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segunda-feira, 20 de abril de 2015

O racionalismo na contemporâneidade

       O racionalismo é uma frente que concebe a razão como instrumento essencial para a formação do conhecimento. A busca em distinguir o verdadeiro do falso foi o que moveu Descartes a elaborar sua teoria, a qual representa bem o ideal racionalista. Ao longo da história o homem passa a valorizar, cada vez mais, a razão, de modo que hoje percebe-se influência de filósofos como ele na construção da dinâmica social atual.
       Uma das contribuições deste pensador foi a criação de um método capaz de concluir a veracidade dos elementos em questão. O ensino escolar, dessa forma, se apropria deste ao dividir os conteúdos em matérias, o que é denominado "análise" por Descartes, ao submeter os alunos a uma sequência de partes que vão da mais simples para as mais complexas, etapa chamada de "síntese" no método. Assim, as crianças estudam no ensino fundamental matérias de menor grau de dificuldade, o qual aumente gradativamente ao longo do ensino médio, superior e assim por diante.
       Além disso, o desenvolvimento da ciência é pautado em questionamentos a cerca dos fenômenos. Não seria um resquício da dúvida metódica de Descartes? A evidência cartesiana propõe que se tome como correto apenas algo não passível de refutação e, da mesma forma, cientistas evitam ao máximo a precipitação na conclusão de possíveis descobertas.
       Portanto, apesar de ter vivido no início do século 17, a atualidade do pensamento de Descartes em diversas áreas é impressionante e reforça a importância de suas teorias no pensamento humano.

Diogo Heilbuth
Direito Noturno



O EXISTIR PÓS-MODERNO CARECE DE FUNDAMENTO

Pensar a sociedade pós-moderna como marcada por intolerância e ódio poderia ser apenas uma mera remissão ao passado ocidental – não é, infelizmente. Valores advindos do senso comum,  tratam a diversidade de cor, de condição social e econômica, de gênero, de visões políticas, e cultural na dualidade superiores e inferiores, dignos de viver ou morrer. A demonização, tornar o outro desprovido de nossas “qualidades” como representantes do Mal, encontrada na Inquisição Católica ou nos Regimes Autoritários, ainda está presente.
René Descartes, contemporâneo das grandes expansões comerciais marítimas, dos desmandos monárquicos e das arbitrariedades da Igreja Católica, e um dos inauguradores da ciência moderna, preconiza a dúvida sistemática ou hiperbólica como mecanismo para o conhecimento da realidade. Tudo deve ser posto em dúvida. O conhecimento se solidifica apenas se perpassa à mais dura crítica. Por meio do método cartesiano,  separa-se sujeito (ser humano) e objeto do conhecimento (conquanto ainda tenha Deus por fundamento). A máxima “Penso, logo existo”, traz a existência do ser pensante como certeza e princípio lógico para compreensão e transformação do real.

Acerca da desumanização da vida é necessário refletir. Os valores reproduzidos diariamente em nosso comportamento são culturais, fruto da História humana. Não há de sagrado nisto, por isso, devem ser questionados e quando necessário para a boa coexistência humana, extinguidos ou modificados. No “cogito” cartesiano, o bom uso da razão é o caminho mais seguro para se buscar a verdade.
O DISCURSO DO MÉTODO: obtenção de conhecimento
Conhecido como precursor do racionalismo, corrente filosófica baseada na crença de que o conhecimento é obtido através da aplicação da razão, René Descartes irá negar as formas de obtenção de conhecimento de sua época, propondo um novo método de busca pela verdade. Tal método consiste numa postura crítica diante de verdades estabelecidas, ou seja, considera a dúvida e o constante questionamento elementos fundamentais para o estabelecimento da razão.
Como pai da geometria analítica, sua filosofia será amplamente influenciada pelos métodos matemáticos. Descartes acreditava que a ciência matemática era inquestionável, sendo assim, o método matemático garantiria a busca de um conhecimento seguro sobre o mundo, dessa forma, a aplicação de tal método a conhecimentos não-matemáticos, como a filosofia, era a forma ideal de se obter a certeza.
O processo dedutivo matemático, que partia de um número mínimo de premissas simples e chegava a conclusões complexas, foi transposto a busca do conhecimento da existência humana, ou seja, a partir de premissas simples, porém indubitáveis, Descartes ira provar que por sermos seres pensantes, nós existimos, demonstrada em sua célebre frase: ‘’penso, logo existo’’.  Assim, acredita que a única forma de provarmos a nossa existência é através da razão, uma vez que a busca do conhecimento através da observação direta e nossos sentidos, frequentemente nos enganam.
A validade histórica de Descartes é comprovada pelo fato de que sua metodologia de obtenção de conhecimento continua vigente mesmo em uma sociedade distinta, assim o uso da razão como ponto de partida de estabelecimento de verdades é método empregado tanto em ciências exatas quanto humanas, através de premissas simples, processos lógicos são formados.

Beatriz Palma, Direito Diurno.

"Cogito, ergo sum."

Nascido no desfecho do século XVI, o intelectual francês René Descartes esteve sob as influências repressoras da Inquisição. Chamado de "pai da matemática moderna", seus estudos trouxeram grandes contribuições para a área, resultando no Plano Cartesiano (um sistema para representar pontos no espaço que influenciou, posteriormente, cientistas como Isaac Newton); como também para a filosofia e para a física – como é visto no livro Le Monde (O Mundo). Sua obra mais importante, entretanto, dominou os quatros séculos seguintes: Discours de la Méthode Pour Bien Conduire Sa Raison et Chercher La Vérité Dans Les Sciences (Discurso sobre o Método de Bem Conduzir sua Razão e Procurar a Verdade nas Ciências) doutrinou o dualismo entre corpo e mente, discorrendo, pela primeira vez, sobre como os pensamentos e emoções se relacionam com o corpo. Morreu de pneumonia aguda em 1650 no auge de sua carreira acadêmica.
O contemporâneo de Galileu tinha como filosofia que somente a matemática era uma verdade, já que mostrou-se decepcionado com o ensino escolástico que não norteia nenhuma verdade indiscutível. Seu método propunha quatro regras da utilização da intuição, responsável por ideias perfeitamente determinadas, e da dedução, em que as verdades eram ordenadas por meio da razão: evidência, análise, síntese e enumeração. Assim, Descartes não era um experimentalista, o que levou, por exemplo, sua tentativa de consolidar o estudo do clima em Les Météores ao erro.
A principal crítica de seu trabalho relaciona-se com o saber humano junto à dúvida. Para René, tudo o que desperta a incerteza não é verdade simples e absoluta, o que o leva a duvidar de todas as percepções de seus sentidos desde que tenha um argumento. O estudo do pensador pode ser sintetizado na proposição Cogito, ergo sum (Penso, logo existo), uma vez que, com o pensamento intuitivo metafísico na dúvida, o indivíduo garante sua existência como ser indubitavelmente pensante – somente ideias do pensamento racional são claras e distintas.
Utilizando de seu método para provar a existência de Deus, sua humildade ao submeter-se à Igreja não foi suficiente para que sua obra deixasse de figurar no Index após sua morte. René Descartes admitia para si, como indivíduo, o caráter finito e imperfeito, atribuindo sua criação a um ser que o ultrapassasse, ou seja, fosse perfeito, fosse todo bondade. Descontruindo a ideia de um gênio maligno, o francês garantia a clareza do pensamento por meio da veracidade divina – contrariando São Tomás de Aquino. Se Deus existe, pode-se, então, crer na existência do mundo.

