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sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Perpetuação Fanática

          Nos últimos anos, presenciamos uma série de barbaridades, crimes contra a vida e contra a humanidade que se repetem todos os anos. Os atentados terroristas é, sem dúvida, a guerra mais complicada de se combater, pois os chamados “lobos solitários” se camuflam entre a população civil e, quando menos se espera, eles atacam sem nenhuma piedade. Só no ano de 2015 ocorrem 17 atentados, e em 2016 já ocorrem 9 atentados em várias localidades do globo. Grande parte dessas ações criminosas foi reivindicada pelo grupo fundamentalista islâmico Estado Islâmico (EI), que tem por objetivo implantar a Sharia em suas áreas de dominação.
           Mas o que motiva esse grupo a cometer tamanha selvageria? A morte de milhares de pessoas pode ser justificada em nome de um Deus ou de uma fé fanática? E se não houver absolutamente nada após a morte, os terroristas desperdiçaram suas vidas em uma causa falha.
           Esses são alguns dos questionamentos que podemos fazer para entender a insanidade e o fanatismo do grupo. Sem dúvida, a teoria durkheimiana pode explicar, em partes, os questionamentos atuais.
           Segundo Émile Durkheim, as sociedades primitivas estão fundamentadas em uma solidariedade mecânica. Há total predomínio do grupo sobre os indivíduos que apresentam certa semelhança, produzindo pouco espaço para individualidade. Os indivíduos vivem em sociedade pelo fato de que eles partilham de uma “mesma cultura” que os obriga a viver em coletividade. Assim, não há interdependia funcional entre os indivíduos, e a coesão social é mantida pela religião.          
           Ao longo do tempo, grande parte das civilizações se desenvolveram em solidariedades orgânicas, mantidas, agora, coesas pela divisão (especialização) do trabalho. Entretanto, algumas civilizações não perderam seu caráter primitivo e, desse modo, tentam restaurar a “ordem” por meio da brutalidade, é o caso das sociedades islâmicas fundamentalistas regidas pela religião.
           Ainda não se descobriu o modo mais eficaz de combater o terrorismo. Mas, é certo que a educação de qualidade, sem manipulação religiosa e partidária, é uma ferramenta preciosa de prevenção do fanatismo. 

João Raul Penariol Fernandes Gomes - 1º ano Direito Noturno

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