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segunda-feira, 21 de março de 2016

A Importância do Método Empírico na Superação do Senso Comum

O pensamento baconiano consiste em essência na realização da pesquisa empírica. A experiência é o núcleo de sua tese metodológica. Bacon era um crítico da filosófia infértil dos filósofos classicos, notadamente Aristóteles. Para ele, a aquisição do pensanento deveria ter proposito de utilidade prática para a dominação do homem sobre a natureza e não somente servir de instrumento para a ruminação intelectual.
A falta da experiência culmina na proliferação do senso comum, este resultante da precipitação das ideias em relação à prática. O próprio Francis Bacon pede para que se conheça a fundo sua obra antes de julgá-la. Isso ocorre pois, segundo o autor, a confiança isolada na mente humana induz ao erro, logo a validade das concepções depende não da sua lógica, mas da sua capacidade de sobrevivência aos testes.
As observações de Bacon ainda podem ser muito bem aplicadas no âmbito acadêmico, onde a produção teórica é antes usada para compôr e expandir bibliotecas do que para criar instrumentos de transformação social efetiva. Enquanto ambos os aspectos deveriam permanecer unidos, um deles ê usado como subsídio de inflação de egos no meio acadêmico e o outro é negligenciado.

Mauricio Vidal Gonzalez Polino - 1º ano - direito/noturno

A permanência dos ídolos na sociedade contemporânea

Desde os primórdios, o Homem tem exercido uma relação primordial com a natureza ao seu redor. Se o domínio da natureza na Revolução Neolítica por meio do início da utilização de técnicas agrárias significou o primeiro passo para uma não submissão completa aos fatores naturais, o aperfeiçoamento e a valorização da razão como instrumento para a compreensão do mundo – visto principalmente a partir do Renascimento Cultural – acabou gerando um efeito quase que contrário, uma vez que apontou para uma valorização excessiva da mente em detrimento do conhecimento prático que a natureza, em constante processo de renovação, sempre poderá nos indicar por meio de processos de experimentação.

Tal situação preocupou o filósofo Francis Bacon, que em sua obra “Novum Organum”, de 1620 (escrita, portanto, ainda sobre a aura renascentista), preocupa-se com os rumos que a ciência tomava naquele momento. Ele foca então na determinação de axiomas que possam ajudar o ser humano a encontrar o verdadeiro conhecimento, sem se deixar “enganar” por aquilo que considera os ídolos que impedem o real encontro com a verdade.

Atualmente, com o contínuo aperfeiçoamento da ciência ao longo dos tempos, pode-se dizer que a preocupação de Bacon acerca da necessidade de experimentação para a busca do conhecimento não se mostre mais tanto fundamentada, ainda que a consolidação daquilo que chamamos de verdade continue sendo extremamente influenciada por fatores externos, tais como os ídolos apontados pelo filósofo. É impossível, portanto, a aceitação total por parte da sociedade de um conhecimento acadêmico enquanto convivemos com a pluralidade de ideias, advinda, por exemplo, da diferente formação da visão de mundo de cada indivíduo, podendo esta ser influenciada ainda por outros fatores, como a filosofia e a religião.

Confiar cegamente na experimentação de aspectos naturais e na comprovação destes experimentos por meio dos sentidos, como propunha Francis Bacon, talvez possa, então, realmente ser uma saída para o encontro do conhecimento verdadeiro. Mas quão dispostos estaríamos de abrir mão de todos os nossos ídolos, ainda que possamos saber a possibilidade de eles nos incitarem o erro? Cabe a cada um decidir. 

Luiz Antonio Martins Cambuhy Júnior
Direito - 1° Ano Matutino

O Pesquisador e o Método de Bacon

           Crer na existência de uma neutralidade absoluta pode ser considerado impossível, porque seja qual for o pesquisador, é difícil que ele se afaste de seus valores, os quais fazem parte de si mesmo.  A neutralidade só poderia existis se fosse possível separar o homem de seu intelecto. Todavia, considerando como impossível essa divisão, o esperado é que o pesquisador apresente um grau mínimo de influência ideológica de seus valores. A imparcialidade é a maior representação de confiabilidade e objetividade em uma pesquisa. É preciso que o pesquisador seja cuidadoso para não se deixar influenciar por suas preferências ou desejos, para que sua pesquisa não seja contaminada.


Isadora Morini Paggioro - 1º ano - Diurno
Ciência social

Ao escrever o livro Novum Organum Francis Bacon reforça o método empírico como o único caminho para alcançar-se a verdade, objetivo final da ciência. Ao afirmar o empirismo o filósofo salienta a necessidade da não reflexão do pesquisador sobre a pesquisa. Isto com o intuito de evitar uma possível contaminação da pesquisa por conceitos prévios ou desejos do pesquisador. Mas o afastamento no caso das ciências humanas, nas quais estuda-se (dentre outras coisas) a sociedade na qual vive o pesquisador, é realmente possível?

