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domingo, 9 de agosto de 2015

Pra não dizer que não falei das estrelas

    Max Weber foi um intelectual alemão considerado um dos fundadores da sociologia. Considerava a sociologia como a ciência da realidade, que se baseava na crítica do mundo a partir do estudo das leis que regem seus fenômenos. O foco de seu estudo está na ação social individual, sendo o centro do estudo as ações do indivíduo. A partir da escolha dos indivíduos, de valores ponderados, muitas vezes por suas consciências, são a base das decisões sobre a ação social exercida, ou seja, só analisamos determinada ação se ela tem algum valor para nós, a partir de nossas próprias escolhas de valores. Weber considera que, apesar do elemento da subjetividade posto no estudo, esta não perde seu caráter objetivo, pois, mesmo seu ponto inicial dependendo, muitas vezes, de valores pessoais, seu principal fim estaria na formulação de técnicas e métodos sistemáticos para chegar às leis gerais. Seu sistema, sua análise dos objetos, consistia em quatro passos, sendo o primeiro o levantamento das leis, o segundo a análise da combinação de fatores, o terceiro as conexões de fatores, e o quarto as “constelações” de possibilidades para o futuro.
    “Constelações de possibilidades para o futuro”. Que ideia única: um infinito número de pontos brilhantes no céu, agrupados de forma majestal, que encanta a todos por sua beleza e esperança, com sua característica eterna e possível, confiável. Constelações que guiaram os navegantes remotos às aventuras que mudaram os cursos do mundo, que até hoje servem de cenário para as maiores viagens introspectivas ao olharmos um céu clareado com pontinhos de possibilidades, que chamamos de estrelas. Weber contando com sua análise de objetos previa um futuro esperançoso, e não poderia ser diferente, se considerarmos a base dos pensamentos como sendo os valores individuais, que são tão plurais quanto à quantidade de estrelas que podemos juntar em constelações.
    E falemos dessas estrelas.

    Formas tão iluminadas encantaram o pintor holandês Vincent van Gogh de tal forma que ele compôs seu quadro impressionista “A Noite Estrelada, 1889” dando destaque a esses pontos de esperança, ao contrastar o cenário de cores frias, usando cores quentes para elas, destacando a ideia se serem essenciais para o fluir das ideias.
    E observemos estrelas.

    Olhemos para o céu, procuremos nossas estrelas. Procuremos nossas possibilidades para o futuro. 

For they could not love you
but still your love was true
and when no hope was left inside
on that starry starry night

You took your life as lover's often do

But I could have told you,
Vincent,
this world was never meant for one as beautiful as you
"Don McLean - Starry Starry Night"


Júlia Veiga Camacho
1º ano - Diurno

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