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domingo, 6 de agosto de 2017

Devaneios sobre os devaneios

Não há nada melhor do que agir de acordo com sua certeza e estabilidade emocional/racional - o ser humano tem, por essência, a necessidade de segurança e confiança de estar fazendo a coisa certa em todos os aspectos. Ninguém age sem que sua mente ratifique tal ação, essa é a premissa básica para que façamos o que fazemos. Mas o que é o certo? O que é o errado? Como definiremos tais antagonismos? E defini-los será o certo a fazer? Ou isso gerará rotulismos e estereotipações que mais julgam do que dizem a verdade? Mas, pois, qual é a verdade?!!
Muitas dúvidas se criam e se alastram pela nossa psique rapidamente, sem que tenhamos tempo para refletir sobre, pois a própria reflexão gera mais e mais dúvidas sobre o que estamos refletindo. A princípio parece um caminho sem fim, não? É isso que gera depressão, síndromes, incertezas, insônias, preocupações e excessos em geral. Como criolo disse: “ Por que as pessoas sadias adoecem? Bem alimentadas ou não, por que perecem? Tudo está guardado na mente”. A falta de controle sobre a mente e os pensamentos desmedidos são extremamente nocivos à nossa saúde mental e física. O controle – ou descontrole – mental gera consequências ao nosso corpo e à nossa saúde. Por isso, a racionalidade como primeira e única forma de conhecimento e constatação é um grande erro e precipitação. O próprio senso comum é criado e difundido no arquétipo social de massa pelo princípio da racionalidade que define e valora todas as esferas da vida única e exclusivamente por uma crença de uma moral dogmática que deve ser seguida. De onde essa moral é oriunda? De um paradigma que olha o homem como máquina e meio para um fim de outros homens? Vai saber... Mas o que devemos saber é que essa moral foi criada para algum fim e para o controle social de alguma forma, senão não existiria.

A experiência, por si só, também é algo de baixo valor em razão da necessidade de digestão dos momentos e ocasiões vividas, que só se dá a partir da racionalização individual e pessoal de cada ser humano, na sua ímpar individualidade. Com certeza todos já desconstruíram conceitos pré formados após viver uma situação que contrariou e distorceu tudo o que antes era tido como verdade ou como certeza. Eis o grande dilema da vida humana, entrar em consonância com os pensamentos e atitudes vividas, desvendar os mistérios e os assuntos considerados como um tabu. Cada homem é um microuniverso de pensamentos e ideais criados a partir da experiência de vida a que o levaram a ter tal conceito e modelo para si mesmo. E essa experiência justaposta à racionalização digestiva das vivências tem que ter relação direta com a sensibilidade, com a felicidade ou repulsa de tal ato. O intangível tem que ser considerado para tudo. A ciência e racionalidade concreta, quando sozinhas, são insuficientes. O homem deve entender mais de si mesmo. Intuição é mais do que saber e só aprende que se dispõe a errar. Enquadrando-se e visando agir de modo a ser feliz, as pessoas, individualmente, melhorarão, e, acreditando na prerrogativa de que o macro só evolui e se desenvolve com a evolução e desenvolvimento do micro, o mundo tornar-se-ia um lugar com mais certeza e empatia, visto que o um que entende-se único, entenderá o próximo também único de seu singular empirismo, respeitando-o e adaptando-se à imensidão de divergências potencialmente educativas.

Matheus Rangel Libutti; 1 ano; Direito noturno

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