O distanciamento da pesquisa, segundo Bacon, forja a garantia de que as vontades pessoais e opiniões do estudioso não macularão o objeto pesquisado. A verdade desta prerrogativa é palpável quando vista do prisma das ciências da natureza, uma vez que estas focam seus estudos em campos com uma menor aplicação na esfera política e social. Não havendo um envolvimento do pesquisador a chance de uma pesquisa tendenciosa, nesse caso, limita-se à ética do estudioso.  

Quando a mesma prerrogativa é aplicada à área das ciências humanas o conceito se confunde e se torna demasiadamente abstrato. Não se nega que há uma imensa probabilidade de o pesquisador das humanidades também buscar a confirmação de sua tese através de meios antiéticos. Mas até mesmo o estudioso mais bem-intencionado consegue, verdadeiramente, se afastar do seu objeto de pesquisa? Ou ao estudar um objeto tão inerente ao pesquisador, como a sociedade, se fada ao fracasso nesse ponto?

Por fim, no que diz respeito ao objetivo final da ciência, se ela gera frutos que não trazem retorno à sociedade, se encontra verdades estéreis, qual é o objetivo de alcança-las? Seria meramente a pesquisa pela pesquisa. O intuito de pesquisar é alcançar uma verdade baseada em fatos, mas se o objetivo é o conhecimento por si, sem um fundo social, principalmente nas ciências humanas, configura-se um saber vazio de significado. Esse esvaziamento de objetivo não pode ser potencializado pelo afastamento demasiado do pesquisador da função social se seu estudo?


 Lucas Barbosa Boscolo - 1º Direito Noturno

Ídolos, axiomas e empirismo: A contemporaneidade de Bacon

Francisco Bacon, apesar de seu radicalismo empirista, contribuiu muito com enunciação de seu método. Ao criticar, por exemplo, a ciência como mero exercício da mente e propor que não é possível compreender o mundo sem a observação empírica, nos leva a pensar o quão importante, apesar de radical, o pensamento dele para a atualidade. Como forma de ilustrar essa idéia, pode-se pensar por exemplo no quão fácil é hoje, na "era o facebook" esboçar opiniões nas quais a racionalidade é puramente imaginária, não havendo desta forma qualquer conclusão real dos fatos e coisas, o que gera a formação de certo senso comum.

Utilizando-se do mesmo exemplo-"a era facebook"-podemos observar um outro fenômeno: a busca e criação de heróis. Remetendo-se ao atual contexto de crise política no Brasil, falta de representabilidade política e operação lava jato, por exemplo, percebemos que o desespero da população pelo fim da corrupção é tão grande que, profissionais como o ex-ministro Joaquim Barbosa e o juiz federal Sergio Moro, ao desempenharem um trabalho integral de investigação (algo raro nos servidores públicos), são venerados de tal forma a serem vistos como opções de candidatos à presidência do Brasil. A isso, talvez, Bacon nomearia como os "ídolos da tribo".


Assim, percebemos o quão importante e vanguardista foi Bacon em seus axiomas e na enunciação de seu método, apesar de resguardar nesse citado certo radicalismo. 

Ciência daqueles que enxergam além

Um dos mais importantes filósofos e considerado o fundador da ciência moderna, Francis Bacon buscou desde o princípio da elaboração de sua ciência pautar-se primeiramente naquilo que poderia ser observado a partir da experiência. Ao contrário do que fizeram os filósofos que contemplavam a dialética, como Aristóteles, por exemplo, que primeiramente tirava conclusões acerca do mundo para depois comprová-las na prática, o filósofo empirista antes observava o mundo à sua volta para que somente depois pudesse formular hipóteses que explicassem seu funcionamento. Além disso, criticou duramente a dialética, pois para ele essa filosofia serviu mais para evidenciar os erros do que propriamente ajudou na busca da verdade em si. Estavam equivocados também, ao seu ver, aqueles que faziam ciência com o simples uso da mente, já que para Bacon era necessário regular o trabalho dela por mecanismos com a finalidade de intensificar a qualidade dos resultados obtidos. Desta forma, elabora uma ciência que tem por objetivo a descoberta científica que significaria a própria vitória sobre a natureza ao conhecer-se de forma clara como ela se apresenta; ciência a qual não pretende ser tangível a todos os homens, mas sim abranger aqueles que buscam ir além do conhecimento já existente.

Heloísa Guerra Rodrigues da Silva - 1ºano - Direito Matutino

Bacon e a Realidade Despida de Paixões

Em "Novum Organum" Francis Bacon explica seu método de fazer ciência, o qual só reconhece a experiência como guia seguro e rejeita as construções que a mente faz por ela mesma.
                                                       
Este método,exatamente por isso,denomina-se "cura da mente" pois seu mecanismo é a regulação da mente através da experiência. As chamadas "antecipações da mente" são as formadoras do "senso comum" e prejudicam a ciência pura. Bacon aponta quatro tipos de Ídolos que seriam as percepções falsas que temos do mundo: Ídolos da tribo (vinculados às distorções da mente humana), Ídolos da Caverna (vinculados à formação do indivíduo, suas leituras e educação), Ídolos do Foro (vinculados à influência das associações do indivíduo) e Ídolos do Teatro (que dizem respeito às superstições,astrologia e magia).

