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sábado, 18 de julho de 2015

Acclamatio bourgeoisie

Nasce uma classe comercial
Com a abertura do comércio
Pelas Cruzadas causada
Financiada por nobres e clérigos
E dos nobres foi o fim!
 
Nobres, os abastados pelo divino
Com o surgimento do acúmulo da  moeda
Nada puderam fazer, assimilaram-se.
Aos poucos, esta nova classe
Chamada burguesia, prosperou.
 
Através da chama do avanço
O mundo antigo foi consumido
A chama, pela industrialização
Aclamada é e sempre será, pois
Em ambos fins o consumir está.
 
Burguesia, classe revolucionária
Engenharia, química e física
Mecanismos necessários e dominados
São em nome da Revolução
Salve a Era do ferro, salve a mecanização!
 
Revolução Industrial esta
Que gera armas e seus portadores
Financiada pela burguesia
E trará a ela o fim
Será mesmo que acabará assim?
 
Direito, Estado e religião
São tidos como meios de dominação
O Direito abriu-se ao social
O Estado virou democrático de direito
Laicidade, fim da fé de opressão.
 
Muita coisa mudou e mudará
Na era burguesa do instantâneo
A cada milissegundo encontra-se valor
Nesse poema não mais irei demorar
O trabalho me chama, tenho que voltar.
 
Alexandre Roberto do Nascimento Júnior
1º ano Direito - Diurno
Introdução à Sociologia - Aula 8

A poesia do manifesto traduzida em poema:

O feudalismo não se sustenta
Capital é quem orienta
Nobreza mole burguesia dura, tanto (em)bate até que muda
Muda e emudece
Mudez das antigas estruturas
Mudança que perdura

Antagonismo simplificado
Burguesia versus proletariado
Acelere...o...poema..., acelere o poema, acelereopoema
Tempo é dinheiro e capital a nova religião
Burguesia ajoelha e reza
Proletário mais um parafuso aperta.

E na roda do capitalismo, entra a criança, a mãe, o pai
Quanto mais mão de obra, mais ela gira
A indústria produz
Se pela tangente, o proletário sai
Burguês o substitui por “mais um”

Mal sabe, o senhor burguês, constrói seu próprio inferno
Alimenta a revolução:
Dentro da própria fábrica,
Existe “o verme da destruição”

Aguarde, os sólidos parafusos desmancharão no ar
A união não faz apenas capital
A união faz sindicato
A união faz a força
E a força universaliza a luta
A luta reflete um ismo, um ismo comum
Comunismo

O burguês diz: a propriedade garante a liberdade, a independência pessoal
O comunismo: liberdade de quem? Independência de quem?
E o proletário marcha pela universalização
Já não será mais a roda capitalista,
Ironicamente, será uma linha de produção
Dessa vez, da revolução:
Dominação proletária, fim das relações hierárquicas, fim da luta de classe, fim de qualquer dominação
NÃO MAIS PASSARÁ, A OPRESSÃO



Ana Flávia Toller - 1º ano direito diurno 



A burguesia industrial, o proletariado e a luta de classes

E surgiu a burguesia industrial. Com ela apareceu uma nova classe: o proletariado. Esses últimos eram aqueles que não possuíam capital para investir na indústria, ou ainda, aqueles donos de manufaturas ou fabricantes artesanais que não puderam mais competir com a produção em massa das fábricas, com suas máquinas monstruosas que cuspiam produtos sem parar.
A única coisa que essa massa de pessoas podia oferecer era sua força de trabalho para a indústria, que necessitava de mão de obra. É claro que ela não conseguia absorver aquela grande quantidade de desempregados, o que fazia com que os salários fossem muito baixos. Afinal, “se não quer, tem quem queira”.
E o ciclo recomeçava. Ora, Marx afirmava que a história era firmada em lutas de classes. Mais uma luta, assim, surgia em um novo contexto social, político e econômico: burguesia x proletários.
Enquanto a burguesia procurava explorar cada vez mais o operário, com o objetivo de aumentar seus lucros, o operário, na visão de Marx, não fomentava expectativas de dominar sua atual opressora, mas criar condições sociais iguais para todos, acabando com essa relação dominante/dominado.
Para que isso acontecesse, era preciso que o proletariado se unisse e fizesse a revolução, conquistando assim o poder. No entanto, o poder que não ficaria apenas para si, pois isso seria repetir os passos burgueses. Mas um poder que fosse equitativo entre todos os cidadãos.
“Proletários de todos os países, uni-vos!”, foi assim que Marx os convocou para a batalha. Entretanto, seu pedido não foi atendido. Revoluções, de clara importância, mas esparsas, ocorreram (exemplo como Cuba, China, e principalmente, a Rússia). Não houve uma verdadeira união de forças do proletariado do mundo. Será que esse foi o problema? E mais importante, um dia, essa unidade será alcançada?

