Total de visualizações de página

domingo, 20 de março de 2016

Breve análise sobre a obra "Novum Organum" de Francis Bacon e suas possíveis intenções

     Sobre a discussão do bom uso da ciência, da organização do conhecimento, e da busca pela verdade certa das coisas e conclusões, Francis Bacon discorre em sua obra "Novum Organum" suas observações quanto ao conteúdo científico desenvolvido até então, e a forma como foi induzido - mesmo que inconscientemente - a corresponder com as expectativas humanas. Ou seja, conclui que muito do conhecimento produzido foi orientado pelo desejo humano; além disso, critica a ciência contemplativa que rejeita a experimentação como forma de comprovação do que se especula, e principalmente a falta de utilidade prática para o bem estar humano que algumas produções científicas apresentam.
     A partir disso, pode se prever e constatar os perigos da orientação passional do raciocínio lógico, quando em face de produção de uma consciência coletiva marcada por equivocados preconceitos, xenofobia e cultura de violência - usando estes como poucos exemplos de vários fenômenos sociais possíveis de serem evocados. Observa-se então na história, alguns casos de tragédias e desastres humanos e sociais causados por este tipo de equívoco apontado pelo autor: o nazismo e o holocausto, a xenofobia presente na Grécia Antiga, o racismo constitucional nos EUA sustentado pela teoria de evolucionismo social, além de muitas outras situações cabíveis.  
     Muitos desses eventos citados ocorreram após a finalização do trabalho de análise humana realizado por Bacon, porém o conhecimento histórico que possuía foi suficiente para justificar suas opiniões a cerca da falta de verdade em muitos axiomas construídos pelo homem através da exposição da ausência de experimentação prática e pesquisa social para confirmação de teorias construídas em laboratório pelo uso único da racionalidade, que eles apresentavam. 
     Tendo isso em voga, constata-se a importância da ação científica para evitar erros interpretativos sobre a natureza e, a ainda pouco citada neste excerto, contribuição para o desenvolvimento humano e social formada pelo uso da ciência na prática, com a aplicação desta em mecanismos e obras que visem a evolução do homem em sociedade - benefício este qualificado como que essencial para o uso da ciência de acordo com Bacon em suas argumentações. 


 Luana Ambiel Marachini, aluna do curso de direito (noturno) da UNESP.

Interpretação do mundo pela experiência

Em Novum Organum, ou Verdadeiras Indicações Acerca da Interpretação da Natureza, Bacon ressalta que para que se atinja um conhecimento pleno e sólido do mundo, é preciso que em primeiro lugar que haja uma análise, uma investigação da pauta em questão e em seguida usar de suas conclusões, da ciência, para transformar o mundo. Portanto, ele acredita que apenas tirar conclusões através das suas próprias convicções, paixões, sem um observação da natureza, não traz o conhecimento puro de algo. Dessa maneira, Bacon entra em desacordo com os gregos, criticando principalmente Aristóteles, os quais creem que apenas o raciocínio puro basta para solucionar, melhorar ou diminuir os problemas humanos.
Bacon nos faz chegar a conclusão de que para se chegar ao entendimento de algo, devemos primeiro realizar experiências e a partir disso, dizer se é verdadeiro ou falso, porque é a partir das experiencias é que se pode ter certeza de que qualquer coisa inventada ou feita pelo ser humano está correta. Um exemplo de nossa atualidade de que seu método está correto é a necessidade de se fazer testes farmacológicos antes de algum tipo de medicamento entrar no mercado, e que dessa maneira o medicamento não traga efeitos indesejáveis aos usuários.

Stella Cácia Bento Schiavom, 1º ano de Direito (noturno)

O Caminho de Francis Bacon.

