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segunda-feira, 2 de maio de 2016

Durkheim e o fato social

No período de formação da sociologia como ciência ao final do século XIX, Émile Durkheim foi extremamente inovador ao propor um método para o estudo dos fenômenos sociais, pois, até então, não havia um método claro para o estudo das questões sociais e sabe-se que, toda e qualquer ciência autônoma necessita de um objeto e uma ferramenta específica de investigação. O objeto de estudo dessa nova ciência, foi denominado por Durkheim fato social. É de fundamental importância, em um primeiro momento, distinguir a sociedade dos indivíduos (grande diferença da sociologia em relação à psicologia). Nesse sentido, Durkheim afirma que a sociedade é mais que a mera soma de indivíduos e defende a valorização do coletivo em detrimento do individual, tendo, as ações humanas que serem analisadas sistematicamente em conjunto.
Segundo Durkheim, fato social define-se como maneiras de agir, de pensar e de sentir, exteriores ao indivíduo, e que são dotadas de um poder de coerção, ou seja, são construtos humanos que se impõem, muitas vezes, de forma inconsciente e imperceptível aos seres humanos. Os fatos sociais são gerais, uma vez que analisam a sociedade em seu conjunto, e não apenas partes dela; são externos, pois eles existem e atuam sobre os indivíduos independentemente de suas vontades e coercitivos, pela sua capacidade de imposição. A coercitividade torna-se mais perceptível quando há transgressão ou resistência a um determinado fato social, pois de imediato, o indivíduo que relutou a seguir determinada convenção será de alguma forma repreendido.

Há uma distância entre o pensador e os considerados, por ele, precursores da sociologia, como por exemplo, Comte, uma vez que esses autores pautavam sua ciência e estudos em ideias e não em fatos, e para Durkheim a sociologia lida com a realidade, com o concreto.
Portanto, sociólogo acredita que os fenômenos sociais devam ser estudados partindo "das coisas às ideias", ou seja, que a observação dos fatos seja anterior à construção de paradigmas. Desta forma, faz-se um paralelo com o pensamento Francis Bacon, em relação à teoria dos “ídolos da mente”, pois ambos os pensadores refutam os “pré-conceitos”, e admitem o estudo da realidade tal qual ela é.
Letícia Santos 1º ano Diurno

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