necessária e estabelecida, portanto não deve ser vista como algo normal e tão menos deve ser “incentivada” à medida que cria-se leis de proteção à essa minoria, visto que a homossexualidade, por ser uma escolha antinatural, movida por um desejo sexual, segundo ele, não necessário, não é passível de proteção legal especial.
Através de método próprio, embasado em uma ciência, na qual afirma ter embasamento, Olavo rebate os argumentos utilizados pela comunidade LGBT para lutarem por seus direitos, mostrando ao leitor, de uma maneira coesa e bem alicerçada em preceitos não ideológicos e positivados pela ciência, guiando o leitor a um melhor entendimento do mundo que o rodeia e das falácias desonestas propagadas pelos homossexuais, que não são menos cruéis, mais inteligentes e muito menos dignos de uma proteção estatal ou comoção individual, estando, inclusive, o preconceito justificado, visto que a repulsa ao homossexualismo é um instinto natural humano, como bem mostrou o aitor Olavo de Carvalho em sua explicação Comteana acerca do assunto.

Obs: o texto não condiz com a minha opinião verdadeira. Segue os moldes do que foi proposto em sala.

Octavio Deiroz Neto - 1º ano direito noturno

O fenômeno Olavo


Olavo de Carvalho, como um pensador contemporâneo tem sua especificação e suas características que compõe suas obras e suas ideias. Uma lente muito presente e contundente no seu pensamento é o positivismo. Visto que o traço objetivo com o intuito de atingir resultados concretos é muito relevante em todas as suas produções. No mundo atual, depois de inúmeros intelectuais com estudos acadêmicos importantes para a construção do conhecimento, porém com poucas efetivações de atos concretos em nossa sociedade acaba suscitando o ideário de um pensador que analisa e planeja a partir de fatos concretos e raciocínio lógico, compondo o fenômeno de Olavo de Carvalho. É por essa e outra que seus pensamentos casaram perfeitamente com o plano de governo de Jair Bolsonaro. Os ideais defendidos pelo presidente durante a campanha eleitoral, como o discurso de anti politicamente correto, contra o marxismo cultural nas escolas e faculdades, pela corrente positivista seguida pelo exército e pela ideologia de gênero empregada no Brasil, encontram respaldo teórico nos livros e abordagens do filósofo brasileiro.
            Abordando o quesito da ideologia de gênero, em seu livro “O imbecil coletivo”, Olavo detalha especificadamente no capitulo “Mentiras gays” como o discurso dos homossexuais não passa de uma demagogia para que esta “classe” consiga privilégios diante os demais grupos da sociedade, inclusive os heterossexuais, que são fundamentais para a preservação da espécie humana, visto que uma relação sexual entre pessoas do mesmo sexo é uma relação infértil. Utilizando-se do raciocínio lógico, Olavo demonstra que a homossexualidade é uma questão de escolha, que os mesmos são seres humanos como qualquer um, portanto adquirir “direitos” para os gays, é adquirir privilégios diante os demais, ainda mais com o fato de que cada um pode se tornar gay quando bem quiser e com isso, as pessoas podem se usufruir disso como um proteção a mais do estado por uma escolha subjetivamente pessoal. O uso de máximas em seu dialogo como “A supressão total da homossexualidade produziria muita insatisfação em certas pessoas; a da heterossexualidade traria a extinção da espécie” ele é capaz de fundamentar como a manutenção da heterossexualidade é fundamental para a sociedade, pois traz consigo resultados concretos (assim buscado pelo positivismo) como a efetivação da espécie, enquanto a homossexualidade traz consequências apenas no lado subjetivo pessoal (que pouco faz diferença na sociedade em âmbito geral).

(Este texto possui finalidades didáticas e não expressa a opinião do autor)
Marcelo de Meirelles  Filho – 1º Ano Direito Noturno

Esse tal Carvalho não “Comta

Augusto nos Comte, onde se positiva o arcaico?
Deste Carvalho que Olavo, o transforma em calvário;
os anseios de todo um povo, de toda uma sociedade,
será que ele sabe o significado de diversidade?