Na Renascença, se iniciou a construção do conhecimento cientifico que levou ao desenvolvimento de inúmeras descobertas. Muitas dessas invenções se tornaram possíveis graças a ruptura de fronteiras proporcionada pelo surgimento de um novo método cientifico. 
Francis Bacon foi um dos primeiros a formular o principio da indução cientifica, influenciando os cientistas de gerações posteriores. Na primeira parte de sua obra mais famosa, Novum Organum, Bacon sustenta que é necessário se livrar dos erros comuns e das noções falsas, que atrapalhariam a descoberta do saber cientifico. Ao alegar "Conhecimento é poder ", o filósofo enfatiza que o conhecimento tem uma utilidade prática e não apenas contemplativa. A segunda parte contém regras como: observar, mensurar e realizar experimentos para interpretar a natureza e as indica como único caminho para conhecer a verdade de forma clara e manifesta. 
Apesar das contribuições do método cientifico proposto por Bacon, a historia da produção intelectual e cientifica comprova (ironicamente) pelo método empírico, que a imaginação e a criatividade são em várias ocasiões os principais instrumentos para a origem do conhecimento científico. Não raras vezes, a literatura e as produções audiovisuais anteciparam ou até mesmo traçaram os novos caminhos a serem percorridos pela ciência. 
Hugo Gernsback escreveu o livro "Ralph 124C 41+" em 1911, que é considerada a primeira descrição completa e com diagramas de uma invenção que só seria realizada em 1934: o radar. Em 1914, H.G. Wells previu a criação da uma arma nuclear em seu livro "The World Set Free". Após a leitura do livro de Wells,  Leo Szilard patenteou em 1934 a bomba atômica. Em 1898, Mark Twain em seu livro "London Times" inventou o "telelectroscope" que usava um sistema de telefones em uma rede mundial para compartilhar informação e conteúdo, muito parecido com o funcionamento da internet e smartphones.  A existência das partículas Bósson de Higgspartículas as quais são creditadas a origem do universo, só foi comprovada empiricamente, mais de 40 anos após a criação da teoria de  Peter Higgs. Albert Eistein, mesmo utilizando-se da matemática e de outros instrumentos do método de Bacon, afirmou usar a criatividade, a imaginação e as conjecturas mentais para apresentar o principio da relatividade, da equivalência e da invariância adiabática do número quântico, que só foram comprovados empiricamente  anos depois. 
importância de Bacon é inegável para a Filosofia e para as descobertas cientificas das gerações posteriores à publicação do "Novum Organum", no entanto, sua afirmação quanto aos dois caminhos existentesum destinado ao cultivo das ciências e outro à descoberta cientifica, se mostrou equivocada. A origem da descoberta cientifica não é obrigatoriamente através da experiência e da observação e não existe apenas dois caminhos quando se fala em conhecimento, os caminhos são tão diversos, quanto as mentes das pessoas que os percorrem. 

Augusto César de Oliveira, Direito 1º ano - Direito. 

Vida que ensina a viver

O filosofo Francis Bacon em sua obra "Novum Organum", apresenta uma nova forma de se entender a razão, pois enquanto que para muitos a razão guiava a experiência para Bacon a experiência era que guiava a razão, pois para ele não se pode entender o mundo sem estuda-lo, sem observa-lo. Dessa forma, o autor traz uma crítica a filosofia grega, pois diz ser uma ciência que muito fala e pouco realiza, e para ele a ciência não pode ser uma mera especulação. 

E ao se analisar tal forma de se pensar pode-se notar a veracidade das assertivas, pois se o homem apenas tivesse ideias e não as colocassem em prática, não fizesse testes, experiências o mundo como o conhecemos certamente não existiria hoje, pois se hoje temos medicamentos para inúmeras doenças, temos energia elétrica, saneamento básico, entre outras coisas, é porque homens através de sua experiência viram que a realidade poderia ser melhorada, assim passaram a desenvolver técnicas, ciências que pudessem transformar as antigas experiências em novas experiências. 