Alexsander Alves,
Ingressante do Direito Noturno (XXXII, Faculdade de Ciências Humanas e Sociais)

A fé na razão

O pensador de Auguste Rodin parece materializar o pensamento cartesiano com o racionalismo coroando uma era de realizações científicas com a máxima de Renée Descartes: cogito, ergo sum.A razão é a chave do conhecimento e a forma de transformar a natureza, colocando o Homem no centro.
Descartes vê na matemática a ciência ideal para a formação de seu método, o qual representa o desenvolvimento lógico, distante das impressões que colhemos da realidade através dos sentidos. Pois, muitas vezes estabelecemos visões equivocadas resultantes dos sentidos, exemplo disso, é a hipótese geocêntrica, que estabelece a Terra como estacionária e centro do universo e os demais corpos celestes girando ao seu redor. Essa hipótese fundamenta-se em nossos sentidos, visto que eles nos dão a impressão de que a Terra não se movimenta. Porem, a hipótese heliocêntrica proposta por cientistas estabelece que a Terra se movimenta ao redor de seu eixo( rotação) e também ao redor do Sol (translação).
Assim, devemos abandonar preconceitos, a falsa segurança das opiniões mais duvidosas e as impressões do mundo sensível, pois chegar à verdade cientifica exige vencer as próprias convicções. Dessa forma, o instrumento utilizado, para alcançar a verdade, é a duvida a fim de eliminar o conhecimento inseguro. O filósofo demonstra o poder do pensamento ao afirmar que a vontade do mundo se sobrepõe às vontades individuais, nada está totalmente ao nosso controle, salvo o pensamento.
Para tanto, é necessária a consciência da existência, Descartes afirma que a única certeza que podemos ter e que essa ideia se origina de Deus, cuja existência é comprovada pela perfeição, pois se temos uma concepção de perfeição, a ideia de Deus é real, dessa forma, o individualismo impera.
A obra O Pensador de Rodin, portanto, ao retratar um homem sentado inerte em seus pensamentos, ilustra o pensamento e a razão como forma de comprovar a realidade, ao diferenciá-la, por exemplo, de um sonho. O método é o intelectualmente dedutível e não o dado pela intuição sensível ou afetiva.

Carolina Ishi
Direito Noturno


O racionalismo cartesiano como agente enriquecedor.

     Tem-se como lugar-comum no imaginário social a ideia de que vivemos em tempos nebulosos, de confusão mental e perda do halo - conceito desenvolvido por Marx ao se referir à perda da dignidade humana para dar lugar ao homem moderno. O conceito de homem moderno, que nasce junto às revoluções científicas, é um espelho da condição de Descartes, apesar de suas repetidas advertências para que não fosse tomado como modelo ("Mas, não propondo este escrito senão como uma história, ou, se o preferirdes, como uma fábula, na qual, entre alguns exemplos que se podem imitar, encontrar-se-ão talvez também muitos outros que se terá razão de não seguir", Discurso sobre o Método). 
     O erro da crítica ao homem moderno reside na inobservância do caráter revolucionário que a ciência moderna obteve para o bem estar humano e foco exacerbado nos atores que dela se beneficiaram. Engenharia, medicina, tecnologia e economia de mercado são apenas alguns exemplos que, apesar de precederem o surgimento do capitalismo, ganharam sua máxima expressão com a racionalidade sendo colocada como norma na vida do homem moderno. Esta última, a economia de mercado, impulsionou todas as anteriores, sendo a tônica do desenvolvimento do Capital. Tal racionalidade é expressa ao comprarmos o produto de maior custo-benefício, ao decidirmos onde investiremos nosso dinheiro ou nossa profissão. Tais decisões, por ventura, podem se mostrar um pouco irracionais às vezes - sejamos honestos quanto a isso: decisões humanas que regem o bem estar dificilmente conseguem passar pelo crivo do método científico -  porém seus resultados sempre são sólidos e passíveis de quantificação matemática através de um método pré-definido. 
     Descartes, ao rejeitar o conhecimento adquirido através do sentidos, os julgando falhos, fez os primeiros recortes do que hoje compõe o mural do mais alto e primoroso conhecimento, construído sob sólidas bases, livre de dogmas e superstições e maior agente enriquecedor: o conhecimento científico.

Daniel Orpinelli, 1° ano - noturno.

O método e o preconceito


Escrito em uma época em que a superstição e a autoridade eclesiástica exerciam demasiada força no consciente coletivo e na qual a burguesia ainda se erguia, formando uma nova classe social, O Discurso do Método, de René Descartes, revolucionou a filosofia com um pensamento inovador que implicava no uso da razão como principal meio para encontrar a verdade. Com isso, a base da ciência atual se formou, transformando o que antes derivava de práticas de “alicerces pouco firmes” – a magia, a alquimia, a astrologia, entre outras – em algo que resultava de métodos mais objetivos e práticos, sempre partindo do princípio da dúvida. Contudo, mesmo sendo um pensamento originado no século XVII, sua prática ainda é estranha à maioria das pessoas, que insistem em usar antigos preceitos e ideias derivados do preconceito.
Como Santo Agostinho em A Cidade de Deus - que argumenta em sua obra ter certeza da sua própria existência, pois se estivesse errado, seria necessário existir para tal – Descartes afirma sua própria existência ao propor que para poder duvidar dela, é necessário existir. Dessa forma, o filósofo encontra o primeiro princípio para o método que iria desenvolver. O que chamamos hoje de método cartesiano se trata de quatro práticas que têm como fim encontrar a verdade absoluta, partindo sempre da dúvida e do questionamento completo de algo, dividi-lo em tantas partes quanto possível, para então partir de ideias simples às mais complexas, e por fim revisá-las, de modo a se chegar a um pensamento livre de ideias concebidas anteriormente.
Contudo, por mais que o método proposto pelo filósofo seja amplamente utilizado nas ciências, sua prática no cotidiano ainda não é realizada com frequência. No Brasil, o deputado Jair Bolsonaro é a prova da falta de qualquer questionamento por parte da população. Eleito com o maior número de votos no Rio de Janeiro, o deputado é conhecido por seus discursos homofóbicos e que incitam a violência contra minorias; o preconceito enraizado que jamais é sujeito de questionamento propaga esse tipo de ideal.
           Em uma sociedade repleta de preconceito, seja de gênero, religião ou étnico, na qual as mesmas atrocidades entre seus integrantes voltam a se repetir, seja por meio de crimes, crueldade ou negligência, pode-se notar como o método cartesiano ainda apresenta uma discussão atual; a quebra de preconceitos que insistem em prejudicar o progresso da sociedade em si. Afinal, se depois de quase quatro séculos, os homens entendessem o que Descartes sugeriu, a realidade seria, enfim, mais harmoniosa e melhor compreendida.