Esses Ídolos correspondem aos fatores que causam alienação na nossa sociedade e podemos percebê-los, claramente, na atual crise política pela qual o país passa através dos debates entre a direita e a esquerda, das preferências midiáticas, bem como a nomeação de heróis e de vilões. Por meio desse recorte, percebemos os perigos dos vícios criados pela nossa mente, os quais nos impedem de enxergar a realidade despida de paixões, e a importância do método de Bacon para nos livrar dessas armadilhas e compreender o nosso entorno tal como ele é.


Aluna: Juliana Furlan de Carvalho – 1º Ano, Direito Noturno 

A natureza a prova por Bacon.

  Um dos mais importantes fundadores da ciência moderna e Francis Bacon,nascido em 1561 em Londres ,foi responsável por introduzir na filosofia uma nova ética de pesquisa usando como fundamento a experiencia advinda da pratica e do raciocínio indutivo.
   A obra de Bacon e caracterizada como opositora ao pensamento dialético clássico   pois para ele os gregos usavam suas conclusões sobre a natureza para satisfazer as exigências da escrita ,outro fator que se opõem  e a pratica da ciência para o melhoramento da vida em sociedade e pela critica ao pesamento e conhecimento baseado no miticismo ,colocando a natureza a prova. 
  Para o autor o que impedia o homem de avançar no mundo do conhecimento eram os ídolos que são para Bacon noções falsas da realidade, e para combater esse falso pensamento deve se a identifica-lo para posteriormente fazer a desconstrução do mesmo.  
 Um grande exemplo do uso do empirismo como forma de conhecimento cientifico foi Mendel que  em seus experimentos cruzou durantes anos ervilhas chegando em uma teoria genética  que ate hoje e usada pelos cientistas,outro exemplo são as recentes descobertas que confirmam   as teorias de relatividade  de Albert Einstein . 
  O método de Bacon apresentou uma nova maneira de estudar os fenômenos e que a descoberta de fatos verdadeiros não depende mais dos esforços puramente mentais,mas sim da observação,da experimentação guiada pelo raciocínio indutivo .
A queda dos ídolos

A natureza e toda sua complexidade é o grande agente instigador do intelecto humano. Muitas mentes ao longo da história direcionaram seus esforços para compreender o mundo em todos os seus campos, entretanto Francis Bacon, em sua obra Novum Organum, preocupou-se antes com a maneira a qual tais respostas deveriam ser buscadas e propôs um método de pesquisa científico.

Muito do conhecimento que havia sido produzido até então era pautado na dedução intuitiva que 
decorria do método aristotélico, onde o intuito é encontrar a causa final de determinado acontecimento. Esse método, no entanto, pressupõe uma realidade antes de se comprova-la empiricamente. Desse modo, distorções e até mesmo interpretações errôneas podem ser produzidas e adotadas como referencial sem uma sustentação certificável.

Para Bacon esse exercício da mente, o qual associa-se a dedução intuitiva, como meio de buscar as respostas é falho, pois o intelecto humano é tendencioso quanto aos seus interesses e portanto impreciso na apuração dos fatos. Partindo dessa condição propõe-se um método denominado indução por eliminação, onde se parte de premissas básicas e notáveis da situação ou fenômeno pesquisado, depois são testadas empiricamente e experimentalmente possíveis explicações, para então eliminar o que não foi comprovado e lapidar logicamente o conteúdo desses estudos. Não há nesse caso a preocupação com a causa final do fato, mas sim com a interpretação e o entendimento do processo que levou a sua ocorrência.

Ao propor esse método, Bacon condena os entraves que em sua visão existiam ao avanço da ciência, os chamados “ídolos”, que dogmatizam o conhecimento e impedem uma apuração precisa dos processos. Para superar tais entraves seria necessário desenvolver novas técnicas que auxiliassem o intelecto a abstrair tais dogmas e melhor interpretar a realidade.

De modo geral a proposta de Bacon converge com o modelo de pesquisa científica contemporâneo em especial no que se refere à criação de técnicas para aferimento dos fatos e interpretação da realidade a partir da experimentação e não somente de concepções intuitivamente obtidas, ou pré-concebidas. Não  se pode fazer ciência com antolhos dogmáticos que inviabilizem uma visão crítica da realidade e é nesse ponto que mora a maior virtude da obra. A negação de "ídolos" que não se sustentam logicamente é o primeiro passo para se fazer ciência. 