Augusto me Comte,
sobre toda essa luta, que as vítimas ainda carregam a culpa,
de apenas quererem ser iguais, terem seus direitos respeitados,
no entanto nos querem calados, aceitando goela abaixo,
seus vômitos de palavras desconexas, deixando nossaleitura perplexa.

Éh Augusto, eu vou lhe Comtar, esse senhor do poder,
que se acha inteligente, somente porque senta em seu colo, um tal presidente,
não sabe nada de sua teoria, apenas se utiliza da metafísica, e da teologia para suas palavras regurgitar;
um texto embasado em crendices, idiotices, tirados apenas de sua cabeça oca, que vai saindo de seu fantoche pela boca, que pela desilusão da população, acabou que por uma eleição, ganhar.

Weberson A. Dias Silva Turma XXXV Noturno

Entendendo Olavo de Carvalho


            Olavo de Carvalho, no capítulo “mentiras gays” do livro “O imbecil coletivo”, ataca os argumentos usados pelos defensores das causas LGBTQ+ para conseguir direitos especiais que os colocariam em vantagem sobre as demais pessoas. A análise do filósofo é feita a partir de uma observação de fatos da sociedade e de conhecimentos científicos buscando conexões entre eles sem aprofundar-se em suas causas. Dessa forma o pensamento é formulado de maneira que se aproxima muito do positivismo de Comte, onde o mais importante é estabelecer relações de sucessão e similitude entre fenômenos, sem preocupação com causas geradoras.
            Pode-se compreender melhor esse pensamento ao partir de uma visão conservadora, que é muito presente na sociedade brasileira, baseada na moral religiosa principalmente de origem católica ou protestante. A homossexualidade foi reprimida dentro dessa cultura durante séculos por ser taxada como pecado. Dessa maneira quando gays pedem por direitos essas pessoas sentem-se extremamente ofendidas, afinal por que um homossexual há de ter mais direitos do que o cidadão heterossexual seguidor da moral e dos bons costumes.
            Partindo dessa perspectiva, fundamenta-se o argumento de que a heterossexualidade deve ser considerada como padrão de normalidade por se tratar da única forma de sexualidade que pode levar a perpetuação da espécie. Portanto os homossexuais não tem legitimidade para reivindicar nada, pois são eles que escolheram uma opção fora da “normalidade” e devem enfrentar as consequências disso.    
            Analisando essa linha de pensamento, que tem por principal característica uma visão particular de mundo que não se preocupa em ir afundo no assunto, mas sim buscar soluções práticas para um assunto muito presente no cotidiano, conclui-se que a reivindicação por direitos LGBTQ+ é fundamentada em mentiras. É incompreensível que essas pessoas que não seguem a “regra” da sociedade queiram exigir um “tratamento especial” por esse motivo.

Gustavo Dias Polini - Direito Noturno

Quem será o Real Mentiroso ?

