Total de visualizações de página

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Fim da Teoria do Conhecimento

Augusto Comte, pensador mais importante na história da filosofia positivista, propôs etapas para a construção do conhecimento pleno, surgindo, dessa maneira, a Lei dos Três Estados, sendo eles teológico, metafisico e positivo.
O primeiro e segundo resumem-se ao fato do homem recorrer à entidades abstratas, agarrando-se na fé. Já o estado positivo, mais complexo e definitivo, meta de todas as sociedades, baseia-se na realidade, em dados empíricos.
Comte definiu a sociologia como física social, uma vez que os homens deveriam aceitar a ordem vigente, a qual estavam submetidos, sem nenhum tipo de subversão, e através de sua corrente filosófica, buscou analisar a sociedade de forma racional e experimental, limitando tal análise a simples constatação e estudo da realidade, e não levado em consideração sua causas e consequências, sendo o conhecimento cientifico o único verdadeiro.
Portando cria-se o mito do cientificismo, o qual enuncia que apenas o conhecimento cientifico seria capaz de promover o progresso, e que toda a tecnologia dele derivada é suficiente para sanar as necessidades humanas. A filosofia torna-se mero instrumento de comunicação do resultado do processo de conhecimento, uma vez que o cientista capta a essência de determinado objeto de estudo, e a transmite a toda sociedade através dela. O positivismo assinala o fim da teoria do conhecimento, prevalecendo a teoria das ciências.

Letícia Helena B. dos Santo
1º ano Direito Diurno

Tirania Positivista

                Augusto Comte, ao longo de sua vida, dedicou-se incessantemente à criação de uma filosofia positiva, que pregava, através da construção de um conhecimento científico baseado na observação empírica, entender as diversas relações entre os elementos da natureza e da sociedade, para que ocorresse, assim, o avanço pleno da humanidade. No entanto, Comte, embora possua sua importância na comunidade científica e tenha exercido influência em diversas esferas da sociedade, acaba por criar uma teoria repleta de contradições e justificativas para a manutenção de uma ordem social, que servem as necessidades da classe dominante.
                Em sua obra “Curso de Filosofia Positiva”, Comte discursa sobre a chamada Lei dos Três Estados, que regeria a evolução de “todas as ciências e o espírito humano como um todo”. Segundo ele, a humanidade passaria, primeiramente, pelo estágio teológico, em que explicaria os fenômenos do universo através da vontade de agentes sobrenaturais. Seguiria, então, para o estado metafísico, que serviria como fase de transição para o último e perfeito estágio, o positivo. Neste, a meta final seria justificar, através de um único fato geral, todos os fenômenos observáveis. Mas qual seria a diferença entre o primeiro e o terceiro estágio, se ambos depositam todos os “porquês” em uma única fonte? Não seria o estado positivo nada mais que uma volta ao misticismo da teologia, sendo a única diferença entre os dois o portador da tal verdade absoluta? Ao assumir que a ciência seja o estado máximo de perfeição, mesmo que esta já tenha se contradito inúmeras vezes, o positivismo adota uma postura de fé cega tanto quanto ocorre nas religiões. Ademais, esse endeusamento da ciência, na sociedade tecnocrata observada atualmente, impede o questionamento e a subversão, por parte das classes sociais menos favorecidas, da ordem vigente.
                Ordem esta muito defendida pela dita filosofia. Comte profere que “o povo só pode interessar-se essencialmente pelo uso efetivo do poder, onde quer que resida, e não por sua conquista especial”. Logo, sugere que a população não deve almejar uma participação na vida política de sua comunidade, permanecendo, portanto, resignada e submissa às vontades da elite que a explora. O positivismo prega, assim, a manutenção do status quo e a conformidade do proletariado ao seu papel social designado, disfarçadas de “uma sadia apreciação das diversas posições sociais e das necessidades correspondentes”.
                Mas, talvez, o maior exemplo do caráter tirânico e elitista da filosofia proposta por Augusto Comte seja a passagem em que este sugere que a coexistência dos estágios teológico e metafísico sejam responsáveis por uma "anarquia intelectual", que deveria ser corrigida pelo pensamento positivo. Explicita-se, aqui, a intolerância de tal corrente filosófica com a pluralidade de pensamentos, que torna o ato de viver um sem-fim de possibilidades e oportunidades diferentes. Tira-se o que faz do homem agente de seu próprio destino em troca da homogeneização.



Ordem e progresso pra quem?

          Quase toda a vida de Auguste Comte transcorreu na cidade de Paris, na primeira metade do século XIX, quando a cidade vivia os reflexos da Revolução Industrial e da Revolução Francesa. A filosofia comteana foi uma resposta a esses conflitos, numa tentativa de justificar a ordem social vigente, ou seja, a submissão do proletariado.
          Para isso, Comte afirma ser o positivismo uma verdade universal incontestável, sendo ele a mais aprimorada das três fases da construção do conhecimento por ele listadas: teológica, metafísica e positiva.
           Na tentativa de criar uma ciência constante e previsível, Comte, aproximando a sociologia à física, cria os conceitos de estática e dinâmica sociais. A primeira estudaria as condições constantes da sociedade e a segunda, as leis de seu desenvolvimento, sendo a dinâmica subordinada a estática. Esse aspecto da sociologia comteana dá origem ao lema estampado na bandeira do Brasil: ordem e progresso.
          O positivismo no Brasil atinge seu objetivo de manutenção dos “lugares sociais” através, por exemplo, da educação. As vagas limitadas nas universidades e seu processo seletivo injusto garantem à elite a renovação de sua posição na sociedade, restando ao povo de baixa renda o ensino técnico ou a ausência de estudos, para garantir a existência da mão de obra.

Gabriela Fontão de Almeida Prado - 1 ano direito diurno.

