Total de visualizações de página (desde out/2009)

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Um futuro promissor



        A homossexualidade, é um assunto que levanta polêmica e suscita diversas opiniões a seu respeito. Recentemente, a mídia vem quebrando o paradigma e colocando essa questão em debate, seja nas novelas ou em programas de plateia, a pauta vem ganhando espaço. Pessoas cujo espectro ideológico se encontra mais próximo ao conservadorismo, costumam argumentar, com base religiosa, contrariamente aos LGBTs. Já os mais progressistas, tendem a defender a liberdade desse grupo.
        Independentemente de opinião, possuímos fatos científicos que nos mostram que o relacionamento intraespecífico do mesmo sexo não é novidade dos seres humanos. Apesar de parecer não fazer sentido, se seguirmos à risca a Teoria Sintética da Evolução de Charles Darwin, visto que seria um “desperdício de energia” as espécies manterem esse tipo de relação. Pesquisas recentes, seguindo a linha de Darwin, constataram que em muitos casos, o relacionamento entre o mesmo sexo foi a salvação para algumas espécies, como no caso em que a fêmea é abandonada após a fecundação, ou quando um dos progenitores morre.
        Essa constatação que o relacionamento entre semelhantes do mesmo sexo também ocorre no mundo animal, arrebenta com a argumentação religiosa que afirma a não naturalidade da homossexualidade. Outro argumento absurdo, proliferado pelo conservadorismo senso comum, é o de que a longo prazo, a aceitação das relações de pessoas do mesmo sexo implicaria na redução, ou até mesmo na extinção da humanidade. Ora, com atuais 7 bilhões de seres humanos e estimativas de atingirmos 9 bilhões em meados de 2050, muito graças as taxas altas de crescimento populacional principalmente nos países da África, esse dado da ONU já refuta tal afirmação.
        O reconhecimento da pertinência da união homoafetiva pelo STF, é um importante passo para a diminuição do preconceito, além do reconhecimento de uma realidade que há tempos acontece de maneira obscura, escondida da sociedade. Mas somente isso não solucionará a questão.  A questão deve ser colocada em debates nas escolas desde os primeiros anos de formação, para que as pessoas tenham contato com a questão, tendo assim a escola cumprindo o papel de formação de cidadãos.
        O utilizando o autor Axel Honneth, a solução se daria pelo amor, direito e solidariedade. A primeira chega a soar utópica em tempos de destilação de ódio gratuito. Restando-nos as duas outras, a decisão do STF é um importante passo na garantia da dignidade dos casais. A solidariedade, que é um valor inserido na 3º geração dos direitos humanos universais, e nada mais é do que a capacidade de reconhecer a individualidade das pessoas e respeitar. Dado o caráter laico do nosso Estado, tudo que é do plano religioso deve limitar-se a ocupar espaços privados, de maneira a respeitar valores humanitários que estão acima de crenças religiosas.

Manollo Sedano de Oliveira - 1ºAno/Noturno

Nenhum comentário:

Postar um comentário