O cenário hodierno tem sido abalado com a insurgência de movimentos pseudo-científicos, percebe-se um aumento de iniciativas que deturpam os fatos concretos sob o véu de uma falsa verdade. Seja devido a facilidade com que informações se espalham atualmente ou a condensação do conhecimento que sofremos, independente da causa um cientificismo às avessas - dado que o comprometimento com a verdade inexiste- tem ganhado forças ao redor do mundo. Tendo isso em vista, pôde-se traçar um paralelo com a situação brasileira. O país passa por uma crise política e ,portanto, se verificam inúmeras discussões, principalmente a nível virtual. Nesse entremeio surge um “guru da verdade”, autointitulado filósofo: Olavo de Carvalho. O escritor sob a prerrogativa de usar da razão absoluta vem assassinando as bases do pensamento científico, o suficiente para fazer com que autores como Descartes, Bacon e Comte - esses verdadeiros filósofos - se revirem em seus túmulos. Assim como descrito anteriormente embora as iniciativas a exemplo do movimento olavista se proclamem defensoras da verdade, sua estrutura advém de falsas prerrogativas. É um absurdo comparar a linha de pensamento Positivista e estudos predecessores com as inverdades de obras como o “Imbecil Coletivo” de Olavo de Carvalho. Visto que embora o cientificismo não caiba em uma sociedade tão dinâmica e plural como a contemporânea, a física social era baseada em experimentações e comprometimento com a verdade acima de tudo, ao contrário da obra supracitada. Dito isso, a incoerência da obra olavista é evidente ao se analisar o texto “Mentiras Gays”, a primeira atrocidade é perceptível com a menção de uma série de fatos históricos que não aconteceram e o estabelecimento de supostos mitos sociais que não condizem com a real situação brasileira. Se o intuito do livro de Olavo de Carvalho era combater as ignorâncias do imaginário coletivo o mínimo que se requereria era o uso de fontes históricas factuais.Ademais, analisando somente a estrutura do texto ( sem nem entrar no âmbito valorativo desprezível ali defendido) são observadas vários outras problemáticas: conceitos psicológicos errôneos, sofismas e generalizações. Dessa maneira, é importante enfatizar que o Positivismo fora infeliz em tentar definir regras estáticas para o estudo social, mas a organização das matérias sociológicas bem como o compromisso com a verdade foram fundamentais para o advento da ciência social; da sociologia. Ao contrário do Olavismo que mancha o nome da ciência, usando-a para encobrir pensamentos fajutos que nada tem haver com a verdade. Por fim, Olavo de Carvalho frequentemente usa da frase “ contra fatos não há argumentos”, contudo Francis Bacon defendia que algo só poderia ser considerado ciência se passível de dúvida e argumentação. Conclui-se então que não há ciência ou se quer positivismo no pensamento olavista. O que se tem são mentiras e preconceitos, disfarçados em frases de efeito. Jaqueline Sayuri Marcola Abe - 1º ano Direito Matutino 

A insustentável ideologia gay contra o progresso


   O positivismo, corrente de pensamento vanguardeado por Augusto Comte, preza pela objetividade do conhecimento, fazendo uma análise simples e lógica da realidade, do concreto. Tal análise fixa seu campo de estudo na sociedade e seus movimentos no “agora”. Olavo de Carvalho, ilustre pensador brasileiro, discorre em sua produção intitulada “Mentiras gays” sob o viés positivista sobre a homossexualidade em nossa sociedade atual.

   Na historia da humanidade, muitas autoridades autoritárias, indo desde imperadores á chefes da força especial nazista, adeptos da violência e da crueldade, eram declaradamente homossexuais e, com isso, eram os opressores e não os oprimidos. Dessa forma, ele, utilizando-se de uma argumentação fundamentada puramente pela lógica fez-se comprovar a invalidade da postura de perseguidos e oprimidos que a população homossexual adota, uma vez que, nas palavras do autor, são “Iguais aos outros no mal, os gays têm escassa folha de serviços na prática do bem”.

   Olavo também rebate a terminologia utilizada por esse grupo: as “opções sexuais”. O termo é demasiadamente incorreto, pois a heterossexualidade não pode ser de forma alguma considerada uma mera opção, uma vez que dela depende a subsistência da humanidade. Por isso, ainda vê-se como é inadequado colocar a homossexualidade e a heterossexualidade num mesmo patamar, uma vez que a primeira não passa de um simples desejo destoante da normalidade apresentado por tal grupo e o último representa a perpetuação da vida humana.

   Analisando esta questão no que consiste se essa condição é uma anormalidade ou não, o autor discorre com excelência sobre como chegar a uma conclusão mais lúcida, não estando impregnada pela ideologia gay. Um homem surdo, não ouve porque não pode ouvir, um cego não vê porque não pode enxergar, sendo ambas as condições consideradas anormais a natureza humana. Da mesma forma, uma pessoa homossexual não sente atração pela pessoa do sexo oposto porque é incapaz de sentir tal sensação e, portanto, conclui-se que o homossexualismo nada mais é que uma anormalidade causada pela incapacidade de atrair-se pelo sexo oposto.