O Positivismo e a função social do cidadão


Fundador da filosofia positiva, Augusto Comte acreditava que a sociedade passaria por três estágios de pensamento: o teológico, o metafísico e positivo, sendo este último o ápice da sociedade que, nesse estágio, seria estudada e organizada tal como as ciências exatas. Essa teoria teve importante papel na sociedade ao estimular o estudo racional e o desenvolvimento científico e influenciou movimentos em diversos países, inclusive no Brasil onde o lema positivista está presente na bandeira nacional.
 A sociedade pensada por Comte manteria uma divisão de classes, ou seja, cada cidadão saberia exatamente a sua função no esquema social, que seria controlado por uma elite científica responsável pelos avanços da tecnologia e do bem-estar da população. A manutenção dessa estrutura seria garantida através de uma reforma na educação que passaria a estimular os estudos das ciências e a desenvolver o pensamento coletivo no cidadão, orientando-o a colocar os interesses e necessidades da sociedade acima dos seus, a fim de manter uma ordem social.  

 Seguindo estes princípios, Comte acreditava que a sociedade evoluiria naturalmente sem passar por grandes turbulências ou revoluções. Ao pensar dessa forma, Comte subestima a complexidade do pensamento humano e das relações sociais que, por sua vez, mostram-se muito mais dinâmicas do que uma organização sistemática das funções de cada cidadão.

 Marco Aurelio Barroso de Melo - 1º ano Direito/Noturno

O problemático positivismo comteano

August Comte, filósofo considerado fundador do positivismo, teve e ainda tem enorme influência na regência das sociedades. Valorizando a ciência e a filosofia positiva, acreditava que o conhecimento teria três estágios: primeiro, o teológico (caracterizado pelo sobrenatural), depois, o metafísico (caracterizado pela abstração, ou seja, pela filosofia) e, por último, o positivo (o conhecimento que repousa sobre fatos observados, aquele que representaria o máximo amadurecimento humano).

Comte afirmava, e é daí que vem a analogia newtoniana a partir de seu trabalho, que a sociedade seria regida por leis universais e invariáveis, estabelecendo uma ordem necessária (como a existência da família, da moral e do Estado) para o progresso, que, segundo a lente positivista, teria como objetivo a a produção. Por isso, era grande a valorização, sustentada a partir de uma moral, pelo trabalho, proporcionante de reconhecimento. Assim, considerava ideal a existência de uma rígida hierarquia social, dentro da qual cada indivíduo possuiria um papel definido para cada ação do corpo social. Só assim a ordem seria mantida, sustentada pela desigualdade social e pela meritocracia, um dos problemáticos do pensamento comtiano. A lógica meritocrática desconsidera as diferenças das condições individuais, reconhecendo apenas resultados finais e, desse modo, ajudando a perpetuar exclusões sociais e faltas de oportunidades aos mais desfavorecidos, situação crítica que perdura até os dias de hoje.

Outra possível crítica às ideias de Comte é sua visão acerca da solidariedade, que, ao contrário do que defende a perspectiva cristã, não é a de ajudar ao oprimido, mas sim a de ajudar a sociedade como um todo através do progresso científico. Nesse ponto, é importante lembrar que nem sempre tecnologias nos trazem apenas benefícios e ter cuidado com a fé cega na ciência, pois o ser humano é, sempre, um ser social subjetivo e imprevisível e porque nem sempre ela é exata para todas as situações e pode mostrar-se superficial (como no uso de estatíticas como determinante de ações que podem ser equivocadas, o que pode ser exemplificado hoje com a prisão injusta de negros e pobres).

Além disso, a defesa de que saber é poder, ideia presente desde Descartes e Bacon, é também um problema reconhecível. A partir dessa afirmação, Comte reitera que devem apenas participar da política os melhores educados, seres humanos “que pensam”, ou seja, segundo ele, os burgueses da época. O povo deveria participar apenas do poder moral, cumprindo suas obrigações e reproduzindo e incorporando a moral (pilar do positivismo de Comte e da estrutura social, que ajuda na naturalização de problemáticos dentro da sociedade), e, assim, mantendo a questionável e perturbadora ordem comteana.


 Beatriz Logarezzi, direito diurno 

Raízes Positivistas

Ordem e progresso: a síntese do positivismo estampada na bandeira brasileira. A concepção de superar o misticismo e a metafísica surge como forma de fortalecer o conhecimento científico que lançava suas raízes na sociedade do século XVIII. Porém, após inúmeros acontecimentos, a ideologia Comteana sofre duras críticas.
Atualmente, a ideia de cada indivíduo ter seu lugar e sua tarefa que possibilitam a caminhada da humanidade parece estar superada. Aos poucos, a ideia de que a ordem garantida por um Estado forte garante o progresso perde força.
Para Comte, o último nível da edificação do conhecimento seria o positivismo. Progressivamente, com as transformações sofridas pela própria sociedade a escada rumo ao conhecimento também se transforma. Em certos momentos, parece que romper com a ordem através de revoluções e manifestações talvez seja o único caminho rumo ao progresso.

Aluna: Juliana Furlan de Carvalho - 1º Ano Direito Noturno


Progresso ou manutenção?