Luiza Macedo Pedroso
1º ano - Direito diurno

Marx e os MC's

Gostaria de fazer aqui uma breve reflexão sobre o manifesto comunista e realidade em que vivemos atualmente. Primeiramente busquemos compreender qual seria a ideia fundamental e diretriz do Manifesto, como Engels explica:

É que a produção econômica e a organização social que dela resulta necessariamente para cada época da história constituem a base da história política e intelectual dessa época; que, por conseguinte (desde a dissolução da antiga propriedade comum do solo), toda a história tem sido uma história de lutas de classes, de lutas entre classes exploradas e classes exploradoras, entre classes dirigidas e classes dirigentes, nos diversos estádios da evolução social; mas que essa luta chegou presentemente a uma fase em que a classe explorada e oprimida (o proletariado) não pode mais se libertar da classe que a explora e oprime (a burguesia), sem libertar, ao mesmo tempo e para todo o sempre, da exploração, opressão e lutas de classes, a sociedade inteira.

A ideia que se destaca é a de que existe desde o início da civilização humana a luta de classes. Assim sendo:

os comunistas apóiam por toda parte qualquer movimento revolucionário contra o estado social e político existente. Em todos esses movimentos, situam no primeiro plano, como questão fundamental, a questão da propriedade... Enfim, os comunistas trabalham, por toda parte, para a união e entendimento dos partidos democráticos de todos os países.

Tendo em vista conceitos básicos do manifesto comunista, quero agora usar o funk ostentação para falar da sociedade atual. É óbvio que essas músicas fazem sucesso apenas com um determinado grupo da sociedade, mas nesse grupo encontram-se muitos daqueles que formam a camada mais explorada da sociedade.
Comecemos com MC Guimê:


Contando os plaque de 100, dentro de um Citroën,
Ai nois convida, porque sabe que elas vêm.
De transporte nois tá bem, de Hornet ou 1100,
Kawasaky,tem Bandit, RR tem também. (2x)

A noite chegou, e nois partiu pro Baile funk,
E como de costume, toca a nave no rasante
De Sonata, de Azera, as mais gata sempre pira
Com os brilho das jóias no corpo de longe elas mira,
Da até piripaque do Chaves onde nois por perto passa,
Onde tem fervo tem nois, onde tem fogo há fumaça.

Percebemos em seu discurso o quanto seus valores estão ligados ao capital e ao hedonismo, sua motivação é o consumo. Como artista ele acaba por transmitir essa mensagem para seus fãs, que por sua vez propagam esse disicurso alienado.
Chamo atenção agora para o sucesso de MC Gui - Sonhar:


Sonhar, nunca desistir
Ter fé, pois fácil não é e nem vai ser
Tentar até se esgotar suas forças
Se hoje eu tenho quero dividir
Ostentar pra esperança levar

Aqui temos sutilmente inserido o discurso da meritocracia, encarado como a única possibilidade de viver que não esteja ligado ao crime. Assim como a religião (fé), o trabalho é valorizado. E é claro, temos a peróla: "Ostentar pra esperança levar" Não estou certo de que o autor dessa letra possua total consciência do que essa afirmação significa, mas analisando-a temo que estejamos diante do ápice do que as elites gostariam que fosse propagado ao proletariado. Se a teoria de Marx está certa, fazer o proletariado defender o capital dessa maneira é certamente a melhor maneira de manter o sistema como está.
Naturalmente, alguma reação deveria aparecer. Temos então Edu Krieger com Resposta ao Funk Ostentação:


Você ostenta o que não tem
Pra tentar parecer mais feliz
Mas não sabe que pra ser alguém
Tem que agir ao contrário do que você diz
Você pensa que tem liberdade
Exibindo riqueza e poder
Mas não vê que na realidade
O sistema é que lucra usando você

E o sistema tem a cor
Do racismo e da escravidão
Cada vez que você dá valor
À roupinha de marca e à ostentação
A elite burguesa e branca
Que ê dona das lojas de grife
Se dá bem, pois você bota banca
Mas ê o sistema que aumenta o cacife

Se percebe na letra de Krieger uma forte influência marxista, demonstrando a noção de classes e da exploração. Como bom comunista, convoca a classe explorada a se rebelar contra o sistema.

Jansen R. Fernandes
1 Direito Diurno

Quem sabe amanhã?

Karl Marx, um dos mais importantes teóricos do século XIX, causou grande impacto e influências que duram até hoje com sua teoria. Nela, Marx conta com a ajuda de Friedrich Engels. Dentre suas obras, chamam atenção principalmente O Manifesto do Partido Comunista e O Capital. Marx estudou muito a obra de Hegel, a qual serviu de base para sua crítica à dialética, a política e a filosofia do Estado. Marx ressalta a história com a relação opositora entre opressor e oprimidos, a história da luta de classes. Com o advento da burguesia com as revoluções burguesas, o desenvolvimento do capitalismo criou condições para que a diferença socioeconômica se ampliasse entre a burguesia e o proletariado, classe operária colocada a margem da sociedade e afastado da propriedade devido ao sistema capitalista.
Portanto, a sociedade burguesa, criou péssimas condições de vida e de trabalho para aqueles que conduziam a produção, tornando-os alienados, explorados, excluídos. Para vencer essa situação era necessário a revolução. Esta partiria do próprio proletariado, o qual se apoderaria do poder estatal, estabeleceria a ditadura do proletariado, a qual conduziria para o fim das classes sociais. Com a emancipação política do sociedade através da burguesia, Marx defendia que este estágio, apesar de inovador e importante para o desenvolvimento da sociedade, deveria ser complementado com a emancipação social, a qual deveria ser realizado pelo proletariado, excluído da sociedade, desse modo a sociedade se emanciparia em sua totalidade, garantindo também a realização da democracia. Desse modo, o advento da burguesia criou seu próprio carrasco, o proletariado, segundo a teoria marxista.
A burguesia, além de possuir os meios de produção material, também possui os meios de produção intelectual, assim, as luta de classes se expande também para o campo ideológico, a burguesia usa suas ideias para legitimar a dominação capitalista. Assim, a ideologia socialista/comunista, em tempos de crise, fortalece a luta por emancipação, buscando a destruição das instituições burguesas, para garantir, não somente a igualdade formal prevista no direito burguês, mas a igualdade material, uma igualdade de fato, símbolo da emancipação universal humana.
Em O Manifesto Comunista, Marx utiliza de uma linguagem mais simples do que suas demais obras, devido ao fato de que a obra seria distribuída entre os operários, como tentativa e chamamento do proletariado, para que se revoltassem, abrissem seus olhos para os motivos de sua exploração, se unissem e, juntos, fossem capaz de instalar o socialismo, juntos, pudessem transformar a realidade de repressão em que viviam, acabar com a alienação e a dominação burguesa. Mas, será que essa lógica revolucionária seria eficaz atualmente? Será possível o comunismo de maneira pura como proposto por Marx?
Como o próprio Engels ressaltou em um dos prefácios do Manifesto, “alguns pontos deveriam ser retocados”, e, se naquela época Engels já era capaz de enxergar isso, fica claro que hoje em dia outros pontos a mais são passíveis de adaptações para implantação desse regime. Mas mesmo assim, Engels estabelece que os princípios gerais, as ideias centrais do Manifesto, são certas em sua totalidade.
Segundo o método utilizado por Marx para distribuição do Manifesto, hoje em dia seria necessário um modo mais eficaz de alcançar o proletariado, como a divulgação pela internet, a qual grande maioria das pessoas tem acesso. Mas, além disso, seria necessário a quebra de tabus, como a demonização do comunismo, ainda presente nas cabeças de uma parcela da população, devido à grande perseguição aos comunistas durante a guerra fria. Além do mais, seria necessário o esclarecimento ideológico para a parcela da população oprimida, pois estes são radicalmente levados pelo senso comum, o qual está marcado pela lógica do mercado, da opressão, do lucro e da meritocracia.
Como é possível notar, a grande parte dos oprimidos de hoje não querem apenas deixar de serem oprimidos, mas também querem oprimir, ao contrário do que disse Maquiavel. Esta característica é herança do capitalismo, que, colocando o lucro acima de tudo, colocou ideologicamente na mentalidade das pessoas que é isso que elas devem buscar, é esse o tipo de emancipação que elas precisam, é enriquecer e sair da condição de pobreza, possuindo, comprando e gastando cada vez mais. Isso se deu com a vitória do capitalismo sobre o comunismo, as pessoas tendem a seguir aquilo que vence, assim como a história, a qual é contada pelos vencedores. Logo, a vitória do capitalismo implantou essa mentalidade do consumo desenfreado e opressora em grande parte dos alienados, impedindo que a igualdade material seja algo almejado pelo povo.