Victor Suzumura
Direito Noturno

Racionalismo x Empirismo

   Na linha do racionalismo e seguindo ideias como o mundo inteligível de Platão , René Descartes , em sua obra ´´O discurso do método `` , defende que a razão era maior que os sentidos na busca pela verdade. Ainda hoje não se sabe dizer qual das duas vertentes é a verdadeira: o Racionalismo ou o Empirismo. Entretanto nota-se claramente que é possível que ambas coexistam e se complementem.
   Em algumas áreas do conhecimento percebe-se a presença de uma enquanto que em outra área a outra se torna predominante. No campo da física ou da química , por exemplo , as conclusões são alcançadas através de estudos e observações de fenômenos fisico-quimicos. Para tais observações é necessário antes de tudo  a utilização dos sentidos  para finalmente depois atingir uma conclusão racional e lógica .
    Porém em outras áreas do conhecimento a razão é o ponto inicial do estudo , sendo ele a peça fundamental para o descobrimento da verdade. Por exemplo temos o campo algébrico da matemática que necessita inicialmente de um pensamento racional para depois começar a parte prática da matemática.
   Sendo assim , percebe-se que não há uma só vertente válida para o descobrimento da verdade , mas sim duas essencialmente complementares e importantíssimas. Todo o conhecimento humano partiu de alguma dessas duas vertentes e assim continuará sendo.


Eric Okino
Direito Noturno

O "Discurso do Método" na obra de Graciliano Ramos


                Sinhá Vitória sabia que os meninos podiam conseguir uma vida melhor, diferente daquela que sempre tivera. Ela sabia que existia algo que era maior que a pobreza, que a seca e que a fome daquele sertão, sabia que só uma podia romper com o círculo contínuo da vida: a palavra.  A única que proporcionava capacidade de conhecimento, de entendimento e discernimento, com ela seria igual seu Zé da Bolandeira. Já Fabiano não mais seria enganado, não se submeteria ao guarda amarelo nem ao patrão, porque não mais seria bicho. Com a palavra seria gente, pois o conhecimento lhe faria ser.
                Graciliano Ramos, ao propor em sua obra “Vidas Secas” personagens como Fabiano, abre discussão sobre qual a principal característica humana dos homens e afirma ser a palavra que, vagando pelo contexto, significa o conhecimento e a capacidade de diferenciar o verdadeiro do falso, perceber as certezas traiçoeiras e até de duvidá-las. E, mesmo sendo publicada quase 300 anos depois, ela esbarra em um método que revolucionou o pensamento do seu século ao colocar a racionalidade como meio principal de se explicar o mundo, criticando o antigo método da observação e crença na revelação dos mitos ou magia, denominado por “Discurso do Método” e escrito por Descartes, a obra revela os complexos da razão.
                Esta é algo inerente ao homem, ou seja, independe do sábio e do filósofo e entendida como bom senso ou capacidade de discernimento, além de ser o valor normativo do mundo, como a aplicação do bom espírito e digna de ser acumulativa, pois o “conhecimento é o pretexto para mais conhecimento”, como exposto pelo professor Agnaldo Barbosa. Fabiano é animalizado pelo autor pelo fato deste não conseguir possuir a razão ou o senso de discernimento, posto que, segundo Descartes, é a única coisa que nos difere dos animais e nos torna homens, porque dominar a palavra e deter conhecimento implica em pensar, e o pensamento é a característica do homem que o faz existir.
                O método de procurar a razão de Descartes na obra de Graciliano expressa um conceito fundamental: o poder que a razão teria de vencer as convicções pessoais das personagens, por isso através da educação ela poderia acabar com a cíclica da miséria e sugerir uma vida melhor e humanizada. No “Discurso do Método” temos que “E eu sempre tive um enorme desejo de aprender a diferenciar o verdadeiro do falso, para ver claramente minhas ações e caminhar com segurança nesta vida”, dizendo que o discernimento, que é a razão, nos leva à melhor escolha e que pra isso não é necessária uma cama de fita de couro, ”é que, para ser, não necessita de lugar algum, nem depende de qualquer coisa material” apenas daquilo cuja natureza já foi dada por Deus: o pensamento.


Karla Gabriella dos Santos Santana,
aluna ingressante do curso de Direito Diurno - UNESP
Introdução à Sociologia - aula 2


René Descartes e o método de ensino atual brasileiro

        
            Ciência e filosofia não eram diferenciadas antes de Descartes. "Como?" e Porquê?" eram perguntas respondidas pelas mesmas pessoas: filósofos. Depois de René Descartes, essas perguntas eram respondidas separadamente; "como?" pelos cientistas e "porquê? pelos filósofos.Seu principal texto, " O Discurso do Método",fala sobre a busca da verdade através da razão. Isso fez com que a Ciência se tornasse cada vez mais especializada e sistematizada. Desde então, esse tipo de técnica foi vastamente usada em muitos campos diferentes.
         O sistema de ensino, principalmente o brasileiro, é um dos campos que utilizam o método cartesiano para tornar a aprendizagem mais prática. As Ciências Humanas, Biológicas e Exatas são segmentas em matérias, que são segmentadas em diferentes livros, que são segmentados em diferentes capítulos, que são segmentados em módulos, que são segmentados em itens. Muitas vezes, essa racionalização do ensino para melhor se chegar a uma verdade perde o sentido para muitos alunos. Estes, na maioria das vezes, não entendem como um item se encaixa no módulo, como um módulo se encaixa no capítulo e como tudo o que ele estuda, ou deveria, se encaixa em sua vida. Perguntas como "por que tenho que aprender isso?", "como isso pode me ajudar no meu dia a dia?", " como um acontecimento de 1000 anos atrás determinou o que eu sou hoje?" são um dos motivos do desinteresse dos alunos pelas aulas. 
        O método cartesiano, muitas vezes, não responde esse tipo de pergunta. Isso porque muitas pessoas não se contentam com uma só resposta que é imposta pelo sistema de ensino: "como?". Para alguns campos, a extrema racionalização, apesar de organizar, não é o melhor método a ser utilizado.


Desirrè Corine Pinto - Direito Noturno

Sobre o Método cartesiano   

    No momento inicial de sua obra, René Descartes discorre sobre o mal uso da razão, este decorreria do da existência de diversas opiniões, haja visto que o homem racional se vale dessas para fundamentar seu argumento. O autor coloca: "Inexiste no mundo coisa mais bem distribuída do que o bom senso, visto que cada indivíduo acredita ser tão bem provido dele que mesmo os mais difíceis de satisfazer em qualquer outro aspecto não costumam possuí-lo mais do que já possuem". A gênese do método cartesiano é portanto, a dúvida sobre o erro e, este é o motivo pelo qual o autor mantém sua base de fundamentação contida na razão empírica.
 
     Em sua pesquisa pela verdade, Descartes coloca seu próprio discurso em dúvida, rejeita tudo em seu pensamento tudo aquilo que possa trazer questionamentos. Nesse sentido Descartes coloca em cheque as verdades universais adquiridas até aquele momento. Ao criar um método para bem pensar, o filósofo leva a duvida até o ultimo grau. A atitude filosófica de descartes é a de usar a dúvida como um método para buscar certezas na subjetividade.  Nasce então, a dúvida metódica e a partir deste momento, surge o sujeito moderno. Esse por sua vez, é livre do senso comum. Fundamentado na razão, é capaz de colocar até sua própria existência em dúvida.

