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quinta-feira, 14 de abril de 2016

Comte e o positivismo

Comte, precursor do positivismo, cita em sua obra três estágios do conhecimento e normas que regem a humanidade. O primeiro estágio é o teológico, o segundo é o metafísico e o terceiro o cientifico. No primeiro, os fenômenos são explicados pela ação dos agentes sobrenaturais, explicando todas as anomalias do universo. O segundo, é personificação dos agentes sobrenaturais, as verdadeiras entidades, e este é a causa de todas as anomalias do universo, e por fim, o terceiro estágio, é o qual o homem renuncia o primeiro e segundo estágio para então, buscar a origem/destino do universo, através da combinação do raciocínio e observação (racionalidade/empirismo), rejeitando o conhecimento absoluto do primeiro e segundo estágio. No terceiro estágio, o que importa é saber são as circunstancias que levam aos fenômenos e não suas causas geradoras, pois sua busca é insolúvel.

O positivismo de Comte, originado na França, chegou ao Brasil no final do século do XIX através de estudantes brasileiros que foram para este país. Com isso, jovens que participaram do movimento tenentista foram influenciados pelo pensamento de Comte e também, de maneira direta, influenciaram o lema da bandeira brasileira “Ordem e Progresso”.

Stella Cácia Bento Schiavom – 1º ano de Direito (noturno).


Relativismo x Universalismo

Auguste Comte, individuo fundador da sociologia e do positivismo, foi um importante filosofo francês, que além de romper com o conhecimento dogmático, teorizou sobre a projeção evolucionista das ciências. Nesse âmbito, surge a teoria dos três estados, na qual o homem sofreria  um processo evolucionista no pensar, passando de um estado teológico para um estado positivo(o qual remete a teoria positivista de Comte), sem contar o estagio transitório, o metafisico. A diferença entre os três estados, segundo Comte, esta na ordem gradual da filosofia de acordo com cada estado , no qual o teológico seria o menos evoluído em comparação ao positivo.  
A analise evolutiva das sociedades e do seu modo de interação e problemática tendo em vista o embate entre o universalismo e o relativismo cultural. Tratando o desenvolvimento humano por uma ótica evolucionista, Comte remete a ideia atualmente conhecida como universalismo cultural, em que a sociedade na qual o filosofo e nativo seria vista como mais evoluída que as outras por basear o pensar na observação e na explicação útil e pontual dos fenômenos. Enquanto isso, a sociedade teológica, a exemplo da indígena, seria considerada inferior por creditar as explicações dos fenômenos a seres sobrenaturais e divindades. Tal analise e equivocada pois hoje a corrente preponderante, em muitos casos, e a relativista, em que todas as sociedades são observadas sem nenhum parâmetro preconcebido.  
Taxar sociedades distintas quanto ao seu grau de evolução e um erro inexorável, tendo em vista que renega a inferioridade o grande patrimônio cultural que as sociedades distintas da convencional(positiva, no caso de Comte) poderiam oferecer a humanidade. 
Ianca Tonin - 1° ano de direito matutino

Entre ônus e bônus

 Augusto Comte elaborou a construção do conhecimento em três estágios, sendo o último o positivo e a meta de todas as sociedades. Porém, o modelo que o filósofo leva em consideração é a sociedade industrial, na qual elementos da ordem e do progresso realizam sua plenitude, sendo esta, portanto, uma visão etnocêntrica, a qual refuta outro tipo de sociedade que não a industrial. Na visão Comteana, portanto, alguns povos nunca chegariam ao êxito positivista, já que passariam até, no máximo, apenas ao segundo estágio. 
Além disso, Comte mostra ter uma visão preconceituosa ao afirmar que o elemento desagregador da sociedade, seria nocivo para a mesma e dessa forma, desacredita muitos fatos como a reinserção social de um ex-presidiário. Por tal razão, muitos governos utilizaram a teoria positivista na América Latina a partir dos anos 50, a fim de reestabelecer a coesão social.
Apesar de o filósofo ter algumas ideias avessas á atualidade, ele contribuiu positivamente ao estabelecer o trabalho como uma maneira de obtenção de dignidade e reconhecimento dentro da sociedade. Ademais, a filosofia positivista também prevê o bem social acima do individual, fornecendo elementos que viriam a formar a 3ª dimensão dos direitos humanos.

Carolina Pelho Junqueira de Barros - Direito Diurno


Ordem, progresso e Comte

O movimento militar que pôs fim ao Império do Brasil e proclamou a República foi fortemente influenciado pela escola de pensamento positivista. O lema da Bandeira Nacional do Brasil, "Ordem e Progresso", remete ao pensamento do francês Augusto Comte, expoente da filosofia positivista.

Influenciado pelas ideias racionalistas de René Descartes e Francis Bacon, Comte desenvolveu uma interpretação científica da sociedade compatível com a ascendente ordem social burguesa. Teórico da "física social", acreditava que o estudo das relações sociais se dava de maneira semelhante às ciências biológicas e exatas. Os movimentos sociais, portanto, seriam bem estudados a partir da observação de fatores biológicos, sistêmicos e normativos. Seu pensamento falha ao ignorar as variáveis do comportamento humano e a complexidade do processo histórico-social.

Comte distinguia a interpretação da sociedade em dois eixos: a estática social e a dinâmica social. A primeira diz respeito à ordem social, às leis e estruturas que impõe a harmonia às relações humanas. A segunda, aos desvios nessa ordem, isto é, as transformações que os movimentos sociais impõe às estruturas, as mudanças da sociedade que conduzem a humanidade ao progresso.

O precursor do pensamento positivista acompanhou os movimentos revolucionários que correram a Europa no ano de 1848. O pensamento comteano se dedicava ao estabelecimento da ordem - o domínio burguês sobre toda a estrutura social. Sua filosofia de legitimação da dominação social influencia correntes ideológicas, movimentos e estruturas políticas até os dias de hoje.

O positivismo de Comte foi e é a filosofia da supressão das insurgências sociais e da manutenção do status quo.

Guilherme da Costa Aguiar Cortez - 1º semestre de Direito (matutino)