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sábado, 30 de abril de 2016

Regras. Normas. Leis. Onde quer que eu vá, uma força age em mim, sem que eu ao menos perceba. Tento lutar contra, mas o simples fato de não seguir a multidão traz consequências avassaladoras em minha vida. Discórdia. Preconceito. Marginalização. O ato de resistência dela contra a minha vontade já é um tipo de coerção; não é fácil ser do contra, necessita-se de muita coragem para seguir a diante.      
Interessante observar que enquanto eu pertencia ao grupo deles e seguia todas as normas, jamais senti tal pressão; ela só veio à tona quando senti a necessidade de me afastar deles. Nesse meio tempo, percebi que tentaram iludir-me de que tal coerção derivava do meu interior, todavia, estava nítida a sua exterioridade. Aí jaz um fato social.

Por mais radical que possa parecer este ser social que represento não passa de um mero reflexo da educação que recebi ao longo de toda a minha vida. Ninguém está isento das influências sociais; não há homem integralmente livre das convenções estabelecidas.



Letícia Felix Rafael, 1º ano - Direito (noturno) 

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