Lucas Tadeu Ribeiro Efigênio

1º Ano – Direito - Noturno

Bacon sobre ciência e sua influência

  O livro Novum Organum de Francis Bacon, publicado em 1620 pela primeira vez, discorre sobre uma nova maneira de se fazer ciência. O livro é dividido em duas partes, sendo a primeira para desconstruir o que Bacon acredita como o método “errado” de se fazer ciência e a segunda para mostrar o jeito que acredita correto.
  Seu método se baseia principalmente na experiência e no empirismo. Para ele nós temos que nos livrar dos ídolos que confundem a nossa mente, temos que nos livrar da antecipação do pensamento, pois somente através do estudo e da experiência podemos chegar ao fato e à aquilo que é a verdade.
  Além disso, acredita que a ciência precisa ser prática e inovadora, com uma finalidade real para a sociedade e diferenciada daquilo que já existe, para assim evoluir. Assim como é dito por ele: “A verdadeira e legitima meta das ciências é a de dotar a vida humana de novos inventos e recursos” (Novum Organum – Bacon, Francis – página 42)

  A sua idéia de ciência permanece até os dias atuais, mesmo depois de aproximadamente 400 anos. É possível ver que a maioria das inovações científicas, em especial na área da natureza, são baseadas na experimentação, voltadas para o uso prático da sociedade e, geralmente, com algum ganho econômico, sendo este último uma extrapolação do pensamento baconiano.

Tereza Gomes Leal, Direito Noturno - 1º ano

Francis Bacon e a Era da Informação


Francis Bacon, em sua obra "Novum Organum", destaca a superioridade do conhecimento produzido através da experiência empírica sobre a razão. Para ele, a falta da utilização da experiência nos induz a conclusões errôneas, ou seja, ocorre a "antecipação da mente".

Tal processo é conhecido por senso comum. Bacon defendia a tese de que esse, por basear-se somente em raciocínios e lógicas fabricados sem a influência do método empírico, traz resultados falsos.

Pode-se relacionar tal pensamento à contemporaneidade, a qual se encontra em seu auge tecnológico, em que há um alto fluxo de informações de forma instantânea. Como resultado, observa-se a propagação em grandes proporções de falso conhecimento, através de redes sociais e portais de notícias. A população, que não procura comprovar a informação que recebe, crê no que é dito e, além disso, contribuem para sua propagação.

Dessa forma, para combater tais conhecimentos irreais divulgados amplamente, deve-se sempre buscar provas verdadeiras sobre o tema mencionado de acordo com o método de Francis Bacon, baseado no conhecimento empírico.


Lígia Lopes - 1º Ano Direito Noturno

A ciência liberta da hipótese e aprisiona na ganância o homem

A interpretação da natureza e do que está intrínseco às coisas, através da ciência, o pilar da modernidade, foi considerada por Francis Bacon o instrumento de transformação e entendimento do mundo. A ciência como representação do mundo foi teorizada por um método que aponta para o conhecimento, o qual exige a análise racional longe do labor da mente, a determinação do alcance dos sentidos e o estabelecimento da certeza ao redor dos fatos; e por fim chega-se à modificação do meio, caminho que leva à razão. Desta forma, a procura por provas e indícios do empirismo impede que a mente humana se guie por si mesma e faz com que seja guiada pela realidade, livrando-nos de preconceitos e constituindo a ciência como exercício da mente. Pois, uma mente autoguiada é tendenciada a raciocínios desprovidos de clareza racional, facilmente influenciável, como em diversos exemplos ao longo da história da humanidade, em que a realidade estava oculta a indivíduos não orientados pelo conhecimento da natureza. Com isso, tamanha importância dada ao conhecimento manifesta o peso carregado por este no que diz respeito a seu poder de libertação e dominação, visto que o controle da mente humana e da natureza implicam a transformação das relações a sua volta. No entanto, tal conhecimento dotado de tamanha capacidade prática, muitas vezes, serve como agente alienador, uma vez que a ambição do homem pelo poder, aferido pelo saber, priva o indivíduo da própria ética – tão debatida pelos gregos, tão criticados por Bacon – mantenedora da dignidade humana. Portanto, até mesmo o conhecimento mais próximo da realidade pode corromper a integridade humana, pois desperta a ganância pelo poder dentro do ser humano. O saber é poder, mas o poder não sabe poder saber.

Henrique Mazzon - Direito Noturno
Francis Bacon é adepto de ideia pratica acerca do conhecimento. Para ele, é preciso entender o mundo e saber a utilidade para agir, e nao apenas contemplar. Para isso, segundo Bacon, é preciso experienciar antes de concluir. Sendo assim, o caráter passivo da filosofia tradicional não o agrada muito.
Ao transpor tais ideias da filosofia moderna para os dias de hoje é possível notar intensa influencia nos métodos de pesquisa mais modernos. A experiência é antes de tudo um meio que serve de base fundamental antes de qualquer fato ser constatado e então criticado. Guiar-se por esse método é também mecanismo que colabora para que a mente não se guie por si mesma. Uma vez que o fluxo da mente é controlado e a experiência é colocada como ação primordial para atingir conhecimento, o poder é direcionado pelo saber.