   Concluindo, o objetivo do método é ordenar o pensamento em virtude de exprimir juízos verdadeiros. Descartes instaura tal método a fim também de questionar em alguns dos filosófos escolásticos que haviam discorrido sobre a epistemologia até então. Dentre outros termos aqui não assinalados como a moral provisória e os quatro regras do método, o filósofo francês dá a seu estudo a função de alcançar a sabedoria possível a fim de fundamentar uma base de conhecimento seguro e indubitável. Por fim, é valido afirmar que seu método gerou consequências no mundo moderno que perduram até hoje, afinal nenhum argumento é valido se fundamentado em qualquer base que gere dúvidas.

Luiz Augusto Barros - Direito diurno.



 




O conhecimento imortal de Descartes

     Aclamado como fundador do racionalismo moderno,  Descartes via a razão como instrumento prático para o dia a dia. Partindo do princípio que todos os homens são dotados da mesma razão, Descartes mostra que as diferentes opiniões vêm do modo que cada um tem de organizar seu pensamento, considerando dar relevância ou não a certos fatos. A partir daí, Descartes dá início à sua obra “ O Discurso do Método” (1637).
    Estudante de várias áreas do conhecimento, vale notar a opinião do autor sobre duas dessas frentes: a matemática e a filosofia. O autor mostra grande admiração pela matemática devido à certeza de suas conclusões. Porém, mostra certa desconfiança na  filosofia, uma vez que toda ela é passível a discussão, e por isso, incerta.
    Descartes duvida dos saberes dos alquimistas, astrólogos e mágicos no sentido do risco que suas promessas apresentam. De maneira geral, não admira quem se diz conhecer mais do que realmente conhece. Desse modo, e com tal humildade,  Descartes procura descrever o método que desenvolveu para resolver seus próprios questionamentos( e não para impor uma doutrina) .
  
Descartes frisa a necessidade de nos aventurarmos pelas várias áreas do conhecimento para não sermos por elas enganadas. O autor também prega a superação do senso comum. Nesse sentido, vale notar que grande parte da população brasileira não tem acesso nem à educação básica(que permite o aprendizado de diversas áreas do conhecimento) e por isso guia sua visa através do senso comum, indo de encontro ao que Descartes acreditava.
   Um último paralelo com a atualidade, é a grande valorizão pela sociedade  dos chamados intercâmbios culturais, bastante comuns nas faculdades brasileiras e mundiais.  Descartes julgava o ato de viajar como tão rico como a leitura de obras antigas, uma vez que viajar nos permite aprender os costumes de outros povos e julgar nossos próprios costumes de forma mais justa. Ele próprio viajou muito durnate a juventude e afirmou ter estudado no “livro do mundo”.

 
(Sofia de Almeida Antunes - 1º ano - Direito Noturno)

Descartes em Matrix

René Descartes, em seu Discurso do Método, dedicando-se exclusivamente à busca da verdade,  rejeita tudo aquilo em que se possa encontrar qualquer dúvida. Pensador racionalista como era, ele questiona até mesmo a sua própria forma de existência e o mundo que o cerca em determinado ponto de seu exercício racional. Questionamento esse que pode ser visto no filme Matrix, relacionando-se com a perspectiva cartesiana na procura pela verdade.

Considerando que às vezes os sentidos humanos são falhos e imprecisos e que quaisquer pensamentos que cultivamos quando estamos acordados, podem ocorrer também durante o sono,  Descartes põe em xeque todas as percepções baseadas nos nossos sentidos, supondo que o mundo em que vivemos é uma ilusão; e a sua própria forma, admitindo que ele mesmo era uma substância de natureza pensante, fazendo a separação entre o corpo e a alma do homem.

Tal pensamento se remonta no filme Matrix, no momento em que o protagonista se vê num dilema existencial ao duvidar da própria realidade em que está inserido (estaria ele vivendo a realidade ou uma simulação programada por uma inteligência artificial?); e qual seria o seu verdadeira forma (a mente na simulação ou o corpo na realidade?).

Portanto, o filme ilustra bem um dos momentos de conflito do pensador francês retratados na sua obra, trazendo-o para um contexto mais atual em que a computação avança cada vez mais, se fazendo mais presente em uma sociedade globalizada. Mesmo após mais de 350 anos de sua morte, Descartes ainda impacta o mundo com seu racionalismo que visa explicar o mundo e buscar a verdade.

Lucas Camilo Lelis
1º ano    Direito diurno

A rasa absoluta certeza

         Fundador da filosofia moderna,René Descartes (1596 - 1650) deu origem ao método da dúvida sistemática a fim de alcançar a verdade absoluta.Ao aplicar tal método,ele pôde convencer-se,gradualmente,de que a única existência sobre a qual ele poderia ter certeza sua própria,visto que a dúvida sobre a mesma a confirmaria.Seguindo a linha de raciocínio do filósofo,a opinião indubitável seria,por si só,um caminho ao erro.
         Amparados por uma certeza falha e oposta ao método cartesiano do questionamento,os recentes movimentos pró impeachment,contrários à candidata democraticamente eleita,a presidenta Dilma Rousseff,acabam por exemplificar o pensamento raso de certa parte da sociedade brasileira que insiste em golpear o sistema democrático que os protege;parte essa que insiste em não respeitar os direitos eleitorais da parcela popular que não partilha das mesmas ideologias senão as suas próprias.
         Desta maneira,ficam explícitas pelo menos duas necessidades ao povo brasileiro para caminhar rumo a uma sociedade mais louvável:o método cartesiano e o bom senso sobre o respeito ao próximo.Mas qual das duas necessidades citadas seriam mais relevantes para atingir tal elevação?Bom,ao menos há aqui a dúvida,mostrando,segundo Descartes,que estamos em caminho mais acertado do que aquele tomado pelos rasos pensadores antidemocráticos.

Rafael dos Anjos Souza.
Turma XXXII - Noturno. 

Descartes e o poder do saber

Foi a dúvida sobre o funcionamento do organismo humano que levou à criação da medicina no período Renascentista, assim como os questionamentos sobre o passado e comportamento do homem originou o estudo da História ao longo dos séculos: do conhecimento do senso comum ao conhecimento erudito, uma máxima da ciência é a dúvida como motor para novas e importantes descobertas sem as quais as perspectivas humanas ficam limitadas e obsoletas. É diante dessa temática ainda muito atual que René Descartes fundamentou seu Método Científico em busca de certezas indubitáveis, inaugurando, assim, a “nova” filosofia a qual procurava.
Para tanto, após anos de isolamento e análises, o método cartesiano foi construído,  essencialmente a partir de quatro regras: (1-evidência) nunca aceitar como correto aquilo sobre o qual não houver total clareza; (2-análise) decompor cada problema em quantas partes mínimas forem necessárias para solucioná-lo; (3-síntese) ir do mais compreensível ao mais complexo para a solução; e (4-enumeração) revisar completamente o processo para assegurar-se de que não ocorreu nenhuma omissão. Tais regas obedeciam impreterivelmente à “dúvida metódica”- instrumento primeiro de Descartes para obtenção de certezas- que consiste em questionar todos os conhecimentos e certezas já consolidados, inclusive a da própria existência. No entanto, vê-se que em todo questionamento há pelo menos uma certeza: a da existência da própria dúvida, que só se materializa diante da razão de um ser pensante. Dessa forma, é possível afirmar que a dúvida é a garantia concreta da existência do homem e que a razão é fundamental para isso, o que Descartes conclui na célebre frase “Penso, logo Existo”.
                Com isso, o sociólogo defende a corrente do Racionalismo, condenando a erudição tradicional livre de dúvidas, o conhecimento do senso comum (demasiadamente pautado no hábito), a filosofia, que é tão pouco pragmática e, principalmente, o conhecimento transmitido pelo hábito ou pelas experiências. Além disso, crê que a reconstrução do conhecimento não se faz com uma ruptura radical das crenças antigas e sim por meio de uma “moral provisória” na qual seria fundamental seguir três máximas: respeitar as leis e costumes de seu próprio país, ser determinado em suas ações e sobrepor a “vontade do mundo” diante da vontade própria.
Sobre essa última – mais uma colocação atual de Descartes- percebe-se análise de que apenas o pensamento e a razão são inatos e intrínsecos ao homem e que todas as vontades próprias, portanto, deveriam estar subjugadas. Dessa forma, não é natural do ser humano afeiçoar-se por algo diferente disso, como bens materiais, o que consistiria no segredo de felicidade de muitos filósofos que se contentam em viver para contemplar o pensamento. Novamente, há exaltação do pensamento e da razão como caminho da verdade e da felicidade, que na pós-Modernidade se materializa primordialmente no “saber é poder”; e todos ainda buscam, assim como Descartes, o saber que supera a certeza da dúvida em todas as áreas do conhecimento.