   
        Comte é visto, por muitos, como o pai da sociologia, visto que criou a chamada “física social”, elemento essencial da filosofia positiva, ciência cujo principal objetivo é a compreensão dos fenômenos sociais, sua relação com as demais ciências positivas e sociais e o desenvolvimento de um método empírico capaz de explicar racionalmente tais fenômenos.  
          Primeiramente, é preciso esclarecer o que é ser uma ciência positiva, para Comte, há três estados no desenvolvimento da sociedade e do intelecto humano: o teológico, o metafísico ou abstrato e o positivo; transcritos em ordem de progresso. O primeiro, é referente à fase em que o homem procurava a origem (primeira ou final) das coisas, atribuindo, na maior parte das vezes, explicações sobrenaturais, pouco racionais e não comprovadas àquilo proposto. O segundo é uma fase de transição para o estágio máximo de progresso. Nesse último estado, o ser humano alcança seu primor intelectual, esclarecendo as “leis lógicas e gerais dos fenômenos” para aplica-las na sociedade, e manter a ordem e o progresso. Dessa maneira, a ciência, na filosofia positiva, há intensa e progressiva divisão intelectual do trabalho, o que leva a um estudo mais minucioso e aprofundado dos fatos sociais, relacionando-os racionalmente com os demais fenômenos perceptíveis e com as outras ciências. Justamente, as três propriedades fundamentais da filosofia positiva são: adaptar a educação às reais necessidades humanas de determinada época, combinar as áreas do conhecimento e "corrigir a anarquia intelectual" (criar um saber homogêneo), tentando diminuir ao máximo o número de leis necessárias para explicar os fenômenos naturais.  
         Assim, a principal "missão" dessa filosofia é uma reforma social: restabelecer a ordem na sociedade capitalista industrial, manter papéis sociais e a divisão do trabalho e de classes vigente. Por essa visão, o francês foi considerado reacionário e conservador, visto que não via necessidade de fazer uma revolução igualitária na sociedade, o capitalismo precisa de diferentes classes e trabalhadores, de um grande exército de reserva. 

 Maria Clara Silva Laurenti, 1° ano diurno 

Construção do saber: Positivismo - Necessidade de descontrução


Em tempos antigos, a pequena imaginação do homem o levava a construir deus.
Primeiramente eram vários, mas logo se convencia que um era suficiente.
Ao filosofar sobre isto, o homem acha um vazio na ideia de ser tudo explicado por deus,
Une-se a metafísica do saber, busca uma explicação palpável, sólida e digesta para suas crises.
Constrói duas linhas de pensamento: teológico e metafísico, distantes em convicções, porém próximos em suas determinações.
Já não se vê o ato de submissão de todo ser vivente a figura divina,
É nítido a procura pela expansão do poder, por entende-lo e deseja-lo.
Questionamentos e indagações, começam a surgir aos montes, a dúvida é o motor do imaginário humano e a natureza a mãe das respostas.
Só que o crescimento e desenvolvimento filosófico não se concretiza com o fundamento absoluto e busca por continuar evoluir.
Uma nova forma de estudo se faz pensar: que nada pode ser reduzido ao seu sentido Único
Que tudo se conecta e faz surgir uma pérola una de conhecimento subjetivo, na qual se pode ser homogêneo e convicto.
Visto a nova forma do saber August Comte estrutura o Positivismo.
Filosofia que trabalha com a previsibilidade do todo,
Que com a ideia de exploração da natureza, se desenvolve a técnica e  se alicerça a indústria
O todo analisado passa a ser o preciso, o real, o concreto.
Ao meu ver, se inicia a ideia mercadológica do pensar, tudo se liga ao saber e ao criar, sendo a discussão sobre o outro, o social e o coletivo uma discussão tardia e demorada a ser fazer valer.

Tudo assume seu papel, seu lugar, até quando?
Exigisse a promoção insistente da ordem, qual o seu objetivo?
Manter preto, pobre e a mulher sempre no subsolo do alicerce nacional 
Ou manter o estágio de conforto que não quer ser dado a outro?
Repense, reestruture, recicle, reintegre, resista, pois só as teias positivistas serão enfraquecidas

Nathália Galvão
1º Ano - Direito Noturno
A razão também é ideológica.

“O Amor por princípio e a Ordem por base; o Progresso por fim". O lema positivista de Augusto Comte, percursor desta corrente filosófica, exprime de maneira categórica o conteúdo base da filosofia positiva, contido em duas palavras-chaves: progresso e ordem.

Imerso em uma Europa da primeira metade do século XIX, arrasada por insurreições sociais, crises políticas e econômicas, Comte busca alcançar a ordem por meio da sistematização da razão.  Esta sistematização parte da premissa de que a realidade deve ser interpretada sob a ótica do notável, sem um dever ser embutido, convergindo para a ideia baconiana de método científico.

Alcançada a efetivação da razão sistematizada a sociedade atinge por sua vez o estado de ordem mais potente, deixando para trás os estados teológicos e metafísicos (filosófico) podendo assim caminhar para o progresso, ou seja, a razão ou nesse caso a sua forma sistemática (ciência) assume o posto de motor da humanidade e não mais é aplicada restritamente, mas sim em todos os campos do conhecimento, incluído as ciências humanas.

Deste modo propõe-se que toda a interpretação da sociedade seja introduzida e analisada sob uma visão “imparcial” e que repouse na realidade palpável, obedecendo, portanto a razão.

Assim é afirmável que o pensamento positivista contribuiu para o estudo da sociedade de maneira científica, entretanto todo seu arcabouço teórico sofre com a impossibilidade de se alcançar a plena aplicação da ciência imparcial e racional na compreensão da sociedade e seus fenômenos, uma vez que nós humanos somos pesquisador e objeto ao mesmo tempo. No fim das contas toda interpretação passa pela lenta ideológica, antes ou depois da lógica.

Lucas Tadeu Ribeiro Efigênio
Direito - Noturno 


Amor por base e ditaduras como consequência

Augusto Comte foi um sociólogo francês que, além de estabelecer a sociologia como uma ciência e tratá-la como uma disciplina, também é o criador do chamado positivismo. O positivismo é uma corrente filosófica e política com características iluministas.

Assim como Bacon, o positivismo acredita no conhecimento apenas através da experiência. Este, por isso, rejeita a teologia e a metafísica. Conte foi o criador da “Teoria dos Três Estados” sobre o entendimento humano sendo eles o teológico, metafísico e positivo, em que, nos dois primeiros, o homem divaga sobre sua origem e existência, mas só chega a conclusões corretas no último.

No Brasil, Comte é conhecido pela frase “ordem e progresso” estampada em nossa bandeira. Os conceitos positivistas chegaram no país através, principalmente, da escola militar fazendo com que o exército rejeitasse a igreja católica o que gerou conflitos posteriormente.


