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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Naturalização da história

Expondo bases epistemológicas da ciência moderna, René Descartes discorre em ''Discurso do Método'' a valorização da racionalidade e da experiência como forma de libertação e superação de opressões, dogmas e superstições que regem a sociedade. Dessa forma, objetivando o método científico a ser orientado pela razão, pela dúvida e pela clareza dos fatos. Francis Bacon, por sua vez, em ''Novo Instrumento'' explicita a importância da observação concreta para a produção de conhecimento racional. Contra a limitação da ciência como observação da natureza e a filosofia tradicional, se opõe ao senso comum e aos ídolos (falsas percepções do mundo). Sendo assim, alto crítico da antiga filosofia grega, que apenas concebia o mundo à volta.
Ao considerar tais estudos, pode-se relacionar com o conceito de Pierre Bourdieu chamado- naturalização da história- fatos sociais bons ou ruins que se tornam verdade para todos. Visto que, na atualidade, convicções como a xenofobia, a homofobia, o racismo e o machismo são enraizados na sociedade e comumente praticados como algo banal. Ideais frutos de culturas inteiras que nascem com os indivíduos e, insuficientemente criticados, distanciam sua desconstrução e perpetuam sua incidência.
Assim, as constatações de Descartes e Bacon se fazem a base para vencer as próprias convicções e chegar a verdade científica. Com as transformações e superações necessárias, a neutralidade e o criticismo se darão realidade, resultando no conhecimento das ciências sociais e da representação do homem, concomitantemente, do mundo.


Maria Helena Gill Kossoski
1ºano de direito- Diurno 

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