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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Sobre Raul Seixas e Comte 

“Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante”. Ao escutar essa frase remete-se imediatamente ao cantor Raul Seixas. No entanto, a mesma, serve para todos os homens em geral e, essa transformação, depende do contexto histórico vivido. Comte, para entender o fenômeno humano, criou a física social, também chamada sociologia, com o intuito de, pela observação, compreender os padrões humanos.

A criação da sociologia não foi ao acaso: a revolução industrial foi um fenômeno único para o homem, pois tirou o foco da terra como fonte de sustento para criar o mercado de trabalho para as fabricas. Foi a desraização do homem da terra. Tudo isso causou uma convulsão social, como a Primavera dos Povos.

Com a sociologia, Comte buscou traçar leis invariáveis que determinassem o homem, encontrando duas: a ordem (estática), representada pela família, hierarquia, religião e etc, e o progresso (dinâmico).

 Observando essa linha de pensamento, vemos o quanto estamos presos até hoje em ordens estáticas. Somos presos a ideias fixas, tradições e costumes que, por vezes, nos impedem de evoluir. O positivismo, que é uma forma de ser sociologia, cria padrões extremos de racionalidade, ignorando o individual e reafirmando o coletivo racional.

Um problema: falta de empatia. Ao ignorarmos o “diferente”, criamos uma regra do “dever ser”, deixando de lado “o que eu queria ser”, impedindo as mudanças naturais do homem e da história do mesmo. Um exemplo, é a padronização da família. Em pleno séculos XXI, somos obrigados a pensar que um homem, uma mulher e seus filhos são o ideal desse núcleo. Ignoramos as demais orientações sexuais, amores e desamores humanos. Então, até que ponto o estado positivo é a evolução mor do homem? Até onde devemos ser racionais sem perder a empatia?

Talvez a solução seja ser um ser pensante, mas com um pouco de Raul Seixas. Pensar, repensar, agir racional e, quando houver falta de empatia, metamorfoseasse a ponto de se reformar em algo mais: um homem do progresso a favor da humanidade como um todo
Luísa Lisbôa Guedes 1º ano Direito Diurno

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