Pode-se afirmar que o golpe de 64 teve caráter positivista devido ao mantimento da ordem nem que de forma repressiva e autoritária desconsiderando a moral cristã ou qualquer outra doutrina religiosa. Por isso o positivismo é associado a ditaduras em todo mundo, porém sua contribuição à humanidade é muito maior sendo essa até hoje vista em todo o mundo.

Helena Lamante Scotton (Diurno)

O positivismo e a manutenção social

O filosofo francês Auguste Comte é considerado por muitos como o pai do positivismo, corrente de pensamento que busca basear todo seu conhecimento na ciência, e em suas experiências.
Entretanto, segundo ele, para que se chegasse a tal estado, a sociedade teria que passar por três estágios, o teológico, onde se atribui a seres sobrenaturais (Deus) a explicação sobre os seres e fenômenos, o metafísico, onde as explicações são atribuídas a forças desconhecidas, e finalmente ao estado positivo, onde as explicações são pautadas na ciência e experiências cientificas válidas são fundamentais, e onde há uma valorização a ordem e ao trabalho, independente de remuneração ou quão elaborado ele seja.
Nota-se grande influência dessa corrente de pensamento até hoje, uma vez que se considera digno o homem que trabalha e se desqualifica aquele que não trabalha.
Ainda,o positivismo é criticado pois pode ser analisado como uma corrente filosófica que busca manter a organização social vigente, defendendo a ordem e a valorização de qualquer trabalho, o que faria que as pessoas " aceitassem " seus lugares na sociedade. 


José Eugênio da Silva Mendes, direito matutino 1o ano

Progresso para quem?

Comte acreditava na teoria de que existem três estágios necessários ao amadurecimento e formas de entendimento do mundo - teológico, metafísico e positivo - sendo o último marcado por ser o ápice do desenvolvimento humano uma vez que seria o único capaz de promover o progresso na sociedade Além disso, ele pretendia uma reforma na educação afim de que houvesse o rompimento do isolamento das ciências pois o conhecimento é uno.

 Contudo, segundo Comte, o conhecimento não deve ser levado aos proletários para que não haja a busca por parte deles de um crescimento na vida: "as classes populares não devem buscar o poder político, apenas o poder moral". A partir disso, pode-se notar a forte influência do pensamento do filósofo nas práticas e convicções modernas. Nos dias de hoje no Brasil, políticas como as cotas sociais/raciais nas universidades públicas geram um grande debate, e dentro dessa discussão são proliferadas ideias com grande carga de ódio e preconceito.

Esse pensamento revela a aceitação dos lugares de cada classe na sociedade com os papéis bem definidos. É nesse contexto que entra a ideia da moral baseada no trabalho e na dignidade: diante do seu lugar na sociedade, o único motivo de orgulho para um proletário seria a honra do exercício de sua função prática.

A visão cientificista e simplista de Comte, grande base hoje de nossa sociedade, gera o que pode ser notado no atual congresso brasileiro. Sem uma educação pública de qualidade onde todos sejam contemplados, é construída uma classe política sem a mínima condição de representar a população resultando em desigualdade intelectual e social com uma nação afastada do bem público.

Felipe Pereira Polesel
1° ano Direito matutino

O Positivismo Comtiano


A charge acima, de título “Um jovem positivista” (“A young positivist”) feito pelo desenhista George du Marier, demonstra de maneira bem humorada e sucinta como funcionava o pensamento comtiano. Para ele a sociedade deveria ser analisada como é e não como poderia ou deveria ser, pois somente desta maneira se chegaria a verdade, sendo esta a de que só se chega ao progresso pela ordem e pela ciência, pensamento tal que está exprimido em nossa bandeira.
Augusto Comte acreditava que a sociedade possui três estágios: o teológico, o metafísico e o positivo, em ordem progressiva. E ao chegar ao terceiro estágio, o positivo, a sociedade atingia sua maturidade e estava pronta para receber os avanços trazidos pela ciência e pelo homem. Para tanto seria necessário que cada um soubesse seu lugar na sociedade e a ele se ativesse de forma a não “atrapalhar” o progresso.
A falha no pensamento comtiano ao analisar a maneira com que a sociedade funcionava foi a de tentar prever o futuro por uma linha contínua e ordenada. Como havia analisado no passado a sociedade passa por processos e rupturas, sendo estas partes fundamentais para a sua continuidade.
É a desordem, as projeções idealistas do futuro e as rupturas que tornaram a sociedade no que ela era no período histórico de Comte e a transforma até os dias de hoje. A análise isolada de alguns fatos são verdades corruptíveis e ofuscantes. Corruptíveis por não enquadrarem em uma análise maior do contexto e portanto sujeitas a diversas interpretações; ofuscantes por impedirem de analisar outras verdades como possíveis e reais, como ao menino da charge que não pôde compreender o que é um milagre.

Tereza Gomes Leal - Direito Noturno, 1º ano.

O positivismo explicando os fatos

    Auguste Comte, um filósofo francês, foi um importante pensador da filosofia positiva. Uma de suas propostas positivistas consistia em algumas etapas, iniciando pelo vislumbramento das leis gerais da sociedade, passando pelo o rompimento com o isolamento das ciências, seguido pela construção de um conhecimento uno, fazendo com que a filosofia positiva se torne a base para a reorganização da sociedade moderna. Além disso, indo de encontro com a moral católica, o positivismo prega a supremacia da sociedade sobre o individuo, pois é dela que surge o nosso desenvolvimento.
    Formulou a teoria dos três estados, compostos pelo teológico, metafisico e positivo. No estado teológico o acontecimento de todos os eventos eram atribuídos a vontade de Deus, que estava presente em tudo. Um fato que podemos relacionar a esse estado é o direito divino dos reis, que foi uma doutrina politica e religiosa que explicava que o poder dos reis tem como fundamento a vontade de Deus. O outro estado é o metafisico, momento no qual as explicações são atribuídas a forças ocultas. E por fim, o estado positivo consiste na busca cientifica de respostas, estudando-se as causas e os fins. Um exemplo desse estado pode ser o surgimento da filosofia, pois em uma época em que tudo era dominado pela mitologia alguns filósofos se destacaram por buscar a origem de tudo, do mundo, por meio da racionalidade.
    No positivismo também há a ideia de que o trabalho é um simbolo de honra, sendo qualquer trabalho digno de reconhecimento, Podemos assimilar esse pensando ao de Max Weber, de que "o trabalho enobrece o homem". É por isso que, em nossa sociedade, trabalhos manuais, com baixo rigor técnico e cientifico, geralmente negligenciados, merecem reconhecimento, pois cada um deles tem um papel fundamental na sociedade, como por exemplo o trabalhos dos coletores de lixo, os garis. 

