Total de visualizações de página

quinta-feira, 11 de junho de 2015

A sociedade durkheiminiana

  Émile Durkheim, ao final do século XIX propõe uma nova ciência: a sociologia. Esta não teria um cunho revolucionário e muito menos conservador, procurando apenas compreender a sociedade tal como ela é, dando uma importância, maior que aquela dada por Comte, para a causa das coisas. Para tais estudos ele coisifica o fato social impedindo que a afetividade, identidade e relações passionais em geral contaminem a análise da realidade social e a afastem da neutralidade.
  O pensamento Durkheimiano acaba sendo bem atual em alguns sentidos pois ao condenar as conclusão feitas a partir de valores próprios ele coloca que cada sociedade é única, com seus costumes, valores, tradições, leis, história e etc. Dessa forma, o pensador nos faz refletir sobre os julgamentos equivocados que uma sociedade faz em relação a outra, principalmente das sociedades ocidentais para com as orientais. Por exemplo, para nós brasileiros é extremamente errado e feio arrotar à mesa, enquanto na China é um ato de educação e mostra como a comida estava deliciosa. Ou ainda quando acreditamos ser superiores, não no sentido material mas intelectual e cultural, aos africanos ou islâmicos, por exemplo, julgando seus costumes, por serem diferentes, sem fazermos parte ou compreendermos o porquê dessa realidade social.
  Além disso, outro ponto crucial do pensamento de Durkheim seria o poder coercitivo do fato social, ao influencia grande parte das nossas ações e da rumo as nossas vidas sem que muitas vezes nem percebamos. A coerção é traduzida em imposições sociais determinadas por meio da nossa educação, cultura, costumes e leis. Dentro da sociedade do século XXI, são várias, como o casamento, o trabalho, a moda ou até mesmo o fato de se possuir whatsapp ou facebook.
  Durkheim estabelece ainda que existe uma interdependência entre os seres que formam uma sociedade, onde cada um possui sua função e forma instituições, prevalecendo assim o equilíbrio social. Ele considera que disfunções sociais são normais, até o ponto onde se transformam em anomia e passam a ameaçar a existência e a harmonia da sociedade. Logo, um caso polêmico em questão atualmente é a homossexualidade, onde os conservadores, principalmente religiosos, são extremamente contra, porém segundo o pensador isso só seria um problema patológico quando ameaçasse o ciclo de procriação da espécie humana, colocando-a em risco de extinção.

  Para Durkheim, portanto, cada sociedade é singular, independente umas das outras e de prevalência sobre o indivíduo. Sendo ainda regida por fatores sociais coercitivos que a guiam e a regulam, contudo, esta entra em perigo quando surgem anomias que ameaçam a ordem e o equilíbrio existente. 

Mariana Miler Carneiro
1ºano   Direito -Noturno