Além do mais, foram através de experiências que os homens puderam enxergar a necessidade de se desenvolver leis, regras que garantissem os direitos dos homens, pois viram que uma sociedade a qual não se respeita uns aos outros traz malefícios que podem ser fatais para os indivíduos e para as sociedades em geral, ou seja Bacon é muito mais vivo na história da humanidade do que pensamos ser, pois ele trouxa para nos a certeza é vivendo que se aprende a viver.

Pietra Bavaresco Barros - 1° ano Direito diurno 

Como Francis Bacon pode nos ajudar a desenvolver nosso ensino superior?

Francis Bacon que viveu entre os século XVI e XVII, é aclamado por muitos como o pai da ciência moderna, e a medida que desenvolvia seu método de conhecimento “empírico dedutivo”, ele criticava a filosofia e sabedoria grega, que para ele, embora fossem fartas de palavras, eram estéreis em obras, ou seja, não proporcionavam o poder de domínio e de modificação ao homem. Além de que seu caráter especulativo, por ser fruto da “antecipação da mente”, ou seja, deduções próximas a realidade de seu pensador que não necessariamente o direcionam a verdade. Era então para ele, indubitavelmente necessário a observação e a experimentação, que são a base do novo método científico por ele apresentado. Assim para Bacon, que é um contraponto ao método de pensar grego, o conhecimento deve ser direcionado pelos resultados empíricos, com o objetivo final de aplica-lo ao mundo material.
E hoje, ao pensarmos na produção de conhecimento, que predominantemente ocorre dentro das universidades, é visível a necessidade de discutir algumas das ideias de Bacon em vista do futuro do ensino no país. A universidade por exemplo nasceu como um universo fechado e distante da população em geral, criando e experimentando sem um diálogo com a população em geral. Através dos anos a universidade vem abrindo-se e conectando-se mais ao mundo externo, as pesquisas produzidas neste ambiente atualmente geram mudanças e são aplicadas na vida das pessoas, porém é necessário que cada vez mais a universidade empodere e gere qualidade de vida a sociedade, tomando esta como sua função. Outra crítica, é a pouca observação da realidade na formação de conhecimento. Há uma certa distância entre a universidade e alguns setores populares, como por exemplo as camadas mais pobres e o governo, sendo entretanto de grande importância uma ampla análise destes para entende-los de forma profunda. E assim, no atual processo de formação, tomamos sensos comuns como verdades, devido à pouca aproximação e averiguação das questões do mundo em que vivemos.

Embora Bacon tenha nos apresentado a importância da observação para a construção do conhecimento e a sua utilização para a transformação da vida do homem, prosseguimos escondidos em nossas salas, longe da realidade e pouco transformando os ambientes ao nosso redor. Ademais vivemos a contradição de buscar o conhecimento para sermos mais críticos, porém não temos criticidade para colocar à prova o conhecimento adquirido. 

Guilherme Soares Chinelatto - 1º ano direito (noturno)

Doublet

Francis Bacon (1561 – 1626) foi um dos precursores do método empírico, que influenciou e fundamentou a produção cientifica moderna. O Empirismo é uma teoria que sugere que o conhecimento deve ser alcançado a partir da experiência. A observação, portanto, para Bacon, deve guiar a interpretação racional a fim de que seja possível compreender a Natureza.
Em 1879, outro britânico publicou na revista Vanity Fair um puzzle de sua própria autoria, batizando-o de os Doublets. Lewis Carroll propôs que a partir de uma palavra, o jogador chegasse a outra mudando apenas uma letra por vez, contando que as palavras elo (aquelas que intermedeiam as palavras propostas) sejam em uma mesma língua (portuguesa, inglesa, etc). É pertinente notar que, para concluir o quebra-cabeça, o jogador deve organizar seu raciocínio de maneira empírica: observando, experimentando e analisando.
Há exemplo disso tem-se:

Saber
Sabre
Sobre
Pobre
Podre
Poder

Saber é Poder


Kléber Sato Rodrigues de Castro
Direito Noturno  ano

Cura da mente?