Isabela Rocha, 1º semestre de Direito (noturno)

Saber é poder


É preciso saber
saber é preciso
preciso por que advêm de experiência
necessário para a própria sobrevivência

Saber é dominar
Dominar aqueles que deixam a mente se auto-guiar
Mente descontrolada
é mente equivocada

Saber é poder
poder controlar
controle absoluto
controle nada diminuto
e de segundo em segundo
o saber domina o mundo


Sophia Re - Direito Diurno, 1º ano

Bacon e a Evoluçao do Homem

Tradicionalmente, a interpretação do mundo vinha de fantasias e misticismo. No entanto, Bacon foi um dos primeiros filósofos a teorizar um metodo empírico do estudo racional da natureza.
Como é visto em sua obra "Novum Organum", Francis Bacon defende o metodo empírico indutivo: para alcançar o conhecimento, sao necessarias experiencias, pautadas na racionalidade e com objetivo de contemplar e interpretar a natureza. Caso contrario, ocorre a chamada "antecipaçao da mente", ou pré-concepçao de ideias.
Esse pensamento é evidente no contraste das teorias que explicam o surgimento da vida: criacionismo e evolucionismo.
Enquanto a teoria Evolucionista de Darwin, que exemplifica a teoria de Bacon, é sustentada por experimentos e pesquisas comprovadas cientificamente, a teoria criacionista é embasada no pensamento místico-religioso, sem sustentação racional e cientifica, como era visto na teoria tradicional Medieval.

Ciência e transformação

Com o fim da Idade Média e a ascensão da classe burguesa, a cultura greco-romana foi profundamente explorada pelos novos pensadores e artistas que viam nos antigos um grandioso contraponto ao período medieval. A contribuição dos filósofos gregos para as mais diversas áreas do pensamento é incontestável e, até a atualidade, valorizada.

Os gregos, entretanto, atraíram a antipatia do inglês Francis Bacon. O filósofo moderno criticava a efetividade do pensamento antigo. Bacon não negava a riqueza dos debates filosóficos gregos, mas contestava a ineficácia desses em promover transformações estruturais na sociedade.

De que serve a mais completa compreensão da realidade humana se ela não produz qualquer instrumento de contestação da mesma? Bacon tinha essa preocupação que, séculos mais tarde, foi usada de forma semelhante pelo alemão Karl Marx para criticar a ciência que atendia aos interesses das classes dominantes.

Nos resta o questionamento: a ciência só é válida quando provoca a crítica à realidade dada? O saber - sabe-se - é libertador e pode levar à destruição das estruturas sociais em contestação. Posto isso, a ciência não pode se dar ao luxo de ignorar a realidade de completa desigualdade de direitos e oportunidades com que nos deparamos em sociedade e se manter distante de tudo isso.

Revolução e ciência andam juntas. O saber que aceita a neutralidade é infrutífero, para não dizer conivente com a realidade de desigualdade e opressão. Há muito a ser mudado em nossa sociedade e a ciência deve sim estar a serviço da transformação e da libertação humana.

Guilherme da Costa Aguiar Cortez - 1º semestre de Direito (matutino)

A busca pelo poder

O filósofo inglês Francis Bacon defende em sua obra a percepção do mundo e a obtenção da verdade através da interpretação da natureza, esta tanto física como humana e social. Após observar os fatos e eliminar os ídolos pode ser obter o saber. E como deve ser esse saber? Segundo Bacon deve ser de caráter obrigatoriamente concreto, que leve a obras frutíferas, afinal ele é a fonte de poder.

Isso explica o movimento pela privatização das universidades publicas no país. O setor privado, ciente desse dito baconiano, busca incessantemente o controle do saber brasileiro, propagando idéias que procuram nos convencer que a privatização é a melhor saída.

Infelizmente o Brasil já está passando por esse processo, cerca de 71,4% dos estudantes de ensino superior estão matriculados em instituições privadas. Assim perdemos a autonomia na produção do saber, que passa a trabalhar exclusivamente a serviço do capital, além do prejuízo na capacidade e incentivo à reflexão.                                                                                                  
Observar realmente é fonte de conhecimento verdadeiro, que nos dá poder. É preciso aprender com as experiências passadas para saber administrar o futuro, adquirindo-se assim o poder do discernimento. 
                                                                    Leticia Garozi Fiuzo, 1°ano direito noturno

Francis Bacon e as consequências do progresso

Bacon, ao elaborar a “Teoria dos Ídolos”, manifesta sua insatisfação com a visão da ciência em sua época, que mostrava-se distorcida, repleta de noções falsas criadas pela mentalidade humana, influenciada tanto por elementos externos como por inerentes do ser. 
Desta maneira, ao expurgar seus ídolos, o filósofo encontrou em sua abordagem indutiva e experimental sobre o saber, a maneira mais segura e verídica de se praticar ciência.

E ao criticar e antagonizar o raciocínio silogístico de Aristóteles – amplamente utilizado por filósofos da época –  Bacon abriu caminho para a metodologia cientifica e através de avanços técnicos, a utilização da natureza em prol do homem.

Sua busca pela dominação dos meios naturais, se por um lado resultou em um enorme progresso científico tecnológico para a humanidade, também é razoável contrapor que a influência de seu pensamento torna-se, por assim dizer, parte responsável pelo alarmante problema da degradação do meio ambiente em que hoje vivemos.