Juiz Governante

Em tempos de crescente demanda da sociedade, sobretudo dos mais desassistidos, por disponibilidade, qualidade e continuidade dos serviços públicos pela via judicial, a propalada racionalidade do direito deve ser discutida. 

Na norma vigente, os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário possuem as atribuições específicas a cada esfera de poder e as constitucionalmente instituídas, que permitem atribuições além das exclusivas, mas com limitações dadas pela Constituição Federal. Ao Legislativo cabe legislar e fiscalizar; ao Executivo, gerir e, às vezes, legislar via Medida Provisória e; ao Judiciário, aplicar a lei à nossa realidade. 

‘A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para a promoção, proteção e recuperação’ (Constituição Federal de 1988, artigo 196). Esse direito social fundamental à vida digna esbarra no elevado custo de sua operação à Administração. 

Cotidianamente, cidadãos não são assistidos ao demandarem serviços de saúde junto às instituições públicas. É fato que esse direito não tem efetividade no país há anos. A saúde pública carece de recursos materiais e profissionais, e a falta de gestão corrobora para manutenção de seu estado débil. Para consecução de seu direito à saúde, resta ao cidadão desassistido a via judicial: o Judiciário analisa a demanda e, por vezes, aponta o órgão que deverá suprir a assistência. Seria esse o caminho? 

Para o demandante, a causa é sempre legítima e o alcance da demanda é a realização da justiça. Para o demandado, mesmo que a causa seja legítima, a conquista da reivindicação representa o privilégio do pleiteado, a possibilidade de descontrole orçamentário e o desvirtuamento das políticas públicas da saúde. Para o juiz, além do ‘cumpra-se a lei’, a causa favorável significa permanecer no encalço do governante a fim de que, independentemente das adversidades ou do plano de governo vitorioso nas urnas, ele faça diferente. 

A lei basta ser clara para que seja cumprida? 

Certamente não. Não basta a racionalidade da norma expressa em linguagem universal pelos códigos do Direito para que tudo seja aceito, praticado e, às vezes, imposto com bônus individual e ônus coletivo. Por mais belo que seja o texto que a Carta Magna confere à saúde dos brasileiros e pela necessidade de sua prevalência, a realidade expõe a necessidade de desconstrução ou de reforma desse comportamento pueril e desvirtuado do Judiciário quando pratica o ‘mais perfeito’ em uma realidade desconexa. Juiz não governa. 

René, em poucas linhas.


A dúvida, a incerteza e a indagação sobre sua própria existência e de tudo o que nos rodeia foi um traço marcante em René Descartes. O filósofo, nascido na França no contexto renascentista, não atuava como um cético qualquer, apenas não se contentava um receber um conhecimento pré-estabelecido, sólido, denso sem ao menos se questionar sobre sua veracidade. Afinal, os juízos formulados do mundo partem de “um homem de letras em seu gabinete”, como cita o autor, sem o menor contato com hábitos, culturas e experiências externas inerentes ao ser humano.
Ao discorrer do “Discurso do método” percebemos que Descartes parte de determinado conhecimento já consolidado para estruturar e realizar suas indagações. Ele, sempre que possível, reconstrói as visões de mundo e as lapida como forma de alcançar o conhecimento e a verdade. O aperfeiçoamento dos seus juízos, em sua opinião, levaria o homem à aproximação de Deus.
 Este ser uno, inclusive, não chega a ser alvo de dúvidas. Para ele, há quem nunca alcance o espírito além das coisas sensíveis para acreditar na sua existência. Uma citação de Voltaire exemplifica e contextualiza de forma ímpar tal entendimento: “O mundo me Intriga. Não posso imaginar que este relógio exista e não haja relojoeiro”, em outras palavras, como poderia o universo funcionar de forma tão harmoniosa semelhante a um relógio, sem a existência, por detrás deste espetáculo, as mãos de um singular relojoeiro.
Portanto, René alterou de forma substancial o entendimento de mundo e o conhecimento tradicional. Sua máxima, “Penso, logo existo” perdura. Ela foi capaz de duvidar da existência humana e logo em seguida confirmá-la como verídica, já que “para pensar, é preciso existir”. 

Diversidade Triunfante

   Filósofo nascido em meio ao esfacelamento das estruturas feudais na França,e,por conseguinte,da ascensão do absolutismo monárquico e do fortalecimento do mercantilismo no âmbito econômico: René Descartes,autor de "O Discurso do Método" , vê a razão como única e legítima maneira de se chegar a verdade existente,superando,dessa forma,todos os falsos conceitos,assim como afirma o também físico e matemático,advindos da tradição,da teologia,do hábito, da superstição,entre outros.Porém, nos dias atuais,o que  vemos é a existência concomitante da razão decartiana com o conhecimento "transcendental".
    Precipuamente,é válido destacar que o francês não só queria chegar a verdade incontestável,como também constrói um método para atingir tal objetivo,o qual consiste em : não aceitar nada que não seja inato como verdadeiro antes de uma investigação minuciosa;dividir o problema no maior número de partes possíveis e ordená-las das subdivisões mais simples para as mais complexas.Após isso,deve-se realizar uma revisão completa até chegar a uma autenticidade indubitável.A partir daí,conclui-se que métodos como tais proporcionaram o desenvolvimento e evolução da ciência,propiciando o assento no patamar no qual ela se encontra no presente,isto é,constituindo o cerne e motor do capitalismo mundializado,responsável não só por produtos de ponta cada vez mais sofisticados,mas também o desenvolvimento da medicina e a integração intercontinental de pessoas e mercadorias.
    No entanto,indo em oposição a Descartes,está também  presente na sociedade atual, o conhecimento natural,adquirido por meio do hábito,metafísico,tradicional; o que pode ser visto em horóscopos,cursos para astrologia e etc.Tal conhecimento se constitui como um símbolo da cultura da população brasileira, que é passada conforme as gerações se sucedem e assim deve ser mantida,como uma  forma de manter a tradição e resguardar a diversidade.
    Assim, tanto o conhecimento racional como o mundano compõe a sociedade atual.Apesar do último não promover um desenvolvimento tecnológico-científico, ele se constitui parte fundamental da cultura de cada região,como a de todo o país.Portanto,as diversas formas de conhecimento devem ser preservadas, asseguradas e valorizadas, uma vez que o "conhecer" é universal ,fundamental ,livre só se torna possível por meio da interação de cada um com a sua realidade.                                                                                                                                    Maria Izabel Afonso Patori,
                                                                            1º ano-Direito Noturno.