    Bruna Flora Brosque
    1º ano de Direito - Diurno

Auriverde pendão brasileiro: contestação da realidade nacional

A filosofia positiva elaborada por Augusto Comte num período de desenvolvimento técnico-industrial europeu baseia-se na tentativa de interpretar e controlar a sociedade, sedenta por uma corrente de pensamento que explicaria, ou até justificaria, a ordem vigente - a submissão do proletariado. À título de legitimação, destaca-se associação entre trabalho e honra, que reforça a aceitação dos "lugares sociais".

Nesse sentido, o Positivismo, cujos precursores são Descartes e Bacon, apresenta-se como verdade universal incontestável: dentre os três estágios (teológico, metafísico e positivo, respectivamente) de construção conhecimento apresentados por Comte, o último personifica-se no amadurecimento do entendimento dos fenômenos sob uma perspectiva cognitiva científica da "nova ciência", única capaz de promover o progresso e de transformar a sociedade num paraíso cientificista ao findar o "anarquismo intelectual".

À luz do exposto, o superficialismo positivista revela-se na primazia da busca da vinculação dos fenômenos em relação à busca da essência desses, considerada como "insolúvel". Tal quadro reflete a construção de uma das bases do pensamento da física social: a elaboração de leis universais que regem a sociedade. Nisso encontra-se um provável pecado de Comte: o trato da sociedade como um objeto de estudo redutível à simplicidade e ao regimento por leis universais.

Além disso, o pensamento positivista de coesão social e de sobreposição da sociedade sobre o homem traz consigo uma ideologia perigosa: o elemento desagregador, que desvincula-se da moral humana, é nocivo ao tecido social e ao bem público -ao qual está vinculada a ideia de felicidade.

Transpondo-se o exposto para o contexto tupiniquim, após a proclamação da República do Brasil, adotou-se uma nova bandeira para afirmar a queda do Império. Marco da influência da filosofia positivista, o pedaço de pano é estampado pelo lema nacional "Ordem e Progresso". Contudo, ambas leis da sociedade podem ser danosas à realidade nacional: somos uma nação plural e que não deve ser submetida à uma perspectiva simplista e excessivamente cientificista. 


Luiz Henrique Garbellini Filho - 1º ano diurno

Ouro de Tolo


É você olhar no espelho 
Se sentir um grandessíssimo idiota 
Saber que é humano, ridículo, limitado 
[...]
E você ainda acredita que é um doutor, padre ou policial 
Que está contribuindo com sua parte 
Para nosso belo quadro social.

Na canção Ouro de Tolo, Raul Seixas crítica valores e conceitos referentes ao trabalho e a contribuição social que são normativos em nossa sociedade. Essa moral nos é ensinada nos primeiros anos da infância e direciona as escolhas que realizamos em nossa vida adulta. Sempre ouvimos que todo trabalho é digno, que devemos evitar a procrastinação, que o ócio deve ser evitado e que devemos ser produtivos, no entanto de onde vieram essas máximas e porque são tão pouco questionadas?
Auguste Comte, fundador do positivismo, foi uma das pessoas que contribuiu na formulação dessa linha de pensamento que nos insere na sociedade como peças e homogeneíza nossas vontades e sonhos. Ao criticar sua obra devemos ter em mente que Comte era um homem do seu tempo, o filosofo viveu em um período entre regimes despóticos, revoluções, crise de valores tradicionais. Como nos acostumados a estudar contribuições de outros filósofos que possuíam o pensamento vanguardista e revolucionário, nos esquecemos de duas coisas: a existência de pessoas que são resultado do lugar comum de seu momento histórico e de que nem toda contribuição e influencia é benéfica.

O positivismo defende a ideia de que o conhecimento pode ser sistematizado segundo os critérios adotados para as ciências exatas e que isso poderia ser aplicado aos fenômenos sociais, que deveriam ser reduzidos a leis gerais, com o objetivo de planejar a organização social e se obter o progresso. Todos esses conceitos apresentado por Comte são extremamente questionáveis, por exemplo, a ideia do progresso para uma sociedade mais evoluída, carrega consigo a existência de sociedades menos evoluídas, anulando a existência de sociedades diferentes, cuja diversidade deve ser respeitada. A ideia de criar leis que se apliquem aos fenômenos sociais ignora o ser humano como individuo e tenta criar regras que nunca se aplicarão na pratica, tendo em vista que as ações do homem são imprevisíveis. A ordem social e a contribuição de cada um para o todo podem ser analisadas como instrumentos de manutenção das relações de poder e opressão. Conhecendo a origem de muitas das máximas que regem nossas escolhas deveríamos questionar: se todo trabalho é digno, porque nenhuma criança é encorajada a ser empregada ou lixeiro? Devemos evitar o ócio mesmo sabendo que grandes contribuições e descobertas na Antiguidade foram realizadas graças a ele? Temos que ser produtivos pra quem? Pra que? Quando procrastinar ganhou uma conotação tão negativa? Será que contribuir para o nosso belo quadro social é uma coisa positiva ou apenas positivista?

Augusto César de Oliveira - 1º ano Direito - Noturno.