   Ainda, objeta sobre o ensino da homossexualidade para as crianças em seu ciclo escolar, pois uma vez que ainda estejam inaptas para a prática sexual heterossexual, irão escolher a homossexual por ser o caminho mais fácil, pois esta não exige que uma barreira de maturidade que precise ser transposta para ser praticada e já a heterossexual, sim. Assim, seria inadmissível ceder á exigência ultrajante de ensinar as nossas crianças tal conduta por meio de suas doutrinas, já que deste modo estaríamos levando-as obrigatoriamente por esse caminho obviamente menos complicado, eximindo-as de seu direito de escolha quanto a sua sexualidade.

   Ademais, de acordo com a teoria positivista, aqueles que na sociedade se transviarem dos padrões estabelecidos estariam causando agitações em sua estrutura, ou seja, abalando a ordem.  Com isso, por ser a ordem a base para o desenvolvimento da sociedade, assim como de seu progresso, ao aderirem á uma conduta que vai ao revés da convencionada, os gays estariam impedindo a sociedade de alcançar o tão almejado progresso humano. Deste modo, estes se tornam prejudicais aos demais cidadãos.

   Assim, por meio de uma dedução lógica baseada em eventos obtidos em nossa realidade, observamos que o desejo de um grupo segmentado da sociedade não deve se sobressair em virtude da condição de existência da vida humana. Portanto, os gays não tem o direito de querer ter sua condição em maior ou igual estima que os héteros, assim como não são válidas suas exigências de direitos especiais para si.

Obs: O conteúdo do texto não reflete, de forma alguma, os princípios e valores da autora, sendo, por sua vez, apenas um exercício de sala de aula, o qual visa exercitar a análise sob o olhar do outro. Com isso, foi redigido de forma a se emparelhar á visão do autor positivista Olavo de Carvalho.  

Júlia Verissimo Barbosa - Direito noturno


Insuficiência da Física Social para a compreensão sociológica


Olavo De Carvalho no capítulo “Mentiras Gays” do livro “O Imbecil Coletivo” busca, por meio de uma fundamentação de origem positivista, deslegitimar as aspirações do movimento homossexual contemporâneo. Durante a progressão textual, é possível notar como alguns conceitos positivistas são inadequados para o estudo sociológico, além de, com relativa facilidade, conseguirmos elencar incongruências presentes no raciocínio de Olavo.
A ciência positiva possui como objeto de estudo as vinculações entre os fenômenos, rejeitando a análise sobre a essência dos conceitos. Estendendo tal perspectiva ao campo da Física Social, notamos que o positivismo busca enxergar a realidade como ordeira, governada por leis universais e apresenta o intuito de identificar e corrigir comportamentos que possam comprometer tal ordem. Esse método, que ignora as causas e apenas busca entender as vinculações entre os fenômenos, demonstra sua falibilidade quando Olavo formula suas críticas ao homossexualismo. Tal comportamento, quando analisado sob o ponto de vista da funcionalidade e manutenção da espécie, pode ser considerado como danoso à sociedade. Entretanto, se adotarmos um olhar mais profundo sobre a questão, com o objetivo de identificarmos as causas e a frequência do comportamento homossexual em outras espécies, concluiremos que o raciocínio de Olavo não é sustentável. De acordo com pesquisas científicas atuais, o homossexualismo ocorre em diversas espécies e sua manifestação parece apresentar diferentes causas: simples prazer, aumento da possibilidade de fertilização, cuidados com a prole e até afirmação social. Ademais, tal comportamento é sempre minoritário no mundo natural, refutando o argumento de que a homossexualidade representa uma ameaça a preservação da espécie. Outro ponto passível de questionamento está presente no seguinte trecho: ”Na maior parte dos casos as opiniões dos anti homossexuais não são preconceitos, mas conceitos, tão elaborados, tão lógicos e respeitáveis quanto as opiniões dos homossexuais, para dizer o mínimo”. Tais objeções ao comportamento homossexual, classificando-o como imoral ou anormal, não são lógicas, apesar de serem respeitáveis (usando o princípio da liberdade de expressão). Quando morais, baseiam-se no pensamento doutrinador seguido pelas três grandes religiões monoteístas ocidentais. Quando alegam anormalidade, baseiam-se na continuidade da espécie e no comportamento sexual dominante. Porém ignoram, como já foi dito, dados científicos que demonstram a presença do homossexualismo em diversas espécies do reino animal. Por fim, basta acrescentar que o movimento homossexual legítimo não deseja instituir seu comportamento afetivo como um valor. Apenas anseia que a sociedade reconheça tal característica como mais uma manifestação de carinho, garantindo a essas pessoas direitos e deveres comuns, como ,por exemplo, o recente reconhecimento do casamento homoafetivo por meio de jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no ano de 2011.   

