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segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Cotas: Uma ferramenta de Justiça Social?


 

Há um certo tempo o debate sobre as cotas em faculdades públicas atingiu um ponto crítico, há aqueles que apoiam as cotas como uma solução para a defasagem de ensino entre as escolas públicas e as particulares, sem falar da diferença que o dinheiro traz na luta por uma faculdade pública, como cursinho, curso de línguas , aulas particulares etc, mas também há pessoas que acreditam que as cotas são um a afronta à igualdade, todos tem a mesma prova, o mesmo roteiro de estudos e o mesmo tempo para se preparar,então as cotas seriam contra um dos princípios da constituição, a igualdade. Então chega o maior dilema das cotas, qual é ais correto trazer uma certa justiça social à grupos já marginalizados da sociedade ou manter o ideal da igualdade?
As cotas podem ser uma ferramenta para a justiça social, temporariamente, as cotas ajudam um certo número de pessoas que de outro modo jamais poderiam chegar ao ensino superior, mas somente como uma medida corretiva, sem outras políticas, como bolsas e moradias, para assegurar  continuação da faculdade pelos cotistas, mas o mais importante seria a melhora do sistema educacional público, pois com o sucateamento do ensino fica-se cada vez mais difícil para as pessoas de grupos excluídos possam ingressar e acompanhar a graduação.
Para Boaventura a regulação social e a emancipação social não são contrárias, assim o estado teria que garantir a verdadeira igualdade, com o estado interferindo na sociedade tutelando as diferenças, tornando assim todos realmente iguais. Sob essa ótica percebe-se que as cotas são a melhor forma de tentar diminuir, nem que temporariamente, a diferença entre os moradores da periferia e a classe média e alta.
Resumindo-se, o direito de ingresso na faculdade dos grupos excluídos, negros, indígenas, deficientes e pobres, deve ser assegurado, se a educação básica das escolas pública não é o suficiente para equiparar os diversos grupos socais as cotas se tornam necessárias para a justiça social, com a esperança de que um dia não sejam mais necessárias.
Juan Antonio Miranda Castilho-1° ano-  Matutino

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