O Positivismo e seus ideais

O filósofo francês Auguste Comte é considerado pai do Positivismo, ciência que buscava apreender e interpretar todos os movimentos da sociedade através de um pensamento sistemático, pautado na razão. Influenciado pelas ideias de Descartes e Bacon, ele procurava romper com a expectativa de sociedade ideal, analisando-a tal como é.
Após um período marcado pelas revoluções burguesas e em meio à Revolução Industrial, a Filosofia Positiva surgiu como auge do conhecimento, tendo este passado por dois estados anteriores. O primeiro deles é o teológico, no qual se examina a essência dos seres e dos fenômenos a partir de fatores sobrenaturais. O outro é o estado metafísico, em que o sobrenatural é substituído pelo abstrato e serve de transição para o estado positivo. Este último, por sua vez, corresponde ao “estado viril”, que se afasta da natureza dos fenômenos para estabelecer relações entre os fatos e formular teorias a partir do raciocínio e da observação. Dessa forma, define-se o método do sistema positivo.
Para exemplificar, Comte alude à lei da gravitação universal de Newton, a qual utiliza um único fato, sob diferentes perspectivas, para justificar diversos outros.
 A fim de fundamentar a proposta do Positivismo, Comte se vale de algumas propriedades, entre as quais está o estudo da filosofia positiva como única maneira de compreender as “leis lógicas do espírito humano”. Assim, partindo dos pontos de vista estático ou dinâmico, visa-se à instituição de ordem e progresso na sociedade.
Por fim, o lema positivista “ordem e progresso”, que passou a constituir a bandeira brasileira, revela certo atraso quanto à aplicação na sociedade atual, visto que a manutenção da ordem coincidia com uma rígida organização social e atos de enfrentamento, como greves e protestos, lutas de interesses entre classes sociais e outras formas de manifestação eram fortemente reprimidas. O progresso, por outro lado, se referia ao desenvolvimento de políticas econômicas, objetivando o lucro e a riqueza, deixando, muitas vezes, para segundo plano a responsabilidade ambiental. Contudo, seria de grande conveniência se esse termo se reportasse à promoção de políticas públicas, igualdade e justiça social nos dias atuais.


Bianca Carolina Soares de Melo – 1º Ano de Direito - Noturno
Comte histórias

Era uma vez, em uma realidade paralela, com órgãos com poder de rebelião...
O cérebro consola o coração. Ele está peculiarmente chateado hoje, e não se sabe ao certo o por quê. Só sabe que está farto de bater. E irredutível quanto ao que deseja fazer no lugar.
"Eu quero viajar pelo mundo", diz ele. 
O cérebro tenta apelar para a razão. Diz que ele não pode fazer isso. Que dependem dele. Que, sem seus batimentos, todos falhariam em poucos segundos.
"Não ligo", afirma o coração. 
Enquanto isso, no joelho...
A junta número 33 gira e se contorce. Resolveu que quer ser bailarina. Suas irmãs imploram para que pare. Reclamam que aperta. Reclamam que estão sendo deslocadas junto. Reclamam que precisam dela para funcionarem direito. 
"Não ligo", diz a junta. 
E partimos para a boca...
A língua anda enrolada. Resolveu que quer virar tapete. Nada entra no organismo, nada sai. Nada é ingerido, falado ou vomitado. Os dentes entram em estado de greve, mas não tem grande apoio: o céu da boca resolveu que precisa de estrelas - e isso toma todo seu tempo livre. 
Temos, ainda, um rim querendo virar pedra.
Um estômago querendo virar borboletas. 
Uma orelha querendo virar pulga. 
E por ai vai. 
E todos ficaram doentes.
Percebendo a situação, um outro cérebro próximo vem analisar. Conversa com todos os órgãos. E percebe uma insatisfação comum: crise de identidade. Todos os órgãos tem sérias duvidas quanto a suas origens (e, portanto, quanto ao que fazer consigo mesmos).
Pacientemente, o outro cérebro explica: não importa de onde vieram, desde que permaneçam. Explica que cada um faz parte de um todo (chamou o todo de organismo), e que este ficaria seriamente doente se não desempenhassem suas funções. Doente ao ponto de perecer. 
A greve dos órgãos acabou quando eles compreenderam sua real importância.
E tudo deu certo naquele corpo. 
Entretanto, o cérebro sabia que outra greve era iminente. Se não neste corpo, em outro. Portanto, fez um acordo com todos os outros cérebros: a partir do momento de sua existência, seria implicitamente imposto a todos os órgãos que desempenhassem suas devidas funções (ao que se chamou instinto). Por precaução. 
E tudo mostrou-se funcionar pacífica e perfeitamente bem.
Sob a hierarquia imposta pelo cérebro
E resiliência dos demais 
Todos viveram funcionais para sempre.

Fim 

Mariana Luvizutti Coiado Martinez - 1º ano Direito Noturno


A teoria positivista no Brasil

Augusto Comte, filósofo francês, foi criador do pensamento positivista onde segundo sua teoria a sociedade passava por 3 estados. O estado teológico prima pela explicação dos fenômenos baseando-se na crença de divindades ou entidades sobrenaturais, no estado metafísico reúnem-se esforços para o entendimento desses fenômenos de uma maneira mais racional, atribuindo-se, assim, a argumentação em detrimento da imaginação, o terceiro estado, o positivista, caracteriza-se pela observação das relações entre fenômenos, o estado positivista coloca as ciências existentes como forma de se investigar a realidade a sua volta.

Apesar de a bandeira brasileira conter o lema do positivismo, pouco se segue do positivismo no Brasil,  a revolução intelectual que Comte defendia, para depois haver uma revolução nas instituições da sociedade, nunca ocorreram, o Brasil ainda é também um país extremamente religioso e muito de seu povo tem um fideísmo gigantesco em sua religião. Mas há certos pontos que influenciam o nosso país como a valorização ao trabalho.

A teoria positivista recebe duras críticas atualmente, e é importante se estudar essa corrente filosófica. Afinal, ela foi uma das responsáveis pela  instauração da república no Brasil.


