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sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Pragmatismo positivista

          O positivismo busca apenas explicar os fenômenos apenas pela vinculação entre fenômenos, não pela essência das coisas. O mesmo acontece com as relações humanas. Essa corrente tenta explicar todas as ações e situações com base nas experiências vividas, sem levar em conta todo o contexto que levou à ocasião.
          As pessoas, afetadas pela perspectiva positivista, veem no trabalho uma fonte de dignidade, sendo assim, necessário para a convivência em sociedade, pois essa impõe uma necessidade de honra e dignidade.
          Para o meio social, só é digno aquele que desenvolve uma função para o todo. Qualquer função que seja benigna para uma maioria é motivo de dignidade para a pessoa.
          Mas até que ponto essas imposições de uma sociedade são boas para uma pessoa? Até que ponto a normalidade é realmente necessária?
          As normas são provindas da necessidade humana de um padrão de normalidade para que as desvirtuações possam ser punidas. Apesar de parecer necessário, e embora eu até concorde que esse padrão reja o meio em que vivemos, as normas nem sempre afetam de forma positiva a vida das pessoas, ainda mais na perspectiva positivista.
          Essa perspectiva é pragmática demais para lidar com pessoas que tem histórias e realidades diferentes, pois a norma prevê um desvio e a partir dele uma punição. Mas, quando se lida com pessoas, é difícil entender a situação que levou ao desvio, mas é ainda pior fingir que essas situações não existem e não exercem influência sobre as ações das pessoas.
          Apesar disso, os desvios não podem ser tão frequentes a ponto de afetarem a concepção de normalidade, para que o meio social consiga manter certas normas e costumes.

          Sendo assim, todos sabemos da dificuldade de aceitar os desvios e entender as situações que levaram a eles, mas como lidamos com seres humanos, precisamos ao menos tentar que as normas não sejam aplicadas de forma tão pragmática, contrariando a perspectiva positivista.

Maria Antonia de Paula 1º Direito Diurno

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