Nicolas Candido Chiarelli Do Nascimento (Matutino)

A sensatez de uma análise bem feita


  Há alguns dias me deparei com um livro muito interessante do notório filósofo Olavo de Carvalho, ‘’O imbecil coletivo’’; dentro desse livro, há um capitulo intitulado ‘’Mentiras Gays’’. Confesso que não imaginei que fosse me deparar com tão sensato pensamento e esclarecimento sobre os homossexuais e suas ideologias. Vou colocar aqui algumas ideias centrais que me fizeram entender melhor toda essa questão.
  O professor começa destruindo a falácia da perseguição aos homossexuais, pois Olavo se utiliza de um argumento lógico e histórico, o qual se baseia em nos mostrar que gays perseguem pessoas na exata medida em que pessoas perseguem gays, e ainda coloca o exemplo de dois tiranos homossexuais que violentaram muitos inocentes: Calígula e Mao Tsé-Tung. Deste modo, não tenho como contestar a veracidade dessa lógica, porque Olavo se utiliza de um pensamento positivista, analisando os fatos concretos e progressivos. Portanto, gays perseguem e são perseguidos, e é falacioso e vitimista dizer que são apenas perseguidos.
  Outro ponto é a dificuldade (praticamente uma impossibilidade) em se provar que é heterossexual, pois é necessário que a vida toda você tenha se relacionado exclusivamente com o sexo oposto, pois se se relaciona uma vez com o mesmo sexo, já é considerado gay. Esse fato demonstra como os gays oprimem nossa sexualidade, nos rebaixando ao homossexualismo mesmo se tivermos uma relação homo dentre milhões de outras de cunho hétero.
  Olavo também explica que a heterossexualidade não é uma opção, mas, sim, algo necessário para a continuidade da espécie. Já a homossexualidade é um desejo particular, e é uma anomalia quando a pessoa tem a total incapacidade de ter relações heterossexuais. Sendo assim, ser gay passa, sim, a ser uma opção, pois a maioria é capaz de se relacionar heterossexualmente, mas escolhe ser gay. Quando esse grupo vitimista defende o uso de ‘’orientação sexual’’, estão colocando como necessário para a espécie humana o homossexualismo, e ele não é.
  Sobre a vitimização dos gays, Carvalho aponta brilhantemente que eles colocam estigmas em pessoas que tem opiniões contrárias à prática da homossexualidade, e as chamam de preconceituosas. Porém, a repulsa e o nojo aos gays são tão normais quanto o próprio desejo homossexual. Deste modo, a aversão à homossexualidade é uma característica lógica, e deve ser tão respeitada quanto o próprio homossexualismo. Os gayzistas pensam estar acima dos outros e exigem que as pessoas os aceitem, mas são eles quem não aceitam a opinião dos outros sobre eles.
  Ainda nesse capítulo, o filósofo compõe uma argumentação ilustre sobre os direitos dos gays, provando que essas opiniões não são preconceituosas, uma vez que prezam pelo bem dos próprios praticantes desse desejo particular. Olavo coloca como fato que os gays devem ter direitos, mas aqueles mesmos que quaisquer outras pessoas possuem; e não ter direitos exclusivos para homossexuais, porque isso criaria uma série de contradições nos meios social e jurídico, além de que pedófilos, sadomasoquistas e afins também deveriam ter direitos exclusivos se fossemos seguir essa lógica, pois essas coisas não passam de desejos particulares. Coloca, também, que o fato de praticar o homossexualismo não deve resultar em discriminação da pessoa em seu emprego ou na vida em sociedade. Entretanto, isso não implica em aceitação da homossexualidade por todos, o indivíduo deve ser respeitado como indivíduo, e não como homossexual.
  Por fim, Olavo expõe o mau caráter da ideologia gayzista quando querem expor as crianças aos ensinamentos das práticas homossexuais. A exemplo, a distribuição, nas escolas, do ‘’Kit Gay’’, o qual consiste em um livro que ensina os petizes a realizarem as práticas homossexuais. Essa exposição acarretaria em um afastamento das crianças com a heterossexualidade, e, para elas, esta não seria uma opção, mas, sim, uma imposição.
  Portanto, Olavo de Carvalho prova a insensatez e as verdadeiras intenções desse grupo homossexual a partir de análises positivistas da história da humanidade, baseando-se em fatos concretos e pontuais, e assumindo como natural todas as práticas a favor ou contrárias à prática homossexual. Desarticulando, assim, as convicções mentirosas que os defensores ferrenhos dos ‘’direitos dos gays’’ possuem, e provando que podemos ter uma sociedade de ordem se os gays pararem de disseminar as falácias sobre ‘’perseguições’’ e ‘’preconceitos’’, pois, assim, serão respeitados como pessoas. Ou seja, de maneira positivista, o brilhante Olavo examina que a reivindicação desnecessária das causas gays afeta o desenvolvimento da ordem na nossa sociedade

