Total de visualizações de página

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Racionalização do Tecido Social


     Gravidez; Consumo da Maconha; ser integrante da comunidade LGBT. Independente do assunto, todos ainda são julgados e alienados desde o nascimento pelo censo comum, em detrimento do senso racional/empírico. Mas afinal, qual estaria correto? Descartes e Bacon defendem que o Homem não deve pautar-se em costumes e tradicionalismos, enraizados na sociedade; ao contrário, deve buscar um posicionamento racional, porém, a prática caminha ainda distante da teoria.
    O aborto é encarado pelo communi sensu como assassinato e atentado a vida de um incapaz, um ato abominável, mesmo depois da comprovação científica de que até determinada semana o feto não tem vida. Ademais, não consideram os conservadores a vontade da genitora ou as condições socioeconômicas em que a criança crescerá após um “Parto Obrigatório”.
   A Maconha, combatida pelas instituições retrógradas tem hoje forte apoio pela sua legalização; esta planta, que quimicamente testada, possui o poder de diminuir a frequência de convulsões epilépticas, além de surtir maior eficácia que a morfina para pacientes em tratamento de Câncer, podendo ajudar milhares de pessoas a ter melhorar sua condição clínica, devido ao seu fator medicinal. Porém, graças aos ídolos humanos, que não se baseiam pelo meio racional – empírico, as propostas de liberação estão congeladas no Congresso este, que se pauta em uma cultura cheia de juízos de valor.
  Até o século passado, os membros do mundo LGBT eram considerados doentes mentais pela sociedade, influenciada por anos de doutrinas religiosas, que pregavam o “Inferno aos Homossexuais e afins”. Nessa época, os Ídolos da Caverna prevaleciam e quem era diferente deveria ser prontamente isolado e combatido, pois “contaminariam” o restante da humanidade. Contudo, graças ao advento do século da ciência e de um pensamento cada vez menos baseado na ideia do divino, tal grupo vem conquistando direitos ao redor do globo, combatendo imposições irracionais. Vide a regulamentação da união homoafetiva em 2013, no Brasil.
   Bacon e Descartes mostram-se assim atuais à construção do pensamento racional de nossa era em várias vertentes e questões que ainda devem ser resolvidas, compondo assim diferentes quadros na história do novo milênio.

Fabrício Eduardo Martins Soares - 1 ano Direito Noturno


Nenhum comentário:

Postar um comentário