Digo com relativa certeza que o progresso que Bacon tanto almejou foi alcançado, a natureza está subjugada ao poder do homem; e sem negar a importância de seu método científico, também devemos estar conscientes do outro lado de seu legado e suas temíveis consequências na esfera ecológica, que ainda vêm se desdobrando a toda força neste avanço tecnológico característico do século XXI. 

Um comentário sobre Bacon e sua ponderação lúcida

Mais uma vez a racionalidade é posta em cena e repensada em sua forma de ser e prática. De maneira mais avançada, Francis Bacon entende que produzir ciência é mais do que entender o mundo à sua volta: é devolver algo de novo e útil às pessoas. Partindo desta prerrogativa, Bacon associa a racionalidade ao empirismo de modo ponderado e moderado, sem deixar um se sobrepor ao outro. O pensador também consegue perceber as limitações humanas na hora de produzir ciência e as amarras intrínsecas ao ser em sua condição humana. Ao mesmo tempo, reconhece que isso tem sua utilidade prática, já que a racionalidade/objetividade sem precedentes seria vazia e tola, produzindo conhecimento meramente teóricos e com pouca significação cotidiana.

Reflexões de uma qualquer: Mudança induzida ou requerida?

Olha para o mundo de fora. Constrói através do seu microcosmo o macromundo. Temporaliza suas convicções com a lógica da verdade. Redige leis, atesta casos, modela o mundo, mas nada vive, nada usa, nada toca. Como o Intelecto humano pode ser construído se abandona as dificuldades??

Pode crescer e estruturar-se, uma vez que permite a natureza tocar em si, banhar-lhe de seu conhecimento, fincar neste ser tão incompleto axiomas coesos e verdades.

Assim, as dificuldades provindas das diferenças - sussurram os ídolos da caverna - são extintas. a dificuldade transmitida na linguagem - sussurram ídolos do foro - se esclarecem. As dificuldades persistentes das novas doutrinas científico filosóficas - sussurram ídolos do teatro - se desconstroem.

Se levanta como alicerce um novo método. Modelo que foge dos vícios idólatras. Modelo que se pauta na regularidade dos fatos , no apreciar dos fenômenos naturais e psicológicos dando origem as relações de mundo e o impulso a um pensamento geral da gigantesca realidade que cerca a vida.

Dessa forma o interior passa a ser reformado e o medo de girar em perpétuos círculos de um ínfimo progresso torna-se quase extinto.

É notável a força humana para lutar contra a uma ordem estritamente estabelecida, mas contudo que a força de experimentar a mudança não beire a insanidade de repetir erros do passado ou simplesmente mantê-los. 



Nathália Galvão - Noturno

Francis Bacon e a contemporaneidade

    Francis Bacon atribuía a interpretação do mundo à experiência. Considerado um empirista ortodoxo, Bacon acreditava que a experiência deveria levar as conclusões, e não o contrário como pregava Aristóteles. Desse modo, a razão deveria se submeter a experiência e as conclusões seriam fruto da dialética de realizar uma observação e submetê-la ao pensamento.
    Mesmo que sua obra "Novum Organum" tenha começado a ser escrita em 1608 podemos aplicar seus conceitos em nossa contemporaneidade. Um exemplo que podemos levar em conta é a dos pedidos a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Quando pensamos no ato de um impeachment lembramos da experiência que tivemos com o ex-presidente Fernando Collor de Mello, que teve em seu governo acusações de corrupção, desencadeando um processo de impeachment na Câmara dos Deputados, seguido do apoio popular com o movimento dos Cara-pintadas. Esse fato possui muitas semelhanças com o que acontece no atual governo, que também possui denuncias de corrupção e que o povo, em alguns casos, assimilando a experiência e os resultados obtidos pelos cara-pintadas, foi a rua protestar, utilizando-se da razão para formular suas questões e objetivos.
    Outro ponto da obra de Bacon que pode ser atrelado a nossa realidade é sobre a teoria dos ídolos. Os ídolos são considerados falsas percepções do mundo e podem ser divididos em ídolos da tribo, da caverna, do foro ou do teatro. Como um exemplo de ídolos do foro podemos citar a mídia pois, ao informar sobre as manifestações a favor ou contra o impeachment da presidente Dilma, se apresenta de forma tendenciosa, fazendo o uso de palavras e imagens que favorecem o seu ponto de vista, levando a uma alienação da população e, consequentemente, uma visão distorcida da realidade.
    A "cura da mente", um objetivo almejado pela teoria de Bacon, é difícil de ser alcançado pois, na maioria das vezes, ocorre a transferência de um ídolo para o outro, não resolvendo o problema e agravando o processo.