Descartes, sempre atual.

Nos dias de hoje, diversas informações são difundidas dos mais variados modos, todavia um veículo de informações que merece uma notoriedade maior é a internet. Devido a sua enorme facilidade em produzir e disseminar informações, pois qualquer ser humano munido desse recurso pode postar suas ideias, verdadeiras ou não, especulativas ou não, e os receptores dessas mensagens por diversas vezes aceitam essas premissas como verdades irrefutáveis e sem duvidar de sua veracidade.

De um outro ponto de vista se encontra o ilustre filósofo francês René Descartes que é considerado por muitos o pai da moderna Teoria do Conhecimento. Devido o seu intenso trabalho sobre como se obter o verdadeiro conhecimento, no qual ele analisa sistematicamente e afirma que o método mais seguro de distinguir o verdadeiro do falso é a utilização da razão. Na obra o Discurso do Método,1637,  René diz que na pesquisa da verdade ele rejeitou como totalmente falso tudo aquilo em que pudesse supor a menor dúvida, duvidando até mesmo de toda a realidade na qual ele se encontrava.

 Descartes é um filósofo que sempre estará atualizado em qualquer sociedade, pois ele trata de uma questão que está intrinsecamente ligada ao ser humana, que é como obter o conhecimento e a verdade. Por esse fator adicionado ao nosso cotidiano de disseminações de informações, que variam desde à política até à filosofias de vida, ele de deve ser rebuscado. Por exemplo, nas eleições foi utilizado de forma massiva a propaganda e a divulgação de diversas informações que continham a veracidade duvidosa, nesse caso Descartes começaria por recusar toda e qualquer informação baseada no senso comum, na qual não houve nenhum tipo de questionamento ou análise. Em seguida usaria o seu método  no qual ele rejeitaria essas informações por apresentarem conteúdo duvidoso e posteriormente, talvez ele adotasse para si as opiniões moderadas, evitando o excesso devido o estrago das excessividades.

Portanto, utilizando os métodos de Descartes poderíamos construir uma sociedade mais difícil de se controlar e quase que totalmente livre, pois cada ser humano estaria na incansável pesquisa sobre a verdade e não aceitaria qualquer tipo de informação na qual podemos ser induzidos ao erro, em alguns casos erros graves. Pois estaríamos buscando uma verdade clara e distintamente, na qual vencêssemos nós mesmo antes de vencer o mundo. Além de rejeitarmos o senso comum que nada acrescenta ao conhecimento, dessa forma estaríamos utilizando a verdadeira razão de forma metódica e como René Descartes escreveu e descreveu.


Cauê Varjão
1º Ano - Direito Noturno
Introdução à Sociologia - Aula 2



A inconstância da mídia atual

René Descartes acreditava que o ensino da filosofia tradicional não transmitia um aprendizado útil à vida prática, com isso através de sua obra conhecida como O Discurso do Método, propôs um novo meio de obtenção de conhecimento o qual se baseava na razão. Em um momento no qual o pensamento filosófico era baseado na tradição e nos costumes, Descartes apresentou um novo modo de se construir o conhecimento e assim, é considerado o pai da filosofia moderna.
A dúvida para Descartes era a base de toda a construção do conhecimento, portanto nada poderia ser aceito baseado nos costumes ou tradição sem que fosse questionado e investigado até que se encontrasse uma verdade concreta. Todo esse procedimento deveria ser guiado pelo uso da razão, essa que era o principal fator que diferenciava os animais dos seres humanos.
Com base nesse método de Descartes tem-se o problema dos meios de comunicação modernos, a exemplo a internet e os jornais, esses atualmente estão repletos de convicções próprias, meias verdades e pontos de vistas diferentes os quais podem adulterar quase que totalmente um evento ou caso. Um mesmo fato pode ser noticiado de maneiras variadas por diferentes meios de comunicação, têm-se como exemplo impasses baseados na ideologia de um povo, oposições políticas entre esquerda e direita e conflitos religiosos cada qual defendendo algo.
Para Descartes a população deveria questionar e investigar a verdade dessas matérias começando pela dúvida, base de seu método científico. Assim passariam não mais a acreditar no senso comum que é constantemente repassado pela mídia, mas construiriam seu verdadeiro conhecimento. Com isso haveria acréscimo ao saber da população em geral e uma menor alienação da sociedade.
Portanto, o método científico do uso da razão de Descartes, através da dúvida como principio de sabedoria, é muito atual e necessário para que a população faça certos questionamentos das notícias atuais, não aceitar o senso comum sem antes duvidar e buscar saber a verdade concreta das coisas apresentadas.

Descartes, o conhecimento cientifico, o senso comum, a verdade e a mentira


Descartes escreve em sua obra "Discurso do Método" que a busca pela verdade se da através da razão, apesar de que esse seja um caminho difícil de ser seguido. Para tal é necessário utilizar do conhecimento cientifico, pois apenas esse oferece bases solidas para chegar a conclusões uteis e verdadeiras. Em seu livro, diz que "As maiores almas são capazes dos maiores vícios, como também das maiores virtudes, e os que só andam muito devagar podem avançar bem mais, se continuarem sempre pelo caminho reto, do que aqueles que correm e dele se afastam." se afastar do caminho reto, isto é, ir pelo caminho da mentira é bem mais fácil do que permanecer no caminho da verdade, pois as pessoas precisam dispor das ferramentas necessárias a fim de continuarem sua busca pela verdade e esse é um processo que exige mais esforço. 

É nesse contexto de desvirtuar do caminho da verdade para o caminho da mentira que entra o conhecimento transmitido pelo hábito, pois não existe qualquer domínio prévio do conhecimento cientifico. O senso comum age como um mecanismo de alienação, pois esse nada mais é do que um conjuntos de opiniões ou ideias que são aceitas passivamente por um grupo de pessoas num determinado local e época, diferente da ideia proposta por Descartes de questionar qualquer verdade imposta.

Portanto não utilizar da razão para distinguir a verdade da mentira faz com que seja muito mais fácil que órgãos midiáticos manipulem as pessoas, pois essas caem no senso comum e são passivas a toda informação a seu redor, já que elas não possuem o discernimento e a capacidade de analisar aquilo que é verdadeiro daquilo que é falso.

