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domingo, 7 de agosto de 2016

Momento reflexivo: O mover da engrenagem social


Já não é mais o homem o centro dos estudos sociológicos, mas sim como este se impõem e integra a sociedade de uma forma peculiar e funcional. Como pode a sociedade se desenvolver sem a coesão humana? Esta não pode, sem as grandes engrenagens rolantes mover o aparato social se ele não compor alguma uniformidade, neste instante cada ação se reverte em uma reação sentida, de forma que tudo precisa mover-se afim do mesmo propósito: fazer a sociedade fluir, funcionar e seguir.

O indivíduo tem ação direta com tudo que o cerca, sendo que este só se reconhece enquanto ser coletivo, pois é isto que revela ao homem, instintos e comportamentos próprios, porém influenciados pelo aparato social. As garras do coletivismo podem tanto direcionar quanto aprisionar o ser humano, uma vez que a busca é pelo bom funcionalismo, alguns sacrifícios precisam ser feitos. Pensando na questão feminina, ainda hoje é perceptível como a mulher é discriminada em relação aos homens, por muito tempo viu sua função social concentrada em poucas paredes, porque para o coletivo e o fato social configurado, a figura feminina ainda se encontra presa frente as tarefas domésticas, mesmo conquistando novos espaços, para que se mantenha como um corpo funcional dentro da dinâmica do aparelho social.

Contudo é possível ver a modificação das funções mudando de tempos em tempos, de tal forma que novas características acabam sendo incorporadas como avanços da modernidade, assim que os desejos individuais vão sendo superados enquanto o todo é priorizado. No entanto busca-se com o conjunto de fatos somente explicá-los e não criar uma sociedade a partir deles, assim não se muda o que já está posto, mas espera-se pelo mover da mudança.

Por fim, as instituições que movem a máquina social buscam não perder seu funcionalismo e configurar uma clara interdependência na sociedade moderna atual, retomando a prática solidária, não aos moldes cristãos, mas desempenhando uma função orgânica social e funcional a fim de coercitir quando é preciso mostrar ao todo determinada conduta como utilizar da força coletiva para alcançar determinados objetivos.  


Nathália O Galvão
1º Ano Direito Noturno

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