A revolução socialista me parece distante e inalcançável, embora possua belos princípios, a ideologia neoliberal venceu e predomina na maioria do povo. Entretanto, como dito pelo próprio Marx, não se sabe quando virá o comunismo, mas a revolução surgirá em seu devido contexto histórico próprio, caracterizado por momentos de crise econômica e social. O mundo passa por constantes mudanças no cenário político, econômico, social, como também ambiental. Quem sabe quando alguma nova crise poderá surgir? Quem sabe quando virá e quais as suas consequências para o mundo? Quem sabe as necessidades que surgirão com isso? Hoje pode parecer que a sociedade comunista é impossível, mas quem saberá o dia de amanhã?

Gabriel Magalhães Lopes
1º ano de Direito Noturno 

O papel do proletariado e a conduta da burguesia na teoria de Marx e Engels


            Quando Marx e Engels escrevem acerca do socialismo científico vivencia-se um momento de ascensão de uma nova classe social – a classe operária. Ironicamente nascida da própria organização capitalista, o destino do operariado era, segundo Karl Marx, de inevitavelmente conduzir a sociedade capitalista ao seu redor a uma reversão das relações de poder, de forma a por fim ao conflito de classes e à histórica luta entre opressores e oprimidos, de maneira a substituir uma situação de conflito por uma situação de compartilhamento, representada pela consolidação do socialismo.
            O sistema feudal - que cedeu lugar ao sistema das manufaturas – valorizava a iluminação divina e os privilégios de nascimento. Quando esse sistema cai, a sociedade burguesa dá lugar ao mérito – a sagacidade e perspicácia humanas passam a ser valorizadas, associadas à capacidade de empreender de cada indivíduo, independentemente da hereditariedade. O que se observa, nesse sentido, é que a superação política do feudalismo levou, indiscutivelmente, à superação econômica desse mesmo modelo.
            Nesse sentido, Marx e Engels escrevem acerca de um momento em que a burguesia emergiu com força brutal – em sua perspectiva, no entanto, o surgimento da burguesia era fator fundamental para a ocorrência da revolução. A sociedade burguesa despertou o operariado, que será o responsável por transformar as relações de dominação existentes até então em relações de solidariedade. O burguês, ao pregar a exploração e dominação dos operários visando seus próprios privilégios, desencadeia as ações responsáveis por abrir caminho para todos.
            É nesse sentido que as esperanças de superação do capitalismo, de Marx e Engels, se depositam na classe operária – pois ela é aquela que operacionaliza a nova estrutura produtiva, operando os meios de produção, aqueles que garantem a produção em escalas globais cada vez mais abrangentes. Para Marx, o proletariado estaria destinado a promover essa revolução diante do cenário em que o capitalismo começava a eliminar quaisquer elementos que não fossem a exploração pura e simples de uma classe por outra dentro das relações sociais.

            Assim, percebe-se que, para Marx e Engels, o socialismo seria responsável por transformar as relações de dominador e dominado em relações de reciprocidade e cooperação. Dessa forma, se estabeleceria não só uma relação pura de homens entre homens, no sentido de opressores e oprimidos, mas sim uma relação dos homens com a natureza ao seu redor, objetivando a ampliação de benefícios para toda a humanidade. 