    Bruna Flora Brosque
    1º ano de Direito - Diurno

A influência de um pensamento

  Francis Bacon foi uma pessoa muito importante na formação da Ciência Moderna. Até hoje, as suas ideias são influentes. O seu modo de ver a ciência como transformadora do mundo é algo que demonstra o seu valor.
  O seu pensamento, desse modo, vai ao encontro com o que é empregado por muitas universidades. Inclusive, uma das finalidades dessa instituição é o de gerar conhecimento para mudar o mundo. Com isso, vemos uma das principais influencias que Bacon pode ter deixado, que é justamente a ideia de conhecimento, para ele era a capacidade de dominar.
  Atualmente, um dos fatores que classificam um país como desenvolvido ou não, é verificando a sua capacidade de gerar tecnologia, que está intimamente atrelado ao conhecimento. Esse é um dos exemplos que demonstram a importância desse autor para o pensamento do mundo moderno.



Renan Batista De Carvalho
Direito 1 ano - noturno

Coerção afetiva

  Em ‘’Novum Organum’’, Francis Bacon pontua a ‘’antecipação da mente’’ e a crença em saberes absolutos como empecilhos a razão humana e, portanto, à construção do conhecimento e ao avanço social. Com essas pontuações, o filósofo nos ajuda a entender diversas questões contemporâneas, dentre elas, a manutenção da mentalidade homofóbica.
  Apesar de ter sido retirada da lista de patologias da OMS e de estar registrada em mais de 1500 espécies, a homossexualidade ainda é vista por parcela significativa da sociedade como um comportamento ‘’antinatural’’ e passível de ‘’cura’’. Essa postura social, porém, tem seus principais alicerces na religião e em teorias científicas ultrapassadas.
  Durante séculos, a ciência viu a questão como um transtorno mental e homossexuais foram submetidos a ‘’tratamentos’’ desumanos. Hoje, a comunidade científica não aceita a ideia da homossexualidade como doença. No entanto, sujeitos influentes como Marco Feliciano, Jair Bolsonaro e Silas Malafaia dialogam com uma quantidade assustadora da pessoas ao se referir a questão como ''anomalia'' e ''escolha''. Em seus discursos, eles se utilizam de argumentos religiosos e ''pseudo-científicos'' para condenar e perseguir qualquer comportamento avesso à heterossexualidade. 
   Esse apego as teorias do século XIX ignora que o conhecimento se altera no espaço e no tempo. Enquanto o alicerce religioso coloca os escritos sagrados como inquestionáveis e se pauta em uma interpretação hipócrita das palavras celestiais. A bíblia, por exemplo, diz ‘’amai ao próximo como a si mesmo’’ e condena à homossexualidade tanto quanto a luxúria, a inveja, a corrupção, enfim, tanto quanto diversos atos que nós humanos cometemos com frequência. Mas, tais partes são ignoradas e apenas o que convém é difundido. 
  Além da noção de verdades absolutas, o grande alcance desses líderes políticos e religiosos ocorre porque o discurso deles se baseia no que Bacon chama de ''antecipação da mente''. As falas em torno da ''cura gay'' e de falácias como ''a ausência da figura paterna e a convivência com gays podem fazer o indivíduo virar homossexual'' se assemelham àqueles discursos veiculados durante séculos e que se apresentam como ''verdade'' para o senso comum. Ou seja, esses políticos e religiosos dialogam com os preconceitos enraizados na mentalidade social. 
 Diante desse cenário, percebe-se que a homofobia provém da crença em verdades inabaláveis e da antecipação da mente, isto é, ela é fruto da ignorância. Ir na contramão das pontuações de Bacon resulta, atualmente, na intolerância, a qual- por sua vez- traz um imenso retrocesso em termos de direitos humanos: agressões físicas e morais aos homossexuais e civis, como a não aceitação da união civil homoafetiva. 

Juliana Inácio- 1 ano de direito (noturno)

Bacon: conhecer a realidade através da experiência

Em Novum Organum, o filósofo inglês Francis Bacon desenvolve uma concepção de mundo ainda mais radical que a de Descartes. Para ele, é fundamental pensar a essência, o íntimo das coisas e interpretar a natureza valendo-se do método empírico indutivo. Por meio deste, busca-se uma ciência mais lógica, prática e objetiva.
Visando ao cultivo das ciências e à descoberta científica, Bacon apresenta a “Antecipação da Mente” como o conhecimento contemplativo e a “Interpretação da Natureza” como um método sustentado pela experiência, que serviria de escora para o intelecto. Esse esteio é necessário para estabelecer que a razão deve guiar a mente e não permitir que esta seja sua própria guia.
Por outro lado, a mente pode ser limitada por diversas distrações que prejudicam a construção do conhecimento científico, mais conhecidas como ídolos. Dentre os quatro tipos de ídolos definidos por Bacon – ídolos da tribo, da caverna, do foro e do teatro -, atento-me aos ídolos da caverna, “dos homens enquanto indivíduos”, - e cada um “tem uma caverna que intercepta e corrompe a luz da natureza”. Assim, muitos tomam por conhecimento aquilo que imaginam ser real ou aquilo que julgam como certo, pendendo, por vezes, para atitudes de preconceito e intolerância quanto à religião, classe social e cultura, por exemplo.
Portanto, é de grande relevância que o ser humano observe e compreenda a realidade à luz da razão, evitando as amarras do senso comum e empenhando-se na busca por conhecimento para, finalmente, dominar a natureza.