NOTA: Este texto não é uma opinião pessoal, e muito menos condiz com as minhas convicções. Não passa de um exercício colocado pelo professor para que pudéssemos redigir um texto a partir da visão do outro. Aqui explicito que não compactuo com as ideias do autor de ‘’O imbecil coletivo’’. Alguns termos - como ‘’gayzista’’ e ‘’homossexualismo’’ - foram utilizados por mim com a intenção de persuadir o leitor de que aquela seria a minha crença, mas também me sinto na obrigação de explicitar que repudio tais termos.

                                                                         Anielly S. Leite (direito noturno)

O Positivismo e Olavo de Carvalho


O “Imbecil Coletivo” de Olavo de Carvalho, ensaísta e pensador brasileiro, é uma obra que trata sobre diversos assuntos, tendo como um deles, em “Mentiras Gays”, informações e pontos de vista de caráter positivista acerca dessa comunidade. A filosofia positivista consiste em um marco da procura dos seres humanos por respostas mais concisas e concretas. O movimento deu-se por Auguste Comte, filósofo francês do século XIX. A partir de Bacon e Descartes, já é possível observar o anseio por objetividade e concretude, mas com o Positivismo Comteano fica evidente a noção de única fonte de conhecimento sendo a ciência, e a divisão do mundo por duas perspectivas: Estática e Dinâmica, sendo interligadas para que houvesse “ordem e progresso” consequentemente. Contudo, o Positivismo é a construção do pensamento baseado no factível, para um entendimento do todo, muitas vezes vinculadas a fenômenos, coisas da natureza, e sua funcionalidade com demais ciências relacionadas (“reorganização social”).