                Francis Bacon nos propõe um método para a chamada cura da mente. Em seu "Novum Organum" ele enfatiza a superioridade da experiência sobre a razão. 
               Mas o que seria essa "cura"? Bem, segundo Bacon, o senso comum tem como base a antecipação da mente. Isto é: se ater à lógica, à raciocínios, antes de testar algo, nos leva a ter conclusões inexatas.
            Por exemplo, a discussão em torno do uso de policiamento, visando segurança, em faculdades públicas gera muitas opiniões possíveis. O senso comum e a antecipação podem fazer com que tiremos conclusões precipitadas antes de analisar os fatos.
                   Seria necessário nos fixar ao que a experiência nos diz, ou seja, ao que a experimentação de soluções tem a nos dizer. Seria analisar: qual foi o resultado do policiamento anteriormente usado? Outra solução possível já foi experimentada antes de ser taxada como inválida?
                   Bacon nos diz para duvidar da própria mente humana, pois sendo responsável por nossas opiniões, pode nos levar a ter falsas percepções do mundo. A observação empírica permitiria ao cientista, portanto, tratar a mente.

Anna Beatriz Vasconcellos Scachetti
1º ano- Direito Matutino

Francis Bacon: Controle a Natureza


          O filósofo Fancis Bacon em sua obra "Novum Organum"enunciava a necessidade do homem  em conhecer a natureza e suas leis antes de tentar dominá-la pois segundo ele "A natureza supera em  muito,em complexidade,os sentidos e o intelecto".No entanto para Bacon essa dominação a natureza  somente poderia ocorrer se o homem se desvincula-se dos métodos aristotélicos dedutivos e  tradicionais e passasse a conhecer o ambiente através das experiencias,dos testes,das  observações.Dessa forma ele almejava que a natureza e seus fenômenos fossem totalmente  convertidos a vontade humana.
          Contrario a isso o vício do ser humano de acreditar deter o controle da Terra e da natureza pela  ciência  é responsável pelo atual estagio de desequilíbrio ambiental.Uma vez que o poder da ciência  e de suas grandes criações se choca com os limites suportados pela natureza.
           Muitos foram os avanços proporcionados pela obra de Bacon,que ofereceu um método para o desenvolvimento do progresso do conhecimento técnico e científico da sociedade moderna,o estudo a partir da experiencia.Mas a sua vontade de vencer a natureza não pode e não poderá ser realizada pois apesar da ciência e suas tecnologias a natureza não se submete e nem se curva ao homem,pois como afirmado pelo próprio Bacon "O homem interpreta a natureza,mas não sabe a verdade sobre ela".
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Jéssica Xavier Pereira   1 ano noturno
 

A atualidade do pensamento baconiano



Francis Bacon, filósofo dos sécs. XVI-XVII, em sua obra Novum Organum , teorizava sobre as funções da ciência e do conhecimento, afirmando que ambos devem possuir um fim prático e serem usados para a mudança de nossa realidade atual. Séculos após a publicação de seu livro, vemos claramente a influência de seus ideais na sociedade contemporânea.
Cientistas estão cada vez mais procurando formas de melhorar o processador, memória e fluidez de dispositivos eletrônicos como computadores e smartphones. A busca de novos conhecimentos na área de informática não se faz apenas para se contemplar a ciência. Ela é feita para agilizar as relações interpessoais no mundo e ‘’otimizar’’ a vida do homem. Ou seja, o conhecimento está sendo utilizado de forma prática e não teórica, assim como Bacon idealizou.
É ainda evidente a existência dessa influência Baconiana no mundo das profissões. Cursos em universidades que aplicam o conhecimento aprendido em prol da sociedade como Direito, Medicina e Engenharia são mais valorizados do que cursos que focam mais na contemplação de suas ciências, como Filosofia e as Artes.
O filósofo também afirmava que ‘’saber é poder’’, que o conhecimento pode ser utilizado como forma de dominação. E a História comprova essa tese: Os regimes nazifascistas usavam uma razão distorcida aliada à conhecimentos racistas e xenofóbicos para justificarem seus atos e legitimarem seu poder. A obra ‘’Vidas Secas’’ de Graciliano Ramos demonstra que o próprio conhecimento linguístico pode estabelecer uma relação de coerção em indivíduos que não o possuem.  Atualmente no Brasil, a rede Globo, por possui um certo ‘’monopólio’’ de informações e de público, consegue alienar e instruir seus telespectadores a seguirem sua ideologia.
Dessa forma, podemos perceber a atualidade do pensamento de Francis Bacon. Mesmo sendo um filósofo da era das Grandes Navegações , suas ideias estavam à frente de seu tempo e certamente continuarão existindo pelo resto da história do ser humano.