Victor Felipe de Castro 1º ano - (noturno)  


O Positivismo no Brasil

O Positivismo foi uma corrente de pensamento desenvolvida pelo francês Augusto Comte, durante meados do século XIX. Essa corrente teve muita influência em vários países do mundo, inclusive no Brasil. 
Quando o "país do pau-brasil", se tornou republica, muitos dos representantes do novo governo eram entusiastas das ideias de Comte, adotando inclusive medidas como a separação do Estado em relação a Igreja e a incorporação do lema "Ordem e progresso" na bandeira republicana.
O positivismo, influenciou também alguns escritores da nossa literatura, como Aloísio de Azevedo, escritor de "O Cortiço", na qual há uma grande presença de caráter cientificista em sua obra.
Podemos perceber desse modo o tamanho da influencia que os escritos de Comte tiveram na História brasileira. Infelizmente o que ainda impera em grande parte do país é uma interpretação não da ordem que leva ao  dito progresso, mas sim uma que mantem a desigualdade e que colabora para que grandes coronéis perpetuem-se no poder.

Renan Batista
Direito noturno


“Ciência dai previdência, previdência dai ação”

O Direito é o conjunto de normas com a principal finalidade de regular a vida em sociedade. No estudo deste se busca estabelecer fundamentos que possibilitem a imprescindível coexistência social. É por meio, principalmente, das leis que o Direito impõe a ordem e garante a convivência relativamente pacífica entre os homens. Para que as leis sejam criadas é imprescindível que se compreenda a sociedade como ela é, interpretando-a e agindo diante dela.
De acordo com o disposto no “Curso de Filosofia Positiva", escrito pelo filósofo francês, fundador da Sociologia e do Positivismo, Augusto Comte, era essencial o estudo da ciência das humanidades denominadas por ele de física social. Para Comte, por meio do conhecimento das “leis imutáveis da vida social”, se tornaria possível identificar problemas, resolve-los e então estabelecer a ordem e o progresso.
“Ciência dai previdência, previdência dai ação”, a frase de Comte demonstra a importância da compreensão da sociedade por meio da ciência, para a partir desta se providenciar ações efetivas. Ora, isto se aplica ao Direito, pois é a partir da análise da sociedade que é possível a criação das leis que irão reger o comportamento humano. As leis se modificam com o tempo justamente pela modificação do comportamento social que preza por novas formas de ordenamento.
Sem o estudo contínuo da sociedade se torna inviável a manutenção da justiça. É necessário que se conceba os dilemas que estão presentes no atual momento para que se possa estabelecer formas de soluciona-los. Por isto a lei esta em constante modificação, e o profissional de Direito deve sempre revitalizar seu conhecimento.

(Fatos derivados de observação -> Leis e Teorias -> Explicação e Previsão)

(Isabela Rafael Soares - Direito Noturno - 1º Ano)


Concepções comtianas e discurso positivista

Augusto Comte ao conceber o positivismo, suas considerações fundamentais e propor que nossos conhecimentos passam por três estados históricos diferentes - teológico, metafísico e positivo - mostrando ainda a importância e interdependência de cada estado, afirma algo muito relevante: que até as ciências mais aperfeiçoadas conservam, ainda hoje, alguns traços dos estados primitivos.

Outra proposta muito contributiva de Comte foi a ideia da reforma na educação visando torna-la adaptada às necessidades modernas- algo que infelizmente carece muito na educação brasileira, em que as escolas mantêm um modelo de aulas muito teóricas e desconexas com a realidade dos educandos.

Apesar desses aspectos do positivismo, acredito que essa teoria tem alguns defeitos, entre eles o fato dela, por meio de um discurso de que a ordem era condição necessária ao progresso, legitimar a conservação da sociedade tal como é (mesmo com as suas desigualdades) e a utilização da violência por parte do Estado para a “manutenção da ordem”, pensamentos esses arraigados na sociedade brasileira e perceptíveis desde no lema da nossa bandeira, até nas instituições militares e nos últimos discursos de votação do impeachment.
Sthéfane S Tavares - 1° Ano -  Direito Diurno
Comte, positivismo e sua aplicação na sociedade.


Foi o filosofo francês August Comte quem criou a corrente Positivista. Nela há uma sistematização das relações contidas na sociedade, colocando como prioridade o estudo das ciências.
O lema positivista "ordem e progresso" contido na bandeira brasileira é a base do pensamento do autor. Para ele, um Estado deve ser organizado para que se possa atingir um nível constante de progresso.
A analogia feita por Comte ao corpo humano traduz bem o pensamento positivista de que uma sociedade só progride se todos o "órgãos" estiverem em perfeito estado, cumprindo plenamente suas funções.
 Se pensarmos na sociedade brasileira dividida em setores da saúde, da educação e da segurança veremos que ela não se encontra em progresso, uma vez que estes não estão cumprindo suas funções como deveriam. 
Podem ser feitas inúmeras analogias que confirmem o pensamento. Um carro só anda se todas suas peças estiverem funcionando. No entanto há uma hierarquização de importância na qual são fundamentais em carros e no corpo humano mas que na sociedade acaba gerando desigualdade. "A progressão só é alcançada com a ordem". 
A corrente positivista de Comte nos leva a refletir: em uma sociedade estratificada, o pobre sempre deverá ser pobre para garantir a ordem e se alcançar o progresso?

João Eduardo Andrade Pereira (1º ano direito noturno).

O Brasil atual é realmente positivista como sugere nossa bandeira?


Auguste Comte, em seu livro ‘’Curso de filosofia positivista’’ disserta sobre uma nova ciência social, nascida a partir das transformações estruturais ocorridas através da Revolução Industrial. Ele diz, em sua obra, que o espírito humano passa por três estágios: Teológico, Metafisico e por fim Positivista/Científico (que seria seu maior estágio de desenvolvimento). Essa abordagem interessante nos faz pensar: em qual estágio encontra-se a mentalidade do Brasil atualmente? Seria muito fácil responder que o Brasil está no estágio Positivo, afinal somos um país majoritariamente urbano e com vários pólos tecnológicos. Nossa própria bandeira possui um lema positivista(ordem e progresso). Dessa forma, a sociedade brasileira deveria possuir um pensamento científico e extremamente racional, certo? Mas será que isso é realmente verídico de acordo com o que vemos no cotidiano?

