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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Saída de nossas Cavernas

Todos os seres humanos acreditam ser dotado de bom senso, esse sendo uma lente que nos faz enxergar o mundo da maneira que queremos, ou da maneira que nos foi imposta a acreditar.  Somos muito falhos em não questionar, muitas vezes, o que nos é imposto, assim carregamos um preconceito há muito tempo enraizado na sociedade.
René Descartes, no século XVII, resolveu pensar de forma diferente, após muitos anos estudando letras, matemática, viajando para conhecer outros povos, notou que aprendia o mesmo que já havia sido escrito e pensado por outros filósofos, não ficou satisfeito, assim passou a estudar a si mesmo. Nesse novo aprendizado criou o método da dúvida, ele negava toda tradição e religiosidade e suspeitava de todo conhecimento prévio adquirido, para assim se livrar dos enganos que ofuscam a razão.
Todavia, a grande maioria não se aventura em duvidar de suas certezas, como Francis Bacon coloca em seu método indutivo na obra “Novum Organum” (Verdadeiras indicações Acerca da Interpretação da Natureza), os homens se colocam dentro de cavernas que corrompem a luz da natureza, apenas acreditando nos escritos, falas de seus ídolos (educação, doutrinas, pensamentos na maioria das vezes não comprovados), e para Bacon esses ídolos representam uma falsa noção do mundo.
Em pleno século XXI, já deveríamos ter a noção de nos questionar sempre, de sair de nossas cavernas, deixar a luz da natureza entrar e tirar próprias conclusões esquecendo toda tradição e religiosidade. Para que dessa forma possamos construir um mundo melhor ou pelo menos mais tolerante.
Vinícius Campos 1°Ano Direito Diurno

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