 
André Luís de Souza Júnior
1º Ano Direito Noturno UNESP

Um mal nem tão secreto

                                 
   Tempos obscuros vivemos hoje. Poderia eu mesmo afirmar que nem sempre foi assim, mas se até mesmo Francis Bacon já preconizava nossos males, não há como negar algo que para muitos é inerente à humanidade. A realidade é sombria e ofusca do meio da caverna, recheada de ídolos esperando a mais singela oportunidade de torná-lo mais um instrumento. Blinde-se, não deixe que façam ver seu irmão como um inimigo; experimente, saia dessa posição passiva que ao mesmo tempo nos é tão confortável e nociva. Jamais aceite falsas percepções de mundo ou hiperrealidades distorcidas e mastigadas por interesses sensacionalistas. A busca pela verdade não é fácil, muito menos prazerosa, contudo em um universo de mentes doentias e definhadas, encontrá-la pode ser a única cura.
   Três séculos depois de Bacon, o parnasiano Raimundo Correia escreve: "Se se pudesse o espírito que chora, ver através da máscara da face, Quanta gente, talvez, que inveja agora Nos causa, então piedade nos causasse!". Poema chamado por ele de "Mal Secreto", mas que por ironia ou mesmo vontade do destino viria a ser tão comum e familiar a nossa espécie, que tanto valoriza as máscaras impostas pela vida, e se apega a rótulos vindos da antecipação da mente com o único intuito de nos segregar e dividir. Deixa o intelecto a mercê da mente abre descaminhos para o preconceito, e o arraiga no âmago mais profundo da sociedade. Assim, enquanto a interferência das paixões e a incompetência dos sentidos tiverem mais força do que a veracidade racional dos fatos, o homem persistirá a rondar os limites de sua caverna sem ao menos se livrar das amarras da ignorância.

Vítor Hugo Cordeiro- aluno do 1º ano de direito diurno

Sobre a compreensão viral e Baconiana

A “cura da mente”, percepção difundida pelo filosofo inglês Francis Bacon na obra “Novum Organum” pode apresentar intima relação com a atual busca pela cura do Zika vírus, por médicos do mundo todo, ainda que em âmbitos completamente distintos.
O paralelismo, se valida ao considerar o esforço pelo progresso, transformação orientada sobretudo pelo afastamento do conhecimento puramente contemplativo, e assim baseado na “interpretação da natureza” por meio da ação efetivada nas experiências pelo esforço continuo.
Igualmente ao declarado por Bacon, o labor medico-cientifico atual inova ao se colocar como guia da descoberta de novos caminhos. Não recusa os conhecimentos construídos até hoje, mas viabiliza uma nova exploração da ciência.