Tomemos como exemplo a votação na câmara dos deputados a respeito do prosseguimento do impeachment contra a presidente Dilma. Nos discursos dos parlamentares contra a legitimidade do governo atual, quais foram os argumentos usados? ‘’Em nome de Deus’’, ‘’Por Jesus’’, ‘’Que Deus tenha misericórdia desta nação’’ são apenas algumas das frases ditas. Isso ressoa muito mais a um estado teológico do que positivo. O interessante é quando percebemos que os políticos escolhidos são reflexo do povo, seus eleitores, e com eles refletem a religiosidade predominante no país. Além disso, temos diversos partidos religiosos interferindo diretamente na política, em um país dito ‘’laico’’.

Talvez Comte, em minha opinião, se equivocou um pouco ao pensar que uma sociedade simplesmente iria erradicar toda e qualquer explicação sobrenatural, e buscar apenas razões científicas para tudo. Afinal, há limites para o ser humano frente a imensidão do universo, e é da natureza do homem buscar o sobrenatural para aquilo que ele não entende. Isso é muito evidente em um país como o Brasil, onde a educação é precária e que por consequência a religião vai cada vez mais se inserindo na cultura geral. Portanto, em minha visão, o ‘’espírito brasileiro’’ está mais para o estágio Teológico do que Positivo; visto toda a influência religiosa em cada ação do país.

André Luís de Souza Júnior
1º Ano Direito Noturno UNESP

O positivismo no Brasil

Augusto Comte é conhecido como o criador da ciência social e do pensamento positivista. No século XIX, o pensador introduziu a "lei dos três estados", na qual o autor trata sobre a evolução das sociedades humanas. Segundo tal teoria, há três níveis em que as sociedades podem estar inseridas. No primeiro, ou estado teológico, a sociedade é organizada através de mitos e crenças religiosas; já no segundo, ou estado metafísico, há influência de mitos e religião, mas há também influência do pensamento científico; enquanto o terceiro, ou estado positivo, é o estágio máximo do triunfo ciência e a sociedade baseia-se apenas no conhecimento científico.
Dessa forma, a sociedade é um organismo em constante evolução e através dos ideais positivistas seria possível organizar e direcionar seu desenvolvimento. O sociólogo defendia a tese de que, através da ordem e do progresso, as sociedades poderiam reformular-se  para que assim essas pudessem evoluir até atingir seus estados positivos.
Tais pensamentos estão presentes na história do Brasil. O positivismo influenciou a transição entre os regimes monárquico e republicano e, quando instaurada a república no Brasil, o lema positivista "ordem e progresso" foi incluído na bandeira nacional, utilizada até hoje.  

Lígia Lopes Andrade - 1° ano Direito noturno

Positivismo: da bandeira ao direito


"O amor por princípio e a ordem por base; o progresso por fim". Tal frase, de autoria de Augusto Comte, contém os princípios da corrente de pensamento positivista. Porém, para os brasileiros, ela traz uma significação maior: é a frase responsável pelo lema estampado na bandeira nacional, "ordem e progresso", resultado da grande influência que o positivismo teve no movimento republicano desse país. 

Mas é apenas no lema da bandeira que essa corrente de pensamento de grande expressão mundial age? A resposta para essa pergunta é bastante simples:"Não". Para Comte, uma das formas de se alcançar o progresso seria através de melhorias na educação. Desse modo, o sistema educacional brasileiro também recebeu influências do positivismo e seu cientificismo.

O ensino jurídico não é exceção, pois nosso próprio sistema é positivista. Contanto, hoje, esse modelo tem recebido críticas, devido a falhas na efetivação do princípio da dignidade da pessoa humana, principalmente quando se diz respeito aos direitos dos menos favorecidos. Isso não significa que o direito positivo deva ser abandonado, mas sim que devam haver revisões em seu conteúdo para que possa atender todo o pluralismo que marca nossa sociedade.

Lívia F. Casarini - Direito Matutino

O pensamento Comteano e suas influências no Brasil

Augusto Comte junto a John Stuart Mill, influenciados pelo ideal Iluminista criaram a escola, filosófica chamada Positivismo, que defende que o verdadeiro conhecimento só é alcançado através da ciência e da observação, e que os conhecimentos advindos da metafisica e da teologia são inválidos, “ a filosofia positiva é o verdadeiro estado definitivo da inteligência humana”  o progresso portanto depende exclusivamente dos avanços científicos , o pensamento positivista também valoriza o trabalho que seria uma fonte de honra e entende a sociedade como um todo, não como um conjunto de indivíduos isolados, tendo portando a felicidade como um bem público, fundamentado na ordem.

O positivismo começou a se tornar marcante no Brasil na segunda metade do século XIX , e tem além  de uma frase claramente  positivista presente em nossa bandeira nacional “ordem e progresso”, vários outros reflexos na sociedade brasileira , como no desenvolvimento do pensamento  republicano e na própria instauração da república, na separação da Igreja e do Estado,criando nosso Estado que na teoria é laico, na  valorização das ciências em detrimento da música, dança, teatro... o que é muito evidente na grade curricular das escolas brasileiras, na ditadura militar em que o estado deveria manter a ordem a qualquer custo, na aversão  presente em muitos cidadães em relação as greves e manifestações que seriam uma forma de atentado a ordem e um simbolo de vadiagem, entre tantas outras influências.

Fica claro portanto a importância do pensamento positivista na construção da sociedade brasileira, essa corrente filosófica gerou tanto influências positivas como negativas, levando o Brasil a diferentes  rumos na história, existem assim diferentes formas de aplicação  e compreensão do positivismo, que direcionam os rumos da política,da sociedade e da economia por diferentes caminhos.
Isabela Gisela Heuberger - Noturno