Outros pontos do positivismo relacionam-se à obra de Carvalho, como por exemplo, quando ele traz a ideia de que o homossexualismo é apenas uma vontade individual, e não sobrepõe às necessidades da Sociedade, como diz no trecho “nenhuma preferência pessoal, por mais justa ou legítima que seja, deve disputar a primazia com o que é necessário à subsistência da pessoa humana”. Além de reforçar a ideia de “aceitação de lugares sociais e seus respetivos papéis”, hierarquias, assim como o conceito do trabalho estar ligado a honra, e harmonia ao cumprimento de “comportamentos morais”, na visão conservadora e retrógrada de Olavo de Carvalho. O mesmo cita inúmeras vezes a “importância de manutenção das espécies”, defende a ideia de preconceitos como algo não danoso desde que não haja discriminação, o que em uma sociedade é improvável uma vez que estão diretamente relacionadas.  A visão através de dogmas religiosos e “moral religiosa” pode não trazer bons resultados uma vez que carrega julgamentos fundamentados em preconceitos próprios ou de determinado grupo, ilegitimando e banalizando as lutas dos demais. Apesar de Carvalho evidentemente ter ideias positivistas, ele não só possui pontos semelhantes, sendo uma dessas diferenças a visão dele e todos seus discursos, e o conceito de solidariedade social de Comte.

Por fim, pode-se dizer que o positivismo assim como a obra de Olavo de Carvalho, em geral versa por uma “experiência positiva levando a formar uma moral humana” e que consequentemente seria “felicidade”, que significaria o bem público. Portanto, é importante ter consciência de que pensamentos extremamente positivistas e carregados de ideologias preconceituosas, segregadoras e etc, são nocivos e devem ser cada dia mais estudados e discutidos. Logo, obras como essa de Olavo, ao menos quanto ao capítulo “Mentiras Gays”, podem servir de munição para mentes sedentas de materiais que sejam ou ao menos pareçam reais para fundamentar seus preconceitos, portanto a crítica principal está em como se constrói a obra, sem pluralidade, cheia de juízos, inconclusiva e com verdades e conceitos volúveis.

Letícia E. de Matos
Direito - 1º ano - Matutino

Até que ponto ordem e progresso?


   O Positivismo, elaborado por Augusto Comte, se deu em um contexto de efervescência cultural, e em um tempo de mudanças de comportamentos. Ele avalia a sociedade como um ente vivo e mutável, e propõe a ideia de uma ‘’física social’’ para estudar os fenômenos sociais. Sendo assim, a perspectiva de ordem e progresso, estática e dinâmica são cruciais para a manutenção da organicidade.
   Podemos estabelecer um paralelo desses conceitos com os pensamentos expostos por Olavo de Carvalho no capítulo ‘’Mentiras Gays’’ de seu livro ‘’O Imbecil Coletivo’’. Ao associar termos como ‘’anormal’’, ‘’anomalia’’ e ‘’deficiência’’ ao homossexualismo, Olavo deixa evidente sua visão repleta de preconceitos, além de bastante repressiva, alegando ser ela nada mais que fruto da liberdade de consciência e de expressão  –de sua repugnância-.
   Esse conservadorismo, que considera o homossexualismo uma ‘’distorção’’ da ordem positivista que rege a sociedade, que muitas vezes prefere fechar os olhos para o amplo campo da sexualidade, a qual vai muito além da mulher e homem e a mera função de reprodução da espécie. Essa heteronormatividade quase compulsória adoece a sociedade e menospreza a pluralidade e a complexidade dos indivíduos. Ao contrário da opinião de Olavo -que tenta até usar História para sustentá-la-  é fato notório que os homossexuais são sim marginalizados e perseguidos cotidianamente e desde muito tempo, e por isso exigir direitos que garantam sua devida segurança e bem estar é uma luta necessária e incontestável.
   O positivismo, como uma analogia newtoniana, busca a vinculação entre os fenômenos, e  não a essência das coisas. O negar a si em favor do coletivo, dando a devida importância a cada papel social (interdependência) teoricamente garantiria a felicidade geral e a ordem e o progresso efetivo. No entanto, podemos infelizmente analisar uma grande lacuna moral e ética que ainda existe na sociedade contemporânea , a qual parece oscilar entre  estágios de evolução libertadora e primitivismo opressivo.

Raquel Colózio Zanardi - primeiro ano Direito matutino