Heloísa Ferreira Cintrão
1º ano - Direito Diurno

Anacrônico

De um lado,
Outrora detinha um o meio da produção;
agora acionistas múltiplos possuem o seu quinhão.
Outrora estava a burguesia a produzir em demasiado;
pois saiba que agora seu proceder é ainda mais desenfreado.
Outrora crises determinariam o sucesso da coletividade;
pois agora são meros pretextos para a austeridade.
Outrora organizados, a vestimenta liberal,
agora entediados, sua riqueza ilegal.

Do outro,
Outrora proclamavam extasiados: "viva a revolução!";
agora os proletários querem, ouriçados, obter a mais nova televisão.
Outrora a queixa da mais-valia e da ausência de descanso remunerado;
agora o advogado trabalhista é, quem sabe, o mais endinheirado.
Outrora orientados por um alemão e um inglês;
agora desolados: definitivamente não é sua vez.
Outrora conscientes, ativos em seu intento;
agora ouvem, desatentos, a um discurso sobre um tal engajamento.

A decadência do capitalismo

            O manifesto comunista foi o livro em que Marx evocou os proletários do mundo todo para se unirem em pró de uma revolução. Para convencê-los disso traça um panorama de toda a história, evidenciando o fato de sempre ter existido um conflito de classes e que o surgimento do capitalismo intensificou essa luta. A burguesia fez sua revolução, transformou todas as estruturas para que refletissem seus interesses, unicamente mercadológicos. Porém, ela tem construído os próprios meios de se desfazer, pois o capitalismo é contraditório e gera as crises cíclicas, as quais   são sempre combatidas por meio de mais exploração e, com isso, os motivos de sua extinção aumentam cada vez mais.
            A  união  dos proletariados a que se refere não é mais do que fruto da união  burguesa. Esta reprime o trabalhador através da desvalorização de sua tarefa, tendo em vista que o desenvolvimento da indústria coage o operário a acompanhar o ritmo da produção e que os salários diminuem, pois a máquina é responsável por grande parte dos procedimentos. Como realizam simples e repetitivas ações, os empresários  aumentam o número de empregados, a ampliação do mercado no âmbito mundial permite o contato de explorados de diferentes locais e a formação de organizações de trabalhadores passa a ser algo fácil e freqüente. Ou seja, "a burguesia produz, sobretudo, seus próprios coveiros".
            Os comunistas defendem a classe operária e acreditam que, por a propriedade burguesa traduzir a exploração das classes, ela deve ser abolida, da mesma forma que a propriedade feudal  fora. No capitalismo, o capital, adquirido por contribuição de toda a sociedade, transforma-se em uma propriedade não social, mas sim particular. O que Marx propõe é apenas a mudança para seu caráter  social, já que seu caráter pessoal não permite que todos a possuem- "a propriedade já está extinta para nove décimos de seus membros".
            Abolir a propriedade significaria retirar toda a cultura burguesa que vigora e mantém a exploração. A escola, a família, a mídia, a arte, o estado e todas as outra instituições refletem o ideal burguês. Subordinam o ser humano ao capital. A revolução do proletariado refletirá na mudança de ideias tradicionais, pois estas foram moldadas no antagonismo de classes. Para isso, seria necessário um momento de transição em que todo o capital fosse unificado nas mãos do estado, sem que houvesse maneira de a classe dominante resistir à mudança, período chamado de ditadura do proletariado. 

Diogo Heilbuth
Direito Noturno

O papel da ideologia capitalista na sociedade burguesa


Aldeia global pode ser definido como um sentimento de pertencimento, de aconchego, de união de todos. Esse conceito é um conjunto de mecanismos de regimento “invisíveis”, que inibe a consciência da divisão de classes, referindo-se a apenas um homem brasileiro, uma família brasileira. Dessa forma, a ideologia capitalista usa-se de um discurso falso para justificar o enorme abismo social existente em toda extensão do globo: questões de talento individual, de natureza, de destino, de ambição... E, ainda dissemina ideia de que as oportunidades são iguais para todos. Não obstante, a contradição acentua-se quando a o chavão acima, é repetido por pessoas economicamente desfavorecidas.

