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sábado, 12 de agosto de 2017

Devaneios de um patriota: como organizar a nação brasileira?

     Auguste Comte, nasceu na França em 1798, logo após a ocorrência da Revolução Francesa. Essa revolução promoveu a dissolução do antigo regime, marcado pelo despotismo dos monarcas, culminando em uma crise de valores que somente fora restabelecida com a ruptura. Portanto, Ele desenvolve sua teoria em meio a um ambiente de euforia e esperança, tendo como principal objetivo reorganizar a sociedade e melhorar as condições de vida dos cidadãos.
     Após essa breve introdução histórica abordarei, sob perspectiva comtiana com algumas alterações, como podemos organizar a nação brasileira em três etapas: Amor, Ordem e Progresso. Perceba caro leitor que meu esquema seguirá o seguinte lema positivista: "O Amor por princípio e a Ordem por base; o Progresso por fim" – no entanto, não sou adepto dessa ideologia e de nenhuma outra, apenas estou demonstrando algo que acredito que daria resultado. O objetivo seria evitar as pragas sociais enraizadas por conta do descaso dos representantes e dos representados, além da restauração de valores como honra, justiça e, principalmente, respeito.
     De início: “O Amor por princípio”. Para se organizar um país como o Brasil, devemos investir a maior porcentagem dos recursos na educação de base e, infelizmente, esquecer aqueles que já estão mais avançados, promovendo uma completa reforma intelectual e cultural. Assim, com o passar do tempo, poderíamos focar os investimentos em níveis mais elevados da educação e mantendo os anteriores. O fator cultural é o mais importante pois ele provém dos costumes, sendo muito difícil modifica-lo em curto prazo. Com escola pública de qualidade, não haveria diferenças discrepantes entre as particulares, além de aquele cidadão possuir maior instrução, acarretando em melhora de sua condição social, bem como de escolha de melhores representantes para governar o país. Assim que a estrutura educacional estiver bem desenvolvida e sólida, o que pode demorar alguns anos, talvez décadas, deve-se prosseguir para a etapa seguinte.
     Prosseguindo: “a Ordem por base”­­­­­. Nessa etapa o mais importante a ser feito seria o corte de gastos públicos com demasiados programas sociais e assim, o reinvestimento no combate à atos ilegais, melhorando o efetivo militar, salários, combate ao tráfico e suas vertentes, entre outros. Note que não estou dizendo que programas sociais não são importantes para a nação, muito menos querendo impor uma ditadura - apesar de concordar que a mudança social de curto prazo se faz por meio de rupturas que tenham como espelho a democracia - mas sim mencionando que os programas sociais não seriam de grande relevância nessa fase, visto que a primeira se concretizou. Porém, confesso que futuramente alguns programas essenciais deverão ser reintegrados nos investimentos governamentais.
     “o Progresso por fim”. Com uma sociedade mais instruída, com amplo combate à pobreza e criminalidade, os cidadãos poderiam agregar no desenvolvimento da nação como um todo. O governo somente teria o papel de manter a qualidade dos serviços públicos, que, em alguns casos, para melhor gestão devem ser parcerias público-privadas.

Gabriel Marcolongo Paulino – 1°Ano Direito/Noturno

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