(Matheus Vital Freire dos Santos - Direito Noturno - 1º ano - Aula 2)

Demolição e construção da razão

              A primeira marretada anunciou então o início da demolição da casa. Nére Setracsed observava com uma pitada de tristeza o desenrolar da destruição de sua antiga moradia, afinal quantas ideias não haviam surgido naquela residência? As mesmas ideias que, com o desabar das estruturas, pareciam desaparecer aos poucos e cair no esquecimento. Foi então que Nére observou, conquanto as marretas despedaçavam as paredes, surgiam pedaços menores de concreto, pedaços esses que poderiam ser reutilizados na construção de sua nova casa, seu novo pensamento.
                      Deveria então formar um projeto, construir uma casa que superasse a anterior, para isso, Setracsed, precisava separar as dificuldades em alguns passos, primeiramente evitar contato com seus tios e avós, pois os mesmos possuíam um modelo de casa diferente do que lhe agradava, isso estava muito provavelmente ligado à visão tradicionalista imposta por eles, visão esta que Setracsed não compartilhava. Outro importante aspecto seria o solo sobre o qual seria construída a casa, sua residência anterior estava sendo demolida devido à má qualidade do solo que estava por ceder, isso ocorreu pois Nére não havia estudado o local da construção, assim, foi enganado por um vendedor de terras que havia garantido a qualidade do terreno e Nére simplesmente aceitou isso como verdadeiro, quando o certo a se fazer seria verificar pessoalmente a qualidade da terra.
                     O próximo passo para a construção de sua moradia seria a decoração, para tal, Setracsed deveria escolher as pequenas coisas primeiro de forma que aos poucos fosse montando um grande cenário através da combinação dos pequenos objetos, assim criando uma harmonia que contribuísse para um ambiente mais completo, para então preencher os espaços com objetos maiores. Por fim após tudo isso, Nére deveria efetuar uma revisão meticulosa da casa em todos os aspectos, para que nenhuma parte do processo venha a ser, de alguma forma, negligenciada.
                 Ao fim dessa reflexão Nére Setracsed tomou-se por satisfeito, no entanto deteve-se e seguiu para um novo pensamento, teria sido ele capaz de todo esse planejamento caso tivesse usado da emoção, que sentira ao ver sua casa sendo despedaçada, no lugar da razão? Não seria então a razão uma forma de construir o caminho para uma vida sobretudo verdadeira e concreta? Nére sorriu, nem mesmo sua nova casa estava pronta e já estava lhe ajudando a gerar novas ideias e formas de pensar. A moradia do filósofo havia de prosperar.

                                                                                                                          Iago de Oliveira Taboada
                                                                                                                              1ºAno Direito (diurno)
                                                                                                              Introdução à Sociologia - Aula 2

Edificar, com Descartes, o "método" atual

René Descartes, considerado o pai da filosofia moderna, buscou um alicerce para o confuso período no qual situava-se: a influência da cultura e pensamento medieval e os questionamentos da era moderna. Diante disso, o francês construiu um método para que suas verdades fossem afastadas do senso comum e que não fossem apenas contemplativas, mas sim, passíveis de influenciar uma transformação no mundo.
Aplica-se à sua razão nesse novo sentido, reconstruir o conhecimento científico e as filosofias tradicionais, pois a busca por razões que possam universalizar devem fugir dos hábitos e do ensino tradicional. Assim, com pretensão em atingir uma razão prática construída sobre o contínuo uso da dúvida, Descartes elaborou sua famosa obra "Discurso do Método" na qual relata essa sua experiência intelectual que inovou um dos elementos mais importantes que constituem o ser humano, os seus pensamentos.
Atualmente, os relatos do intelectual são visíveis quando reflete-se sobre como e quando o homem está usando suas razões. Há alguns meses atrás, o acontecimento da eleição presidencial no Brasil fervorou os critérios de utilização da observação e da razão, principalmente por meio das redes sociais. Com o resultado da eleição, os opositores ao partido vencedor, não refletiram sobre o método de Descartes respaldados apenas por juízo de valores e veemente impulsionados pelos  resultados das eleições presidenciais, culparam eleitores nordestinos pela continuação do governo atual. Esse pensamento, contradiz o discurso do mencionado filósofo francês, o qual afirma que a razão necessita ultrapassar as convicções pessoais, a fim de aprender a diferenciar o verdadeiro do falso, para ver claramente suas ações e caminhar com segurança na vida.  
          Portanto, é necessário que se faça presente nos dias atuais questionamentos, reflexões e principalmente a busca por uma verdade que fuja ao senso comum, para que desta forma, se possa dar um retorno ao relato de Descartes sobre a essência da razão que transforme o mundo para nós.


Ana Caroline Gomes da Silva, 1º ano Direito noturno

Pensar ? Isso não é pra você, deixe isso comigo !

Pensar, como fazer isso numa sociedade onde existem  tantas tecnologias para fazer isso por você ? E a cada dia mais e mais surgem substituindo a sua maneira de pensar. Midiáticos que dão seus pareceres e logo é acatado por muitos sem o menor questionamento, tornando-se como seu modo de pensar também. Hoje em dia você não precisa mais pensar em como seu país poderia melhorar, como mudar essa política imunda, como garantir que a justiça prevaleça, pois tem quem faça isso por você, convencionou-se que isso é coisa para intelectual.
Existir, cada um faz da sua existência bem como quer, mas muitos apenas existem assim como  as coisas, os animais e tudo quanto mais pode-se dizer que existe, embora a existência humana jamais deva-se comparar as demais coisas, afinal somos nós os únicos seres racionais conscientes capazes de analisar nossos atos e comportamentos, devemos fazer com que faça valer a nossa existência, de que nada e nem ninguém é o suficiente para que substitua a nossa unicidade.
A célebre frase de Descartes ''eu penso, logo existo" deveria ser a filosofia de vida de todas as pessoas, pois a habilidade de poder racionalizar tudo quanto se vai fazer, de que atitude tomar, de ser ou não ser, é unica e individual de cada pessoa, ninguém absolutamente ninguém pode tirar o fato de pensar de você, porém estamos vivenciando uma época em que o pensar não é algo importante, de que isso é perca de tempo e que nada vai mudar.
Não seja apenas mais um que só existe, PENSE E EXISTA, faça com que sua voz seja ouvida, certamente vão tentar abafar sua voz, o diferente sempre atrapalha, mas são sempre estes que podem mudar algo. Já temos gente o suficiente ocupando espaço nesse mundo, corpos de mentes vazias e sem nenhuma projeção de conteúdo, vamos lutar, vamos atrás de conhecer, vamos PENSAR.