Além disso, conforme discutido por Marx e Engels, a sociedade é movida pela luta de classes, relação entre dominantes e dominados. No entanto, a ideologia capitalista apazigua essa realidade difundindo a ideia de que os conflitos surgem isoladamente nos indivíduos: “Seu problema não é igual ao dele, vocês nem trabalham na mesma fábrica...”

Vale ainda ressaltar que que o sistema econômico do capital, por meio de mecanismos de dominação, como a cultura, a religião e o aparelho midiático, tornou o homem individualista, desprovido de solidariedade e totalmente superficial em suas relações. Assim, ele vive uma eterna busca pelo lucro, impulsionado pela ambição.


Todavia, é necessário a inversão de valores com a valorização de sentimentos e criticidade e a subvalorização dos bens materias, através de uma educação critica disponível para todos, e não apenas para uma pequena parcela privilegiada economicamente. 





Heloísa C. Leonel
1º ano Direito Diurno 

Sorria, você está sendo enganado!

Sabe-se que, hodiernamente, seria quase impossível a implantação do Socialismo como o compreendido por Marx e Engels em virtude de diversos fatores como a alienação do proletariado, a força da burguesia como um meio repressivo aos ideais comunistas bem como a desatualização de algumas das ideias propostas pelos estudiosos – formuladas sob outras circunstâncias em uma sociedade e época diferentes. A partir desse pressuposto, entende-se como extremamente necessário não só uma atualização de obras como o “Manifesto Comunista” que destrinchem as facetas da sociedade atual, suas complexas relações e soluções que prezem a igualdade mas também e principalmente, mudar o modo de pensar do indivíduo, seja ele o opressor ou oprimido.
Na busca por esse objetivo, uma alternativa óbvia para a mudança do pensar capitalista seria, de fato, a leitura de Marx e Engels como obrigatória, devendo estar presente nas ruas, nos colégios e nas universidades, uma vez que esse aparato intelectual daria aos indivíduos uma percepção da realidade opressora, agressiva e desigual em que vivem, mas que muitas vezes não se reconhecem como inseridos. No entanto, sabe-se que uma parcela ínfima da população lê e estuda os ideais de igualdade marxistas, seja por falta de acesso à informação ou por mero desinteresse. Assim, pergunta-se: como  atingir o proletário alienado e o burguês acomodado?
A resposta é simples e está no próprio texto: a parcela ínfima. Se considerarmos esta como o grupo pensante da sociedade, a par da realidade exploratória, percebemos a capacidade potencial desses intelectuais em compartilhar o conhecimento e despertar a curiosidade, influenciando o maior número de alienados a sua volta. Desse modo, cada vez mais teríamos indivíduos conscientes sobre suas ações e capacitados de retribuir os ensinamentos, sendo a melhora – ainda que sem o socialismo –  visível e contagiante. Mas então, por quais motivos essa mobilização não é feita?
De certa forma, alguns estudiosos até tentam mobilizar-se, no entanto, sem sucesso. A mídia, como principal fonte de informação, mostra-se parcial sobre os assuntos, uma vez que suporta e tem como suporte os grandes empresários, dificultando que as ideias sejam perpetuadas. Graças à tecnologia, algumas portas foram abertas para o impenetrável mundo do dinheiro, status e ostentação, sendo o Facebook, por exemplo, como uma ferramenta de comunicação eficaz para o debate ainda incipiente sobre a sociedade. Acredita-se que daqui um tempo esses debates sejam mais frequentes nesses meios sociais, ampliando a visão do trabalhador que, ao adquirir mais direitos, pode ter mais tempo para o ócio, assim como o pregado pelos gregos no tempo áureo de mudanças na forma do pensar o indivíduo como agente decisivo para as mazelas sociais. Engana-se quem pensa em aceitar sua posição na sociedade pela falsa sensação de meritocracia e deixa de participar ativamente da sociedade, vivendo sempre a margem como um zero à esquerda. Por fim, questiona-se: se o mundo é de todos, por que uns têm mais e outros têm pouco?


Leonardo Borges Ferreira 1° ano direito noturno