O curso tomado pela pesquisa médica, na atualidade, ratifica o pensamento Baconiano fundamentado na máxima “Saber é poder”, acima da concepção de superioridade, mas sim, uma caracterização de possibilidade de transformação, compreensão da natureza e de sua dominação guiado à prosperidade.
Rafael Varollo Perlati  1o ano Direito Noturno

Entre o ideal e o concreto

Nos últimos meses, o debate em relação ao uso da fosfoetanolamina ganhou notoriedade entre os principais meios de comunicação. O medicamento formulado por um professor da Universidade de São Paulo (USP) e que tem a finalidade de combater diversos tipos de câncer, apresenta-se como a principal esperança de tratamento para muitos pacientes que labutam cotidianamente contra o câncer. No entanto, a "a pílula do câncer" ainda não foi submetida a análises conclusivas a respeito de sua real efetividade, [os resultados até agora alcançados devem-se muito mais ao acaso e a tentativas que à ciência]. Nessa perspectiva, o pensamento preconizado por Francis Bacon, um empirista ferrenho e defensor do uso de instrumentos para se chegar ao conhecimento, nos mostra que até hoje persiste a irracionalidade diante de descobertas científicas iniciais.
Francis Bacon elucida em sua obra, que apesar de nenhum saber ser absolutamente seguro, em se tratando da busca por conhecimento, deve-se empregar uma metodologia com graus de certeza, para que se determine o alcance exato de sua funcionalidade. Dessa forma, apoiar-se em dados de baixa área de amplitude em relação aos benefícios da "pílula do câncer", pode fazer com que se retroceda  no modus operandi do meio científico. 
Além disso, negligenciar os efeitos colaterais da medicação, por falta de análises clínicas e químicas adequadas, é, minimamente, imprudente. O desespero não pode se sobressair em relação ao método, é necessário que haja precaução, e, sobretudo, racionalidade no exercer científico.
Ainda nesse cenário, cabe ressaltar um outro pensamento de Francis Bacon:"O homem se inclina a ter por verdade o que prefere. Em vista disso, rejeita as dificuldades, levado pela impaciência da investigação". Ou seja, é inererente ao homem apegar-se ao que lhe é conveniente e satisfatório, entretanto, o conhecimento deve objetivar sempre a radicalização, sendo analisado nas entranhas de suas essência. A euforia por resultados imediatos deve ser contida, mesmo quando esses mostrem-se alvissareiros.
Assim sendo, o pensamento de Francis Bacon ainda permeia discussões pertinentes em nossa sociedade, e serve como arrimo, para que não se incorra a erros primários da metodologia científica, e para que não lese o lado humano de indivíduos, com esperanças infundadas.

Paulo Henrique Soares de Lacerda - 1º Ano de Direito - Período Diurno.

Experimentum

Da tribo nossa interior
que de olhos garras ouvidos línguas e ventas
nada vê

E de dentro além de tudo
a certeza superior
que do obscuro da caverna
não há luz para o porquê

De um simples desarranjo
no raso das páginas do dicionário humano
o nosso ser incauto se encurrala
no foro daquele que é tirano

Se ainda há mais o que saber
atentai ao fanatismo em toda sua versão
tarô feijão mágico ou qualquer constelação
mitologia incrível o teatro da religião

Se dos ídolos tantos somos reféns
Se não há nada assim tão crível
A ciência nos induz
Em campo ou laboratório
E a única luz de todo o ilusório
Nos vem ao plausível
Na forma de experimentação


Gustavo Soares Pieroni - 1º Ano Diurno

A razão derivada da experiência 

Na obra ''Novum organum'' de Francis Bacon ele nos apresenta um conhecimento derivado da experiência, do saber, segundo Bacon a razão deriva da experiência e não à forma melhor de se obter conhecimento se não a partir da experimentação.

Bacon criticava a ''antecipação da mente'' ou seja valores que estão presos a nós, seja ele teológico, filosófico dentre outros que nos impedem de formular um pensamento que os questionem, que coloque a sua veracidade a prova. Segundo Bacon os sentidos do homem são infalíveis e representam a fonte de todo conhecimento válido quando guiados pelo método científico, Bacon buscava a verdade a partir da experiência e da observação visando acabar com falsas percepções e geralismos.