Lemuel Victor Dias
1º ano Direito Noturno





Discurso Pessoal

     René Descartes buscou em sua época uma sistematização na filosofia, que foi alcançada com o “Discurso do Método” e, embora esta concepção tenha trazido uma nova forma de enxergar a razão – que se torna metódica - ela não passa da concepção de um só homem que, através de uma humildade exacerbada e possivelmente falsa, não possuía visão geral da complexa estrutura do mundo, suas relações sociais, seus comportamentos e pensamentos (já que tudo isso é praticamente impossível de se sistematizar) - o que faz de sua obra, não genérica como muitos afirmam, mas sim, de cunho extremamente pessoal.
    Iniciando seu discurso, Descartes faz questão de se apresentar como estudioso das mais diversas áreas e doutrinas, grande observador da prática - e apesar de tudo isso, está sempre insatisfeito e não encontra aplicações de caráter elevado ao conhecimento obtido; diz também serem as ciências cuja base é a filosofia, fracas. Isso tudo mostra como Descartes é, no fundo, tão presunçoso quanto ele nega ser no início de seu método, já que sua modéstia é desconstruída conforme a apresentação se desenrola e se desfaz totalmente no final da primeira parte quando ele diz só ter encontrado satisfação ao estudar a si mesmo.
     Ao propor o primeiro dogma: Obedecer às leis, os costumes de seu país, se manter na religião da infância, ele não apoia o homem em explorar e escolher aquilo que o agrada em vez daquilo imposto; e ao aceitar a opinião dos mais sensatos, pois são os mais moderados e omitir as suas próprias não vê que ao não se questionar é impossível o progresso; não defende nenhum ideal, apenas quer o caminho mais cômodo. Em seu segundo dogma, que consiste em manter-se o mais firme possível em suas ações, mesmo que as tenha que escolher ao acaso - não há diálogo e flexibilidade para se mudar de opinião. Por fim, em seu terceiro dogma: Procurar vencer a si próprio antes do que o destino, sendo isso uma forma de se privar de desejos impossíveis, ele mostra que não busca se superar ou mudar o mundo, mas sim, se ajustar ás situações que lhe ocorram.
     Sendo assim, Descartes soa como um eterno pessimista, que acredita ter se saturado nos estudos, mas sem real paixão ou compreensão por nenhuma das áreas que estudou já que ele apenas mostra as falhas em todas elas. Pode-se dizer que ele não entende como é importante a analise do que já foi escrito por outros autores, em vez de esperar encontrar todas as respostas nesses. Mostra-se, acima de tudo, apenas um homem que se preocupa muito mais com seu julgamento de certo e errado, e seu mantimento num caminho que segundo ele é o correto, do que as aplicações de seu método na sociedade real, que é imensamente diversa.

(Stephanie Bortolaso. Direito Noturno, 1° ano - Aula 2)

O mundo que opera contra minha vontade

   No “Discurso do Método”, do francês René Descartes, o autor, narrando em primeira pessoa e de forma inusitada, pretende elaborar um novo método de aprendizado e conhecimento, baseado na razão científica e autorreflexão. Para isso, ele elabora uma moral provisória, que ele mesmo segue, de forma a desconstruir o conhecimento que lhe fora passado até então.
   Nessa moral provisória, composta por três pontos principais, Descartes acredita que chegar à “verdade científica” (ou seja, a verdade livre de sensos comuns e com alicerces firmes) depende de se desprender de suas próprias convicções e elaborar novas, que levem em conta a vontade do mundo.
   A ideia de Descartes pode ser aplicada no mundo atual, no sentido em que a dificuldade em abraçar novas ideias é um dos grandes provocadores de conflitos da sociedade moderna. Em todas as civilizações, desde a árabe, chinesa e ocidental, a firmeza em um ponto de vista sólido e imutável causa tamanho atrito entre gerações e grupos diferentes que, não raro, a violência termina sendo usada. Um exemplo disso seriam os conflitos entre as parcelas conservadoras da sociedade e os grupos progressistas, como os que lutam pela laicidade do Estado.

   Uma frase de Schopenhauer que se encaixa perfeitamente nesse contexto é: “o mundo insiste em operar contra a minha vontade”. Aqueles que mantêm suas opiniões imutáveis, mesmo com a evolução da sociedade, vão inevitavelmente ficar ultrapassados; é preciso vencer suas crenças de modo a avançar intelectualmente, socialmente e moralmente.
Descartes condena os excessos.

            René Descartes é tido como um dos principais expoentes da denominada Revolução Científica, ocorrida no século XVII, que daria rumos ao chamado século das luzes (século XVIII), marcado principalmente no homem como centro do universo, que acaba por expor o antagonismo entre essa época de grande produção científica (antropocêntrica) e o período da Idade média (teocêntrica).
Em ‘’ O Discurso do Método’’, René Descartes discorre sobre o conhecimento e como este foi tratado ao longo dos séculos. Ao criticar o ensino tradicional e a filosofia clássica em suas formas de lidarem com o saber, calcados principalmente no uso dos sentidos, defende um novo método na relação objeto de estudo e estudioso, embasado no uso da razão, a qual diferenciaria aquilo que é falso do que é tido como científico e comprovado.
Descartes faz sérias críticas ao pensamento aristotélico, o qual indicava o caminho do conhecimento em convergência com o uso dos sentidos, pois para ele o único meio de se chegar a verdade seria por meio de métodos sistematizados e que hoje em dia poderíamos chamar de ‘’ métodos cartesianos’’.
Galileu Galilei, outro expoente das ciências exatas, na mostra com maestria a noção de conhecimento realmente científico em oposição a física aristotélica que compreendia de forma sensorial os fenômenos físicos, ao passo que, Galilei ao enunciar o princípio da inércia nos mostra que nem tudo que parece o é. Galileu, contemporâneo de René Descartes, solidifica de forma experimental o método cartesiano. No entanto, é necessário ressaltar os porém advindos da racionalização da vida como um todo, como é visto na obra ‘’ A cidade e as serras’’. A personagem Jacinto vive um em um ambiente de extremo contato com os avanços tecnológicos de sua época o qual viria a prejudica-lo, pois achando que a intensa metodização da vida cotidiana traria a felicidade suprema, de modo que também expõe que a suma ciência e a suma potência seriam a suma felicidade, mas se engana e se vê infeliz com necessidade de ajuda, a qual viria com seu primo Zé Fernandes que o leva ao interior português, onde encontra a verdadeira felicidade. Analogicamente pode-se ver que em ‘’ O Discurso do Método ‘’, Descartes condena os excessos, e nesse caso, podemos analisar com o exemplo citado, que nem sempre a intensa racionalização das coisas pode ser benéfica ao homem.

 Rafael Cyrillo Abbud – Direito Noturno / Aula 2

Introdução à Sociologia.

Da imutável relação entre a verdade e o capcioso

Nascido em um período no qual o Estado Moderno já era presente na Europa, René Descartes procurou se aprofundar nos estudos e conquistar um conhecimento claro e seguro. Dessa maneira, dedicou-se em aprimorar a evolução da parte racional do indivíduo através do "Discurso do Método", que representava mais uma análise do que propriamente um manual metódico, no entanto produziu considerações capazes de serem utilizadas ainda na atualidade.
Muito se delibera, nos dias de hoje, sobre o conceito de Meritocracia enraizado na sociedade. Nesse sentido, há pessoas que tendem para a defesa, assim como existem aquelas que se dispõe ao ataque, do respectivo sistema. Descartes explica tal fenômeno, tão comum, discorrendo que todos os seres humanos são portadores do bom senso, porém cada um dirige o pensamento pelo caminho que bem entende, assim opiniões distintas são formadas, sem que haja mais de uma verdadeira.
Ademais, de acordo com o autor, a veracidade de uma proposição não é fácil de ser encontrada. A sociedade está repleta de raciocínios rasteiros, denominados Senso Comum, que distanciam daquilo que é verdadeiro. As fofocas, exemplo prático, fazem parte do convívio entre pessoas a séculos e muitas vezes são tomadas como verdades absolutas, sem ao menos existir uma investigação profunda, prejudicando seres e entidades. Para evitar essa injustiça René infere princípios básicos, como não aceitar nenhuma informação obscura prontamente, e propõe que devemos sempre nos convencer a partir da razão.
A problemática trabalhada a cerca de, aproximadamente, 500 anos atrás por esse renomado filósofo nos faz perceber que o mundo apresenta acontecimentos semelhantes que devem ser analisados, metodicamente,  para evitar elevar falácias ao nível da verdade.
                 Victor Lugan Rizzon Chen- 1ºano Direito- Noturno