Bianca Carolina Soares de Melo - 1º ano de Direito - Noturno

O Conhecimento Empirico por Francis Bacon

          Francis Bacon, em sua obra Novum Organum, tem a intenção de mudar a relação entre o homem, a natureza e a ciência, defendendo que, na busca do conhecimento, a razão deve estar associada à experiência, sendo, porém, a segunda que guia a primeira.
          Seu método empirista é justificado pelo fato de que o intelecto está sujeito a interferências e, tendo em vista as diferentes vivências de cada individuo, torna-se impossível alcançar uma verdade única e universal apenas pelo exercício da mente. Essas falsas percepções do mundo são tratadas no livro como ídolos, divididos em da tribo (paixões), da caverna (formação), do foro (relações pessoais e sociais) e do teatro (adesão a doutrinas filosóficas). Segundo Bacon, é necessário identificá-los para então libertar-se deles.
          Além disso, critica a ciência como mero exercício da mente, tal como faz a dialética escolástica, afirmando que a função contemplativa da filosofia e a falta de interesse pelo funcionamento da natureza são as principais responsáveis pela estagnação do conhecimento e da técnica. Para ele, a filosofia deve servir ao bem estar do homem.
          Bacon foi responsável por grandes avanços no pensamento de sua época, como precursor do método experimental, e é ainda de extrema importância na atualidade, no momento em que o senso comum vigora e deturpa a realidade.

Gabriela Fontão de Almeida Prado, 1° ano de direito diurno.

Francis Bacon: pensamentos e influencias

Autor da obra Novum Organum, o filósofo Francis Bacon foi um dos primeiros os quis defenderam a necessidade de se encontrar um método que pudesse promover o estudo direto da natureza.  De acordo com suas ideias os escolásticos (filosofias do período medieval centradas nos pensamentos de Aristóteles) erravam ao deixar em um plano inferior as experiências.
Porém, para que o ser humano encontre o ideal desenvolvimento da ciência, é necessário que ele se liberte dos Idolos, que são considerados por ele como empecilhos para o encontro da verdade.  Assim, segundo ele, para se construir conhecimentos por meio do novo método, seria necessário acabar com antigas limitações, as quais eram obtidas por meio das investigações ate então utilizadas. Ou seja, o que ele realmente queria era derrubar as concepções medievais e criar um exemplo de ciência baseado na experiência.
Outro fator a ser observado sobre o autor é sua frase “saber é poder”, sobre a qual está contida a ideia de que só poderia ter um conhecimento verdadeiro sobre a natureza a partir do momento que fosse tido um contato direto com ela, ou seja, a observação direta de determinados fatos (através da experiência) faz com que o conhecimento seja construído sem noções escassas e vazias, levando à conquista de verdades mais gerais. Assim, é evidente que para ele o conhecimento pode ser equivalente ao poder.
Além disso, a frase de Bacon sugere que o conhecimento tem a possibilidade de ser usado como forma de dominação sobre algo. Sendo assim, pode se observar que essa teoria foi comprovada nas próximas sociedades, como, por exemplo, quando existiram os regimes de direita (nazismo, por exemplo), os quais através de seus argumentos promoviam dominação e influência sobre certo público, fazendo com que seguissem suas ideologias.

Gabriel Ferreira dos Santos - 1º ano de Direito (noturno)

A experiência como guia para o conhecimento

Na obra “Novum Organum” Francis Bacon descreve seu método científico, pautado no empirismo. Segundo Bacon, as experiências devem regular a razão para se atingir o conhecimento. Para Bacon, a mente humana precisa ser regulada por mecanismos empíricos, caso contrário, ocorre o que ele classificou como “antecipação da mente”, que seria o intelecto humano baseando-se em ideias pré-concebidas e que não possuem embasamento científico.
     As ideias de Bacon tiveram grande importância para a ciência e permanecem muito atuais. O baixo nível dos debates políticos observados nas redes sociais é um exemplo que reforça a teoria baconiana de que a mente humana, quando se limita a aceitar ideias prévias, baseadas no senso comum ou em outros “ídolos”, não produz conhecimento válido para melhorar a condição humana. O pensamento de Bacon de que “saber é poder” também é muito atual, uma vez que o conhecimento científico é cada vez mais usado não apenas para conhecer a natureza, mas também para exercer controle sobre ela.
     Pode-se dizer que se o método baconiano fosse mais difundido e seguido pelas pessoas, o mundo certamente estaria em um estágio de desenvolvimento superior ao atual, uma vez que haveria menos preconceitos e ideias inconsistentes com a realidade, e mais conhecimento científico voltado para o progresso humano. Teríamos menos problemas e mais soluções.


                 Rafael Carpi Baggio , 1° ano de Direito (diurno)