A ideologia construído por bacon nos faz ter um pensamento crítico acerca de como os gregos construiram seus pensamentos filosóficos colocando a conclusão a frente da experimentação, Bacon defendia o empírico e criticava qualquer conhecimento que não fosse derivado da experiência, oque o levou a criticar os pensamentos dedutivos da ciência grega, dos ídolos e da escolástica medieval.

O pensamento de Bacon não é obsoleto mesmo após 4 séculos de sua publicação, muito  pelo contrario ele é ainda é muito útil, se todos da nossa atual sociedade aplicassem para si a ideologia de Bacon creio eu que muita coisa iria mudar, o grande problema da nossa sociedade é acreditar em tudo oque ouve ou vê sem nenhum tipo de questionamento ou experimentação e quando a experiência se torna refém da razão, surge oque hoje é conhecido como senso comum.

Ari D'antraccoli Neto - 1°ano Direito matutino. 




Bacon e a propagação do conhecimento infundado

  Francis Bacon, em sua obra Novum Organum, apresenta algumas ideias que podem ser consideradas os alicerces da ciência moderna. Dentre as quais, destaca-se a valorização do empirismo; a defesa do conhecimento como instrumento de transformação; e a objeção ao conhecimento fundamentado em ídolos (falsas percepções do mundo).

  Intrínseco a este último conceito, está a ideia de ´´antecipação da mente`` tão veemente condenada pelo autor. Para ele, a antecipação da mente dá-se a medida que a percepção do real e a experiência são ignoradas em virtude de certos ídolos, resultando na construção de conceitos equivocados (pré-conceitos), base estes do senso comum.

  Atualmente, principalmente em redes sociais como Facebook e Twitter, é extremamente fácil observar tal comportamento na sociedade. Cada vez mais, tanto o conhecimento firmado na razão, defendido por Descartes, tanto aquele embasado pela experiência, defendido por Bacon, vem dando lugar ao conhecimento alicerçado em pré-conceitos.

  É imprescindível que salientemos o quão prejudicial é tal comportamento para a construção de sociedades mais justas e igualitárias. Pois a medida que os indivíduos, influenciados por seus ídolos, se apegam a determinados dogmas sociais sem, contudo, investiga-los através da razão ou da experiência, eles ficam mais suscetíveis à dominação de grupos sociais que detêm o verdadeiro conhecimento. Afinal, como defende Bacon, saber é poder.

   Gabriel Henrique Bina da Silva - 1º ano de direito, matutino

Bacon e suas contradições



A obra “Novum Organum”, lançada por Bacon no século XIX, teve grande importância para a humanidade, pois, nela, o autor formulou o princípio da indução científica. Bacon, tal como Descartes, visou o pragmatismo da ciência e, assim, ambos criaram uma metodologia para a ação, e não para a mera contemplação.
De acordo com Bacon, a interpretação empírica do mundo poderia ser contaminada por ídolos: da tribo, da caverna, da feira, e do teatro. Destes, pode-se identificar que o próprio autor-filósofo é vítima de, no mínimo, dois deles: os ídolos da tribo e do teatro. Isso porque Bacon não criticou ou questionou a religião. Para ele, Deus era como uma moral provisória e abandoná-la era inseguro.
Dessa forma, como suas próprias ideias estavam contaminadas por ídolos, pode-se deduzir o quão difícil – e, talvez, impossível – é desfazer-se deles. Pesquisadores e cientistas estão, em geral, “contaminados” por hábitos de onde vivem ou viveram; crenças e superstições adquiridas da religião, da astrologia, das filosofias, etc. É claro que, ao fazer ciência, deve-se tentar deixar de lado as próprias subjetividades, mas, às vezes, os ídolos estão presentes mesmo que inconscientemente.

Nathalia Neves Escher – 1º ano (noturno)